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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Descurar o futuro - não há investimento

Os projectos bons e necessários que os há, não saem do papel. O governo não quer ou não é capaz ?

O investimento público é, de longe, a área da gestão da política orçamental que tem corrido pior.

Num momento em que devíamos recuperar algum do atraso acumulado nos anos da crise e preparar a nossa Economia para melhor resistir à próxima crise – que inexoravelmente chegará um dia – estamos não apenas parados, mas a andar para trás.

Cortou-se no investimento como nunca subornando tudo ao défice e às clientelas eleitorais. . Além de trágico é irónico ser este governo a fazê-lo.

Sem investimento não criamos postos de trabalho bem pagos e sustentáveis e os que criamos no turismo são o que Louçã aqui diz :

"Problemas estruturais, Louçã concordou com César das Neves no fraco investimento, apontando também o elevado desemprego jovem.

Por fim, o professor ISEG considerou que o turismo não é modelo de desenvolvimento da economia, porque não traz valor acrescentado e assenta, maioritariamente, em empregos de baixa formação."

Estamos a perder o futuro e não nos estamos a preparar para os mesmos problemas que sempre nos mergulharam em crises.

É como correr atrás da própria cauda.

 

Os grandes projectos financiados por Bruxelas e o cheque de 460 milhões

Hoje foram aprovados por Bruxelas onze grandes projectos e passado o respectivo cheque. São eles :

Já em curso : A conclusão do túnel do Marão, a extensão do Metro de Lisboa até à Reboleira e a construção do Centro Materno-Infantil do Norte são algumas das obras já em curso que receberam agora luz verde definitiva de Bruxelas.

E novos : No pacote agora aprovado incluem-se projectos de modernização de troços da linha ferroviária de Sintra e da linha do Norte, projectos de abastecimento de água para a Zona do Alqueva ou ainda a regularização do curso de Ribeira Brava (Madeira). Entre os 11 agora aprovados, o mais caro é o túnel da auto-estrada do Marão: orçada em quase 106 milhões de euros, a obra vai receber quase 90 milhões de financiamento europeu, através do Fundo de Coesão.

Faltam : a linha férrea de mercadorias de bitola Ibérica para servir os portos de Sines - Setúbal e Lisboa; a linha férrea de mercadorias de bitola Ibérica para servir os portos de Leixões - Matosinhos e Aveiro ; o Novo Hospital Central de Lisboa para substituir os seis hospitais centrais de Lisboa ( Maternidade Alfredo da Costa - Desterro - Capuchos - São José - Santa Marta - Curry Cabral ) ; e a linha eléctrica para substituir o Metro do Mondego .

Outros menos conhecidos mas também importantes no apoio ao investimento nas empresas. Alguns já em curso outros em preparação e à espera de aprovação.

Sem contas em ordem é que não há todos estes milhões. Assunto sempre esquecido.

 

O meu preferido : 

alqueva.jpg