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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Costa, Centeno e Galamba tão amigos que eles são da Grécia

Costa congratula-se com o fim do programa de ajustamento na Crécia, Centeno dá as boas vindas à Grécia livre do programa e Galamba diz que o discurso de Centeno é miserável.

Do BE não se ouve opinião eles que já foram os grandes admiradores do Tirysa . Bem me lembro como Louçã, Catarina e o próprio Costa voavam para Atenas para ficarem na fotografia. O PCP continua a dizer que é um desastre Portugal pagar a dívida, cinco mil milhões por ano, não diz é como se faz. Mas nós sabemos o que é que os comunistas querem. Sair da União Europeia e do Euro.

Ao fim destes dez anos de crise o que vemos é que a Grécia passou as passas do Algarve para conseguir ficar na tão odiada União Europeia.

A Grécia recebeu 250 mil milhões de Euros de empréstimos para conseguir dar de comer aos seus cidadãos. Portugal ficou-se pelos 75 mil milhões.

O estado come tudo e não deixa nada

Para onde vão as verbas do Programa Portugal 2020 ? Para o estado ora essa. Em vinte programas 16 são do estado e 4 dos privados. Como habitualmente.

É só uma forma de compensar a falta de investimento do orçamento . Mais programas de formação como habitualmente. Depois o pessoal formado não tem emprego e emigra . Como habitualmente.

“26 dos maiores financiamentos foram para o Estado e só quatro para empresas.” Ou seja, 87% dos recursos de topo foram canalizados para financiar projectos estatais, e apenas uns insignificantes 13% puderam ser aproveitados por empresas privadas. O Portugal 2020 é um orçamento de Estado paralelo."

Os 26 mil milhões de euros que o programa tem vindo a distribuir desde 2014 são demasiado preciosos para que o Estado não lhes meta o dente, com a voracidade própria de quem tem pouco dinheiro no bolso e muitas bocas para alimentar.

 

 

Qual dos dois vence António Costa ?

Hoje na televisão Rui Rio deixou escapar " que ele (Santana) tem os mesmos números (sondagens) que eu e sabe que vai atrás por isso desce o nível do debate com ataques pessoais".

Por outro lado é no norte que o PSD tem mais militantes e é também por isso que os dois candidatos se centram naquele região onde Rui Rio é mais conhecido e apreciado.

Mas a festa acabou. Estes últimos dias de campanha têm que ser decisivos no esclarecimento do país quanto aos programas eleitorais propostos. Em que é que são diferentes e como esperam bater Costa ?

Numa chamada à primeira página de uma entrevista a Rio, um dos jornais diários publica que "Rio pode apoiar um governo PS" . Isto é um tremendo tiro no pé, é a última coisa que um PSD quer ouvir . E a nível nacional será apreciada a posição de Rio se essa for a única forma de tirar PCP e BE do poder ? É que sem maioria absoluta o PS continuará prisioneiro da extrema esquerda.

Um programa de governo bem diferente e bem melhor

Santana Lopes :

o país ganhará mais com a criação de emprego gerada pelo investimento do que com algumas devoluções de rendimentos.

Para isso, Santana defende benefícios fiscais em sede de IRC para todas as empresas que exportarem mais, que forem mais amigas do ambiente ou que se fixarem no interior do país com vista ao combate à desertificação do interior.

Criar uma política fiscal atrativa para o investimento e fixação de empresas, com incidência especial no IRC, por forma a captar investimento estrangeiro e a contrariar o êxodo de grandes grupos económicos portugueses para outros países da Europa na procura de condições fiscais mais vantajosas. Nesse âmbito, a taxa de IRC deve ser reduzida para as empresas que exportam mais, que são mais inovadoras, que empregam mais, que são mais amigas do ambiente, que se fixam e investem em zonas mais despovoadas”, lê-se neste ponto do programa.

Consensos, sim; acordos de regime, sim. Tanto na área fiscal como na Segurança Social, na descentralização, na revisão constitucional ou nas grandes obras públicas (tal como apelou o primeiro-ministro António Costa). Santana Lopes defende tudo isso, mas não já. “A parte final da legislatura é sempre má conselheira”. Portanto, só a partir da próxima legislatura, em 2019.

Como evitar que o Estado seja um accionista -zombi ?

O programa desenhado para a CAIXA é pouco inspirador. " Os desenvolvimentos lamentáveis dos últimos meses são mais um ponto no gráfico. Há aqui um padrão. No caso do actual governo ainda não se percebeu como pensa ser melhor guardião dos activos de todos. E vai sendo tempo de o explicitar. Essa tem de ser uma agenda para 2017. Ou seja, tem de explicar o seguinte: Afinal para que serve o Sector Público Empresarial? Como deve o valor público destas actividades produtivas ser medido e avaliado? Como devem ser as suas lideranças ser encontradas, motivadas e monitorizadas? O plano que se vai ouvindo falar para a CGD não parece ser muito inspirador. É uma diminuição do papel da CGD. É austeridade aplicada à organização e aos seus “stakeholders”: redundâncias de pessoal, contração de gastos com remunerações (excepto para a Administração, claro), compressão das margens dos fornecedores, cortes nas remunerações de depósitos, aumentos de comissões, etc. Até que ponto isto torna competitiva a CGD nas suas várias frentes? A nova Administração fará bem em explicar-se, em tempo oportuno. Terá de o fazer.

A Troika errou diz o FMI

Muita coisa foi feita que tinha que ser feita mas no essencial a Troika errou. É o próprio FMI que o diz. Portugal não tinha um problema de competitividade no sector exportador mas falta de poupança privada e pública e excesso de consumo em bens duradouros ( automóveis) e investimento residual.

Tivemos mais falências e desemprego do que o previsto e o défice aumentou a que correspondeu mais cortes e maiores aumentos de impostos agravando a recessão. E o sector bancário foi considerado resiliente.

Resultado ? A dívida não deixa de crescer e a economia tem um mau comportamento não conseguindo pagar o que devemos. E se o PSD/CDS conduziu diligentemente o programa (errado)  o actual governo incita ao consumo e corta no investimento (errado).

Estamos entregues ao estado. Há outra maneira mais robusta de dizer que estamos feitos mas também menos educada.

PS . a partir de Nicolau Santos - Expresso

Oremos

O BCE está quase a atingir o limite de compras da dívida portuguesa. A partir daí não há mais compras e sem o programa de compras da dívida é mais do que certo que as taxas de juro vão crescer.

"A taxa de juro das obrigações a 10 anos em Portugal subiu dos 1,744% do fecho na sexta-feira para 3,342% esta segunda-feira, o nível mais alto em seis meses". Entretanto já desceram mas não para o nível anterior, estão à volta dos 3%. Quanto subirão sem a ajuda do BCE ?

Esta limitação poderá atenuar  o efeito do programa de compras do BCE nos juros da dívida pública de Portugal e Irlanda, bem como de outros países onde o limite esteja mais próximo de ser atingido, realça a Reuters.

Era só o que faltava para o desastre ser completo depois dos índices económicos revelados para o 1º trimestre . Se tudo isto se confirmar e não vejo que pelo andar da carruagem a situação possa ser muito diferente, as taxas de juro podem iniciar nova rota de crescimento . Se assim for a preparação do Orçamento para 2017 vai ser um tornado com epicentro em Bruxelas.

Mas cá vamos, não cantando e rindo, mas com as barrigas de aluguer ...

O PCP diz que "este não é o nosso programa "

PCP à medida que os dias passam vai lançando avisos ao governo de António Costa . Repetida e explicitamente vai tornando claro que " o programa do PS não é o nosso programa" e que "o apoio é o possível". Dito de outro modo.Ou o PS satisfaz sempre as pretensões dos comunistas ou haverá medidas e politicas que o PCP não apoiará..

Quem cederá primeiro ? Não é "se" é "quando ". Como os candidatos do PCP+BE não são suficientes para um apoio maioritário, será sempre o PCP a chave da sobrevivência do governo . Ou este cede primeiro ao PCP ou então não avança com a medida ou corre o risco de a ver rejeitada. É possível governar assim ?

Dizendo por duas vezes que "o programa de Governo do PS não é o do PCP", João Oliveira enumerou todas as propostas que os comunistas defendem e estão fora do programa e aviso: "cá estaremos para contribuir para que as políticas possam ser alteradas". Um aviso mais cerrado a Costa do que aquele que antes tinja sido feito pelo BE.

Alguém acredita que o PCP abandonará as politicas que ficaram fora do programa ?

Programa do PS é um exercício muito dificil e perigoso

Teixeira dos Santos, último ministro das finanças do PS diz que o programa do PS é um exercício muito difícil. Eu acrescento que é também muito perigoso.

“Sem dúvida que estas políticas são arriscadas no quadro orçamental em que estamos. Agora, isto tem de ser feito explorando margens de manobra orçamental (…). Não será fácil levar a cabo uma política como esta e manter o rigor orçamental”.

E é perigoso porque assenta no reforço do consumo que terá imediatas consequências nas contas externas . Basta olhar para a actual situação onde se nota já um maior consumo, um aumento das importações, e um reforço do crédito concedido às famílias. 

Quer dizer, enquanto o governo tem pela frente um problema que tenta evitar ou pelo menos contornar o PS, quer voltar às politicas que trouxeram o país a esta situação. Por enquanto não falam em obras públicas faraónicas mas seria uma questão de tempo.

Temos que continuar com a economia orientada para as exportações e chegar ao objectivo que é 60% do PIB. Estamos acima dos 40%, ainda é pouco e é dificil mas absolutamente necessário.

Partir de premissas que já mostraram estarem erradas não é inteligente .É perigoso.