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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na Holanda mais de 70% dos alunos frequentam escolas privadas

No ProfBlog : De notar que a Holanda, o país que mais longe levou a liberdade de escolha das escolas pelas famílias e onde mais de 70% dos alunos frequentam escolas privadas que prestam serviço público, ficou em 1º lugar na Matemática, no PISA 2012, de entre todos os países da UE, ultrapassando a Finlândia. O retrocesso da Finlândia, que passou do 1º lugar na matemática, em 2003, para o 6º lugar, em 2009 e, finalmente, para o 12º lugar, em 2012, merece estudo.

De salientar que Portugal se mantém um pouco abaixo da média da OCDE, mas melhor do que Espanha, com uma subida progressiva e consistente da média a matemática. Essa subida verificou-se em todas as avaliações do PISA desde 2003. Onde Portugal continua mal é nas ciências: 11 posições abaixo da média da OECD.  O pior resultado das três disciplinas. Na matemática: 5 posições abaixo da média da OECD. Na leitura: 6 posições abaixo da média da OECD.

Os exames sempre foram e vão continuar a ser a prova dos nove

Sempre foi assim como poderá ser de outra maneira ? " O Profblog explica como segue.

Os exames nacionais no final dos ciclos são a forma mais simples e objectiva de prestar contas sobre a qualidade do serviço educativo. O objectivo é verificar se houve progressos ou retrocessos nos resultados de cada escola. Essa é a forma menos burocrática e mais eficaz de prestar contas e de avaliar o desempenho das escolas e dos professores.


Os resultados dos exames devem ter consequências, não apenas para os alunos, mas também para as escolas e para os professores que nelas ensinam.

As escolas que obtiverem melhorias nos resultados dos exames devem ser premiadas com reforços de autonomia e mais dinheiro ou créditos horários.

As escolas que, ano após ano, não apresentarem melhorias precisam de receber um sinal de desaprovação: em último caso, o encerramento e distribuição dos alunos por escolas com melhores resultados.

O alucinado Nogueira não tem descontos no salário

No Profblog : "É contabilizado um dia de greve se o docente apenas tiver como serviço atribuído as reuniões de avaliação a que não compareça".

Este esclarecimento, enviado às escolas pelo diretor geral dos estabelecimentos escolares - vale a pena dizer que é o melhor diretor geral que eu conheci nos 39 anos que levo a trabalhar para o MEC - começou já a produzir os seus efeitos: muitos docentes fizeram marcha atrás e, à terceira vez, os conselhos de avaliação realizaram-se por falta de voluntários para fazer greve. O mesmo acabará por acontecer com as greves aos exames assim que o dia do início das férias e o corte nos vencimentos chegarem.
Há cada vez mais professores a chegar à conclusão que foram enganados por sindicatos que os instrumentalizaram para criar uma onda de adesão à greve geral do PCP e da CGTP. Os dois equívocos sobre os quais as greves foram montadas começam a estar à vista de todos: não há qualquer aumento da carga letiva e, em janeiro de 2014, não haverá docentes dos quadros com horário zero e nenhum docente na requalificação.
No dia 24 de junho, está tudo preparado para que o MEC ceda mais alguma coisa e a Fne assine um compromisso que ponha fim à confusão e caos nas escolas estatais. A Fne não pode correr o risco de se confundir com a estratégia sindical comunista que se reduz a fazer do país um mar de cinzas. O MEC tem a obrigação de ajudar a Fne a descolar da Fenprof.

Tomar os alunos como reféns

Tudo leva a crer que a greve aos exames não terá qualquer influência na vida dos alunos. Antes de mais porque os professores, a maioria não adere.

...Esta verdade não convém nem à Fenprof nem aos partidos da oposição. Uns e outros pensam que ganham mais instrumentalizando politicamente os professores e ameaçando os alunos com greves aos exames que, todos sabemos, não terão efeitos substantivos. Os exames vão realizar-se todos nos dias marcados porque a esmagadora maioria dos professores não aceita essa forma de luta.

Tomar os alunos como reféns numa luta de carácter profissional entre alguns sindicatos e o ministério é inaceitável. Os professores não podem ficar excluídos de medidas que são aplicadas a todos os outros funcionários públicos. E os professores, tal como outro qualquer trabalhador, têm que se deslocar para o local onde há trabalho. Se não trabalha não recebe .É assim em todas as profissões e em todo o mundo!

Novos modelos de gestão no ensino

Enquanto em Portugal se luta pelo monopólio estatal do ensino, com o seu cortejo de greves e maus resultados, lá fora experimentam-se novos modelos de gestão. As escolas da Parque Escolar que custaram milhões e que agora não conseguem pagar a dívida ( mais uma) deveriam estar abertas a soluções alternativas. Como esta que nos trás o Profblog :

Vem esta descrição da missão e atividades da GEMS Education, uma das maiores empresas internacionais de gestão de escolas, com uma presença muito forte no Reino Unido, a propósito da resposta à questão: o que fazer com as escolas da Parque Escolar? Têm custos de manutenção elevados e o serviço da dívida é colossal.

 

Se eu tivesse poder de cisão na matéria, abriria um concurso público internacional para vender ou concessionar as escolas da Parque Escolar. Estou convencido de que a Gems Education é capaz de estar interessada em ficar com algumas escolas da Parque Escolar. O Estado ficaria livre de encargos da dívida, arrecadaria algum dinheiro e ofereceria educação de grande qualidade e milhares de alunos portugueses.

Greve prejudicará apenas alguns( poucos) alunos

No Profblog : (...)

A greve é uma manobra da Fenprof para instrumentalizar os professores no combate que o PCP, o BE e o setor socratino do PS fazem ao Governo. Incapazes de mobilizarem os portugueses para grandes manifestações ou greves gerais, as tentativas feitas foram um fiasco, esgotado que está o movimento "que se lixe a troika", querem agora usar os professores com o objetivo de derrubarem o Governo.
Esta greve, caso se realize, será mais uma duro golpe na credibilidade dos professores. isolando-os face aos pais e à sociedade em geral."

ProfBlog - A montanha pariu um rato

No ProfBlog : "

À medida que vão sendo conhecidas as auditorias feitas pela IGEC às escolas com contratos de associação do Grupo GPS vai-se concluindo que a montanha pariu um rato. Atente-se nas acusações:
#1 Escolas que cobravam uma taxa de matrícula de 10 euros por ano. Os pais dos alunos devem estar muito preocupados com isso. Dez euros?
#2 Um professor, licenciado em engenharia informática, leciona Tecnologias da Informação e Comunicação. Se fosse licenciado em Multimédia qualquer coisa já podia?
#3 Uma professora, licenciada em engenharia biológica, leciona uma turma de físico-química do 3º CEB.
#4 Professores que, em certos dias, trabalham mais do que sete horas. E depois? Qual é o problema de trabalhar 8 horas num dia e 6 horas noutro?
Agora os professores que levantaram as cabalas deviam ser objecto ( ou as escolas boas deles) do mesmo processo para ver se há ou não razões para os alunos fugirem delas.

Avaliação inflacionada dos professores não condiz com o saber dos alunos

É por isto que os sindicatos sempre lutaram contra qualquer avaliação na escola. "

No seu relatório Teachers for the 21st Century – Using Evaluation To Improve Teaching [Professores para o século XXI – Usar a avaliação para melhorar o ensino], a OCDE parte do princípio enunciado no título: o de que a avaliação docente deve contribuir para a melhoria do sistema de ensino e não apenas para a progressão na carreira. Frisando que “os resultados obtidos pelos estudantes são o critério essencial para o sucesso de um sistema de ensino” e que os “professores contam” no que respeita ao sucesso académico dos estudantes, a OCDE dá conta de que continua a existir, em alguns países, uma “combinação mal sucedida” entre os resultados obtidos pelos docentes na sua avaliação e aqueles que são alcançados pelos estudantes.

“Em alguns países, a grande maioria dos professores obtém as classificações mais altas na avaliação docente desenvolvida a nível nacional e, no entanto, o desempenho dos estudantes é insatisfatório”, constata-se no documento que antecede a realização da Terceira Cimeira Internacional sobre a Profissão Docente, que decorrerá no próximo dia 13, em Amesterdão.

Combater a falta de pontualidade e de disciplina na escola



Combater a falta de pontualidade e de disciplina no ProfBlog."
A Escola Básica e Secundária de Carcavelos pôs em prática um conjunto de medidas de combate à falta de pontualidade dos alunos que se centra numa estratégia simples: responsabilizar alunos e pais pelos atrasos, lançando sobre os infractores carradas de burocracia. O excesso de burocracia a que os infractores são sujeitos constitui simultaneamente um castigo eficaz e um dissuasor que responsabiliza.

A ausência de toques de entrada responsabiliza os alunos. São eles que têm de estar atentos ao relógio, tomando a iniciativa de não chegar atrasados.

Onde é que o MEC vai cortar 1 000 milhões em 2013 e 2014 ?

Não há despedimento de professores nem aumento de horário de trabalho. Fica a agregação de escolas onde ainda há muito por fazer.

Os cortes por via das reformas antecipadas e da agregação de agrupamentos são suficientes para acomodar o objetivo da poupança de 1000 milhões de euros em dois anos.
Levar até ao fim o processo de agregação de agrupamentos significa gerar poupanças permanentes na ordem de centenas de milhões de euros em consequência do aproveitamento máximo dos docentes dos quadros que poderão ter os seus horários letivos distribuídos por várias escolas do mesmo agrupamento. Registe-se ainda a poupança gerada na redução dos cargos de chefia.
Para gerar a poupança de 1000 milhões de euros não é preciso mexer no estatuto da carreira docente. Isso faz-se através de uma criteriosa gestão dos recursos humanos existentes tendo em vista reduzir ao mínimo novas contratações de docentes. Chama-se a isso "contar com a prata da casa"!