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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PSD e o CDS não têm razão e Centeno vai demitir-se

Depois da intervenção de Mário Centeno na Assembleia da República onde afirmou, com clareza, que quem aprovasse a contagem integral do tempo aos professores teria que decidir onde cortar na despesa fixa e/ou no aumento dos impostos, não tenho dúvida nenhuma que a demissão do ministro das finanças está em cima da mesa.

António Costa também tem a sua palavra em banho maria mas, a sua demissão, equivaleria à demissão do governo o que seria mais problemático a não ser que o primeiro ministro jogue agora tudo na maioria absoluta em eleições legislativas antecipadas.

Todos sabem que pagar aos professores obriga a pagar a outras categorias de funcionários públicos para não falar em todos aqueles que perderam o emprego no sector privado. Trata-se de uma enorme injustiça que o PS não aceitará. Mas pagar a todos os prejudicados arromba definitivamente com o equilíbrio orçamental e com as conquistas conseguidas com tanto trabalho.

Degradar ainda mais os serviços públicos ? Aumentar o IVA ? PSD, CDS, PCP e BE têm a palavra.

"Isto é pôr em causa todo uma legislatura de recuperação de rendimentos. Temos sabido manter o rumo certo, as contas no seu sítio e avançar passo a passo de forma segura. Isto é querer destruir todo o trabalho de construção de uma legislatura. A História julgará quem assim procede", disse o deputado do PS.

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Centeno e Catarina um par improvável

O Prof Centeno é especialista em Relações laborais e em Segurança Social, tendo uma vasta obra publicada em revistas internacionais de relevo. A Catarina Martins nunca ouviu falar destes assuntos. Agora veja como eles estão a acordar no enlace .

O Prof Centeno apresentou uma série de medidas que tiveram um destino comum. O cesto do lixo :

Relativamente à primeira proposta, Catarina Martins já nos comunicou que tinha ficado pelo caminho nas conversações entre o BE e o PS. Sobre a segunda proposta, Catarina Martins já nos comunicou que foi ao ar. Quanto à terceira proposta, Catarina Martins já nos comunicou que caiu.

Quanto à quarta proposta não se fala disso. Mas fala-se de uma relacionada, o salário mínimo. A literatura económica diz-nos que o salário mínimo, se não estiver alinhado com as condições do mercado de trabalho, provoca desemprego. É precisamente por esse motivo que cada vez mais economistas defendem que se recorra a complementos salariais em vez do salário mínimo. Há vários estudos que mostram que estes complementos aumentam o emprego.

Estão a ver como o possível acordo é consistente e credível ? O Prof Centeno a ceder em toda a linha à catedrática Catarina ?