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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A procura interna é o caminho ideal para chamar a Troika

INE diz que a economia cresce graças à procura interna. O Forum para a Competitividade diz que as exportações é que são o motor da economia e que a procura interna é o caminho mas curto para trazer até nós o FMI/Troika.

Por mim desde que ouvi o Arménio Carlos desenrolar a sua teoria sobre o salário mínimo deixei de ter dúvidas se é que alguma vez as tive. A procura interna pode ter uma pequena influência na economia mas os países ( com uma população muito maior que a nossa logo, uma procura interna muito mais influente na economia) que têm uma economia mais robusta têm exportações que chegam a 50% do PIB. Ora nós andamos pelos 40% e é agora nestes últimos tempos porque já foi bem pior.

Ao expurgar a componente importada das diferentes componentes do produto, explica o gabinete de estudos, verifica-se que “a procura interna nem sequer contribui para metade do crescimento do PIB, que depende sobretudo do andamento das exportações”.

O documento do Forum revela um “total desacordo com a forma como o INE apresenta os dados do PIB” e considera que estes “dão uma imagem muito enganadora do que se está a passar”. Pior: “levam os decisores políticos a cometer erros muito graves”, alerta a nota de conjuntura, que desafia o INE “a rever a forma como apresenta estes dados, em linha aliás, com a forma como o Banco de Portugal os divulga”.

Nem sequer concordam com as análises dos dados eles que andaram todos na mesma escola. É a mentira à medida. 

Nunca houve tantas obras de reabilitação de casas

A actual lei do arrendamento mexeu na procura de tal forma que, apesar de nunca ter havido tantas obras de reabilitação de prédios em Lisboa e Porto, a oferta não chega. Foi o que bastou para surgirem as habituais contestações a tudo o que funciona bem.

O importante é isto: nos últimos anos, começou-se a criar um mercado de arrendamento. Esse mercado é ainda incipiente, não funciona para todos, e está a ser perturbado, em áreas limitadas, por uma procura inesperada. Mas concedam-lhe uma oportunidade para amadurecer e equilibrar-se. Há problemas? Não façam mais leis, criem apoios. Se for verdade que a Câmara Municipal de Lisboa tem “1600 casas de habitação social fechadas”, muitas delas “emparedadas”, podem começar por aí. Porque um novo congelamento, seja qual for a sua forma e alcance, só pode ter os mesmos efeitos funestos dos anteriores.

É que não é boa ideia ter senhorios pobres com inquilinos ricos.

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Dez milhões de tesos e endividados

Uma política de procura à escala de 10 milhões de tesos e endividados é uma patetice, como a realidade está a demonstrar, diz o Prof Daniel Bessa.

O BCE já esgotou o que podia fazer mas a Alemanha pela sua dimensão podia implementar uma política de procura que levasse a mais importações com origem nos países europeus em dificuldades como Portugal. Porque Portugal só sai desta e de outras através das exportações ao contrário do que afirmam PCP e BE. As exportações só são uma treta para Catarina Martins.

Dizendo não ter a certeza de que Portugal poderá ter crescimentos fortes e sustentados, Bessa considera que se à escala europeia deveria haver uma política orçamental mais expansionista, "fazer isso à escala de Portugal é uma patetice".

"Não faz o menor sentido, não tem condições nem trará resultados, pôr a economia a crescer pela despesa é o que temos feito, não é vida para ninguém", afirmou.

Entretanto o que se vai ouvindo acerca da preparação dos orçamento 2017 é mais do mesmo, mais despesa paga por aumento de impostos.

O grande lapso de António Costa

Num mercado pequeno e aberto como o nosso incentivar a procura interna é financiar a economia alemã, espanhola...

Numa economia tão pequena e tão aberta como a portuguesa, tentar fazer crescer, hoje, a procura interna para fazer crescer a economia afigura-se-me um arcaísmo, e um erro; esvai-se em importações, sendo um excelente contributo para o crescimento do PIB... espanhol, ou alemão. É um daqueles “actos de ternura” contra os quais é necessária a coragem de lutar, tanto mais quanto mais suportados por dívida (como será necessariamente o caso). Há quem pense que rende votos; não sei, talvez... Em minha opinião, rende sobretudo resgates, como se os que já tivemos, precisamente pelas mesmas razões, não tivessem sido suficientes.

As exportações representam 85% do crescimento da economia (1,5% )

Já se nota alguma recuperação da procura interna mas o grosso da procura vem do exterior. E esta é a melhor noticia que o país poderia ter .

"Este mesmo facto é confirmado no final do primeiro semestre de 2015, em que a contribuição das exportações líquida das importações para o PIB voltou a apresentar a mesma tendência, agora já acompanhada por algum incremento na procura interna", rematou o CEO da Ignios.

O aumento do excedente externo nos primeiros sete meses do ano face a 2014 foi permitido por uma melhoria na balança comercial (bens e serviços) de perto de 400 milhões de euros, com as exportações a crescerem mais que as importações. No primeiro semestre a balança comercial registou um excedente de 700 milhões de euros.

É este o caminho que exige mais competência e que o país raramente - para não dizer nunca - conseguiu trilhar . Face ao programa apresentado pelo PS esta é uma das politicas que corre perigo.

 

Três motores a puxar pela economia

Em 2014 já teremos três motores a puxar pela economia. Exportações, Procura interna e Investimento. É o momento da viragem com a economia a crescer em terreno positivo depois de muitos anos a ceder. E com a economia a crescer serão criados postos de trabalho. Aliás, o desemprego já desceu 2,6%, ainda alto mas já em rota descendente. Portugal foi um dos países da Europa que mais viu baixar a taxa de desemprego, ao longo dos últimos 12 meses”, argumentou ainda Pires de Lima. E, por isso, “tanto em termos de crescimento como em termos de redução do desemprego”, o país está “no caminho certo”, acentuou.

Ganham a vida a dizer que nos falta procura por causa da austeridade

Para os que não gostam da verdade o Prof Daniel Bessa apresenta as continhas : " Entre bens e serviços que exportamos os estrangeiros vão comprar-nos mais 3565 milhões, comparando com 2013. As famílias residentes vão consumir mais 1389 milhões de euros.O Estado, as famílias e as empresas residentes vão investir mais 441 milhões de euros, sobretudo as empresas comprando novos equipamentos. As empresas vão aumentar os seus stocks em 420 milhões de euros. Aumentos de procura um pouco por todo o lado, com o estado ainda a reduzir 285 milhões. Procura, encomendas, compras é o que uma economia necessita para crescer. Para satisfazer esta procura alguém tem que produzir - mais postos de trabalho, criação de produtos, valor, lucros, receitas fiscais...

Tudo junto a economia portuguesa vai exceder em 5530 milhões as compras realizadas em 2013 - 3365 milhões vindos do estrangeiro e 1965 milhões vindos das famílias, das empresas e do estado. Este acréscimo de procura determina uma taxa de crescimento da economia de  3,3%...

O problema é que destes 5530 milhões de euros de compras as empresas não se mostram capazes de satisfazer mais do que 1996 milhões. Na falta de oferta interna, o resto, vai ter que ser satisfeito por importações. E lá vamos nós cair nos 1,2% previstos. Como se vê não nos falta procura falta-nos oferta com o que desperdiçamos 64% do potencial de crescimento. Isto vai direitinho para aqueles que ganham a vida a dizer que nos falta procura por causa da troika, do governo, da austeridade. Tivéssemos nós comprado equipamentos novos, criado novas fábricas, trabalhado terrenos férteis, construído barcos em vez de construir autoestradas e rotundas.

(PS : a partir de um texto de Daniel Bessa - Expresso)

 

Procura na emissão de dívida chega aos 10 000 milhões de euros

A emissão, face à forte procura, subiu  para 2 500 milhões de euros a uma taxa que ficará ligeiramente abaixo dos 5% para um prazo a cinco anos. Um excelente ensaio para uma emissão com prazo a 10 anos.

A Comissão Europeia saudou o êxito da operação que resulta da confiança que Portugal goza nos mercados.

"A finalizar, Simon O’Connor sublinhou que, "para manter esta tendência positiva e prosseguir o caminho rumo ao regresso definitivo aos mercados, é importante que Portugal continue a implementar as reformas previstas no programa", essenciais para “melhorar a competitividade da economia e aumentar o seu potencial de crescimento e criação de emprego”.

Estão criadas as condições para que os bancos e as empresas possam financiar-se normalmente com taxas de juro competitivas, assegurando investimento e postos de trabalho.