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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na TAP os privados empurram o Estado para a nacionalização

Os accionistas privados ao não aceitarem as condições impostas pelo accionista Estado empurram a companhia aérea para a nacionalização. Dito de outro modo. Não estão interessados .

Pese embora as repetidas tentativas do Estado a verdade é que muito poucos querem a TAP. As outras companhias europeias juntaram-se mas nenhuma com a TAP. Na primeira tentativa de privatização apareceu um desconhecido colombiano que nem uma garantia bancária conseguiu arranjar. E, agora, há um accionista privado que na verdade está no negócio com duas empresas aéreas do outro lado do atlântico e que impõe as suas condições.

A nacionalização é o recurso último para manter a companhia em operação, à custa da injecção de muito dinheiro, da assunção do passivo acumulado e da devolução aos privados dos seus suprimentos.

E, toma corpo, que haverá umas alíneas no acordo secreto entre accionistas que favorecem os privados. Mais um poço sem fundo que a "geringonça" deixou aos contribuintes. 

O socialismo e os idiotas úteis.

Na TAP fazer pior é difícil

 
O artigo de hoje: A humilhação a que o Governo está a ser sujeito na TAP tem uma fotografia: António Costa, que para calar Bloco e PCP em 2015, admitiu a renacionalização da empresa. O mesmo primeiro-ministro que, mal se apanhou no Governo, pôs mãos à obra. Só que fez tudo mal: como os acionistas não quiseram ceder o controlo da TAP, ofereceram ao Estado 50% no capital... mantendo toda a autonomia de gestão. Ou seja, o Estado ficou com metade do risco da empresa, sem que pudesse controlar os atos da gestão (não obstante nomear o “chairman”).
O resultado está à vista: os privados “entalaram” o Estado. E este, que não quer deixar cair a empresa (seria um golpe tremendo na base eleitoral do PS e nas aspirações de Pedro Nuno Santos, que quer chegar a secretário-geral do partido), não pode tratar os privados como gostaria: com um grande “chega pra lá”. Daí o atual mal-estar, que pode pôr o primeiro-ministro e o ministro em situação ainda mais difícil quando o país conhecer a reestruturação que Bruxelas quer impor à TAP.
Moral da história: o Governo está a colher aquilo que semeou: fez uma nacionalização fictícia e, pelo caminho, pôs em causa o dinheiro dos contribuintes. Pior era difícil.

Na TAP o accionista privado entalou o governo

Agora serão 1,2 mil milhões de euros a voar, na TAP. No final do ano, mais uns 300 milhões. E está, o Estado - os contribuintes - amarrado aos acionistas. É o preço da “reversão” em 2017, quando Costa, com ajudinha do seu “melhor amigo”, tomou a maioria do capital da TAP e deixou privados com a maioria na gestão e decisão. Tu, Estado, mandas no capital, eu, privado mando... na gestão. E decido.
Esta palermice da “reversão” deu todos os incentivos para os privados se portarem como “gestores públicos”. Nada tinham a perder. Melhor que gestor público: o Estado não os pode despedir. O melhor emprego rentista do Mundo.
E, então, o que estes “gestores” fizeram? Secaram a TAP, em favor da “Azul” de Neelman, ficaram com as “sobras de créditos” (comissões, não é?) nas compras dos aviões, code-shares com “interesses-relacionados”, emprestaram dinheiro a bons juros... riqueza que fugiu da aérea.
Eu, demitido da função accionista, empresário e feito gestor público, também faria o mesmo.
O papel do ministro da tutela, Pedro Nuno Santos, é de uma ingenuidade confrangedora, mesmo a roçar a tolice. “São interesses que não estão alinhados com os interesses do País e do povo português”. Diz isto, em modo Maduro, referindo-se aos privados da TAP... Após meses em que gastou metade do tempo a ameaçar com a nacionalização e a outra metade com venda à alemã Lufthansa, quer, agora, que os acionistas convertam empréstimos de 220 milhões de euros (da Azul à TAP, suprimentos), em capital social! Coitadito, uma anedota, de que raio de buraco saiu?

E o Estado é que vai gerir a TAP ?

Para gerir uma companhia aérea é preciso conhecer o negócio do transporte aéreo, ter ligações profissionais e comerciais com outras companhias do ramo e, por último, poder influenciar o fluxo de passageiros em mercados de origem e destino.

O accionista privado da TAP, a empresa de David Neeleman, opera 264 aviões que voam para mais de 100 destinos no mercado norte-americano. Ora quem opera no mercado mais competitivo do mundo, o norte americano, de certeza absoluta que tem todas as condições para gerir uma pequena companhia como a TAP.

Também no mercado Brasileiro é accionista da companhia AZUL. A companhia aérea brasileira Azul, tem como fundador o empresário David Neeleman, um dos acionistas da TAP através do consórcio Atlantic Gateway.

A TAP ganhará alguma coisa se tiver na sua administração um ou dois representantes do Estado ? Mesmo sendo génios e amigos do peito do Primeiro Ministro ?

O que falhou na TAP foi a estratégia do governo

A começar pela reversão da privatização que o anterior governo fez. Se o estado nada tem a ver com a administração da TAP só a si mesmo deve culpar. A operação de reversão foi-nos vendida como uma operação de grande nível feita por gente de grande inteligência próxima de António Costa.

O Estado e os privados não têm culpa da pandemia que amarrou em terra a frota de aviões mas, o que o governante nos diz é que mesmo antes do Covid-19 a situação da companhia já era crítica.

O que nós sabemos é que o privado americano tem duas companhias aéreas no outro lado do Atlântico. Fez o que tinha a fazer. Encaminha os passageiros da TAP para as suas companhias nas américas e encaminha os passageiros das companhias americanas para a TAP. Esta estratégia é tão racional e límpida que não deve merecer nenhuma surpresa. A não ser que o Estado e os seus representantes não percebam nada de transporte aéreo ou andem com outras coisas para fazer.

A dívida da TAP anda em cerca de 1.000 milhões e cresce para 3.300 milhões com os contratos de "leasing" dos novos aviões. Há cerca de 17 aviões a mais do que o esperado no "Plano Estratégico", plano este que foi estabelecido por todos os accionistas . O Estado sabia.

O que também já era evidente é que o único accionista que tem aviões para contratar em "leasing" é o accionista americano que fala português esquisito. Ora bem. Preciso de aviões na TAP vou buscá-los às empresas do outro lado do mar e faço chorudos contratos.

Isto é, o accionista americano que é o único que sabe do negócio de transporte aéreo e conhece os "players" chave a nível mundial, colocou a TAP numa situação( bem melhor do que antes da sua entrada na companhia) em que ganha sempre.

Salvo se levar com uma pandemia em cima depois de ter levado com uma "nacionalização" envergonhada. E o ministro há falta de argumentos fala alto. De bandeira...

A juntar à lista de espera há mais 120 mil consultas e 40 mil cirurgias

Para aqueles que acham que os hospitais privados são um negócio ( com tudo o que essa designação tem de desprezível para eles) só o coronavírus estendeu a lista de doentes à espera de tratamento em cerca de 200 000. Nada mau, tendo em vista que ainda não sabemos quantos meses o SNS estará sujeito a esta pressão.

Parece óbvio ( para quem tratar os doentes é mais importante do que a dicotomia público/privado) que a oferta hospitalar privada vai ser chamada a responder. Se fosse necessário a crise veio mostrar que a oferta hospitalar privada é um activo que oferece à sociedade serviços inestimáveis. Para quem está de boa fé não há outra conclusão.

Ficamos em casa e a economia trava para em primeiro lugar não entupirmos o SNS, dando tempo a que os hospitais públicos se preparem para responder ao desafio do vírus. Mas é claro que todas as outras doenças não desapareceram por milagre. Os AVC, os enfartes e as pernas partidas têm que ser tratados onde estão reunidas as condições médicas e hospitalares para o fazerem de imediato.

Os hospitais privados que alguns na sua cegueira ideológica dizem que negoceiam a saúde. Perguntem aos doentes que se encaminham para lá voluntariamente.

Sempre que o SNS não responde os privados devem ser chamados

Não só nas pandemias mas também nas listas de espera. Os hospitais privados têm uma oferta que anda pelos 40% da oferta instalada não podem ser vistos como um "desprezível negócio", têm que ser vistos como um parceiro dos hospitais públicos. Há 3 milhões de clientes nos hospitais privados como seria se esta multidão se dirigisse aos hospitais públicos ?

O que é desprezível são as listas de espera que deixam doentes à espera de uma consulta ou de uma cirurgia meses ou mesmo anos.

As pandemias também têm vantagens mostram que a oferta instalada tem que ser usada para bem dos doentes.

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Hospital Garcia da Horta recorre a privados para garantir urgências pediátricas

O que tem que ser tem muita força. Um Estado pobre como o que temos não aguenta um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito. E muito menos um serviço de saúde capaz de responder às necessidades da população. As listas de espera para consultas, cirurgias e exames são uma vergonha.

Foi lançada na 2 f passada uma Parceria-Público-Privada para a gestão do hospital de Loures e a ministra anuncia agora que vai concessionar o serviço de urgência pediátrica do Hospital Garcia da Horta.

Em último caso, se continuar a não haver candidatos às vagas disponíveis, Marta Temido admite que poderá “equacionar a abertura de uma exploração de concessão” ao serviço de urgência pediátrica.

“Esta população precisa de uma resposta e, se não conseguirmos fazê-lo com base em concursos, temos que pensar noutras soluções”, defendeu.

A falta de especialistas já afeta o hospital há mais de um ano, quando saíram 13 pediatras para o setor privado.

Mais uma promessa : CTT (privados) vão renovar parceria com o Estado

Tanto barunho, tanta indignação e depois vai-se ver e os CTT vão continuar privados. Promessas, o campeão das promessas, diz-se o que é preciso no momento e a seguir percebe-se que tudo fica na mesma. Mesmo que o estado quisesse onde está o dinheiro para recomprar a empresa?

Uma novidade bem recebida pelo presidente executivo dos CTT, João Bento, que fez questão de sublinhar que "uma das razões de ser dos Correios é a prestação do serviço universal postal". Nesse sentido, "apelo à condição de parceria com o Estado nesta missão", acrescentou.

Questionado sobre quando é que previa que houvesse uma decisão definitiva sobre a renovação da parceria com os CTT, Souto de Miranda esclareceu que "não há nenhuma urgência ". "A nossa preocupação é que não haja hiatos entre o fim deste contrato [que termina no final deste ano] e o início do próximo".

Na saúde os privados não ficam excluídos

Vai haver PPP de gestão na saúde sempre que for necessário já que PPP de concepção/construção serão cada vez mais. Não é o que acontece a um Estado falido ?

O PS sublinhou, numa declaração de voto escrita, apresentada por Carlos César em nome do grupo parlamentar socialista, que a Lei de Bases agora aprovada "não é uma lei para estimular a concorrência económica entre setores prestadores de cuidados de saúde, como a que estava em vigor - é uma lei para obrigar à colaboração de todos nessa prestação".

O texto socialista insiste que o setor privado não fica excluído do Serviço Nacional de Saúde, ao reafirmar que esta "não é uma lei para inibir a iniciativa dos setores privado e social - é uma lei para afirmar a responsabilidade primordial do setor público". Aliás, César aponta que a nova legislação "não interdita o recurso a privados na gestão de unidades do SNS", mas "estimula a transparência e a prevenção de conflito de interesses e afirma claramente a preferência pela administração direta pelo Estado".