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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A TAP procura um parceiro privado

A TAP de bandeira tem os dias contados há muito. Não tem dinheiro, não tem rotas e agora não tem passageiros.

Analisados, agora, os números que foram recentemente publicados pela ANAC, não há dúvidas de que o casamento colapsou. A TAP vê a sua quota de mercado reduzir drasticamente nos principais aeroportos nacionais. No Porto, só um em cada 20 passageiros é que opta por voar na companhia de bandeira nacional, no aeroporto de Faro nem sequer é uma das dez principais companhias a operar e em Lisboa perdeu mais de 50% de quota de mercado.

A companhia aérea portuguesa quer apresentar à Comissão Europeia um plano de reestruturação que já inclua o cenário de um novo parceiro. A informação foi avançada esta sexta-feira, 4 de setembro, pelo Público, que adiantou que, para cumprir este objetivo, a TAP vai contar com a ajuda de um banco de investimento, que deverá estar escolhido nas próximas semanas.

Entretanto suga dinheiro como as turbinas dos motores sugam passarinhos.

Famílias aumentam despesa em Saúde no privado

O aumento da despesa das famílias em saúde justifica-se pela maior utilização dos serviços nos hospitais privados. Tal como aconteceu na maioria dos países europeus à medida que as famílias têm mais dinheiro cresce a procura no sector privado.

O SNS com listas de espera de milhares de doentes e com o descalabro nas urgências a tendência será sempre as famílias procurarem um serviço mais acessível.

A tendência não é nova e tem vindo a reforçar-se nos últimos anos. De acordo com os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a despesa das famílias portuguesas aumentou 4,4% em 2018 e os gastos no privado justificam este acréscimo.

Mas os seguros de saúde também têm vindo a ganhar peso. "Em 2018 e 2019, as sociedades de seguros continuaram a reforçar a sua importância relativa no financiamento do sistema de saúde (4,1% em 2018 e 4,2% em 2019), apresentando aumentos de 10,4% e 8,8%, respetivamente", indica o Instituto Nacional de Estatística.

Na Saúde há inúmeras instituições públicas que deveriam ser extintas

Eliminar, juntar e reduzir níveis intermédios no SNS é fundamental para melhorar eficácia e reduzir custos. Existem inúmeras instituições públicas que poderiam e deveriam ser automaticamente extintas ou fundidas para corrigir redundâncias, burocracias e desperdícios desnecessários dos recursos públicos.

Consideramos importante eliminar níveis de decisão intermédia desnecessários. O Presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, tentou descrever a realidade atual quando descreveu a Administração Regional de Saúde do Norte como “máquina burocrática e inútil que sustenta poderes intermédios”. Mas, de facto, a ideia de extinção das ARS já não é nova.

Com base nas alterações anteriores, pensar um SNS totalmente organizado em Unidades Locais de Saúde, em que em cada Distrito, todos os Hospitais, Centros de Saúde e outras infraestruturas de Saúde estariam na égide de um só Conselho de Administração. Conselho de Administração com autonomia de gestão alinhada com a agilidade da gestão que acontece no setor privado. Há que ter a humildade de aprender com quem gere melhor. Precisamos de menos instituições mas com mais massa crítica.

O SNS vai recorrer ao privado para resolver as listas de espera

A ministra da Saúde diz directamente. O SNS não vai ser capaz de responder sozinho e, portanto, vai recorrer ao sector privado. Como é lógico e os doentes esperam.

Marta Temido fala “na enorme dificuldade” das listas de espera e admite que o Governo poderá vir a recorrer aos privados para colmatar esta situação.

Esta decisão absolutamente lógica e beneficiando os doentes vai ter uma oposição histérica da extrema esquerda porque para o PCP e BE a ideologia é mais importante do que tratar em tempo medicamente razoável os doentes.

Felizmente que no PS ainda há quem tenha sentido de Estado.

Diga o que o PM disser claro que haverá austeridade no privado

Certinho, certinho, os mesmos de sempre vão pagar mais impostos, chame-lhe Costa o que quiser, mas para quem tiver menos rendimento é austeridade.

O sector público, onde estão o grosso dos votantes do PS, PCP e BE, mais uma vez vão escapar ao prejuízo. Eles que já gozam de privilégios.

  1. Diga o PM o que disser, claro que haverá austeridade no sector privado.
  • Quem perder o emprego vai sentir austeridade. E desemprego é sempre no sector privado, não no Estado.
  • Quem está em lay off sente austeridade. Temos menos poder de compra.
  • Quem vir o seu salário reduzir-se sentirá austeridade. Ganha menos.
  • Quem vier a pagar mais impostos sentirá austeridade. E o mais provável é que o Governo aumente mesmo os impostos. Aposto singelo contra dobrado.
  • Para estas pessoas, dizer que não haverá austeridade é quase ofensivo.

 

  1. No sector público será diferente.. Aí não haverá nem cortes de salários na função pública, nem cortes de pensões. Não é uma escolha do PM. Não é exigível nem recomendável pelos especialistas.
  2. Primeiro: porque esta crise é radicalmente diferente da anterior. Não é uma crise de desequilíbrio orçamental. Logo, não é preciso uma austeridade de ajustamento no Estado.
  3. Segundo: na crise anterior os credores exigiram austeridade. Nesta crise, os empréstimos a contrair não terão essa exigência.
  4. Terceiro: esta crise é excepcional e irrepetível. Exige um novo pico de dívida, é verdade. Mas esse é um encargo excepcional. Pagar-se-á ao longo de 30, 40 anos, com pequenas poupanças, ano a ano.
  5. Posto isto, o importante era que o Governo garantisse uma distribuição equitativa de sacrifícios entre o público e o privado.

 

Portugal tem que ser um dos países mais pobres da Europa ?

Com este crescimento anémico do PIB, Portugal tem sido ultrapassado por quase todos os países da Europa no que diz respeito ao PIB/per capita. É destino ?

Será necessária uma nova política que liberte o potencial produtivo do país, acreditando no sector privado, que faça mais e melhor com menos dinheiro público, diminuindo a tremenda asfixia fiscal sobre as empresas e a classe média, e que aposte na maior liberdade dos cidadãos no que toca à Educação, à Saúde e à Segurança Social.

O discurso não poderá ser apenas sobre o défice e a dívida públicas, mas sim e sobretudo sobre os valores de uma sociedade mais livre e com maior capacidade de escolha que, complementada pelo papel supletivo do Estado, permita gerar mais crescimento, erradicar a pobreza e pagar melhores salários, em em antítese ao actual modelo que acredita que o Estado  é a solução

PS : a partir de Luis Mira Amaral - Expresso

A ADSE está falida e entregue ao Estado

O Tribunal de Contas veio dizer o que adivinhávamos, a ADSE sem mais 300 000 beneficiários chega a 2020 a gerar défices e a 2026 com o actual saldo de 556 milhões esgotado. Falido.

Perante a realidade que teimam em não reconhecer os sindicatos já vieram com as soluções milagrosas com que normalmente resolvem os problemas. Melhor gestão, não recorrer aos privados ( o que equivale a impedir a liberdade de escolha).

A verdadeira solução é permitir que os cidadãos possam inscrever-se sejam ou não funcionários públicos mas, isso iria contribuir para que os privados tivessem um papel ainda mais relevante na prestação dos cuidados.Ora isso é tudo o que a esquerda não quer.

Para contrariar este cenário, sugere que seriam necessários milhares de novos contribuintes para o sistema, sublinhando que "decorridos quatro anos verificou-se que as recomendações do Tribunal de Contas que visavam a sustentabilidade da ADSE não foram implementadas pelos ministérios das Finanças e da Saúde."

Mais uma vez para uma parte do PS e para o BE e PCP não interessam os doentes.

Um SNS público e duro, sem dinheiro e falido

As linhas vermelhas que afastam irremediavelmente o PS do BE.

Um sistema de cooperação entre sistemas públicos, privados e sociais e o recurso a PPP para ajudar a estabelecer padrões de gestão está a crescer em todo o mundo para responder às necessidades crescentes da Saúde. Em todo o lado, exceto em Portugal, onde se defende cada vez mais um SNS público e puro, sem dinheiro e falido.

O resultado está à vista. Quem tem dinheiro, quem tem seguro, quem tem ADSE ou outro subsistema consegue tratar-se. Quem não tem nada disso sofre. A cegueira ideológica está, neste caso, a criar cidadãos de primeira e de segunda.

Passada a crise o sector privado voltou a ganhar peso

Não há como fugir a isto. Sempre que o país melhora, os sectores privados da Educação e da Saúde voltam a ganhar peso no sistema.No sistema de saúde há mais dezanove hospitais privados a juntarem-se aos 114 já existentes. No sistema da educação os colégios passaram a ter mais procura. A percentagem de alunos em colégios aumentou em todos os ciclos do ensino básico e secundário.

Globalmente, em 2000/01 a percentagem de alunos no privado correspondia a 11,8%. No ano lectivo passado era de 15,3%.No ensino secundário um em cada cinco estudantes (21,3%) paga para fequentar o ensino privado.

Sempre que as famílias melhoram o seu nível de vida, mais procuram os sectores privados da saúde e da educação.Isto é, se portugueses vivem mal e por isso não têm liberdade de escolha, não têm outro remédio que não procurarem o sector público.Assim que adquirem a liberdade de escolha, com maior folga financeira, procuram o sector privado.

Há aqui uma lição a tirar. Os estatistas que querem obrigar a sociedade civil a frequentar os serviços públicos medíocres esbarram com esta realidade. A liberdade de escolha corresponde a mais procura do sector privado.

Até há quem diga que os estatistas não têm especial simpatia com níveis elevados de qualidade de vida dos cidadãos. Perdem doentes nos hospitais públicos e alunos nas escolas públicas.

Ao doente pouco lhe interessa a natureza pública, privada ou social da instituição que o trata

Médico e cirurgião com longa experiência deixa-nos aqui a sua reflexão :

As instituições de saúde são estruturas indispensáveis ao apoio e desenvolvimento da prática clínica e assistencial. Constituem, assim, um meio e não um fim.

Neste contexto, tendo em conta o esgotamento e a exaustão do velho paradigma em que assenta e sobrevive o SNS, há que ter coragem para mudar. Insisto, assim, na ideia de que todas as instituições de saúde - públicas, sociais e privadas - se deviam reger por uma lógica de complementaridade funcional, sem qualquer tipo de discriminação, designadamente a financeira.

Com efeito, quem padece de uma doença, pouco lhe interessa a natureza pública, social ou privada da instituição que o vai tratar, desde que seja respeitado, bem aconselhado e resolvido o seu problema, com segurança e em tempo útil. Já no que se refere ao profissional, é importante sentir e garantir uma adequada relação de confiança, que só a livre escolha poderá proporcionar.

Ao permitir uma mais ampla liberdade e mobilidade dos profissionais, designadamente dos médicos, no exercício da sua actividade clínica em todas as instituições - públicas, sociais e privadas - além de promover uma melhor resposta com os limitados recursos humanos de que dispomos estaríamos, simultaneamente, a respeitar a relação de confiança com os seus doentes e a promover um escrutínio permanente dos resultados operacionais, premiando a qualidade e o mérito profissional.