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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A cegueira ideológica do BE e do PCP

O ódio ao sector privado : Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

Queremos o nosso dinheiro de volta

«No dia em que o PS tiver de depender dos votos do PSD ou do CDS-PP para aprovar alguma matéria que seja importante, eu espero é que o doutor António Costa peça desculpa ao país e se demita», disse Pedro Passos Coelho em entrevista à RTP.

Queremos o nosso dinheiro de volta, nós os que fomos para o desemprego, emigramos ou antecipamos a reforma. E que pagamos os impostos, os da privada.

Mas o pior é a medida concreta. Os professores têm até razão quando exigem que o tempo congelado conte para a carreira. Mas todos os funcionários públicos a têm: desde ontem, não é uma questão de os sindicatos terem direito a reivindicá-la para todas as profissões, passa a ser uma obrigação dos mesmos quatro partidos a aprovarem. Mas, e os privados? E como pagar? Com mais impostos, claro. E escusam de comparar salários com essa infâmia das injeções na banca, porque os salários são um pagamento perpétuo. Despesas perpétuas são impostos perpétuos. A direita sagrou-se canhota: quer mais impostos.

Estaleiros Navais de Viana do Castelo - trabalho não falta

De uma empresa moribunda a uma empresa rentável , em apenas quatro anos , eis a diferença entre uma empresa privada que conhece o negócio e uma empresa pública que vivia de subsídios.

Vítor Figueiredo fez um balanço positivo da presença do grupo português em Viana do Castelo, adiantando que o projeto começou com “uma infraestrutura que estava parada há cerca de dois anos, com alguns equipamentos sem funcionar e alguns edifícios a precisar de restauro”. “Em 2015, já tínhamos contratos de construção naval e até hoje, quatro anos volvidos, já construímos e entregámos cinco navios. Para este ano de 2018, temos mais cinco navios para entregar e já temos em carteira navios para 2019”, avançou.

E dão trabalho a 800 pessoas . Nada mal depois de tanta pantomina sindical e não só.

A falsa questão Público/Privado mata a Eutanásia

Francisco George ex- Director Geral da Saúde diz que nos hospitais privados pode haver médicos que prolongam desnecessariamente a vida dos doentes para assim o hospital facturar mais. Com a mesma lógica podemos dizer que nos hospitais públicos haverá médicos que antecipam a morte para terem mais camas vagas.

Se nos hospitais privados se estica a vida para aumentar a factura a pagar pela família nos hospitais públicos apressa-se desnecessariamente a morte para reduzir a factura ? Não está mal para inicio de conversa

É caso para dizer que o ex-Director-Geral tem uma fraca opinião sobre a classe médica a que pertence.

Mas esta questão Público versus Privado estupidifica toda a discussão em vários sectores da sociedade não é só na saúde. Na Educação fecham-se boas escolas por serem privadas e financiam-se más escolas por serem públicas.

Mas basta olhar o problema pela óptica do doente no caso da Saúde e do aluno no caso da Educação para se perceber que a questão Público/Privada é só uma questão ideológica.

Não é assunto que interesse as famílias .

E de repente começou-se a falar da dívida

A dívida pública não reduz e a privada cresce e já está aos níveis pré-crise. Foi assim que tudo começou. A dívida pública é, neste momento, o maior calcanhar de Aquiles da economia portuguesa.

A sua evolução merece reservas e preocupações à Comissão Europeia, FMI, mercados - e até a presidente do IGDP já veio dizer que o país só sairá da notação "lixo" lá para Setembro de 2018.

Vamos pagando ao FMI ( juros mais altos) com nova dívida o que interna e externamente passa a imagem que Portugal não está a conseguir reduzir a dívida.

E o BCE já está a reduzir a compra de dívida e vai mesmo terminar com o programa o que fará subir os juros .

A Comissão Europeia já veio dizer que Portugal só conseguirá atingir uma dívida de 60% do PIB em 2031, o que obrigará o Estado a um esforço de contenção em todos os domínios, desde salários e apoios sociais até ao investimento público.

Não é uma equação fácil de resolver sem uma nova abordagem europeia à questão da dívida pública dos estados-membros. (Nicolau Santos - Expresso)

Portugal economia endividada, 2017. Um país indiferente ao tema. Como se a dívida fosse um tema abstracto da macroeconomia. É cansativo, sim, mas não é abstracto . O que estará o ministro a fazer de errado para que gostem dele ? 

Se o Banco de Portugal não cria limites ao endividamento dos particulares e o governo resume a política económica e a política financeira a cativações, então estamos perante uma bola de neve que rolará para um futuro que conhecemos do passado.

Foi só há dez anos ainda não é bastante para esquecer (Pedro Santos Guerreiro - Expresso )

PS : o texto foi composto por mim a partir de textos dos jornalistas citados

 

A TAP privada regressou aos lucros em 2016

TAP regressou aos lucros em 2016 apesar de ter facturado menos que em 2015. É que a gestão pelos privados começou a dar frutos no segundo semestre com um forte aumento do número de passageiros transportados . E os dois meses de 2017 confirmam essa tendência . Isto é, apesar da gestão privada ter na prática apenas seis meses o resultado é extraordinário quando comparado com 2015 : A TAP garantiu ainda que "o segundo semestre registou uma forte recuperação, que incluiu a obtenção de sucessivos recordes históricos no número de passageiros transportados nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, tendência essa que já foi reforçada nos dois primeiros meses do corrente ano". 

A TAP registou no ano passado lucros de 34 milhões de euros, uma recuperação assinalável face aos prejuízos de 99 milhões que atingiu em 2015 .

A razão para este resultado notável é só um . Quem sabe, sabe, e o estado não sabe, por muito que invente frases ( sound bytes ) que espremidos não dão meio copo de sumo. Companhia de bandeira diziam eles.

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A transparência é só para a banca privada ?

O que se passa na Caixa Geral de Depósitos mostra bem que essa história da transparência tão cara à esquerda só se aplica à banca privada.

Sabe-se ou não quem são os beneficiários dos empréstimos milionários que estão em situação irregular ? E quem os autorizou ? Claro que sim , a CAIXA não chegou ainda a um nível organizativo tão baixo, mas a sua administração nega-se a publicar a lista apesar da decisão de um tribunal.

Por enquanto a diferença mais notória é que na banca privada com problemas, os seus responsáveis já estiveram presos e andam a contas com a Justiça, na CAIXA não se passa nada.

O PCP e o BE estão mudos e quedos sobre o assunto e ainda por cima tentam fazer-nos a cabeça de que no Novo Banco tudo seria diferente se fosse nacionalizado . Ainda estão na fase de se julgarem virgens virtuosas . É a tal superioridade moral .

"Quando voltarem a ouvir alguém das esquerdas a defender a transparência do sistema financeiro riam-se. E com gargalhadas bem sonoras. As esquerdas só querem a transparência dos bancos privados. Quanto aos bancos públicos, como se vê com a Caixa Geral de Depósitos, nem pensar. Os portugueses não têm o direito a saber os abusos que os governos socialistas de Sócrates fizeram na Caixa, e que todos nós vamos pagar. O PCP e o BE estão a contribuir para um enorme acto de branqueamento sobre a instrumentalização do banco do Estado para fins privados, que vai custar muitos milhões a todos os portugueses. Se no fim disto tudo, ainda vos restar alguma vergonha, não voltem a dar lições de moral sobre a banca."

Prender os privados no Forte de Peniche

É óbvio que num espaço de 20 000 m2 é possível preservar os lugares históricos conjuntamente com um bonito e rentável espaço de hotelaria e lazer. O problema é que nesta frase simples está lá a palavra  "rentável" e  implícita a palavra "privada". Temos o caldo entornado.

Em Portugal há vários anos que frequento a cadeia de pousadas nacionais todas elas a funcionar em espaços com história. Lindíssimas, bem conservadas e melhor frequentadas. E, no estrangeiro, é frequentíssimo. Já dei o exemplo de uma parte do Palácio onde ainda vive a família real inglesa está aberta ao público . Não consta que os parentes de suas altezas tenham caído na lama. Mas o estado magnifico do palácio e dos seus jardins mostram bem que tem financiamento assegurado pelas visitas e estadias do público.

Como se pode ler aqui os naturais da terra estão de acordo com o projecto de o estado entregar a exploração do espaço aos privados, assegurando os lugares históricos. Eles já estão fartos de promessas e o que vêm é a Fortaleza degradar-se e os 20 000 visitantes/ano não perderem mais de 5 minutos na visita.

Já hoje uma parte do Forte alberga museus e oficinas de artistas plásticos que obviamente podem e devem coexistir com a pousada e com os lugares históricos.

Pede-se agora aos peticionários de sempre, que deixem a Fortaleza ser uma fonte de financiamento para manter lugares históricos que de outra forma acabarão no esquecimento. É assim que "não se apaga a memória".

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Hipertensão na saúde

O Bastonário da Ordem dos Médicos pede um reforço orçamental de 1 800 milhões para o Serviço Nacional de Saúde. Os enfermeiros estão em greve. As dívidas aos fornecedores aumentam todos os dias. Há uma lista de espera para operações de 160 000 doentes. Todos os invernos as urgências rebentam pelas costuras e espera-se 6 horas para ser atendido

Mas o maior indicador que o actual sistema de concentrar quase tudo nos serviços de saúde do estado está a colapsar é o facto da privada encontrar oportunidades de investimento. A CUF Saúde, após os investimento privados de há uma década (não só do Grupo Melo Saúde) que lançaram só em Lisboa, na área de Benfica, cinco novos hospitais, iniciou um novo ciclo de investimento. Um novo hospital em Viseu, outro na área do grande Porto, outro em Alcântara em Lisboa e outro em Almada.

Ora, um grupo privado não investe se não tiver sólidas perspectivas de que a procura irá crescer e, como a população não irá aumentar, os doentes só poderão vir do SNS assim levantando a pressão sobre o sistema estatal.

É inevitável este movimento de complementaridade entre o investimento público e o privado não só na saúde mas também em muitos outros sectores. O estado não pode, nem deve, estar em todos os lugares. Não devemos mas tememos que o Estado nos lance numa sociedade  fechada e sem liberdade de escolha.

 

Mas há algum privado que queira uma posição minoritária na TAP ?

TAP precisa de muitos milhões para ser recapitalizada, para comprar novos aviões sem os quais não será competitiva. Tem um passivo bancário acima de mil milhões e para um privado não tem mais valia nenhuma. O governo ainda pode dizer que quer uma companhia de bandeira mas para um privado isso vale zero.

Encontrar um privado que tem negócios de transporte aéreo do outro lado do Atlântico é uma enorme chance, porque é a única mais valia que pode dar valor à TAP.  A companhia do lado de lá encaminha para a TAP os passageiros que querem voar para a Europa. E quem vai daqui na TAP é encaminhado para a AZUL e esta faz a distribuição nas américas .

Nas mãos do estado a TAP está entregue a quem não encaminha mais valia nenhuma para a companhia . E não é por acaso que a TAP está à venda há vinte anos e ninguém a quis. Enquanto todas as outras companhias de bandeira se juntaram, se reestruturaram e as restantes fecharam a TAP, é a noiva feiinha que não arranja noivo. E muito menos minoritário.

Parece que foi isto que os novos donos da companhia foram dizer ao ministro esta semana. Ou tudo ou nada.