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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As prioridades do Bloco de Esquerda

 
 

"O BE exige ao governo a atribuição de matrícula ao navio negreiro Aquarium, mas da referida agremiação nem uma palavra de apreensão sobre os 500.000 portugueses que correm risco de vida na Venezuela. Estamos entendidos a respeito da hierarquia das prioridades."

(Miguel Castelo Branco)

Bloco não para, está a adivinhar o desastre nas próximas eleições. As propostas que apresenta são de gente pouco exigente consigo própria, leves e populistas. Vai pagá-las .

As autoridades francesas recusaram o pedido. "De momento a resposta é não", disse Bruno Le Maire, ministro francês das Finanças. Segundo Le Maire, os navios nestas condições devem, segundo as regras europeias, aportar no porto mais próximo e Marselha não é o porto mais próximo [seria em Itália]. "As questões das migrações devem ser lidadas com clareza e firmeza e as regras europeias devem ser respeitadas."

A politica bloquista é a bem conhecida " é o quanto pior, melhor ", derrubar a União Europeia por dentro e colocar o governo de António Costa contra as regras europeias.

 

 

Púbico ou privado ? A prioridade são os doentes

Os doentes já podem escolher dentro do SNS o hospital que mais lhes convém. E os hospitais públicos têm agora estabelecidos prazos para consultas e cirurgias, recorrendo à capacidade instalada no SNS ou no sector convencionado .

O que não é admissível é haver 120 000 doentes à espera de cirurgia fora do prazo médio terapêutico.

Na prática, os doentes que tenham uma credencial para fazer um exame passada por um médico de família continuarão a poder ir logo a uma clínica com convenção do SNS. Mas o objetivo, explicou ao i o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, é que os hospitais possam disponibilizar os seus serviços aos cuidados primários e aumentar a transferência entre hospitais do SNS, com os prazos de cada unidade a serem monitorizados no portal do SNS, tal como já acontece nas consultas, cirurgias ou urgências. O novo Centro de Contactos do SNS, previsto para este semestre, vai também permitir agendar exames tendo em conta a disponibilidade das diferentes instituições, diz Fernando Araújo.

Há mais vida para além do défice ?

Não parece. Para o actual governo as pioridades são primeiro o défice, segundo o défice, terceiro o défice, ao contrário de tudo o que diziam o PCP e o BE. 

O investimento desapareceu para parte incerta e a economia é "poucochinha " como admitiu António Costa. O Serviço Nacional de Saúde , o tal que o anterior governo estava a desmantelar ,soçobra em dívidas que não consegue pagar e em doentes que não consegue tratar.

Sem surpresa, chegamos ao final do ano com problemas no funcionamento de hospitais e escolas. Iguais ou parecidos aos que, até ao ano passado, eram vistos como estando “a matar o SNS” ou a “desvalorizar o ensino público com o objectivo de privatizar o sector”.

Este foi, pois, o ano em que o PS, o Bloco de Esquerda e o PCP se confrontaram com a realidade, perceberam o que quer dizer na prática a expressão “não há dinheiro”, praticaram a austeridade e até aparecem a apresentar o défice bem abaixo dos 3% como uma enorme conquista. Alguém sonharia há um ano?

 

As más escolas públicas estão cheias de alunos pobres

Resolver este magno problema devia ser a prioridade das prioridades na Educação. Porque os colégios privados estão cheios de alunos ricos e as boas escolas públicas estão cheias de alunos remediados. Para os pobres é que não há oportunidade nenhuma de aceder a uma boa escola.

Mas o que se discute na educação são as carreiras e a colocação dos professores e mais recentemente obrigar os alunos a frequentar a escola pública que rejeitam. Uma humilhação para as escolas rejeitadas.

O governo decide alegremente pelo povo, retirando a liberdade de escolha dos mais pobres. Pois os mais ricos ainda podem pagar para manter essa mesma liberdade. Enquanto houver iniciativa privada em Portugal. Até serem todos pobres e todos iguais… a depender do Estado e dos sucessivos governos.

Continuando a implementação das suas políticas de esquerda, o governo defende a sua liberdade de escolha decidindo o melhor pelo povo, para o povo. E a sua melhor escolha é pela escola pública para os mais pobres, deixando os colégios privados só para os mais ricos, que podem pagar pela sua educação.