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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O desprestígio dos professores e a falta de autonomia das escolas

Na Finlândia é mais difícil chegar a professor que a médico ou a Jurista. 

Se adotássemos o excelente sistema finlandês o resultado poderia ser catastrófico. Não por razões culturais, mas porque não há bom sistema que resista a uma máquina burocrática centralizadora e à desmotivação ou falta de vocação de professores. Quanto à primeira, defendo uma crescente autonomia das escolas. Mas é em relação aos professores que a mudança é mais urgente. A solução não é avaliar de forma severa quem está a dar aulas. Isso é trancar a porta quando a casa já foi roubada. É na entrada que tudo se decide. Na Finlândia, é mais difícil entrar na formação de professores do ensino básico do que em Medicina ou Direito. É uma pescadinha de rabo na boca. Como é difícil chegar a professor só os melhores conseguem e a profissão ganha estatuto social. A sociedade confia nos professores e eles ganham autonomia, tornando a profissão atrativa e levando os melhores a querem ser professores, o que torna a seleção mais apertada. Em Portugal, temos de quebrar outro ciclo vicioso: o desprestígio da profissão cria desalento e torna a docência pouco atrativa, levando a sociedade a não confiar nos professores e a burocracia a tutelar a sua atividade, o que leva os melhores a quererem outro rumo .