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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BE quer destruir o Serviço Nacional de Saúde

Gostava de ter escrito isto

"Haja esperança na saúde"

«Está tudo mais embrulhado [no SNS]. Se queremos construir os novos hospitais de Lisboa, Seixal, Évora e Algarve, só lá iremos com PPP, ao menos para o investimento; se anulamos as taxas moderadoras veremos os serviços submersos por procura desnecessária ou pelo menos adiável; se proibirmos os hospitais de recorrer a pessoal e a meios de diagnóstico privados deterioramos a sua resolutividade, alongando listas de espera e erguendo múltiplos calvários para quem não os merecia; se não criarmos uma forma de pagar ao pessoal por desempenho não alcançaremos a desejada exclusividade, nivelaremos por baixo e promoveremos a saída dos melhores para o privado; se não responsabilizarmos as gestões premiando as boas e expulsando as más, gastaremos muito mais que o necessário. Estas são medidas de fundo, difíceis mas necessárias.»
PS : o concurso para a concepção/construção/ manutenção em PPP  para o novo hospital de Lisboa já é público

A PPP meritória do hospital de Cascais

É-me indiferente se é o público ou o privado que oferece o serviço público de saúde. Para mim o fundamental é que o serviço prestado seja o melhor para o doente. Só não pensa assim quem necessita de internamento urgente em Psiquiatria por sofrer de síndrome agudo de dependência ideológica-partidária.

Porque tem recursos e capacidade para fazer do utente a sua prioridade, o Hospital José de Almeida tem-se distinguido no plano nacional pela excelência dos cuidados que presta à população. É tão- -só o mais premiado hospital do Serviço Nacional de Saúde.

Para mim é muito claro que, se o Estado tem recursos, deve aplicá-los na rede primária de cuidados de saúde (que precisa desesperadamente de investimentos) e deixar como está o que tem funcionado bem – o Hospital de Cascais. Unidade que, valha a verdade, não é uma mas sim duas PPP: a imobiliária e a da gestão. O que nos leva a questionar se o desejo é reverter as duas PPP ou apenas uma? E se a ideia é reverter as PPP, só o cinismo justificaria que se deixassem os privados continuar a operar no SNS. É para aí que caminhamos por fanatismo ideológico? Querem mesmo tirar todos os privados da saúde, fazendo colapsar o SNS?

O PCP não gosta mas é pragmático, quanto ao BE aquela cabecinha de ar e vento só destila ódio.

Predominantemente público sim, exclusivamente público não

Isto não é a União Soviética grita-se no PS, face à chantagem do Bloco de Esquerda na negociação da Lei de Bases da Saúde.

O BE fez saber que nas PPP não cedia mas, face à posição dos restantes partidos já está a ceder. É que a idiotice é de tal calibre que o próprio PCP refugia-se em prudente silêncio. É bem de ver que um Sistema Nacional de Saúde que deixa morrer pessoas em listas de espera precisa não de menos mas de mais oferta. Ora, sem complementaridade dos sectores privado e social quem sofre são os doentes. Por falta de consultas e de cirurgias.

Rio reiterou que os sociais-democratas defendem um sistema “predominantemente público”, mas que não pode “dispensar a complementaridade do setor social e do privado”. “Predominantemente público sim, exclusivamente público não, como exclusivamente privado também não. Se o PS se aproximar, nós votamos favoravelmente, se não se aproximar não podemos votar favoravelmente”

Do BE não é de estranhar que não se importe que os doentes morram à espera, afinal ficamos hoje a saber que também não se importam que os adversários políticos morram e depressa.

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César recusou cedência total ao BE. Governo assume “erro”. Costa e Catarina evitam guerra total. Lei de Bases da Saúde na mão do PSD.

As fake news do Bloco de Esquerda no Serviço Nacional de Saúde

"Gata que tem pressa tem filhos cegos" aplica-se bem ao BE neste caso das Parcerias-Público- Privadas. Ciente que a sua proposta não encontraria apoio nos restantes partidos, apressou-se a anunciar ter fechado uma negociação que mal tinha saído do adro da igreja.

Só por pura demagogia é que na Saúde, onde existem listas de espera de milhares de doentes, uma proposta que visa reduzir a oferta aos doentes muitos dos quais morrem por falta de tratamento pode ser considerada seriamente. É ideologia canhestra que pisa os direitos mais elementares dos doentes. Fechar portas ao tratamento dentro do prazo medicamente aconselhado. Presidente da República e o próprio PS já colocaram as meninas gazeadas do BE no seu lugar.

Fazer do Estado na Saúde ( se conseguido logo apontariam a outros sectores) um monopólio prestador de cuidados médicos é uma cretinice. Desde logo porque o parque privado e social é maior do que o parque hospitalar público. Depois porque o estado não tem capacidade financeira e, por último, tornar o SNS um circulo fechado onde não entram nem a concorrência nem a responsabilidade é o golpe final na eficácia do sistema. Mas o Moisés não vê mais.

Face a tanta cegueira aconselho o BE a reforçar os serviços de psiquiatria e de oftalmologia. Os doentes - os que morrem nas listas de espera - agradecem.

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Parceria -público-privada do Novo Hospital de Lisboa - vamos às contas

O novo hospital Oriental de Lisboa cujo concurso foi lançado há dois meses na modalidade de concepção/construção/equipamento é um investimento de 330 milhões de euros.  Esta importância até podia ser paga pela receita arrecadada pelos terrenos dos actuais hospitais da Colina de Santana que vão ser fechados : S. José, Desterro, Santa Marta, Miguel Bombarda, Maternidade Alfredo da Costa . Mas o estado não tem os 330 milhões e precisa dos 200 milhões que vai arrecadar com a venda dos terrenos. O Estado come tudo e não deixa nada.

Se fizermos as contas, a partir dos números apresentados no concurso temos que um hospital que custa 330 milhões gasta por ano cerca de 110 milhões por ano em exploração. Ora o estado vai pagar ao privado que ganhar o concurso 26 milhões por ano em renda durante 30 anos ou perto disso.

Já viram bem como quem quer as PPP é o estado ?

Poupa 330 milhões nos dois próximos anos, acrescenta-lhe mais cerca de 200 milhões quando iniciar a exploração (2022/3) e vender os terrenos e paga a renda anual de 26 milhões.

É bem verdade - pensa o estado - que no médio e longo prazo estamos todos mortos. Mas não enganem as pessoas ó Catarina, Ó Jerónimo.

O novo Hospital de Lisboa é uma parceria-público-privada

No mesmo dia que um comboio deixou cair o motor foi conhecido que à concepção-construção-equipamento e gestão do novo hospital de Lisboa concorreram nove empresas . O Estado não tem dinheiro - o primeiro caso é ridículo o segundo é sério.

Quando há uma ministra da saúde que mexe na proposta da Lei de Bases da Saúde no sentido de reforçar o papel do Estado no Sistema de Saúde, verifica-se que o governo a que pertence reforça o papel dos privados no sistema. É que as PPP servem para isso. Os privados adiantam dinheiro ao Estado e este fica a pagar uma renda.

... pretende afastar toda a medicina que não é exclusivamente pública. Tal não é possível, como mostra a degradação do SNS a que assistimos. A aflitiva falta de investimento que o Estado se vê obrigado a fazer, e o facto de muitas vezes ser mais barato recorrer aos centros não públicos torna essa ideia incongruente. O Estado orçamentou 9 mil milhões para a Saúde e os portugueses gastaram 17 mil milhões. A diferença foi para os privados. Porquê? Por escolha dos que pagam os impostos com que se paga o SNS. E na maioria dos casos é dinheiro poupado ao Estado.

O Hospital Lisboa Oriental vai representar para o operador privado um investimento total de cerca de 330 milhões de euros e, para o Estado, estima-se uma renda anual que poderá rondar os 16 milhões de euros durante 27 anos do contrato.

Todos os regimes em que foi imposto o Estado como dono e senhor de tudo resultaram em miséria e desgraça.

 

 

 

Acordo escondido pelos governos de Sócrates nas PPP

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 A investigação às PPP dos governos Sócrates já estará perto do fim, e envolve vários antigos governantes dos Executivos de José Sócrates. Os antigos ministros das Obras Públicas, Mário Lino e António Mendonça, e o ex-secretário de Estado das Obras Públicas, Paulo Campos, foram mesmo escutados no âmbito da investigação, mas não são os únicos ex-governantes cujas decisões estão sob investigação. Também o ministro das Finanças daquele período, Fernando Teixeira dos Santos, está no centro do processo. O inquérito tem por base indícios de associação criminosa, gestão danosa, fraude fiscal, corrupção ativa, tráfico de influências e branqueamento de capitais.

As construtoras estão a contratar notáveis do PS antes que comecem as obras do novo aeroporto

As construtoras estão a contratar notáveis do PS antes que comecem as obras do novo aeroporto. Porque será ?

E as PPP rodoviárias : trata-se de extinguir os contratos existentes e pagar aos privados as verbas correspondentes ao valor dos ativos segundo a avaliação do Eurostat. Para os contratos em causa, o Eurostat avalia o valor justo desse património em 5,5 mil milhões de euros. Se compararmos com os valores das rendas já referidos, estamos a falar de uma poupança de 11 mil milhões de euros, considerando que o Estado se financiaria nos mercados a uma taxa média de 2% ao ano, sendo que os anos em que esta iniciativa teria mais impacto, cerca de mil milhões ao ano, seriam já os próximos (8 mil milhões até 2025).

É isto que fez o PS afastar-se do governo de Sócrates agora e não antes

Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos estão a ser investigados no âmbito das Parcerias Público-Privadas .

A legislação foi alterada para subtrair as PPP ao visto do Tribunal de Contas que já havia reagido aos termos prejudiciais para o Estado dos contratos.

Três ex-governantes socialistas estiveram sob escuta telefónica no caso das parcerias público-privadas: Mário Lino, António Mendonça e Paulo Campos. Depois de sete anos de investigação, o processo entrou na fase decisiva e deverá fazer vários arguidos por crimes de gestão danosa e corrupção.

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O novo hospital de Lisboa vai ser uma PPP

Cerca de 500 milhões de euros investidos pelos privados num hospital que vai substituir os seis hospitais centrais de Lisboa.

Esta decisão para o PCP e BE não é igual a engolir um sapo é engolir uma vaca voadora. Por razões ideológicas porque por razões económicas e de excelência as PPPs na saúde têm-se revelado meritórias e boas para o Estado, privados e doentes.

Note-se que a existência de PPPs não colide, pelo contrário até reforça, o desiderato constitucional de um Serviço Nacional de Saúde de acesso universal. Por força de uma narrativa puramente ideológica, criou-se a ideia de que um sistema de acesso livre e universal tem de ser prestado apenas pelo sector público, quando assim não tem de ser. O Estado, enquanto financiador, e garantida a prestação, não tem que limitar essa prestação ao sector público, podendo estendê-la também ao sector privado, à imagem do que acontece na maior parte dos países europeus. Em boa verdade, é isso que faz com a ADSE ou com o SIGIC.