Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Na saúde os privados não ficam excluídos

Vai haver PPP de gestão na saúde sempre que for necessário já que PPP de concepção/construção serão cada vez mais. Não é o que acontece a um Estado falido ?

O PS sublinhou, numa declaração de voto escrita, apresentada por Carlos César em nome do grupo parlamentar socialista, que a Lei de Bases agora aprovada "não é uma lei para estimular a concorrência económica entre setores prestadores de cuidados de saúde, como a que estava em vigor - é uma lei para obrigar à colaboração de todos nessa prestação".

O texto socialista insiste que o setor privado não fica excluído do Serviço Nacional de Saúde, ao reafirmar que esta "não é uma lei para inibir a iniciativa dos setores privado e social - é uma lei para afirmar a responsabilidade primordial do setor público". Aliás, César aponta que a nova legislação "não interdita o recurso a privados na gestão de unidades do SNS", mas "estimula a transparência e a prevenção de conflito de interesses e afirma claramente a preferência pela administração direta pelo Estado".

Nem Marcelo aceitaria a exclusão dos privados na saúde

Como não podia deixar de ser, uma lei de bases apoiada por comunistas e bloquistas tinha de abolir a participação privada. Como tinha de ser, nenhuma solução proposta pelo PS para a gestão do sistema público de Saúde podia deixar de admitir os privados. Por sorte, o PCP temperou a ideologia com pragmatismo e permitiu uma ponte para a gestão “supletiva e temporária” por privados. Daqui a seis meses essa gestão será aprovada, só pela esquerda ou com a direita. E assim todos puderam celebrar. A Lei de Bases é de esquerda, para já. Daqui a seis meses, venha quem vier, a realidade acabará por se impor e ficará então mais claro o que hoje é evidente: a saúde dos portugueses não dispensa o envolvimento dos privados. Nem o Presidente jamais o toleraria.

O PS continua a dizer que uma lei que feche a porta às PPP é irrealista

Apesar do PCP e do BE cantarem vitória a verdade é que o PS continua a dizer que uma Lei que feche totalmente a porta â gestão privada nos hospitais públicos é totalmente irrealista.

O líder parlamentar socialista, em declarações em Ponta Delgada, transmitidas pela RTP 3, disse que esta é uma proposta que “poderá não só proporcionar que lei seja aprovada, mas também promulgada”. Marcelo Rebelo de Sousa pediu um consenso partidário alargado sobre esta matéria para promulgar a Lei, e defendeu, em entrevista ao programa O Outro Lado na RTP3, que “uma lei que feche totalmente [a hipótese de criação de PPP] é uma lei irrealista”.

Carlos César defendeu que o entendimento alcançado é “alargado”, e ressalva que a “redação que o PS propõe deve ser interpretada em conjunto com a base 6” da Lei. Nesta base determina-se “a responsabilidade máxima do Estado na prestação de cuidados de saúde, que em termos supletivos e temporários devidamente fundamentados e a título excecional pode ser assegurada pelo setor privado e social”, explicou.

Quer dizer o governo em funções pode sempre aprovar a gestão privada nos hospitais públicos.

66511552_2429153197171024_521076822603988992_n.jpg

 

A cegueira ideológica do BE e do PCP

O ódio ao sector privado : Entre outras notícias, podemos ficar apenas com esta: “Os melhores hospitais do país? São três PPP” (DN), e com esta: “Só três hospitais têm nota máxima no tratamento do AVC e são todos PPP” (Público).

Pegue-se no recente exemplo da PPP de Vila Franca de Xira, que não será renovada em 2021 por decisão do Governo. Cinco autarcas de municípios servidos pelo hospital – quatro do PS e um da CDU – saíram imediatamente em defesa do modelo afirmando que “a resposta que o hospital tem dado às populações é muito positiva e que os munícipes estão satisfeitos com os cuidados de saúde prestados” e recordando que a unidade tem vindo a ser “reconhecida por diversas entidades como um dos melhores do país”.

Pensavam que a preocupação essencial do BE e do PCP era ver de que forma se pode prestar às populações os melhores cuidados de saúde possíveis aos melhores custos para os contribuintes?
Desenganem-se. Nada disso os preocupa. Nem isso nem o caos no SNS. A cegueira ideológica contra tudo o que é privado é mais importante. E essa não tem cura nem no melhor hospital do SNS, que é provavelmente uma PPP.

A Lei de Bases da Saúde nos cuidados intensivos da extrema esquerda

Não há dinheiro para substituir a perda de receita com o fim das taxas moderadoras.O que é que PCP e BE ainda não perceberam ?

E as PPP - gestão privada em unidades hospitalares públicas - contra a vontade dos partidos da esquerda parlamentar também se manterão.

O grande argumento do BE é a herança de António Arnaut e João Semedo " o PS só não terá uma lei votada à esquerda se não quiser" . E não é que não quer ? Arnaut e Semedo pelo que lutaram pelas suas convicções merecem o nosso respeito mas a vida continua .

Se aquelas centenas de milhar de cidadãos que não pagam IRS estivessem excluídos do pagamento de taxas moderadoras, vá que não vá, mas mal se percebe em relação a todos os outros. Como na Educação.

Quanto às PPP de gestão - já que as PPP de concepção/construção/equipamento estão para durar - tudo indica que a sensatez irá prevalecer. Ouvir os porta vozes do BE dizer que as PPP de gestão retiram aos hospitais públicos 20 milhões/ ano é todo um programa. Não sabem do que estão a falar ou é populismo do mais sujo ?

E cá vamos salvando o SNS da ideologia idiota da extrema esquerda que não fala uma única vez dos doentes que estão em fila de espera...

 

Ao contrário de PCP e BE o pai do SNS admitia o recurso aos privados.

São apenas 4 as PPP na saúde e representam apenas 4% da despesa no SNS mas o PCP e o BE não desistem de as transformar no alfa e ómega da Lei de Bases da Saúde.

Embalados, e quiçá inflacionados, disseram-nos que as PPP eram o diabo, misturaram valores, que eram um poço sem fundo para os cofres do Estado, um encargo assinalável para o SNS. Os factos não são esses, as parcerias público-privadas representam 4% do orçamento global da Saúde. O engodo passou ainda por António Arnaut, o pai do SNS. Não é que o homem que tantas vezes usaram como inspiração admitia o recurso aos privados? Sim, isso mesmo. No artigo 53º da Lei de Bases de 1979 lê-se que “podem ser estabelecidos convénios entre o SNS e instituições não oficiais ou entidades privadas (…) nos casos em que a rede de serviços oficial não assegure os cuidados de saúde.” Mais: no artigo 15º da mesma lei também se diz que “enquanto não for possível garantir a totalidade das prestações pela rede oficial, o acesso será assegurado por entidades não integradas no SNS em base contratual, ou, excecionalmente, mediante reembolso direto dos utentes.”

Sabem quem disse isto sobre as PPP ?

PPP “Ao longo destes anos a gestão do hospital PPP de Vila Franca de Xira tem feito um bom trabalho e a população teve uma melhoria extraordinária das condições de saúde”. Quem é que disse isto? Carlos Coutinho, autarca comunista de Benavente. Porque é que as condessas do BE têm prioridade mediática sobre o povo concreto que é servido pela PPP?

O ódio ideológico não atende ao interesse dos doentes.

 

O BE quer destruir o Serviço Nacional de Saúde

Gostava de ter escrito isto

"Haja esperança na saúde"

«Está tudo mais embrulhado [no SNS]. Se queremos construir os novos hospitais de Lisboa, Seixal, Évora e Algarve, só lá iremos com PPP, ao menos para o investimento; se anulamos as taxas moderadoras veremos os serviços submersos por procura desnecessária ou pelo menos adiável; se proibirmos os hospitais de recorrer a pessoal e a meios de diagnóstico privados deterioramos a sua resolutividade, alongando listas de espera e erguendo múltiplos calvários para quem não os merecia; se não criarmos uma forma de pagar ao pessoal por desempenho não alcançaremos a desejada exclusividade, nivelaremos por baixo e promoveremos a saída dos melhores para o privado; se não responsabilizarmos as gestões premiando as boas e expulsando as más, gastaremos muito mais que o necessário. Estas são medidas de fundo, difíceis mas necessárias.»
PS : o concurso para a concepção/construção/ manutenção em PPP  para o novo hospital de Lisboa já é público

A PPP meritória do hospital de Cascais

É-me indiferente se é o público ou o privado que oferece o serviço público de saúde. Para mim o fundamental é que o serviço prestado seja o melhor para o doente. Só não pensa assim quem necessita de internamento urgente em Psiquiatria por sofrer de síndrome agudo de dependência ideológica-partidária.

Porque tem recursos e capacidade para fazer do utente a sua prioridade, o Hospital José de Almeida tem-se distinguido no plano nacional pela excelência dos cuidados que presta à população. É tão- -só o mais premiado hospital do Serviço Nacional de Saúde.

Para mim é muito claro que, se o Estado tem recursos, deve aplicá-los na rede primária de cuidados de saúde (que precisa desesperadamente de investimentos) e deixar como está o que tem funcionado bem – o Hospital de Cascais. Unidade que, valha a verdade, não é uma mas sim duas PPP: a imobiliária e a da gestão. O que nos leva a questionar se o desejo é reverter as duas PPP ou apenas uma? E se a ideia é reverter as PPP, só o cinismo justificaria que se deixassem os privados continuar a operar no SNS. É para aí que caminhamos por fanatismo ideológico? Querem mesmo tirar todos os privados da saúde, fazendo colapsar o SNS?

O PCP não gosta mas é pragmático, quanto ao BE aquela cabecinha de ar e vento só destila ódio.

Predominantemente público sim, exclusivamente público não

Isto não é a União Soviética grita-se no PS, face à chantagem do Bloco de Esquerda na negociação da Lei de Bases da Saúde.

O BE fez saber que nas PPP não cedia mas, face à posição dos restantes partidos já está a ceder. É que a idiotice é de tal calibre que o próprio PCP refugia-se em prudente silêncio. É bem de ver que um Sistema Nacional de Saúde que deixa morrer pessoas em listas de espera precisa não de menos mas de mais oferta. Ora, sem complementaridade dos sectores privado e social quem sofre são os doentes. Por falta de consultas e de cirurgias.

Rio reiterou que os sociais-democratas defendem um sistema “predominantemente público”, mas que não pode “dispensar a complementaridade do setor social e do privado”. “Predominantemente público sim, exclusivamente público não, como exclusivamente privado também não. Se o PS se aproximar, nós votamos favoravelmente, se não se aproximar não podemos votar favoravelmente”

Do BE não é de estranhar que não se importe que os doentes morram à espera, afinal ficamos hoje a saber que também não se importam que os adversários políticos morram e depressa.

ppp.webp

César recusou cedência total ao BE. Governo assume “erro”. Costa e Catarina evitam guerra total. Lei de Bases da Saúde na mão do PSD.