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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O governo ( e os seus apoios) a comprar votos nas áreas de Lisboa e Porto

Com os incêndios florestais e dramas da população pensou-se que a intenção de voto abandonaria o governo . Tal não se verificou e a razão é bem simples.

Em 2015 o PS só elegeu mais deputados do que a direita em três círculos (Açores, Faro e Setúbal). Costa perdeu em todo o território acima do Tejo e em muitos distritos importantes perdeu com estrondo, obtendo apenas metade dos mandatos (veja-se Aveiro, Leiria, Viana do Castelo ou Viseu). Piorando as coisas, para formar governo o PS teve de se aliar a partidos que, no seu conjunto, têm em Lisboa, Porto e Setúbal cerca de 65% dos seus deputados.

Este facto explica bem a apressada medida da redução do preço dos transportes em Lisboa e Porto.

É dificil que os partidos tão dependentes dos grandes centros urbanos se preocupem com o interior .

O sindicalismo radical e a gestão envergonhada

Acabou a greve no porto de Setúbal com a entrada para os quadros de pessoal de 56 trabalhadores precários. Isto é, arrisca-se a actividade de um porto fundamental para as nossas exportações por uma ninharia.

O sindicato é radical e a gestão da empresa que administra o porto é de uma pobreza confrangedora. O que estava em causa nem por sombras valia uma pequena parcela do que foi colocado em risco.

A Autoeuropa e outras importantes empresas exportadoras sofreram elevados prejuízos a ponto de algumas delas ameaçarem deslocalizar com o consequente desemprego de milhares de trabalhadores . E estas grandes empresas são na maioria delas cabeça de fila de actividades de dezenas de médias e pequenas empresas.

O governo, a pensar nas eleições, foge a sete pés de tudo o que lhe possa trazer convulsões sociais porque a sua estratégia é dizer que nada tem a ver com os dramas que assolam o país.

A greve do porto de Setúbal pariu um barco a remos quando a ameaça era afundar um navio contentor. Temos que agradecer a António Costa ter aberto caminho a estes extremismos para salvar a sua própria pele.

A liberdade sindical de Salgado Zenha posta em causa no Porto de Setúbal

É a Federação de Sindicatos dos Estivadores que denuncia a instrumentalização pelo SEAL - Sindicato dos Estivadores do porto de Setúbal - da luta dos trabalhadores para controlar o movimento sindical nos portos a nível nacional.

A greve não é uma luta dos trabalhadores é uma agenda política que volta 40 anos depois de Salgado Zenha se ter batido pela liberdade sindical.

Em comunicado, a FNSTP refere que, desde o início do conflito, que tem denunciado que a motivação do conflito laboral promovido pelo SEAL/Sindicato dos Estivadores e Atividade Logística “não reside na situação dos trabalhadores portuários de Setúbal, mas no seu desejo de ser o sindicato único, ou seja, de eliminar os outros sindicatos de trabalhadores portuários dos outros portos nacionais e de atingir a unidade sindical”.

Para negociar o regresso ao trabalho dos estivadores, o SEAL exige uma discussão com todas as principais empresas de portos do país, não só da questão de Setúbal mas também de outras que afetam os estivadores de outros portos.
 

MOVIMENTO SINDICAL, UMA QUESTÃO DE UNICIDADE

Uma das lutas políticas mais importantes para a definição do tipo de regime e pelo poder em Portugal após o 25 de abril travou-se entre o Partido Socialista e o Partido Comunista Português a propósito da lei da unicidade sindical. O Partido Socialista, na altura liderado por Mário Soares e Salgado Zenha, opôs-se à tentativa do PCP de implantar em Portugal a unicidade sindical em oposição à unidade sindical, em que diferentes centrais sindicais se unem para lutarem por um objetivo comum.

A unicidade defendida pelo PCP impunha que os sindicatos existentes se unissem numa frente unitária que seria liderada pela CGTP, formada imediatamente após a Revolução de Abril de 1974, a partir da Intersindical e que dominava o mundo sindical.

A luta política e doutrinária à volta da “unidade sindical” versus “unicidade sindical” constituiu um dos momentos históricos mais agudos do combate político travado durante o PREC.

Um exemplo disso foram as comemorações do 1º de maio de 1975. Ao contrário do que ocorrera um ano antes, em que a harmonia fora dominante, permitindo consagrar o triunfo dos Capitães de Abril, as celebrações de 1975 decorrem sob o signo da discórdia. Os incidentes tiveram como palco a cidade de Lisboa, deixando patente o fosso que se cavara entre o PCP e PS. O sonho unitário, imortalizado um ano antes, com o abraço de Soares e Cunhal, desfazia-se definitivamente.

O Infarmed entre uma decisão e uma intenção

A decisão é manter o Infarmed em Lisboa a intenção é deslocá-lo para o Porto. No meio fica uma trapalhada das antigas e uma equipa de técnicos altamente preparados em polvorosa. Mas, entretanto, não se fala nos verdadeiros problemas e isso é que está a dar.

Vejam bem como tudo foi planeado a prazo, pensado e decidido :

Em entrevista ao Público, a presidente do Infarmed revela ainda que no mesmo telefonema o governante lhe disse que a mudança "não era uma decisão, mas uma intenção".

"Tenho um telefonema do senhor ministro às 8 da manhã do dia 21 de Novembro, dizendo "ontem tive uma reunião com o senhor primeiro-ministro e decidimos que o Infarmed ia para o Porto. Posso contar consigo?", detalhou Maria do Céu Machado, médica há mais de 40 anos.

O presidente da Câmara de Lisboa não se faz ouvir e o da Câmara do Porto vai subindo a parada para colher mais tarde. E faz muito bem .

E aí está uma pequena amostra do que António Costa pensa sobre a descentralização, "a reforma das reformas ", segundo as suas próprias palavras

O prémio de consolação que o Porto não pediu

A gente nem acredita, mas temos que nos habituar a estes deslizes idiotas de António Costa "o habilidoso". Não haverá no Infarmed um comprimido para o primeiro ministro recuperar o bom senso ?

Como é possível que um político tão habilidoso como António Costa esteja a acumular erros atrás de erros desde o Verão? Há asneiras para todos os gostos. Erros políticos calamitosos, como a gestão dos fogos; erros ridículos de comunicação, como o tweet do Panteão; erros de tibieza e falta de estratégia, como nas negociações com os professores. E agora, isto: o primeiro-ministro hesitante e teacher friendly da semana passada resolveu travestir-se de macho man da descentralização. Vai daí, embrulhou o Infarmed e os seus 350 trabalhadores em papel de Natal e foi ao Porto oferecê-los a Rui Moreira, que tinha ficado triste por perder a Agência Europeia do Medicamento para Amesterdão.

O cinismo centralista e centralizador

Porto e Braga têm todas as condições para receber o Instituto Europeu do Medicamento.

...Não é também um problema a disponibilização de infra-estruturas de educação para os filhos dos funcionários, a oferta de serviços de saúde e de apoio social, bem como de oportunidades de trabalho. Basta lembrar que o eixo Porto-Braga é o maior dinamizador das exportações portuguesas, vive igualmente o “pico” do turismo e possui duas universidades altamente cotadas (a Universidade do Porto é a universidade portuguesa mais bem classificada internacionalmente). Isto para não falar que a mais importante indústria farmacêutica portuguesa está alojada neste eixo e que o INL é uma conhecida história de sucesso em Braga. Importante é também a proximidade a Aveiro e à sua rede industrial e universitária e, bem assim, a Coimbra, onde está um outro pólo fundamental na área da saúde. Quanto à atractividade de cidades como estas, veja-se apenas o que os media e muitas tabelas ou rankings internacionais dizem sobre o Porto e nada mais precisa de esclarecimento. Diga-se, aliás, que, por uma simples questão de menor afluência, a oferta educacional, sanitária, social e económica é até mais franca e franqueada a Norte do que na capital. Quer se queira, quer não, há custos de capitalidade e eles são tanto mais vastos quanto se concentre e atafulhe tudo o que é serviço ou sede na capital. 

Mais um exemplo de descentralização exemplar

Os argumentos para trazer o Instituto do Medicamento Europeu para Lisboa são uma "pescadinha de rabo na boca ". Traz-se o Instituto do Medicamento para Lisboa porque já cá estão o Instituto da Droga e o Infarmed e, estes, estão em Lisboa porque já cá estavam as melhores infraestruturas e acessibilidades. E assim por diante.

O Porto reage mal e com razão porque aceitando este raciocínio Lisboa será cada vez mais a cabeça de um deserto. E, na cidade invicta, há infraestruturas de investigação médica de grande reputação mundial com o I3S e o IPATIMUP onde se encontra a mais avançada investigação como é o caso do cancro da tiróide e do estômago. E há, hospitais que estão na primeira linha do que melhor se faz em várias áreas da medicina.

No entanto, por motivos de “conveniência da proximidade do Infarmed” e também por Lisboa já ter outra agência europeia, Costa acredita que, com as três sedes em Lisboa, seria possível criar uma Escola Europeia. E considera a questão fechada.

Rui Moreira tem-se mostrado contra a decisão de Portugal candidatar Lisboa para acolher a agência que, por causa do Brexit, terá de sair do Reino Unido e encontrar um novo país de acolhimento. E considera mesmo que candidatar novamente Lisboa, que já tem uma agência europeia, é uma fraqueza da candidatura portuguesa. O autarca deu vários exemplos na Europa. Espanha, por exemplo, discutiu o assunto desde julho de 2016, depois do Governo ter aberto a discussão nacional. Barcelona foi a cidade escolhida, num país que já acolhe cinco agências europeias — nenhuma em Madrid. E lembrou que a Escola Europeia, em Espanha, fica em Alicante.

 

No futebol como na vida prever antes é difícil

O FCPorto não tem uma defesa equilibrada. Os centrais tremem com facilidade e com Slimani e Bryan terão razões de sobra para tremer ainda mais.

Os portistas vão fazer como fizeram no meio da semana em Itália. Povoar o meio campo e marcar bem longe da sua área para evitar as rápidas saídas para o ataque do Sporting.

Por outro lado, não estou a ver como levezinhos, embora tecnicamente evoluídos atacantes portistas, possam ganhar o combate a uma defesa alta, forte e tacticamente muito equilibrada. Que ainda não sofreu golos e que o ano passado foi a defesa menos batida.

O Sporting está em vantagem até porque joga em Alvalade. O FCPorto vai tentar não sofrer golos defendendo longe da sua área. O erro individual vai ter uma influência enorme no resultado final.

E, se no final, os meus leitores acharem que vale a pena, porque acertei ANTES do jogo, vou passar a escrever sobre futebol. Estou farto daqueles analista e comentadores com o ar  que estão no segredo dos deuses.

É por isto que gosto do Jorge Jesus embora digam que é só um ego maior que o mundo

 

A TAP cresceu 82% entre Lisboa e Porto

Comparando com o mesmo período do ano passado a "TAP Express" cresceu 82% em passageiros transportados. Está a concorrer com o comboio. Há partidas de hora a hora. O passageiro sabe que há sempre um avião disponível. Ainda há quem não perceba o que a gestão privada trás à companhia aérea ?

A taxa de ocupação média ronda os 65%, o que a TAP considera "bom para pouco mais de um mês de serviço". O objetivo da companhia é crescer sobretudo no chamado ponto a ponto, ou seja nos voos puros entre as duas cidades. Assim, com a ponte aérea, "o transporte de avião já concorre com outros modos de transporte tanto em preço como em duração total da viagem".

O preço oscila entre 39 Euros e 99 Euros e não há atrasos no embarque . O passageiro tem flexibilidade podendo viajar num ou outro avião segundo as suas conveniências .   

 

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O Turismo está a crescer a dois dígitos .

Há quem diga que o turismo está a crescer demais. Está a captar receitas e a criar emprego, mas não agrada a todos. Em Lisboa, é particularmente evidente o resultado da liberalização que fizemos o ano passado na animação turística. Liberalizámos a atividade e o ritmo de criação destas empresas mais do que duplicou. E está à vista de todos. É engraçado que durante anos se andou a dizer que tínhamos turismo a menos e agora, sem que alguém tivesse dito antes que estávamos com o nível certo de turismo, que temos turismo a mais. Não dou para esse peditório: nunca direi que o o turismo está a criar demasiados empregos ou a trazer demasiadas receitas para o país ou a servir para preservar demasiado património ou a promover demasiados produtos portugueses no exterior.

Retirar o estado da actividade e aumentar a presença da actividade privada deu resultados imediatos. O estado em algumas actividades funciona como a infantaria. Toma conta do terreno e não deixa que nada mova.