Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Existem limites à política económica do governo

Desta vez é o governador do Banco de Portugal que avisa. Não é sustentável aumentar o consumo sem aumentar a produtividade .

...o crescimento baixo da produtividade portuguesa "limita maiores níveis de consumo" sem penalizar o equilíbrio externo. E as contas externas até Julho já reduziram o supéravit em 74% para um nível a caminho novamente do déficite.

"A manter-se por muito tempo este crescimento sofrível da produtividade comprometerá gravemente o aumento do nível de vida dos cidadãos", afirmou o banqueiro. Em relação à situação portuguesa, a fraca produtividade é um travão ao crescimento sustentável do consumo.

"Tendo em conta o actual endividamento público e privado, é essencial consciencializar a sociedade portuguesa da necessidade de prosseguir com a consolidação financeira e, simultaneamente, criar condições que favoreçam o investimento e a produtividade"

E os agentes indutores desse investimento e da produtividade são os agentes privados agrupados em empresas.

Dez milhões de tesos e endividados

Uma política de procura à escala de 10 milhões de tesos e endividados é uma patetice, como a realidade está a demonstrar, diz o Prof Daniel Bessa.

O BCE já esgotou o que podia fazer mas a Alemanha pela sua dimensão podia implementar uma política de procura que levasse a mais importações com origem nos países europeus em dificuldades como Portugal. Porque Portugal só sai desta e de outras através das exportações ao contrário do que afirmam PCP e BE. As exportações só são uma treta para Catarina Martins.

Dizendo não ter a certeza de que Portugal poderá ter crescimentos fortes e sustentados, Bessa considera que se à escala europeia deveria haver uma política orçamental mais expansionista, "fazer isso à escala de Portugal é uma patetice".

"Não faz o menor sentido, não tem condições nem trará resultados, pôr a economia a crescer pela despesa é o que temos feito, não é vida para ninguém", afirmou.

Entretanto o que se vai ouvindo acerca da preparação dos orçamento 2017 é mais do mesmo, mais despesa paga por aumento de impostos.

É a política, estúpido !

As notícias sobre a economia em Portugal vão de mal a pior apesar do custo da energia baixo, das baixas taxas de juro e da depreciação do euro. Culpa ? A reversão das medidas do governo anterior, o tempo perdido com a campanha e eleições e a fórmula de governo encontrada.

“A recuperação económica abrandou de forma acentuada na segunda metade de 2015″ e “as reversões das reformas, aplicadas pelo novo governo, irão provavelmente penalizar ainda mais o investimento privado.

Não deverá crescer mais do que 1,2% o Produto Interno Bruto (PIB) português neste ano. O vaticínio do ING é ainda mais pessimista do que os 1,4% previstos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e os 1,5% apontados pelo Banco de Portugal. E, também, ainda mais pessimista do que o crescimento de 1,3% previsto pela Universidade Católica na quarta-feira – uma forte redução face aos 2% anteriormente previstos.

É perante este coro de previsões menos positivas – distantes dos 1,8% que constam do Orçamento do Estado – que Mário Centeno já terá avisado os partidos da esquerda parlamentar de que vêm aí tempos difíceis.

Começa-se a perceber porque o BE acha que o " cartão de cidadão" é sexista e o PCP querer as 35 horas discutidas na Assembleia e não na concertação social.

Antecipa-se turbulência política e economia frágil em 2016

Infelizmente, o que se antecipa para 2016 em Portugal, é turbulência política e uma economia frágil. O caminho seguido pelo governo minoritário do PS não convence ninguém lá fora. E alguém acredita que são os optimistas cá de dentro que têm razão ?

A Lei de Murphy vai fazer o seu caminho. Há muita coisa que pode correr mal em Portugal.

Os especialistas veem poucas razões para um grande otimismo em relação à economia e às empresas portuguesas – nem mesmo as exportadoras. “Receamos que o crescimento recente, suportado pela exportação e pelo consumo interno, poderá não ter muita margem para acelerar”, diz o Royal Bank of Scotland, mostrando-se pouco confiante em relação ao “impacto das medidas propostas [pelo governo do PS] no crescimento potencial”.

“A devolução dos cortes salariais no setor público coloca em risco a realocação eficaz dos recursos, ao mesmo tempo que a subida do salário mínimo deverá prejudicar as exportadoras, já que se especializam sobretudo em produtos de baixo valor acrescentado”, diz o Royal Bank of Scotland. Além disso, “as medidas com o objetivo de impulsionar o consumo podem deprimir ainda mais a poupança e o investimento, arriscando causar um aumento brusco do défice da conta corrente”, acrescenta o banco de investimento.

E a juntar a tudo isto temos um governo que terá muitas dificuldades em cumprir as determinações de Bruxelas com as exigências do PCP e do BE.

As políticas do actual governo são para continuar depois das eleições

A agência de rating S & P subiu o rating de Portugal porque as politicas do actual governo são para continuar seja qual for o resultado das eleições .

A S&P considera que "apesar das eleições poderem resultar num cenário político mais fragmentado, continuamos a pensar que desvios significativos ou reversões das políticas são improváveis, reflectindo um consenso político relativamente forte e, até à data, a ausência de novos partidos populistas que poderiam ameaçar a tradicional tendência pró-europeia dos partidos políticos portugueses".

A S&P espera que "após as eleições legislativas, o novo governo irá comprometer-se com políticas que sustentem o crescimento económico e mais consolidação orçamental".

O PS nada tem para oferecer a quem quer entrar em aventuras. PCP e BE não fazem parte da solução

 

O sindicato diz que a questão da escola pública é política

E é. Não tem a ver com a qualidade do ensino nem com o interesse dos alunos, é uma questão puramente política. Tem a ver com o controle do que se ensina desde tenra idade aos alunos e com o controlo sindical de cerca 200 000 pessoas entre professores e outros funcionários. E tem a ver com a centralização do poder nos burocratas do ministério. E com um sistema de circuito fechado onde, a ser possível, não haveria avaliação de professores e alunos, nem rankings de escolas.

Os alunos filhos de famílias ricas frequentam boas escolas privadas; os alunos filhos de famílias remediadas frequentam boas escolas públicas; os alunos filhos de famílias pobres frequentam más escolas públicas. Em Portugal, com a escola pública, perdeu-se o mais poderoso ascensor social. Caído numa má escola pública não há nada que livre o aluno dessa penitência.

A Constituição diz que a escola pública é gratuita e universal? Óptimo, não diz é que as famílias não podem escolher a escola, seja ela propriedade do estado ou de um privado. Não diz nem pode dizer nunca, cabe às famílias escolher a melhor escola para os seus filhos. 

Mas como o sindicato diz sem vergonha trata-se de uma questão política.

 

 

 

Á política e ao estado o que é da política e do estado

Estamos a chegar ao fim de uma época onde negócios e política andaram de mãos dadas. O que se está a passar no BES resulta da cumplicidade da política com o mundo dos negócios.

Com o BES, cai uma ala incontornável do "antigo regime", aquele que vigorou no País nas duas últimas décadas. Este é o toque a finados que faltava.
Com a intervenção sobre o País, ruiu um certo "modelo de desenvolvimento económico" - que tem de ser escrito assim mesmo, com aspas, para não nos rirmos demasiado da nossa tragédia colectiva.

Com a intervenção sobre o BES, ruiu um certo modo de fazer negócios e, sobretudo, de relacionamento entre o poder financeiro e o poder político.

O BPN é uma vergonha para muitos

A ideia é transformar o que se passou no BPN numa peixeirada pública em que mais uma vez a culpa morre solteira. Politizar o crime BPN como se Oliveira e Costa e amigos fossem o PSD e Vitor Constâncio fosse o PS. Todos os ex primeiros ministros e ministros das finanças, desde Durão Barroso a Teixeira dos Santos deviam calar-se. Deviam ter vergonha e assumir a sua parte de responsabilidade. Porque não deram por nada e deixaram andar, quando a imprensa já publicara diversos trabalhos sobre o assunto (incluindo a Exame e o Expresso, pioneiros nesta matéria) e a consultora Delloite já arrasara as contas do banco, e foi uma vergonha para Constâncio que era o todo-poderoso regulador e o supervisor da banca.Sem serenidade nunca se vai saber o que verdadeiramente se passou naquele banco. Para já só Oliveira e Costa se passeia com uma pulseira electrónica.

É preciso mudar

Uma das consequências benéficas desta crise é que hoje, o cidadão, tem a percepção clara que é preciso mudar práticas, comportamentos e instituições.

Um aspecto positivo da actual crise é que uma parcela mais substancial da população está mais alerta e não se deixará enganar tão facilmente. Colocará perguntas incómodas. Eleições europeias para quê? Porque é que grande parte dos fundos comunitários continua a ir para a política agrícola comum? Afinal o sistema de Segurança Social é insustentável? Se sim, o que podemos fazer para assegurar pensões dignas para as próximas gerações? Um dos méritos da articulação Governo, troika, Tribunal Constitucional é que pela primeira vez há no cidadão comum a noção clara da restrição orçamental do Estado: se não se corta aqui, é preciso ir cortar ali, ou aumentar a receita acolá. Também começa a haver a noção clara que, para sair da crise, é preciso mudar práticas, mudar comportamentos, alterar instituições.

Ana Gomes, critica a política como se não fizesse parte dela

 Ana Gomes critica a política e os políticos, e a UE e tudo e todos como se não fizesse parte do que critica. (...)Nunca descurar nas referências ao ultra-liberalismo da União Europeia porque a imprecisão de conceitos é uma boa bengala e o oportunismo não paga imposto. Critique-se a regulação corrupta e exija-se mais regulação para regular a regulação corrompida. Tal como acontece com a deputada Ana Gomes, caso o cargo político esteja distante daqueles que o estão a ouvir, o político não precisa hesitar em cuspir no prato em que come, insinuando-se crítico, activo, insatisfeito com o próprio empregador, pois a sua plateia mais distraída dificilmente conhecerá a sua rotina de bajulação à hierarquia que lhe dá sustento.