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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A pobreza é um problema a cor da pele não

Leio que há, em Portugal, mais de dois milhões de pessoas em risco de pobreza e de exclusão social. A pobreza é um problema, um gigantesco e injustíssimo problema, para os que a sofrem, mas a cor da pele não o é, ou já não o é, felizmente. Do que precisamos é de melhorar a condição económica e social de todos os pobres e não de quotas ou de outras formas de “discriminação positiva” só para alguns.

Nos tempos que correm tem-se lançado mão de quase tudo para criar e acentuar de forma artificial a oposição ou a disputa entre brancos e negros. “Museu da Escravatura” versus “Museu dos Descobrimentos”, lembram-se?

O pântano de Guterres, a bancarrota de Sócrates e a pobreza de Costa

Nos últimos 27 anos o PS foi de longe o partido que mais tempo esteve no governo . Os resultados não foram bons. O pântano de Guterres, a bancarrota de Sócrates e a pobreza de Costa não enganam e, para mais, muita gente que está hoje no poder também esteve nesses governos.

Portugal caminha para os últimos lugares na criação de riqueza entre os países da União Europeia. O PIB de 2018 é igual ao PIB de 2008 e já está a desacelerar para 1,9% em 2019. Sempre a descer até 2021 no mínimo. A falta de investimento vai fazer-se sentir nos próximos anos.          A degradação dos serviços públicos e a dívida que continua a crescer não deixam dúvidas e, com estas condicionantes, manter ou reduzir o défice só à custa da elevada carga fiscal a maior de sempre. Com a geringonça ou com algo semelhante não se percebe como sair do círculo vicioso.

A falta de investimento faz-se sentir no SNS ( a actividade dos hospitais privados cresceu mais que a dos hospitais públicos e assim continuará), os professores afiam as facas para paralisarem a escola pública com greves, a ferrovia lá para 2023 terá mais comboios ( os actuais andam a deixar cair os motores) .

E o custo para o PCP do apoio ao governo com expulsão de membros históricos também não ajuda.

Porque te ris, António ?

 

A esquerda entre dois whiskies e um arroto

Eram dois jovens engenheiros ucranianos que numa manhã apareceram aqui no largo . Vi-os descer ao inferno. Não tinham emprego e as ajudas eram poucas e estavam a terminar. No mínimo ajudá-los a voltar à terra natal mas nem isso.

Estes dois jovens foram os que mais me marcaram mas tive outras experiências igualmente desoladoras . Falei com eles, ajudei-os no possível mas os chineses têm razão. Sem cana de pesca  não se apanham peixes. 

Deixar entrar gente no país sem cuidar de lhes assegurar condições de uma vida digna é criminoso .Sabemos o que se passa na agricultura no Alentejo e no Algarve onde centenas de imigrantes são explorados. Nas ruas de Lisboa sem abrigos imigrantes é um ver se te avias. E sabemos como o país nunca conseguiu tirar da pobreza 10% de portugueses. E pior, há portugueses que trabalham mas nunca conseguiram sair da pobreza.

Os serviços públicos estão pior que nunca miseravelmente às mãos da frente de esquerda . Mas é esta mesma geringonça que untada de bondade abre a porta aos pobres que nos procuram descuidando o pequeno pormenor de lhes proporcionar oportunidade de usufruírem uma vida decente.

Entre dois whiskies e um arroto a esquerda dorme descansada.

Um país cada vez mais pobre

Espanha nos últimos dez anos cresceu economicamente em termos agregados 31% . No mesmo período Portugal cresceu economicamente em termos agregados 7,5% . O governo anda a vender-nos como uma grande vitória um crescimento de 2,2% que já será de 1,8% em 2019 . Espanha e Portugal são vizinhos e pertencem à mesma zona economica pelo que os factores que afectam um afectam o outro.

Este é o resultado de uma política económica que corta no investimento e aumenta as cativações enquanto distribui o pouco que há pelas clientelas eleitorais.

As exportações estão em queda porque os países compradores, que são os mesmos de sempre, também já estão a travar.

Neste momento, o governo atacado por todos os lados pelos sindicatos, espera que a crise não se abata sobre o país antes das eleições pelo que em desespero procura continuar a distribuir o que tanta falta faz à economia.

O Turismo está a ser prejudicado pelos países nossos concorrentes que já saíram das situações turbulentas que afastaram boa parte dos turistas que nos procuraram .

O que é bom devemo-lo a terceiros como é o caso dos juros que, graças ao programa de compra de dívida do BCE, é agora mil milhões de euros mais baixo/ano.

De que te ris, António ?

Londres está em negação sobre a pobreza que se vai agravar com o Brexit

O Reino (des)Unido vai perder muito dinheiro dos subsídios europeus e com isso agravar a pobreza

"Está claro que as consequências do 'Brexit' sobre as pessoas que vivem em situação de pobreza é uma consideração secundária", referiu Philip Alston, explicando que o Reino Unido vai perder muito dinheiro de fundos europeus que podiam beneficiar as áreas mais carenciadas.

É assim que estão os que querem sair da União Europeia

Para um europeu é difícil perceber o que é ser pobre no Brasil

Francisco Assis :  Muitas vezes é difícil percebermos o que isso significa a partir de uma perspectiva europeia. Mas quem viajou dezenas de vezes para a América Latina, como eu fiz nos últimos anos, sabe bem o que isso traduz naquele sacrificado continente. Ali, ser pobre corresponde a ser muito mais pobre do que no nosso velho continente europeu; ali, ser mulher, ser homossexual, ser indígena, ser desempregado, ser mãe solteira, comporta uma carga sem correspondência com o que se passa no mundo que nós próprios habitamos.

Em vez de mais impostos era bem melhor aumentar a riqueza produzida

A economia cresce poucochinho, caminhamos para continuarmos na cauda, os trabalhadores que trabalham não conseguem ter uma vida digna. Aumentar os impostos com o nível a que a carga fiscal já chegou não é solução.

O último aumento, nos salários dos funcionários públicos, desta dimensão, foi nos idos de 2009/2010. Pois, que rico e memorável ano. Em pleno devaneio orçamental do fantástico Governo Sócrates, que nos facilitou o embalo contra a parede da crise e posterior ajustamento seguindo as directrizes dos credores internacionais, que nos emprestaram o dinheiro, quando o mercado financeiro internacional de dívida pública se fechou para a República Portuguesa.

Para perceber um pouco melhor como Portugal está, sugiro a leitura do artigo do Professor Daniel Bessa este fim-de-semana no caderno de Economia do Expresso. O tal tempo de bonança, aparentemente de vacas gordas, não nos pode desligar da realidade e das ameaças que se acumulam no horizonte.

Claro que para compensar a ideia de aumentos salariais para os trabalhadores, vem o outro lado da moeda, nomeadamente, os pedidos do PCP de aumento de impostos como IMI ou de mais tributos para quem mais recebe. Claro, o remédio de sempre. Impostos e mais impostos. E este é problema deste país, pensar em tributar o mesmo bolo de sempre, sem lutar por aumentar o tamanho do bolo a distribuir por todos. A falta de estabilidade fiscal é cada vez mais um autocolante que não larga o país.