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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quantas mortes desde Março por falta de tratamento ?

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E não tenhamos dúvidas. Os doentes que morreram sem tratamento atempado são todos pobres. Porque só os pobres em Portugal não têm opção de escolha.

A pandemia esconde muitas coisas más mas também destapa muitas coisas más. Uma delas é o país ter oferta hospitalar no sector público e no sector privado e social e por razões ideológicas deixa-se morrer pessoas sem tratamento.

É uma vergonha que os partidos que defendem a proibição da liberdade de escolha não tirem agora as conclusões que se impõem e não se responsabilizem por estas mortes. Até porque na Europa o direito à saúde é universal e gratuito para o cidadão.

Não damos lição nenhuma aos países na Europa que vão na frente e onde a qualidade de vida é uma realidade há muitos anos.

Devíamos enquanto país pedir desculpa a estas famílias enlutadas.

Portugueses mais pobres do que há dez anos , atrás da Estónia e Lituânia

Vergonhosamente ultrapassados por países que saíram da órbita soviética os mais pobres dos pobres. Portugal está atrás de países como a Estónia e a Lituânia.

"Não me surpreende. É um sinal da nossa estagnação", disse João Duque, economista e professor do ISEG. "E estamos a ser ultrapassados por países como a Estónia e a Lituânia. É impressionante", adiantou. Salientou que aqueles dois países partiram de valores muito abaixo dos de Portugal. No caso da Estónia, registava em 2009 um valor de 64,6% e a Lituânia não passava dos 56,9%.

"É o resultado de governos que orientam as políticas para a eleição. Num país de hipocondríacos, atuam em duas áreas: garantir que os portugueses vão receber reforma e vão ao hospital", apontou. Mas João Duque alertou que a resposta do país devia antes ir no sentido do crescimento mais rápido da riqueza, atraindo empresas e adotando políticas que estimulassem esse crescimento económico.

É isto que é preciso mudar .

Um país de pobres

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E é claro que enquanto não houver pelo menos dez anos de crescimento do PIB a condição de vida dos portugueses não melhora. E não se paga a dívida e não se melhoram os serviços públicos. O resto é conversa à António Costa.

Vai aumentar o salário mínimo em 14 euros e as pensões mais baixas em 10 euros. Trata-se de uma esmola. E não há aumentos para a função pública nem acabam as listas de espera da vergonha do SNS.

Isto a pesar dos repetidos anúncios de vitórias.

E, no entanto, a solução que não é simples, mas é conhecida, está nas mãos do governo. Captar investimento externo privado ( uns 3/4 grupos económicos tipo AutoEuropa), baixar impostos e reduzir a burocracia de um Estado cada vez mais gordo e ineficaz.

Este modelo de governação está esgotado e os seus resultados são medíocres. O PS está no governo há 17 anos nos últimos 25 anos não vale a pena procurar culpados.

O último aumento consistente de crescimento da economia deu-se entre 1985/1995 e o nível de vida dos portugueses fez sentir em todos os níveis sociais. É verdade, não foi por acaso que Cavaco Silva teve 4 ( quatro) vitórias absolutas.

A via é a da social democracia.

Todos os dias nos esquecemos disto

Quais são os países mais pobres e mais ricos ? Todos os dias há quem queira esconder a realidade. Os países mais pobres na Europa são todos os que saíram da órbita da ex-URSS. Os países ocidentais estão entre os que são mais ricos a nível mundial.

Há desigualdades ? Claro que sim, mas nos países pobres os cidadãos são todos pobres .É solução? Claro que não.

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Fora da Europa seríamos muito mais pobres e menos livres

Basta olhar para o que está a acontecer com o Brexit, um gigante como a British Steel está a despedir 25 000 trabalhadores. A razão é a incerteza que rodeia a saída do Reino Unido da UE..

Portugal seria um país muito mais pobre se não pertencesse à União Europeia. Vou ser insistente: Portugal seria um país muito menos livre se não pertencesse à União Europeia. E vou repetir porque, por estes dias, não há um único candidato a eurodeputado pelos grandes partidos que queira ou saiba defender as vantagens do projeto europeu para o nosso país. Cá vai: fora da UE, tristemente entregues a nós próprios, seríamos muito mais pobres e seríamos muito menos livres.

As listas de espera hospitalares só têm doentes pobres

Os doentes remediados e ricos acedem aos hospitais privados. Para a direita a solução é o Estado emitir vouchers a favor dos doentes e estes serem operados ou consultados dentro dos prazos medicamente aconselhados no privado. Para a esquerda a solução é os pobres aguentarem porque a saúde não pode ser um negócio para os privados.

É chocante, não é ?

Na Educação também é mais ou menos assim. As más escolas públicas estão cheias de alunos pobres e não podem frequentar boas escolas privadas porque a Educação não é um negócio.

Num e noutro caso quem sofre é o doente e o aluno. Ganha a ideologia.

Cada vez mais os governos trocam a ideologia pelas medidas funcionais no sentido de alcançarem o bem da maioria da população. É que de boas intenções está o inferno cheio.

O orçamento de um país pobre

Mais de 1,1 milhões de portugueses é pobre apesar de trabalhar .

“Entre os pobres temos 10,7% que são trabalhadores. Quer dizer que ter emprego não é suficiente para tirar uma pessoa da pobreza”, sublinha.

No Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, esta organização aponta como prioridade uma maior aposta na educação e na melhoria das qualificações.

Taxa de risco de pobreza acima da média da UE

Portugal apresentava em 2017 uma taxa de 23,3% de pessoas em risco de pobreza ou exclusão social, acima da média da União Europeia (UE 22,5%) mas 2,7 pontos abaixo da de 2008, divulgou esta quarta-feira o Eurostat.

Mas o(s) orçamento(s) da geringonça só apontam para quem tem emprego e rendimento assegurados cortando no investimento única forma de criar emprego bem remunerado.

A geringonça não se lembra dos pobres

Reverter salários e pensões é puro corporativismo : A esquerda está no poder há quase três anos e fez da inversão da austeridade a grande bandeira. Tem subido, mesmo pouco, salários públicos e pensões, mas ainda não se lembrou dos pobres. O facto não é um detalhe, mas vai ao âmago da profunda crise ideológica dessa área política, explicando também o seu sucesso eleitoral por cá.

O sucesso da extrema-esquerda lusitana é simples corporativismo. Os partidos da área abandonaram ideais para se centrarem em interesses, enraizando-se no sector público. O estatismo, sempre central na cartilha esquerdista, passou a exclusivo, mesmo à custa do propósito supremo de justiça social e defesa dos pobres. A luta continuou a ser contra o capital, sempre acusado de ser "dono de Portugal", mas agora privilegiando os meios fiscais, na magna finalidade de arrecadar receita para alimentar grupos instalados no aparelho burocrático, os verdadeiros donos da pátria. Só que, num país com pouco capital e muitos pobres, acabam por ser estes a pagar as reivindicações da esquerda.

A austeridade na educação dos mais pobres

Mais um exemplo da austeridade aplicada pelo governo nos mais diferenciados sectores. Desta vez na Educação.

O braço-de-ferro entre colégios com contratos simples e de desenvolvimento — que permitem que famílias carenciadas matriculem os seus filhos em escolas privadas tendo uma parte da propina paga pelo Estado — e o Ministério de Educação começou em dezembro.

“Estes 1100 euros dos mais pobres não paga a mensalidade do colégio. Mas é uma maneira de diversificar a turma, estamos convictos de que educar crianças diferentes todas juntas é muito mais rico do que só criar crianças de determinado tipo. O ensino privado continua a crescer nas estatísticas, mas é cada vez mais elitista. Com os contratos simples, os colégios não ganham nem perdem no sentido financeiro. O que perdem é diversidade no corpo de estudantes e essa diversidade é importante para todos os que lá estão”