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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A austeridade na educação dos mais pobres

Mais um exemplo da austeridade aplicada pelo governo nos mais diferenciados sectores. Desta vez na Educação.

O braço-de-ferro entre colégios com contratos simples e de desenvolvimento — que permitem que famílias carenciadas matriculem os seus filhos em escolas privadas tendo uma parte da propina paga pelo Estado — e o Ministério de Educação começou em dezembro.

“Estes 1100 euros dos mais pobres não paga a mensalidade do colégio. Mas é uma maneira de diversificar a turma, estamos convictos de que educar crianças diferentes todas juntas é muito mais rico do que só criar crianças de determinado tipo. O ensino privado continua a crescer nas estatísticas, mas é cada vez mais elitista. Com os contratos simples, os colégios não ganham nem perdem no sentido financeiro. O que perdem é diversidade no corpo de estudantes e essa diversidade é importante para todos os que lá estão”

Os pobres pagam cartolas em forma de barretes

"Esta coisa de usar os impostos dos mais pobres para festas (e não, o problema não é ser Lisboa e Medina, isto é mesmo uma praga nacional a que aparentemente ninguém dedica o devido escrutínio) é uma coisa que é muito estranha para mim.

A verdade é que não sei de alguém que tenha uma resposta satisfatória à pergunta base: por que razão se gastam os impostos dos mais pobres a fazer festas pagas pelos municípios?

Qual é o valor social associado a isto que não pode ser garantido pelos recursos dos interessados e beneficiários e justifica que seja o Estado a responsabilizar-se pelos custos?"

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 Entretanto as taxas e taxinhas são inconstitucionais, o município é obrigado a devolvê-las e a taxa turística também . Diz quem sabe.

O contribuinte paga quase 50% do que ganha mas não chega. É preciso alimentar o monstro que socialistas e comunistas mamam sem cessar tudo a bem do povo está bem de ver.

É um terror esta sanha contra os cidadãos porque é insaciável. É preciso ir buscar o dinheiro onde ele está nas palavras certeiras do BE .

Mas a hotelaria paga a taxa ridiculamente baixa de 6% ( sabemos bem que os pobres passam a vida em hotéis e restaurantes).

E, para complemento, ficam muito zangados por haver quem lhes diga que não são nada amigos dos pobrezinhos. São amigos deles próprios e da família ( como se vê bem pelos exemplos que têm vindo a lume).

António Costa anuncia que 2018 é que vai ser o ano de vencer os bloqueios que impedem a economia de crescer ( e nós convencidos que a economia tinha o maior crescimento do século) afinal não, vai ser só nos próximos anos .

Com os bloqueios instalados que PS não tem coragem de vencer e BE e PCP impedem de retirar, quando a economia exterior arrefecer cá estaremos com uma crise muito mais grave que todos os outros. E é quando não é se...

Depois cá estaremos com uma mão à frente e outra atrás a pedir ajuda aos maus...

"É importante garantir o acesso dos mais pobres às melhores escolas"

É importante que os alunos pobres tenham acesso a boas escolas, sem isso não vão ser capazes de ascender socialmente. Mas cá em Portugal as más escolas estão cheias de alunos pobres. As boas escolas públicas estão cheias de alunos remediados e as boas escolas privadas estão cheias de alunos ricos.

Por cá a discussão é entre a escola pública e a escola privada, não entre a boa e a má escola.

Travou-se até ao limite a publicação dos rankings das escolas mas a verdade é que quem sabe diz que : "É importante garantir o acesso dos mais pobres às melhores escolas". É uma das mais importantes medidas para travar a desigualdade mas, palpita-me, que sem rankings e as respectivas consequências os pobres não terão oportunidade de ascender socialmente.

Eu vivo nesta casa há quarenta anos e há muito que percebi que os filhos dos licenciados não frequentam as escolas cá do bairro. A geração anterior, já no mercado de trabalho também é licenciada. Os filhos dos não licenciados esses sim, frequentam as escolas cá do bairro e com poucas excepções, tal como os pais, não são licenciados.

O resto é a guerra para o controlo ideológico do ministério.


Os mais pobres perderam mais com a crise

Segundo um estudo da Fundação Francisco Manuel dos Santos entre 2009 e 2014 foram os pobres e os jovens mais qualificados os que perderam mais com o programa da Troika. É difícil perceber que gente qualificada que anda pelo mundo a executar programas de recuperação de países em dificuldades apresente este resultado. Ninguém pode estar de acordo.

Tirar rendimentos a quem tem menos é, além de injusto, fácil e com pouco merecimento. Difícil é afrontar os poderosos. Claro que há pelo meio instrumentos e caminhos mas é inaceitável que o resultado seja uma sociedade ainda mais desigual e que os pobres empobreçam.

No mesmo período o número de pobres aumentou em 116 mil (para 2,02 milhões), com um quarto das crianças e 10,7% dos trabalhadores a viverem abaixo do limiar da pobreza (6,3 % em privação material severa). E hoje um em cada cinco portugueses vive com um rendimento mensal abaixo de 422 euros.

A crise fez aumentar a desigualdade em Portugal (na nona posição em termos de desigualdade) mas também em mais 18 países da União Europeia, especialmente na Grécia e em Espanha.

 

 

As más escolas públicas estão cheias de alunos pobres

Resolver este magno problema devia ser a prioridade das prioridades na Educação. Porque os colégios privados estão cheios de alunos ricos e as boas escolas públicas estão cheias de alunos remediados. Para os pobres é que não há oportunidade nenhuma de aceder a uma boa escola.

Mas o que se discute na educação são as carreiras e a colocação dos professores e mais recentemente obrigar os alunos a frequentar a escola pública que rejeitam. Uma humilhação para as escolas rejeitadas.

O governo decide alegremente pelo povo, retirando a liberdade de escolha dos mais pobres. Pois os mais ricos ainda podem pagar para manter essa mesma liberdade. Enquanto houver iniciativa privada em Portugal. Até serem todos pobres e todos iguais… a depender do Estado e dos sucessivos governos.

Continuando a implementação das suas políticas de esquerda, o governo defende a sua liberdade de escolha decidindo o melhor pelo povo, para o povo. E a sua melhor escolha é pela escola pública para os mais pobres, deixando os colégios privados só para os mais ricos, que podem pagar pela sua educação.

Todos os dias nos esquecemos disto

Quais são os países mais pobres e mais ricos ? Todos os dias há quem queira esconder a realidade. Os países mais pobres na Europa são todos os que saíram da órbita da ex-URSS. Os países ocidentais estão entre os que são mais ricos a nível mundial.

Há desigualdades ? Claro que sim, mas nos países pobres os cidadãos são todos pobres .É solução? Claro que não.

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A diversidade dos seres humanos é a causa da desigualdade

A desigualdade não se combate com o Estado Social mas ajuda a melhorar a vida dos mais pobres.

Pouco interessa a forma de capital ( terras, acções, educação...) no fim a desigualdade vai estar sempre a crescer..E não há forma de eliminar as diferenças? Há, acabando com a diversidade dos seres humanos para sermos todos exactamente iguais ou destruindo a economia. Já foram ambos tentados.

Então o Estado Social não serve para nada? Serve para aquilo que sempre soubemos que servia, para dar educação, saúde e segurança, para que os mais pobres sejam cada vez mais ricos. E são hoje inacreditavelmente mais ricos que aquilo que eram, Em Portugal, hoje, não morrem de fome, de varíola, de cólera ou comidos por animais. Mas isso faz mais ricos os mais ricos e a diferença estará sempre a crescer porque a geometria, no fim, vai ser sempre a mesma.

Desde os princípios do século XIX que se sabe que a distribuição da riqueza segue a chamada rede livre de escala, também conhecida por Lei 80/20 - Lei de Pareto - 80% da riqueza está nas mãos de 20% da população. Não são estes os números exactos mas é esta a tendência natural.

PS : a partir do Expresso - João Pires da Cruz)