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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É preciso acabar com a boa avaliação do PISA

Rui Mendes Ferreira

19 h ·
 

O artigo de hoje

"O fado é quinduca e o vinho é quinstrói.!

Sobre a redução do número de horas de aulas nas disciplinas de Português e Matemática, que o actual ministro da educação se prepara para implementar.

O actual governo, através do ministro da educação, veio comunicar que irá proceder a uma alteração radical, dos planos curriculares do ensino, indo cortar nas horas de aulas nas disciplinas de Matemática e de Língua Portuguesa.

Em contrapartida, irão aumentar as disciplinas e as respectivas cargas horárias, nas áreas das chamadas "Ciências Sociais", ou seja, será tudo o que eles bem entendam incluir neste lato conceito.

Ciências estas, que o actual ministro da educação conjuntamente com o seu tutor, Mario Nogueira, irão embrulhar numa caixinha com um lacinho todo bonitinho e que irão dar o nome de "Ciências Sociais". Isso sim é que o povo precisa, não é cá agora estas mariquices das Matemáticas, ou do Português.

Era só que faltava os nossos alunos, continuarem a ser instruídos nas matemáticas e no entendimento correcto da língua e literatura portuguesa. Isso é coisa de fracos e de povo atrasados.

O que os nossos alunos necessitam é de ser educados nas Ciências Sociais, das quais aliás os mercados de trabalho se encontram tão deficitários, para que possam ser devidamente educados nas cartilhas do socialismo, com as indispensáveis leituras e estudos do Marx, do livrinho vermelho do Mao, e das "teses" aprovadas nos congressos do PCP e do BE.

E porque isto agora? É simples a resposta: quanto menos os alunos compreenderem de Português, e quanto menos souberem fazer contas......mais fácil se torna enganá-los, perdão "educá-los" nas ditas cartilhas do socialismo, marxismo e outros ismos do mesmo género.

Já só falta mesmo, é mudarem o nome do ministério da educação, para Ministério da Propaganda. Já faltou menos. Acreditem.

Rui Ferreira

O "trumpismo" já mora aqui

Já não interessa a verdade interessa a narrativa . Quiseram destruir a escola pública mas PISA veio confirmar que a educação nunca teve tão bons resultados. Quiseram destruir o Serviço Nacional de Saúde mas é agora que não se paga a fornecedores . O BE pela voz de Joana Mortágua não apresenta um só argumento acerca dos resultados na educação. A narrativa é : tiraram dos testes os piores alunos, narrativa que os responsáveis pelo PISA em Portugal (  peremptoriamente desmentida ) já vieram negar : 

Sim, o comportamento de Trump eleva a falta de vergonha a um novo nível, mas esse nível está só um degrau acima do que Sócrates instituiu em Portugal e a esquerda abraçou – o desprezo pelos factos, convenientemente substituídos por “narrativas”. Para Joana Mortágua, Nuno Crato foi um elitista destruidor da escola pública e não lhe interessa que os factos desmintam a sua convicção. De resto, nunca é demais lembrar, a deputada do BE não está sozinha: o nosso ar político, entre 2011-2015, foi envenenado de alertas diários sobre a destruição do Serviço Nacional de Saúde ou do sistema educativo. Acusações que, hoje, as avaliações internacionais não só negaram como evidenciaram uma realidade precisamente oposta: onde se alertou para o desastre houve, afinal, melhoria. Mas, naturalmente, isso agora não importa nada.

Tão novas e já a sabem toda - IAVE corrige Bloco

Quando aparecem dados que dizem o que não nos interessa o que fazer ? Retirar credibilidade ao estudo que lhes está na base. Velho como o mundo. E as meninas do BE ainda tão novinhas já a sabem toda. Toca a mentir sem pudor . Esganiçadas e mentirosas é o que são. Senão vejamos :

A questão da participação ou não destes alunos no estudo internacional foi reforçada pela deputada Joana Mortágua num artigo de opinião publicado esta segunda-feira no jornal Público, no qual a bloquista defende que o ex-ministro da Educação do governo PSD/CDS, Nuno Crato, “escondeu o ensino vocacional” e “retirou os alunos com maiores dificuldades do percurso escolar, escondendo-os do radar dos rankings”.

O argumento já tinha sido ensaiado pela coordenadora bloquista, Catarina Martins, que, no último debate quinzenal com o primeiro-ministro apontou para “o facto de Nuno Crato ter imposto o ensino vocacional logo a partir dos 13 anos” e ter retirado dos testes do Pisa “as crianças com mais dificuldades”, o que, nas suas palavras, “levou a uma deturpação no que diz respeito à escola pública para combater as desigualdades”.

Má fé ou ignorância ? É que o PISA é um estudo internacional com uma grande credibilidade e levado a sério pelos governos. 

Hoje sabemos que Nuno Crato tinha razão

PISA está aí por muito que os eternos arruaceiros o tentem esconder :  " Hoje sabemos que os partidos à esquerda estavam errados quanto ao seu julgamento do mandato de Nuno Crato. Ora, se o primeiro problema é a incapacidade que exibem em o assumir, o segundo é a rejeição dos resultados e das evidências empíricas que contrariam os seus próprios preconceitos. Sim, o TIMSS mostrou que os alunos do 4.º ano melhoraram sob a tutela ministerial de Nuno Crato. Sim, o PISA mostrou que os alunos de 15 anos melhoraram ao longo do mandato do anterior governo. Mas isso importa? Para o actual governo, não: sem esperar por avaliações nacionais ou internacionais, sem recorrer a estudos, sem qualquer suporte empírico e apenas munidos de preconceitos, PS/PCP/BE reverteram inúmeras medidas estruturais de Nuno Crato – na avaliação dos alunos, na avaliação dos professores, no currículo. Aquelas cujo impacto positivo agora conhecemos e lançou os alunos portugueses para cima da média da OCDE. Que os quatro partidos que apoiam o governo sejam indiferentes a isto é alarmante. E, claro, revelador de que o seu foco não é (não pode ser) a melhoria das aprendizagens dos alunos.

O segredo português na Educação

O ministro Tiago e o seu tutor alucinado Nogueira deviam passar a ter mais cuidado. É que Portugal teve melhorias substanciais na Educação . E essas melhorias foram obtidas graças ao trabalho de Nuno Crato

Mientras países como España se han mantenido en puntuaciones similares desde que empezó a hacerse la prueba PISA, el vecino Portugal ha conseguido aumentos cercanos a los 30 puntos (el equivalente a un curso escolar, según la convención a la que ha llegado la OCDE) después de seis evaluaciones. La espectacular mejora de Portugal no solo en el informe PISA, sino también en el reciente TIMSS (que mide matemáticas y ciencias) se explica por la introducción de objetivos a los profesores y de exámenes externos a los alumnos o por una hornada de chavales portugueses súbitamente talentosos.

Deve ser pela tal fornada de "chavalos" portugueses talentosos...

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Na Holanda mais de 70% dos alunos frequentam escolas privadas

No ProfBlog : De notar que a Holanda, o país que mais longe levou a liberdade de escolha das escolas pelas famílias e onde mais de 70% dos alunos frequentam escolas privadas que prestam serviço público, ficou em 1º lugar na Matemática, no PISA 2012, de entre todos os países da UE, ultrapassando a Finlândia. O retrocesso da Finlândia, que passou do 1º lugar na matemática, em 2003, para o 6º lugar, em 2009 e, finalmente, para o 12º lugar, em 2012, merece estudo.

De salientar que Portugal se mantém um pouco abaixo da média da OCDE, mas melhor do que Espanha, com uma subida progressiva e consistente da média a matemática. Essa subida verificou-se em todas as avaliações do PISA desde 2003. Onde Portugal continua mal é nas ciências: 11 posições abaixo da média da OECD.  O pior resultado das três disciplinas. Na matemática: 5 posições abaixo da média da OECD. Na leitura: 6 posições abaixo da média da OECD.

Escola pública - despesa elevada com maus resultados

JMF : ainda não conheço nenhuns resultados de 2012. Os resultados do PISA 2009 foram divulgados em Dezembro de 2010, pelo que os do PISA 2012 deverão ser divulgados no final deste ano. Logo estes são os mais recentes, os que levaram o governo de Sócrates a embandeirar em arco. Quanto aos dados da despesa pública, os critérios são os do Banco de Portugal, não do FMI. Pode ver aqui: http://www.bportugal.pt/pt-PT/EstudosEconomicos/Publicacoes/BoletimEconomico/Paginas/BoletimEconomico.aspx (Blasfémias)