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BandaLarga

as autoestradas da informação

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É ao contrário Catarina, não há crescimento sem contas certas

O BE diz que quer contas certas mas à custa do crescimento económico. Era bom, estamos todos de acordo, só não se percebe é como é que temos crescimento económico sem ter contas certas.

Como é que crescemos com uma dívida elevadíssima da ordem dos 120% do PIB e com juros da ordem dos 4 000 milhões/ano apesar das taxas de juros estarem historicamente baixas graças à política do BCE ?

Por mais que o PIB cresça se a despesa pública estiver fora de controlo ( é por isso que Centeno faz as cativações que tanto enfurecem Catarina) não há défice que resista, nem dívida que não aumente. E o pior é que a carga fiscal já está em níveis nunca vistos não pode aumentar mais. Resta cativar despesa como faz Centeno. Aumentar o crescimento económico exige políticas de médio e longo prazo que a geringonça nunca esteve interessada em implementar. Não dá votos.

A UE nunca disse para controlar a despesa cortando no investimento. O que a UE diz é que é preciso controlar a despesa de funcionamento, precisamente a despesa que o BE tanto quer aumentar.

E é por estas e por outras que António Costa diz que um governo de coligação com o BE e o PCP é impossível. 

E o Euro é que tem culpa de o PIB português não crescer ?

Desde 2007 - 2018 que o PIB nacional cresceu 3% enquanto o PIB na Zona Euro cresceu 11 %. E a culpa é do Euro por termos esta vergonhosa performance? Os outros crescem !

O resultado económico é sabido. Desde 2007, o PIB subiu apenas 3% em Portugal, e 11% na área do euro, com todos os países a crescerem mais do que Portugal, com a exceção da Grécia e Itália. E sem financiamento e com pouca poupança, o investimento agregado só agora voltou para os valores registados antes da crise, algo que apenas se verifica também na Grécia…

 

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E a culpa do PIB não crescer é do Euro ?

Se se corta no investimento para fazer crescer a despesa pública pode esperar-se que a economia cresça ? O que está a acontecer é que o aumento do rendimento dos portugueses está a fazer crescer as importações três vezes mais que as exportações logo, o défice externo cresce. E este défice da balança comercial vai ser pago - como sempre - pelos subsídios europeus e pelas remessas dos emigrantes.

O PIB portou-se melhor do que o esperado no primeiro trimestre de 2019 devido à importação dos aviões da TAP .  Conta-me histórias, António...

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E Sines não tem direito nem a uma autoestrada

O Alentejo Litoral é a região do país com maior PIB per capita do país.

A explicação para estes números passa, incontornavelmente, pela refinaria e pelo Porto de Sines. Aliás, em 2017 o PIB do Alentejo (no seu conjunto) cresceu 5,1% em termos nominais e 3,2% em termos reais, sendo a segunda região do país com crescimento mais expressivo (ao nível das NUTSII), logo atrás do Algarve. Uma evolução explicada pelo “desempenho da indústria e energia, em especial pelo ramo da indústria de fabricação de coque e de produtos petrolíferos, atividade com especial importância nesta região”, destaca o INE.

O governo quer acreditar que as eleições chegarão antes da descida mais violenta

A descida já começou para já, suave . O PIB cresceu apenas 2,1% em termos homólogos no terceiro trimestre do ano, o valor mais baixo dos últimos dois anos. Porque a procura externa se contraiu . Os mercados que importam o que produzimos ou nos visitam como turistas, com a sua redução vai-se o crescimento do PIB português. Tudo porque o dinheiro dos portugueses se escoa no consumo de produtos importados ou sai alegremente para os bolsos do estado em impostos indirectos.

E o Orçamento do Estado para 2019, que poderia ser um bom instrumento para estimular o investimento e compensar, com medidas anticíclicas, a descida das exportações, foi mais uma vez usado para pagar as palmas que a bancada apoiante do governo lhe dedica no Parlamento.

Iremos colher o resultado do que andaram a semear. Não vai ser a crise internacional que vai trair  o Governo ou a sua política económica. É esta que vai arrastar montanha abaixo

PS : Expresso- João Duque

Só agora estamos a produzir o que produzíamos em 2008

E com meias verdades António Costa vai-nos contando histórias da carochinha.

Se admitirmos que a população não se altera muito num trimestre, pode concluir-se que este crescimento garante que o PIB per capita português está a crescer mais do que o PIB per capita da maioria das pessoas da zona euro. É suficiente? Não. Portugal teve vários anos de crise e só agora a economia está a produzir o que produzia em 2008, antes da crise financeira. Além disso, o PIB per capita português já foi ultrapassado por países de Leste que entraram na União Europeia bastante mais tarde. É possível fazer melhor? Quase de certeza e, como mostram as estatísticas, há países na Europa que o conseguem. Há razões para estar preocupado? Claro que sim. A economia está a abrandar e a confluência de fatores favoráveis que atualmente se vive não dura para sempre. Mas não deixa de ser uma boa notícia Portugal conseguir crescer acima da zona euro. Foi algo que não conseguiu fazer durante bastante tempo.

 

O diabo chega sempre

Cresce o défice e abranda o PIB.

Do verão para agora, a Comissão também reviu em baixa as previsões que ela própria fez: esperava uma evolução de 2% da economia portuguesa em 2019, mas agora espera que seja apenas de 1,8%. O cenário é ainda mais pessimista para 2020, ano em que a Comissão estima que Portugal cresça 1,7%. Nessa altura, só Itália (1,3%), Bélgica (1,4%) França e Dinamarca (1,6%) vão crescer menos.

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Afinal as máquinas importadas são carros

A tendência é má e acentua-se pese as maravilhas que nos vendem.

A economia portuguesa desiludiu no segundo trimestre face às expectativas, apesar de ter acelerado face aos primeiros meses do ano. O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou esta sexta-feira, dia 31 de Agosto, que o PIB cresceu 2,3%, em termos homólogos, e 0,5%, em cadeia. O principal contributo para esta aceleração foi dado pela procura interna, dentro da qual se destaca o consumo privado. O investimento deu um menor contributo.