Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Não ao nuclear, não ao petróleo, não ao gaz, não ao lítio, sim à pobreza

E é assim, o que serve aos outros não nos serve a nós. Somos mais pobres mas também mais espertos.

Os que impedem as actividades económicas são também os que criticam a pobreza . No caso do petróleo os últimos argumentos esgrimidos em recente Prós & Contras já não são apenas de índole ambientalista mas também económicos e financeiros .

No Mar do Norte há cerca de 600 poços de petróleo explorados por países ricos e há um poço em exploração a cerca de 40 Kms de Paris mas, é claro, que são crimes cometidos contra a humanidade.

Estando toda a livre iniciativa sob suspeita, sendo sempre vista toda a despesa do Estado como virtuosa e todo o lucro empresarial como iníquo, ou muito próximo disso, afigura-se justo tirar o máximo possível a «quem acumula» .

E cá andamos a dar lições de ética ao mundo.

Fazemos tudo para sermos mais pobres do que os outros

Santana Lopes :

"É politicamente correto dizer-se que não pode haver prospeção de petróleo na costa portuguesa. Mas porquê? Prejudicar o turismo? Riscos de derrames nas costas? Em Portugal fazemos tudo para sermos mais pobres do que os outros. Os que já são ricos ainda fazem mais prospeção de petróleo. Faz-me confusão os preconceitos e ir atrás dessas correntes de opinião."

O turismo da Grécia e da Itália têm sofrido imenso por causa da exploração do petróleo

Notícias dos últimas dias. Um resumo do que precisam saber:

- O Estado (Fisco) vai começar a cobrar cotas por pagar (com as respectivas multas) das ordens profissionais, preparem-se que é uma questão de tempo até o Estado português cobrar as cotas do Benfica em atraso;

- Saiu uma sondagem estes dias, onde o Bloco de Esquerda cai uns pontos valentes, devido ao caso Robles. Para inverter a situação acordam um dia e lembram-se de propor (mais) um imposto sobre mais-valias imobiliárias. Num país carregado de impostos e que taxa as mais-valias a torto e a direito (por isso ninguém investe neste rectângulo pois não compensa), a agenda do debate é marcada pela malta do Bloco e em vez de se discutir redução de impostos e burocracia fiscal, fala-se em criar novos impostos;

- O PCP, para não ficar atrás do Bloco nessa cruzada contra o grande capital, acordou no dia a seguir e lembrou-se de também sugerir mais um imposto, um adicional ao IMI. Tudo em nome do interesse nacional (dizem eles);

- O preço do petróleo tem subido estes dias e bem, há um furacão a ameaçar a costa este dos EUA, possivelmente o pior dos últimos 30 anos, e ameaça as plataformas petrolíferas e as pipelines. Mas Portugal pode-se dar ao luxo de recusar o petróleo que pode ter na costa. Todos nós sabemos o quão prejudicial é explorar petróleo por isso ele é explorado em poucos países e só na Europa, a titulo de exemplo, o petróleo é explorado em Espanha, Eslovénia, Eslováquia, Geórgia, Bulgária, Lituânia, Grécia, Itália, Croácia, Sérvia, Polónia, Alemanha, Dinamarca, Reino Unido, Noruega, etc.. Só a Noruega anunciou recentemente centenas de novos furos para os próximos anos, mas nós sabemos o quanto os Noruegueses são burros e nós somos espertos, pois nem um furo deixamos fazer. Aposto que a Grécia e Itália (por exemplo) tem sofrido imenso no turismo devido à exploração de petróleo.

Explorar petróleo no mar a 40 kms da costa é seguro

Explorar petróleo no fundo do mar a 5 000 metros da superfície é bem mais seguro para o ambiente do que as centenas de petroleiros que passam a 40 kms da nossa costa. E faz bem à nossa economia.

Há milhares de explorações de petróleo existentes hoje em alto-mar; só no mar do Norte, na Noruega e no Reino Unido são 184 (janeiro de 2018). Muitas delas em zonas turisticamente sensíveis, no mar de Ibiza, no golfo de Cádis, a 30 quilómetros da fronteira portuguesa, a 40 da Torre Eiffel, em Paris, em terra a 50 quilómetros de Amesterdão, a 45 de Cannes no mar, Chipre, ilhas gregas, etc. numa atividade que é mais segura do que conduzir um carro;

Portugal possui uma fileira do petróleo com alguma tradição e a refinaria de Sines, que é considerada uma das dez mais eficientes da Europa Ocidental. Encontrar petróleo em território nacional seria importante para o seu abastecimento, com a mais-valia a permanecer em mãos nacionais;

Com os royalties assim obtidos o Estado poderá melhorar salários e pensões, financiar o Serviço Nacional de Saúde e a Educação. Não é coisa pouca.

Luz verde para a exploração de petróleo na Bacia do Alentejo

O estudo de impacto ambiental concluiu que o projecto não tem riscos de impacto ambiental negativos.

"Não foi identificado qualquer ecossistema marinho vulnerável", nem o local de perfuração fica situado numa área protegida, destacou. "Não foram detectados impactos negativos significativos decorrentes da operação. Os impactos identificados são temporários e passíveis de minimização. A operação de sondagem e pesquisa obedece a técnicas e procedimentos robustos de segurança". Em termos de impactos negativos decorrentes da operação, apontou que possam existir "resíduos" no local de perfuração.

O furo de pesquisa vai ter lugar 46 quilómetros ao largo de Aljezur. Durante o processo de consulta pública, foram recebidas "duas mil" exposições de entidades e cidadãos. A Eni é a operadora deste consórcio, detendo 70%, com a Galp a deter os restantes 30%.

 

As inexistentes folgas orçamentais que PCP e BE querem gastar

Que havia folgas. Que deviam ser gastas em salários e nos serviços públicos. Mas bastou o preço do petróleo aumentar para retirar do orçamento 1,2 mil milhões de euros.

O Orçamento do Estado deste ano (OE 2018) foi alicerçado na hipótese de o preço médio do barril de crude ficar perto dos 55 dólares (54,8) neste ano.

No entanto, o crescendo de tensões envolvendo Estados Unidos, Irão, Israel e Rússia está a levar a uma forte subida do custo da matéria-prima. A pressão é tal que, em abril, no Programa de Estabilidade o governo atualizou a sua previsão para o petróleo para 65,9 dólares. É 20% acima do que está no OE.

No início deste mês, a Comissão Europeia elevou ainda mais a fasquia, assumindo agora uma média de 67,7 dólares por barril neste ano.

No ano passado, Portugal precisou de importar mais de oito mil milhões de euros em produtos energéticos (petróleo e combustíveis incluídos), mas só exportou metade desse valor. Tem aqui uma balança comercial muito deficitária.

Além de fazer abrandar a economia, o crude mais caro traz inflação para a economia e agrava o défice comercial.

Um ministro com a pasta do Futuro

A Noruega tem petróleo e passou de um país pobre para um dos mais desenvolvidos países socialmente. A Venezuela também tem petróleo mas está na bancarrota tal como Angola.

Na Noruega foi criado um Fundo financeiro dos mais poderosos do mundo com o dinheiro do petróleo por forma a assegurar que o petróleo também beneficia as gerações futuras. São 230 mil milhões de Euros que são aplicados em todo o mundo por forma a criar riqueza. Também é um dos accionistas da EDP aqui em Portugal.

O dinheiro do Fundo só é aplicado em obras públicas se estas forem autorizadas depois de uma discussão pública alargada que garanta o apoio da maioria da população e que beneficiem as gerações vindouras.

Como é de ver na Noruega não há dívida pública monstruosa nem encargos financeiros que, como acontece cá, nos levam couro e cabelo. Nem há PPP que levam o país à ruína. Nem se lançam obras para satisfazer clientelas.

Por cá andamos a fazer manifestações contra o petróleo no mar do Alentejo . 

Petróleo a 75 dólares, no Orçamento está a 54,8 dólares

O preço do crude está a subir e já há quem antecipe problemas com o preço em alta. Este é um dos factores que tem beneficiado a recuperação dos países importadores o que é o caso de Portugal.

Terá impacto no défice e irá desequilibrar a balança comercial. Mas o problema é que a tendência é de não ficar por aqui. Pode chegar aos 100 dólares/barril com óbvio impacto também no crescimento da economia.

Parece que o melhor mesmo é ter prudência e não gastar o que não temos .

Dentro de oito anos não há carros a gasolina e a gasóleo

Quem o afirma é um professor de uma universidade americana. "Computadores sobre rodas" é o que vem aí e puxados a energia eléctrica. Não esteja surpreendido na Alemanha já há quem pense assim

O petróleo cairá para os 20 dólares o barril o que colocará os produtores em muitos maus lençóis. São milhões de postos de trabalho que serão reconvertidos . A nova indústria está a ser desenvolvida pela Apple e pela Google e não nas marcas tradicionais de automóveis .

Com energia limpa tudo vai mudar ao nível do ambiente e as grandes cidades vão ser mais limpas e menos barulhentas. Desde a AutoEuropa que não conseguimos atrair um investimento estrutural com uma grande criação de postos de trabalho e a formação de um cluster.

Nós cá em Portugal temos lítio, sol e gente capaz, o grande objectivo era conseguir trazer para o país a gigafábrica de produção de baterias .

 

A nova esperança do PCP e do BE

O povo Venezuelano procura no lixo os alimentos que faltam nos supermercados .É este o resultado da nova esperança que há quinze anos crescia na América do Sul e que fazia os nossos amigos do povo exultarem. E na Venezuela não há desculpas pois está plantada em cima de um mar de petróleo.

“É cada vez mais difícil a situação que se vive na Venezuela, com a economia em acelerado colapso e um número cada vez maior de pessoas mergulhadas na mais absoluta pobreza”, escreve a Fundação AIS, em comunicado.

A fundação de cunho pastoral que apoia projetos em países onde a Igreja Católica está em dificuldades estima de 82% da população viva hoje abaixo do limiar da pobreza, “sem recursos económicos suficientes para a própria sobrevivência”. Dada a falta de alternativas, são cada vez mais as pessoas que recorrem à Igreja, procurando comida e medicamentos, que escasseiam na Venezuela. Em algumas paróquias são distribuídas até 600 refeições por dia.

Segundo o relatório anual de 2016 da OVV, nos últimos meses, tem havido uma proliferação dos chamados “crimes por fome”. Os grupos de crime organizados têm também vindo a crescer em número e em sofisticação. O narcotráfico e violações de direitos humanos têm aumentado e, dada a falta de autoridade da polícia, nas ruas respira-se o sentimento de insegurança.

A Venezuela é o segundo país mais violento do mundo, apenas ultrapassado por El Salvador.

Como em todos os países socialistas/comunistas falta em alimentos o que sobra em ideologia . Como quer esta gente ser levada a sério se não têm um único exemplo de sucesso ? É para isto que o PCP e o BE querem voltar depois de saírem do Euro ?