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BandaLarga

as autoestradas da informação

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as autoestradas da informação

Porque razão hei-de ter medo de ti Partido Comunista Chinês ?

E desapareceram os activistas que mostraram na internet os hospitais cheios de doentes nos corredores, camionetas cheias de cadáveres e as ruas desertas.

Nos últimos anos, o crescimento da internet na China e a falta de confiança nos media controlados pelo Estado impulsionaram o jornalismo dos cidadãos. Notícias que não iriam surgir nos meios de comunicação tradicionais são relatadas por populares que usam os smartphones para publicar o que testemunham. É o caso de Chen Qiushi e de Fang Bin.

Num dos vídeos mais recentes, este cidadão/jornalista, descrito como advogado e ativista, diz estar "com medo" "À minha frente está o vírus. Atrás de mim o poder jurídico e administrativo da China". Na realidade, Chen Qiushi não foi o único a desaparecer. Um outro cidadão/jornalista, Fang Bi, também deixou de publicar vídeos, depois de ter sido detido pela polícia.

O preço da liberdade de expressão.

Assim se vê a força do PC

Nem sim nem não antes pelo contrário :  "NÃO à proposta da União Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional; NÃO às propostas do Governo. Saída da UE e classe trabalhadora ao poder"

Um dos vendedores ambulantes  revira os olhos e abana a cabeça ao ouvir o discurso do líder comunista. "É uma gente complicada. Não querem nem o sim nem o não. O que querem mesmo é que isto seja a Rússia", desabafa.

Lá como cá assim se vê a força do PC

PC e BE não estão disponiveis nem com a porta aberta

Diz António Costa e sabe bem do que fala. Por isso fala num entendimento alargado. E o programa já está delineado :O primeiro ponto, na lista do candidato, é  “avaliar o recursos” nacionais - em que inclui a língua, o território e a capacidade de ir “além da Europa”. O segundo ponto da sua agenda é a “modernização do tecido empresarial e da administração pública”, no qual defende a especialização e a inovação, em paralelo com a desburocratização do Estado, porque, garante, “não há futuro baseado numa estratégia de empobrecimento e de perda de direitos”. O terceiro ponto é o “investimento na ciência, na cultura e na educação”, as condições para haver “uma sociedade do conhecimento”. O quarto, e último, ponto é o “reforço da coesão social”, por forma a “travar e inverter o aumento das desigualdades”. Para isso, Costa promete “mobilizar o esforço de concertação social”.

 

A brutal diferença

Ana Gomes (PS) luta ao lado dos democratas na Ucrânia. Diz que "é uma nova era" para aquele país. Pelo contrário o PCP diz que é "uma brutal ingerência" da UE e da NATO. Para os comunistas o que se passa na Ucrânia é o resultado do capitalismo que substituiu o comunismo naquele país.  Para o PCP, os acontecimentos recentes na Ucrânia "evidenciam a instrumentalização por parte das potências imperialistas na NATO" do "profundo descontentamento acumulado entre os trabalhadores e "amplas camadas da população" que disse resultar do "desastre social e económico da restauração do capitalismo" naquele país nas últimas duas décadas.

Muito pode o capitalismo nas contas do PCP. Como é que milhares e milhares de pessoas na Ucrânia, na Hungria, na Roménia e em tantos outros países ex-comunistas estão ao lado  do capitalismo é, para mim, um mistério . Será que viveram muito pior no sistema comunista?

A real oposição do PCP

Muito para além do que vale eleitoralmente, este é o peso nas empresas públicas do PC. Esta é a verdadeira razão porque se não aceita a redução do papel do estado. Manter trabalhadores com emprego a fazer greves contra trabalhadores que ganham muito menos. Ou que estão desempregados.

A política nacional do PC não se aplica a Loures?

Basta chegar ao poder e logo a dura realidade os aproxima. O PC na Câmara de Loures junta-se ao PSD para um melhor equilíbrio mas, claro, sem pôr em causa os seus objectivos partidários. Isto é, oferece uma coligação ao PSD sem dar nada em troca.

"Nunca umas eleições autárquicas estiveram tão ligadas às questões gerais do país. Nunca como hoje se afirma como inadiável a derrota do atual Governo do PSD/CDS-PP, da política de direita e da rejeição de um Pacto de Agressão que semeia a ruína e o retrocesso", afirmou o líder comunista, durante a apresentação dos candidatos da CDU à câmara e assembleia municipal do Porto.

Ou esta narrativa era só para o Porto? A verdade a que temos direito!

Já todos querem reformar o estado

Com a excepção do PC e do BE todos os outros partidos querem reformar o estado. Numa primeira fase, digamos nos primeiros vinte anos de democracia, foi preciso montar o estado político, jurídico e o social. No segundo período havia que moldar o estado no seguimento das grandes decisões políticas então tomadas. Integração na União Europeia e no Euro. Alguma coisa foi feita mas ficou muito aquém do que seria necessário.

Uma parte significativa dos que lutaram ideologicamente antes e após o 25 de Abril são hoje membros da administração pública, estão colocados no aparelho judicial e em outras amplas áreas do estado. Do outro lado temos a classe política que tomou conta da vida política através de eleições.

Na sua maioria esta gente trouxe para o estado a luta que há muito travavam nos bancos das escolas de direito e de economia, para só falar destas.Ódios antigos que tardam em desaparecer.

Isto explica a incapacidade de o país gerar consensos como é o caso da reforma do estado. Só perante a necessidade incontornável é que se está a gerar a habilidade de iniciar a reforma mãe de todas as reformas.

E é preciso perceber a posição do PC. Com a reforma do estado o partido não tem nada a ganhar e muito a perder. A sua influência social e política é desproporcionada em relação ao seu peso eleitoral.