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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A economia da partilha

A pandemia fez acelerar o conceito de economia de partilha e de outros modelos assentes na iniciativa privada, nas empresas locais e na satisfação dos colaboradores.

A economia de partilha e a economia frugal têm evoluído e apresentam-se cada vez mais como modelos alternativos. Trata-se, no essencial, de modelos económicos que continuam centrados na iniciativa privada e no empreendedorismo, que não descartam o apoio do Estado em momentos de crise, mas que se centram também (e é aqui que inovam) na partilha, na colaboração, na solidariedade e nalguma frugalidade.

A economia de partilha – ‘sharing economy’ – e a economia frugal – ‘frugal economy’ – assentam nos seguintes pressupostos: mais do que alicerçar a economia apenas na produção em massa, em grandes multinacionais, na deslocalização da produção, no crescimento desenfreado, na competitividade empresarial, na obtenção de ganhos a curto prazo e no individualismo, as empresas e as comunidades podem – e devem – entreajudar-se, pensar mais à escala local, desenvolver microproduções, apostar em pequenos clusters, ajudar as comunidades locais, incentivar o microcrédito, competir de forma leal, reutilizar bens e utensílios e adotar práticas ambientalmente responsáveis.

Partilhar riqueza sem a produzir não é sustentável

Lido por aqui - não sei se é mesmo a opinião de um economista chinês, mas traduz bem a realidade actual e o caminho que há anos vejo estar a ser trilhado (há anos que o digo, apenas com a nuance de que acrescento que será cíclico, como as marés):

Opinião de um professor chinês de economia, sobre a Europa:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos ...

2. Os industriais Europeus deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto, o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos
sacos de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. (Os europeus) vão-se desintegrar diretos a um muro e a alta velocidade...

A mesma política que nos levou à ruína

Crescem as exigências por parte do PCP e do BE. E será assim até ao momento em que os benefícios da partilha do poder forem inferiores aos prejuízos causados pelo exercício do mesmo.

As "reversões" e pequenos benefícios oficiais mascaram aquilo que no essencial é a continuidade da política da austeridade. Tem um aliado que é o crescimento económico que governo, Bloco e PC aproveitam para manter e reforçar o velho Estado despesista, gigantesco, ou seja a mesma política que nos levou à ruína.

Vai haver um momento em que as reivindicações do Bloco e do PCP deixam de ser compatíveis com aquilo que o estado lhes pode dar, por muita boa vontade que António Costa tenha. Catarina e Jerónimo já perceberam que esse momento vai mesmo chegar e não querem correr o risco de afugentar a base de apoio que ainda têm .

Está instalada a desconfiança sobre o que é melhor para cada uma das partes, quem ganha e quem perde mais com o inevitável divórcio, se o divórcio será amigável ou não.

PS : a partir de um texto de Luís Marques no Expresso