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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os vales-cirurgia por parte dos hospitais públicos estão a aumentar brutalmente

Mas como o Estado não paga os hospitais privados estão a recusar-se a operar. O atraso no pagamento já vai em dois anos.

Só ao Hospital da Ordem Terceira, as unidades do SNS devem mais de seis milhões de euros por 3250 cirurgias.

Questionado pelo “Público”, fonte oficial do Hospital de Jesus, em Lisboa, confirmou que a mesma situação se repete. “Temos faturas em atraso com mais de dois anos e uma dívida que ultrapassa os dois milhões de euros”, contou.

E os doentes andam com os vales na mão à procura de quem os opere e as listas de espera não se reduzem.

É, bem claro, que um Estado pobre não pode ter um SNS rico e que corresponda às necessidades dos cidadãos e que, quem pode, irá cada vez mais recorrer aos privados. É assim em todos os países europeus. À medida que o rendimento das famílias melhora a oferta privada crescerá ainda mais. 

A ideologia não cura doenças.

ADSE avança para uma rede de prestadores mais alargada

A ADSE abre a porta a prazos de pagamento mais reduzidos. "Considera-se muito positivo o compromisso de redução dos prazos de pagamento das faturas", refere o parecer aprovado esta sexta-feira por unanimidade por este conselho consultivo, que tem representantes dos beneficiários, dos sindicatos, dos aposentados e também do Governo.

Confirmando que há cerca de 1700 pedidos de convenções "a que não é dado qualquer seguimento", os conselheiros consideram "fundamental a rápida implementação de uma rede muito mais alargada, incluindo nos grandes centros urbanos", que garanta pelo menos três prestadores em cada especialidade nos pequenos concelhos, ou a existência de hospitais que façam cirurgias e internamento "a uma distância aceitável".

Por outro lado, os membros incentivam a possibilidade de haver "prestadores de saúde de referência, em função da qualidade, garantia de disponibilidade e de praticar preços mais acessíveis", um pouco à semelhança do que já se tentou fazer com os prestadores preferenciais.

Não está mal para quem via nos privados meros colectores de lucros

O governo troca dívida não paga dívida

E fez bem, trocando a dívida do FMI com juros mais altos por dívida pública com juros mais baixos. Nada a dizer.

Mas o que há a dizer é que o governo tornou a mentir ao anunciar que ia pagar dívida dando a entender que ia baixar a dívida.

A dívida estava em 226 mil milhões e para já está em 251 mil milhões. O montante mais elevado de sempre.

E como poderia ser de outro modo se o crescimento da economia não liberta meios ? O défice após pagamento dos juros continua a ser défice . É bem verdade que após estes três anos de governo e com as condições favoráveis que tivemos o país devia estar a crescer 3/4% e aí, sim, já libertaríamos meios para baixar a dívida. Com 2,2% é poucochinho, não chega.

Fica mais uma mentira do governo da palavra honrada.

Na saúde isto nunca esteve tão mau

Os atrasos nos pagamentos a fornecedores chegam a ser superiores a 300 dias . Há falta de material nos hospitais .

“Paralisa todos os gastos que seja necessário fazer além das despesas correntes”, nota Miguel Guimarães, bastonário da Ordem dos Médicos. “Tudo o que seja aquisição de material pesado, obras estruturais, acessórios, contratações de pessoal… fica paralisado.” Chegam mesmo a existir “relatos de vários hospitais que dizem que os materiais necessários para o exercício da saúde vão faltando.” 

Ana Rita Cavaco, bastonária da Ordem dos Enfermeiros, também dá conta de “falta de materiais” nos hospitais. Faltam “luvas, esponjas, lençóis, cobertores, almofadas”, revela. A enfermeira pinta um cenário da situação actual pouco animador: “Tenho colegas há 25/30 anos na profissão que me dizem que isto nunca esteve tão mau.”

Um sucesso, pois .

Isto não é como a Venezuela, graças a Deus

São pagamentos declarados e é por terem sido declarados que estão a ser discutidos. E estes pagamentos em off shores são do conhecimento da banca, conhece-se a origem e não precisam da autorização do governo  - o fisco tem todos os dados, montantes, origem, destino, datas, os números das portas para ir lá bater e fazer as perguntas que quiser. E isto não tem nada que ver com as estatísticas estarem ou não publicadas.

Depois de uma primeira publicação, as estatísticas das transferências feitas para offshores nunca mais foram publicadas. É preciso perceber porquê, sim, e retirar consequências, também, mas sem excitações estatísticas - o ministro da Saúde não é culpado pelas mortes por tuberculose se não forem publicadas as estatísticas das mortes por tuberculose, e não são de certeza as estatísticas que ressuscitam esses mortos nem impedem outros.

As reservas de liquidez justificam a subida da dívida

Aproveitar as janelas de oportunidade do mercado, com taxas mais favoráveis, preparando assim o pagamento antecipado ao FMI, levaram a que 2014 tenha fechado com um montante de dívida ligeiramente acima do previsto. Facto imediatamente aproveitado para os tais do 2º resgate e da espiral recessiva virem a terreiro gritar que estava tudo a falhar . Não está. Esta almofada de liquidez vai tornar possível poupar cerca de 500 milhões em juros anualmente.

Maria Luís Albuquerque argumentou ainda que “as reservas de liquidez, os depósitos, acabaram por crescer um pouco mais do que estava previsto, até pela grande adesão que tiveram os produtos de retalho e o maior número de subscrições do que aquele que estava previsto”.

É claro que a dívida desce com a correspondente descida do défice primário o que quer dizer menos despesa e mais receita. Mas os que criticam estão contra. Vá lá ser-se cura numa paróquia destas.

PSD e CDS aplaudem PCP

Hoje, na AR, o PCP arrancou uma salva de palmas aos deputados do PSD e do CDS quando questionou o PS sobre a solução que preconiza para a dívida. É que os partidos que suportam o governo já tinham feito a mesma pergunta sem que o PS ao assunto dissesse "água vai". Que a solução passa por uma convergência ampla entre o pais e a Europa.

O PS continua a pensar que haverá alguém que vai pagar mas não sabe quem nem como. E pensa que pode continuar com esta narrativa sem ser chamado "à pedra". Infelizmente, já todos sentimos na carne o que significa que a "dívida é para rolar" ou que "a divida por definição não se paga" ou que " há vida para lá do défice".

Haver há, mas não se deseja a ninguém e, para o PS, só depois das eleições não vá perceber-se que não tem solução nenhuma.

"O Governo conseguiu uma renegociação discreta e eficaz ao ir negociando com os credores permanentemente. Agora, incumprir unilateralmente, não", declarou o parlamentar do PSD Nuno Reis, enquanto o centrista Michael Seufert lembrou antigas declarações de responsáveis socialistas para dizer que "a vida que há para além do défice é esta vida que vivemos nestes três anos" (de Programa de Assistência Económico-Financeira), em virtude das "velhas receitas" de "grande investimento público" que fizeram desperdiçar toda a década de 2000.

 

António, quem paga ?

A Europa. Perdoa dívida, baixa as taxas de juro, compra dívida, aumenta os subsídios, aceita deslizar  os prazos. É este o plano de Costa. Seguro que andou três anos a acompanhar o problema já não se atreve a propor "planos para a década" sem antes dizer quem é que paga no curto prazo. E agora, neste momento, quem paga, quem relança a economia e a reindustrialização do país ? A alternativa, como se percebeu há muito, é convencer os credores a pôr cá mais dinheiro.

Para Costa e menos para Seguro, reformar o que tem que ser reformado, é que não. Isso equivale a mexer nos interesses instalados que representam uma larga fatia do seu eleitorado. Cortar na despesa para libertar meios para investir e para pagar a dívida é que não, nem uma palavra. Ora, a questão é que isto nota-se. E muito!

Quem ganhar entre eles vai ter que bater contra este muro quando se confrontar com Passos Coelho. Em 2015, ano de eleições, o governo vai adiantar-se repondo alguns cortes, deixando pouca margem para promessas. E a pergunta repete-se. António, quem paga? Uma grande parte da argumentação socialista está a ser desbaratada nestes debates. Perdem os dois, ganha quem não está lá.

Se estamos a receber o empréstimo da Troika como pode a dívida descer?

Nós lemos os títulos dos artigos de jornal e tiramos conclusões completamente erradas. A dívida cresceu e passou a barreira dos 130% do PIB. Como poderia ser de outra forma se estamos a receber o empréstimo da troika ? A partir de agora em que já foi recebido o total do empréstimo e os pagamentos se vão intensificar é claro que a dívida vai descer. É também assim que o Banco de Portugal explica a subida para além do aumento dos depósitos e numerário. Não pode ser de outra maneira. Pura aritmética!