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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Nacionalize-se o SIRESP e privatize-se Tancos

O SIRESP cujo concurso ( muitas suspeitas...públicas) foi público, foi muito mau e a sua gestão privada também não colhe pela competência. O BE para quem a nacionalização é o remédio de todas as coisas, quer a gestão pública do SIRESP.

Eu acho bem. Se não funciona então tente-se uma alternativa. Mas isso leva-nos a outro problema. Os paióis de Tancos. Vamos privatizar a sua gestão ? É que os paióis estão à guarda do exército e que se saiba a sua gestão é pública . Isto mostra bem que o remédio do BE não passa de uma aspirina ideológica e que só por si não resolve nada. Investimento público, gestão pública, propriedade pública. O que não é, isso também é óbvio, uma proposta que vá ao encontro do interesse público. 

PS : e a gestão das cantinas da Força Aérea também é pública. Privatiza-se ? E o PS votou contra

Na CGD pública haverá sempre uma gestão política

Eis a grande lição. Mas alguém acredita que o problema fosse a declaração de rendimentos ? Não, não foi, a grande questão é que a classe política sempre viu a CGD como sua e não quer que passe para as mãos de profissionais independentes. Banqueiros que lhes possam dizer não, que administrem a CGD segundo as boas práticas da gestão bancária e não segundo os interesses políticos de quem está no governo.

Havia quem achasse que se tinha encontrado enfim uma solução não política para a CGD. Têm aí a resposta . Uma tragédia para o governo e para a CAIXA , porque se as dúvidas já eram muitas a partir de agora só tem dúvidas quem é ceguinho. A CAIXA é uma coutada política e não serve, nunca serviu, para financiar as pequenas e médias empresas exportadoras e a economia em geral . Se a ideia era destruir o resto da reputação da CAIXA pública conseguiram.

Vamos ver quem é que se segue.

Não sabemos porque fazemos greve mas o governo sabe

É como o bêbado que chega a casa e dá uma sova na mulher. Ele não sabe porque lhe dá porrada mas a mulher sabe. Assim estão os sindicatos das empresas de transporte público. Fazem greve não por causa do governo de António Costa mas por causa do governo de Passos Coelho.

Um quadro de provocações aos maquinistas pelo governo que já não governa, merece bem uns dias de greve na quadra natalícia. Para que António Costa coloque no sapatinho as reivindicações dos grevistas. Uma espécie de greves antecipadas . Neste jogo, os utentes que pagam o passe antecipadamente, não são dados nem achados. Já pagaram o passe mas vão ficar em terra . Eles, os utentes, não sabem mas a verdade é que têm a culpa de tudo. Pagam o passe antecipadamente porquê ? É mais barato mesmo não usufruindo do serviço repetidamente ?

Outra hipótese é não precisarem dos transportes públicos. O primeiro passo é investirem o seu dinheiro num transporte que lhes assegure o serviço. Comecem por aí, vão ver que os trabalhadores dos transportes públicos se deixam de greves preventivas. É que só lhes dói se lhes forem à carteira

  "Há uma decisão de realizar um número mais alargado de greves" caso o governo não responda positivamente a questões como a alteração dos regimes de férias e dos horários dos trabalhadores. E nem o compromisso de reverter o processo de concessão da gestão do metro a privados nem a promessa de devolver os cortes feitos nas suas pensões os faz recuar. 

Não é uma greve é uma chantagem.

 

As greves que fazem a vida negra aos utentes

As empresas dos transportes públicos já estão a aquecer os motores para as greves como prenda de Natal . Tudo, claro está, para defender os utentes e para cumprir as ameaças de  Arménio Carlos  da CGTP. Reverter as subconcessões aos privados é o objectivo a par da melhoria das condições salariais dos maquinistas.

O actual ministro da Economia em texto de 2011 já escrevia que era difícil de compreender que um maquinista leve para casa mais de 5 000 euros entre salário e extras .

A greve já está marcada há mais de 15 dias e "resulta de um quadro político anterior de provocação clara a estes profissionais", explicou, garantindo que se o actual Governo não mostrar vontade relativamente às suas reivindicações poderá haver mais paralisações.

Assim se vê a força do PC. Reúne com o PS no governo e ataca na rua com a CGTP. Vamos longe com esta consistência e estabilidade.

Água pública ou privada ? 400 milhões de litros/dia desperdiçados

A discussão anda à volta da propriedade pública e da gestão privada da água. Mas o que se devia discutir é como acabar com o desperdício. Porque há milhões de litros de água desperdiçados por dia.

Porque sendo a propriedade pública ( sem discussão) já a sua captação e distribuição deve ser entregue a quem a  coloca junto aos consumidores ao preço mais baixo e com melhor qualidade. Mais uma vez é raciocinar a partir do interesse dos cidadãos e não a partir da dicotomia público/privado. Que no momento do pagamento da factura não tem qualquer interesse para o cidadão.

E a factura só baixa se se reduzir o desperdício o que exige investimento que as câmaras não cumprem. Umas por falta de dinheiro outras por que não são sujeitas a nenhuma penalização.

O problema da água é tão somente este.

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A TAP a dar lições ao mundo

TAP é a única companhia europeia de transporte aéreo totalmente pública. Um estudo de 2009 da Organização Internacional de Avião Civil.  Depois do predomínio estatal no sector até meados dos anos 80, nas últimas três décadas 135 Estados decidiram privatizar ou reduzir a sua posição em cerca de 200 companhias. Em 134, essas pretensões foram para a frente por motivações económicas, para reduzir os encargos públicos, ou para aumentar a eficiência e competitividade das transportadoras aéreas.

Cá estamos nós a dar lições ao mundo. A TAP é a única companhia de bandeira europeia que se mantém totalmente na esfera do Estado

 

A sobrevivência da TAP está em risco

Seja pública ou privada a TAP só sobrevive se tiver a confiança dos clientes. Sem isso o seu lugar será rapidamente ocupado, como a Ryanair já está a fazer .

A companhia está falida, precisa de injectar dinheiro que não tem e que o estado também não tem . Os sindicatos acham que os salários estão garantidos, mas estão muito enganados. A concorrência é algo de muito exigente e a TAP vive em ambiente concorrencial no exterior do país. Nada impede que um cliente escolha outra qualquer companhia.

"Tenho consciência de que a Companhia viveu outras crises, igualmente sérias, no seu passado, e que pode ter-se instalado a ideia de que a sua importância para o País a coloca a salvo de consequências negativas", argumentou, lembrando "o que aconteceu a outras companhias europeias, também elas prestigiadas e importantes" diz o Presidente da companhia em carta dirigida aos trabalhadores.

Quem está contra a privatização devia saber que a TAP é, no espaço europeu, a única companhia de transporte aéreo pública (outras há onde o estado tem participação minoritária) . Estamos novamente a dar lições ao mundo?

Já posso morrer descansado

A Administração Pública vai deixar de exigir ao cidadão a exibição de certidões e documentos que já tem na sua posse. As empresas deixam de ter que pedir à Segurança Social certidão em como têm a sua situação regularizada. O cidadão já não precisa de pedir à Justiça certidão onde conste que nada consta no seu registo criminal.

Ainda na semana passada tive que me dirigir às finanças para pedir que retirassem do meu cadastro patrimonial uma propriedade que não era minha. E para o fazer exibi um documento da própria administração pública onde constava o verdadeiro proprietário. Isto depois de calcorrear umas quantas repartições que me enviavam, diligentemente, umas para as outras sem resolverem o problema. Tive que me juntar ao verdadeiro proprietário e assinarmos ambos um documento para que a correcção fosse efectuada. Vamos lá ver se o próximo IMI é exigido só ao (real) proprietário e não aos dois.

Se a sociedade não exigir mérito à Administração Pública, se aceitarmos que só há direitos e nenhum dever , vai ser sempre o cidadão que  serve a Administração Pública e não o contrário. 

 

Três vezes o passivo da família Espirito Santo

É quanto valem os prejuízos acumulados de sete empresas de transportes públicos. Mas não chegam às primeiras páginas dos jornais. E não é por meterem medo que não aparecem. É por serem públicas. Nestas empresas é tudo mau. Os gestores, com uma ou outra excepção, são péssimos. Não existe equilíbrio entre os custos e as receitas. As greves são contínuas no intuito de obterem mais subsídios e mais mordomias.

O estado, em desespero, vai entregá-las à iniciativa privada. Enquanto públicas são insustentáveis. Mas os trabalhadores estão muito preocupados com os utentes, os tais que pagam bilhete mas não têm o serviço por causa das greves. O Governo quer estancar a hemorragia e nesta semana quebrou um tabu: a gestão da Metro do Porto e dos STCP será entregue a privados ainda em 2014 e, no início do próximo ano, o mesmo acontecerá aos transportes coletivos da Área Metropolitana de Lisboa. E, assim, promete, o Orçamento de Estado de 2015 será o primeiro da democracia que não transfere "indemnizações compensatórias" para cobrir défices de operação.

Em Janeiro, o Arménio, paga os salários aos trabalhadores dos estaleiros

O que os preocupa ( aos sindicalistas)  é que os Estaleiros de Viana deixem de ser públicos. Se estivessem a lutar pelos postos de trabalho todos perceberiam, mas não é o caso. Querem continuar como até aqui. Os contribuintes pagam os salários apesar da empresa ter enormes prejuízos e uma gordíssima dívida.

Diz o Arménio que em Janeiro "os trabalhadores lá estarão nos postos de trabalho". Acho muito bem, já agora o estalinista devia dizer aos trabalhadores quem lhes pagará o salário. É que o Estado, nessa altura, já será o proprietário de uma empresa que foi encerrada, não se percebe como é que o Estado, mesmo querendo, poderá pagar salários. Mas isso é um problema dos trabalhadores, não é verdade Arménio?