Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Andam a brincar com os doentes denuncia o Bastonário dos Médicos

No hospital de Gaia reina o caos segundo o Bastonário da Ordem dos Médicos. "Neste momento a situação é de caos total no hospital de Gaia. A chamada produção adicional em cirurgia, onde se operam dezenas ou centenas de doentes, foi fechada. Neste momento há dezenas de cirurgias adiadas, muitas da área oncológica em várias especialidades", afirmou o bastonário Miguel Guimarães à agência Lusa.

Miguel Guimarães afirma que o caso do hospital de Gaia o "choca particularmente", porque o ministro da Saúde "sabe do que se está a passar, tem responsabilidade direta".

"Já lho comuniquei pessoalmente e por escrito", indicou o bastonário à Lusa, considerando que têm de ser assumidas responsabilidades por algo que possa acontecer aos doentes.

Deve ser outra campanha orquestrada contra as cativações de Mário Centeno.

A boa austeridade mata

Rui Mendes Ferreira

8 h ·
 

Pensamento do dia:

A "boa" austeridade, mata.

Em 2014, foram infectadas 375 pessoas por "Legionella", das quais 12 viriam a falecer, vítimas da infecção, com origem em empresas do sector privado.

Hoje, temos umas dezenas de casos reportados, com duas mortes já confirmadas, vítimas de "Legionella", tendo o foco infeccioso, tido origem dentro do próprio hospital, público, onde supostamente estas infecções, deveriam ser debeladas.

A Ordem dos Médicos, entretanto, publicou hoje mesmo, um comunicado oficial, onde reporta que estas infecções no hospital S. Francisco Xavier, se devem aos cortes feitos pelo actual governo, nas despesas orçamentadas para as rubricas de trabalhos de manutenção e reparação.

Sobre estes factos, nem uma palavra se ouviu nem da parte de quem governa, nem dos partidos que apoiam o governo. É o mais absoluto silêncio.

Mas, face ao já habitual procedimento e miserável e hipócrita conduta, da parte de quem nos governa, assim como da parte dos partidos PS, PCP e BE, assim que alguém tiver a coragem de vir a público criticar, condenar, e exigir responsabilidades pelo que se está a passar no Hospital Francisco Xavier, aposto que iremos presenciar o seguinte:

- iremos ouvir dizer da parte de quem governa e quem lhes dá apoio, que quem critica não tem "direito moral" para criticar seja o que for, ou então que deviam era estar bem caladinhos, pois em 2014 morreu muito mais gente, e em 2017 "ainda só morreram" 2 pessoas, e assim sendo, até estamos é perante uma "melhoria"!!!!!!

- iremos igualmente ouvir, da parte de quem governa, e da parte daqueles que lhes dão o apoio, que: "qualquer menção a estas mortes, qualquer exigência ao governo para dar explicações públicas para o sucedido, e qualquer tentativa de responsabilização de quem governa, é "aproveitamento político".

Vai ser assim, tal e qual. Vai uma aposta?

A redução para as 35 horas está a ser paga pelos doentes

Bastonário da Ordem dos Médicos faz uma acusação evidente. O SNS reduziu as horas de trabalho dos profissionais de 40 horas para 35 horas mas quem está a pagar essa redução são os doentes. Não havia necessidade nenhuma . E o Bastonário está longe de alinhar pela oposição se não foi mesmo um dos que pressionou para que a medida se concretizasse.

Com a reposição das 35 horas, e faltando dinheiro para mais, ficam por renovar equipamentos, fica por incrementar o acesso à inovação, ficam por alargar horários nas unidades de saúde e não se contratam mais profissionais, defende o bastonário.

E, claro, a demagogia da extrema esquerda e o tacticismo do PS cai sobre os doentes, os mais fracos do sistema. Os que não têm voz  os que não fazem greves .É isto a extrema esquerda , pelo que dizem ninguém os leva presos mas quando se avalia o resultado das suas permanentes reivindicações, a bem da igualdade , a desigualdade cresce .

Quem não esteve de acordo com a redução do horário de trabalho é, evidentemente, um perigoso reaccionário.

São necessários mais mil milhões no SNS

Há uma lista de espera para cirurgia superior a 160 000 doentes . No IPO de Lisboa 30% dos casos não são tratados no prazo razoável. Não há pagamento a fornecedores nem investimento em novos equipamentos. A Ordem dos Médicos exige mais mil milhões no orçamento de 2017 . Tudo contado exige-se que o financiamento do SNS equivalha a 6,5% do PIB a média europeia.

Os hospitais públicos, que absorvem metade das transferências do OE para o SNS, tiveram um reforço de 31 milhões de euros este ano, mas houve unidades em que as verbas diminuíram. Só nos hospitais, as despesas com pessoal no primeiro semestre aumentaram 4,9% (mais 58 milhões de euros do que no ano passado). Os custos com horas extra subiram 7,2%. A dívida vencida das unidades a fornecedores superou em junho os mil milhões de euros, mais 25% do que no mesmo período do ano passado.

Mas a narrativa oficial é que está tudo sob controlo. Oxalá.

O bastonário da Ordem dos médicos envergonha a classe

hospital de Santa Maria recusa a afirmação de que teria sido contactado para receber o doente que morreu ontem em Coimbra. Que são os cortes diz o bastonário confirmando a ideia que temos dele. É um líder de claque, sempre pronto a esconder a verdade em defesa das corporações que abocanham o SNS.

Tendo S. José recusado o doente a lógica seria então contactar uma segunda unidade mais próxima, neste caso Santa Maria que também tem o serviço de neurorradiologia, o que não aconteceu. "Não houve nenhum pedido do Hospital de Faro ou do CODU para receber este doente. Temos sempre equipa disponível para estes casos, nem que seja através da chamada de médicos", disse ao DN fonte do hospital de Santa Maria.

São estes os cortes. Na noção da responsabilidade e do profissionalismo. Na falta de informação partilhada e na recusa de médicos e enfermeiros trabalharem ao fim de semana. O Sr. Bastonário devia ter senso bastante para defender as boas práticas na gestão do SNS.

O país estava habituado a que o Bastonário fosse uma personalidade nacional credível, interessado em colaborar na procura de soluções globais para o sistema. Mas não, agora temos um sindicalista a defender "os profissionais" que falham vergonhosamente.

 

O Arménio Carlos da saúde concorda com Jerónimo de Sousa

Uma grande identidade de pontos de vista entre o secretário geral do PCP e o Bastonário da Ordem dos médicos. E a linguagem utilizada também é muito igual.

Segundo o bastonário da OM, a situação «é da exclusiva responsabilidade da tutela, do Ministério da Saúde, que impôs uma série de medidas e restrições» e, agora, «o hospital não pode funcionar milagrosamente», pois, «se assim fosse, milagrosamente, a situação do país também seria bem melhor».

O líder do PCP condenou a «política desgraçada» que considera «beneficiar os privados» e «atingir os seus obreiros principais: médicos e enfermeiros», com «consequências dramáticas de saúde, particularmente para os que menos têm e menos podem» - «uma realidade que o ministro da Saúde se recusa a admitir».

Tempos houve que o bastonário era uma figura de prestígio nacional que não se metia na disputa política que era um dos principais conselheiros do ministro da saúde. Agora temos uma cópia do Arménio Carlos. Desgraçado país este.

A Ordem dos Médicos contra a liberdade de expressão

O senhor Bastonário tão indignado com a chamada lei da rolha do ministério, quer calar o site Bommédico que avalia os médicos publicamente. Para quem anda distraído, mais uma vez se chama a atenção para o essencial. Quando alguém ou alguma corporação tenta cortar um direito à sociedade é sempre a democracia que está em causa. Uma vez cortado um direito logo se passa, na primeira oportunidade, para o corte de outro. E, assim, sucessivamente, se chega à ditadura. Este é mais um exemplo .A mesma pessoa que tenta impedir os cidadãos de exercer o direito de expressão é o mesmo que diz : José Manuel Silva alertou ainda o PCP para a publicação da versão final do código de ética da saúde, que designa de "lei da rolha", considerando que "procura impedir profissionais de transmitir às ordens profissionais todas as situações de dificuldade, insuficiência, de pressão no local de trabalho que possam prejudicar a prestação de cuidados". Só "eles" têm direitos.

A Ordem dos Médicos rendida à CGTP

Uma greve numa profissão onde há pleno emprego. É no mínimo estranho. Os médicos, como os professores e outras tantas corporações no Estado, defendem os seus interesses, e defendem-no mesmo com o recurso a instrumentos que, no final do dia, põem em causa os últimos, e mais importantes, beneficiários do Estado, neste caso os utentes. É claro, a greve de hoje não é pela defesa do SNS, e é verdade que existem riscos, é pela defesa de direitos laborais. Seja pela anulação do regime das 40 horas nos concursos de progressão na carreira, pelo fim dos cortes nos vencimentos e reformas, pelo pagamento adequado das horas de trabalho. Por isso não é de estranhar a posição da CGTP, mas é insuportável imaginar que o Estado confira, e mantenha, o estatuto de Ordem e os respectivos privilégios a uma organização sindical.

O sindicalista da Ordem dos Médicos

AGORA há filas de espera nas urgências. Agora há filas de espera para cirurgias. Agora há falta de medicamentos. Agora não se reparam os equipamentos.

Há vinte anos quando exerci funções de Director Geral no Ministério da Saúde, já havia filas de espera nas urgências. E que filas. E filas de espera de doentes para cirurgia muito para além do prazo terapêutico razoável. E equipamentos que se compravam e que nem sequer funcionavam. E falta de medicamentos era o pão nosso de cada dia. E blocos operatórios que funcionavam 4 a 6 horas por dia quando deviam operar 12 a 16 horas. E velhíssimos hospitais e ainda mais velhos equipamentos.

O que havia e agora não há era um Bastonário à frente da Ordem dos Médicos. Não há uma só vez que este homem, actual Bastonário, não esteja contra o ministério e as políticas do governo, quando se esperaria dele contenção, capacidade de negociação e co-governação do Serviço Nacional de Saúde. Qual é a diferença entre as posições deste homem e as posições do PCP ?