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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As exigências orçamentais dos neomarxistas

Perderam as eleições e nalguns casos até recuaram notoriamente na votação mas não se envergonham de querer "definir as regras da legislatura".

Deveria exigir-se que cada uma das propostas de alteração fosse acompanhada de uma estimativa rigorosa do impacto orçamental. Não sendo o caso, consubstanciam, além de pretensiosismo, irresponsabilidade em doses difíceis de suportar por uma mente saudável.

Como já não é possível bombardear o Palácio de Inverno, o ataque faz-se pela via fiscal. Os neomarxistas sabem que a revolução nunca trouxe felicidade e desenvolvimento económico e que só por via reformista se consegue. Sucede que as reformas só existem num quadro democrático de plena liberdade, da iniciativa individual - sem depender do estado e, se necessário, contra o Estado. Sem iniciativa individual não há elevador social passaremos todos a ser nivelados por baixo até atingir uma sociedade em que todos estão dependentes do Estado.

Os partidos à esquerda do PS dedicam-se sem pudor  a um infindável e despudorado rol de exigências de mais e mais despesas públicas, mais e mais impostos sobre tudo o que mexe. Uma vez conseguidas serão afixadas em todos os largos e ruas como conquistas suas - com o dinheiro de quem trabalha.

E, claro, para os neomarxistas só há duas maneiras de pagamento : ou mais défice ou mais impostos. Chamam a isto negociar o Orçamento na especialidade.

PS : MST Expresso

A maioria parlamentar não apoia o melhor Orçamento segundo António Costa

O PS apoia, a esquerda não apoia nem deixa de apoiar e a direita está contra. É poucochinho para o melhor Orçamento dos últimos cinco anos.

Que pantominas Costa vai ter que efectuar para querer governar sozinho ? Lembram-se do segundo governo de Sócrates? O que levou o país à bancarrota?

Sócrates ensaiou aquele número para Tuga ver de falar com todos os partidos antes de anunciar o que verdadeiramente queria. Governar sozinho. Fomos ao charco.

Agora não acontece porque Bruxelas não deixa e Costa também não o faria, honra lhe seja, mas vai ter mãos livres para decidir como melhor lhe convier .É que a degradação dos serviços públicos não pode continuar

A proposta de investimento está ao nível de 2019 que ficou muito longe de ser executado. As cativações vão novamente bloquear o investimento lançando um horizonte ainda mais negro nos próximos 10 anos ? Sem investimento não há criação de riqueza e no debate ainda não se ouviu falar uma só vez nos programas europeus 2020.

Caminhamos num beco cada vez mais estreito.

O fecho da página das austeridades foi apenas a abertura da página das cativações

Entre o que se orçamenta e o que se executa há as cativações. Um manto diáfano de fantasia.

Quem escolhe a via das cativações orçamentais e das cativações na interpretação das crises renuncia interpretar a mudança da realidade efectiva das coisas, exerce o poder coberto por um manto diáfano de fantasia.

Depois quem faz as cativações continua a vender o orçamentado mas a realidade ( veja-se o  SNS) conta-nos coisa bem diferente. Mas aparentemente têm todos razão. Só demasiado tarde se percebe o embuste.

O Orçamento que está proposto não é apoiado por ninguém. Só Centeno e Costa é que têm razão?É que tiveram razão ?

Um orçamento de continuidade é um orçamento que não melhora nada

Qual é o argumento para não se lançar mão ao descalabro no Serviço Nacional de Saúde ? Porque este orçamento devia apontar ao crescimento da economia e não o faz.

A antiga ministra das Finanças acusou o Governo de reduzir o défice apenas através do aumento de impostos e deterioração dos serviços públicos, comparando-a a "uma operação sem anestesia", defendendo que o equilíbrio das contas públicas deve ser atingido pela via do crescimento económico.

"Sem crescimento económico, o equilíbrio das contas públicas será posto em causa no primeiro dia em que houver alguma crise e nem precisa de ser muito profunda, basta que aumentem as taxas de juro", avisou.

A enorme carga fiscal de Gaspar continua com Centeno

Não desceu rigorosamente nada, bem pelo contrário, cresceu, pese as afirmações de Centeno e Costa.

A degradação dos serviços públicos é uma realidade indesmentível por falta de sustentabilidade financeira e gestão credível .A dívida não desceu de forma significativa, o défice é conseguido à custa das cativações da despesa ( o que se reflecte na degradação dos serviços)a carga fiscal está em níveis insuportáveis e o PIB é poucochinho. Que fazer ?

Manter o país a marinar até que alguma circunstância externa mude e sirva de argumento para eleições antecipadas . Nessa altura Costa já terá um poiso na Europa e Centeno no Banco de Portugal. A discussão vai ser à volta do modelo de governação que nos mantém estagnados há pelo menos vinte anos.

Como é que o estado sai da vida das empresas e das famílias e como chegaremos aos 50% do PIB nas exportações. Como vamos conseguir crescer aos 3% do PIB por um período prolongado no tempo, são três medidas que deviam estar contempladas no Orçamento em discussão. E não deixar crescer a despesa pública toda ela rígida e já muito elevada. E como não cortar a despesa de investimento.

O Orçamento é pobrezinho, ninguém o quer, carochinha à janela à procura de marido.

Um orçamento com mentalidade assistencialista

Mais do mesmo é Costa quem o diz. Maus serviços públicos, elevada carga fiscal, corte no investimento e crescimento da economia débil.

O IRC é uma história diferente por dois motivos: primeiro, porque tem muito menos receita do que o IRS e, portanto, podemos ter mais tempo para tratar disso; segundo, porque encaramos o IRC como uma forma indireta de taxar pessoas, ou seja, o rendimento das empresas é taxado e depois, quando é distribuído, é taxado outra vez. Há muitos rendimentos de empresas que quando chegam aos bolsos de alguém para poderem efetivamente ser gastos já levaram mais de 70% de carga fiscal. 70%! Se isto não é parecido com confisco, eu não sei o que é. Essa é outra história, e havemos de lá chegar. É quase evitar uma dupla tributação do rendimento da empresa enquanto lucro e do rendimento do acionista enquanto dividendo. Mas não é a prioridade, mais uma vez. A prioridade é desagravar o rendimento das pessoas individuais no sentido em que elas possam dispor cada vez mais do seu orçamento, para poderem ter um pouco mais de liberdade económica que vai conduzir a outros tipos de liberdade também.

Adeus, geringonça

Que margem é que ficou para se reeditar a geringonça à esquerda depois desta ópera bufa dos professores ?

Nenhuma ou muito pouca. Hoje, é clarinho que PCP e BE não estão dispostos a largar mão de nada mesmo que se trate de manter o equilíbrio orçamental. Resistir aos ditames de Bruxelas é isso mesmo, rebentar com o défice, não pagar a dívida e sair do Euro.

Para quem não tem motivos para agradar a eleitores o que sempre esteve em cima da mesa era muito simples. Não se podia pagar aos professores sem pagar a todos os outros  sectores e desde que fosse orçamentalmente sustentável. Sem crescimento económico mais forte não há dinheiro suficiente. Mas o drama é que o crescimento está a fraquejar não está a fortalecer.

Na estratégia da esquerda a função de Mário Nogueira era forçar o PS a escolher um dos lados.  Juntava-se ao PCP e BE e avançava na degradação orçamental ou desagradava aos professores e perdia votos para a extrema esquerda entre uma classe que vota PS. Em qualquer dos casos ganhava sempre . Mas Costa e Centeno perceberam o que estava em jogo bem ao contrário do PSD e do CDS e escolheram a estratégia orçamental que vinham a desenvolver nos quatro anos de governo.

Controlar o défice, gerir a dívida e manter a mais elevada carga fiscal .

No fim temos um PS ganhador como defensor sério do equilíbrio das contas públicas, PSD e CDS como perdedores nos seus méritos de exigência orçamental e PCP e BE ( anti-equilíbrio orçamental) afastados do arco da governação.

O que dirá o PS na sua campanha eleitoral quanto ao mérito de nova geringonça ?

 

Centeno tem razão : não há dinheiro para os professores

Não há dinheiro tornou a dizer na Assembleia da República o ministro Mário Centeno. E tem razão.

Os partidos que propõem o pagamento integral têm que explicar onde se corta na despesa ou onde se aumentam os impostos. Andam todos à cata de votos mas se o governo cede vem aí o pântano. 

O PSD e o CDS só têm que deixar a solução do problema para o PS, o PCP e o BE que comeram a carne mas não querem roer o osso. Desagradar aos professores que representam um mar de votos.

Reiterando alguns números, Centeno explicou que em velocidade de cruzeiro, daqui a alguns anos, a recuperação dos mais de nove anos de serviço dos professores teria um custo permanente de 635 milhões de euros (800 milhões de euros em todas as carreiras), com 35 mil professores (cerca de um terço do total) a chegar ao topo da carreira até 2023.

Grandes avanços : Orçamento e seguro de depósitos comuns para a Zona Euro

O Orçamento está mais avançado mas o Seguro comum de depósitos também está a ser pensado. Medidas fundamentais para a Zona Euro

O governante alemão está a medir o pulso dos governos europeus no âmbito dos avanços conseguidos na frente europeia com vista à criação de um orçamento para a moeda única. Esta sexta-feira, a Reuters noticiou um documento de trabalho do governo alemão que diz respeito a um acordo entre Berlim e Paris para uma proposta que permita dotar a Zona Euro de capacidade orçamental de forma a apoiar o crescimento económico, a convergência e a competitividade dos países-membros da moeda única. 

Além do orçamento, a criação de um sistema europeu de garantia de depósitos (EDIS) será outro tema forte em cima da mesa na conversa.

Porém, a discussão acerca do EDIS não terá avanços no imediato, até porque o Eurogrupo aguarda ainda pelo relatório técnico que só será conhecido e discutido em junho. O Negócios sabe que o governo alemão se opôs a este seguro comum considerando que primeiro era necessário reduzir os níveis de crédito malparado da banca de vários países, entre os quais Portugal.

O BE já veio dizer que o governo português deve opor-se a tais medidas. Em contrapartida começou novamente a falar na renegociação da dívida.