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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Ocidente não é só uma definição geográfica

O Ocidente triunfante está a perder  influência .

Ora, o ocidente não é uma noção geográfica. É um ideal político, baseado nos princípios e valores das revoluções francesa e americana do século XVIII: o autogoverno, a separação de poderes, a liberdade de expressão e o respeito pelos direitos humanos. Um ideal que triunfou e sobre o qual se fundou a ordem ocidental depois da segunda guerra. E a ordem global, depois da guerra fria. Um mundo fundado sobre a economia de mercado e o estado de direito, a democracia liberal e a ordem multilateral. Para muitos, em países pobres, regimes autoritários ou estados em guerra, o modelo ocidental continua a ser um símbolo de paz, liberdade e prosperidade. E a atracção do ocidente não é só a riqueza material, é também o ideal, o sonho de uma vida melhor. E é por isso que os emigrantes sacrificam tudo, às vezes a própria vida, para chegar às fronteiras da Europa e dos Estados Unidos

Foi o Ocidente que aboliu a escravidão

O que realmente define a escravidão praticada pelos ocidentais é a sua abolição que depois impôs a todo o mundo .

O sistema transatlântico distingue-se por, entre outras coisas, ter implicado novos circuitos de tráfico, uma procura muito intensa de mão-de-obra escrava — uma nova escala na procura, digamos assim — e o uso intensivo dessa mão-de-obra na economia de plantação. Mas aquilo que é radicalmente novo, radicalmente diferente, nesse sistema é a sua abolição, isto é, o fim da escravidão e do tráfico de pessoas, em todas as latitudes e para todas as gentes, de todos os credos e cores. Essa foi uma conquista do Ocidente que, depois, o Ocidente sugeriu ou impôs a todo o mundo. Uma ideia na qual os homens dos primeiros dois terços do século XIX acreditaram, foram capazes de levar à prática e que, melhor ou pior, se mantém em vigor, não obstante terem surgido novas formas de exploração do ser humano. Essa é, como há duas décadas  afirmo, inclusive nos jornais, a maior especificidade do sistema transatlântico da escravatura iniciado com a chegada dos portugueses às costas ocidentais de África.

São Boaventura

O que vem a seguir não é um Delito de Opinião é uma poia :

Ou, dito de outro modo, a desejável intervenção policial, segundo São Boaventura:

A resposta francesa ao ataque mostra que a normalidade constitucional democrática está suspensa e que um estado de sítio não declarado está em vigor, que os criminosos deste tipo, em vez de presos e julgados, devem ser abatidos, que este facto não representa aparentemente nenhuma contradição com os valores ocidentais.

Valores Ocidentais que São Boaventura quer destruir mas que aqui serviriam para poupar a vida a quem matou . Somos nós os contribuintes que pagamos o seu centro de observação, reflexão e análise. E, bem entendido, as contradições...

O complexo da culpa do Ocidente

Somos culpados porque vamos à frente na ciência e na tecnologia. Somos culpados porque vivemos em sociedades abertas e livres. Somos culpados porque baseamos a nossa maneira de viver no respeito do outro .Somos culpados porque nunca tantos viveram com esta qualidade de vida durante tantos anos.

"Face a este sentimento de culpa, uma elite de intelectuais e políticos entrega os seus títulos e vota-se à manutenção da chama dessa culpa, à semelhança do que fizeram os guardiães do fogo: deste modo, o 'Ocidente' passou a estar em dívida para com tudo o que ele não representa, a ser suspeito em todos os acontecimentos, condenado a reparar todos os males. À medida que se vão remoendo, os países europeus esquecem-se que eles, e só eles, fizeram esforços para vencerem, reflectirem e se isentarem desta barbárie. E se o acto de contrição não fosse senão a outra face da abdicação?»

Os Ocidentais é que têm a culpa ?

Naquele território há Persas, Curdos, Cristãos, Árabes, Muçulmanos que toda a vida se guerrearam. O estado islâmico é constituído por Sunitas que têm como inimigos de estimação os Xiistas. Os recentes bombardeamentos americanos tentaram afugentar os Sunitas que se entretinham a matar cidades inteiras de Xiitas. Há graves erros cometidos pelos Ocidentais, como foi derrubarem os ditadores Sadam e Kadafi e acreditarem que no seu lugar nasciam democracias. O que nasceu, ou melhor, o que veio à superfície foi novamente o ódio ancestral existente entre aqueles povos. Curiosamente, só Marrocos, Egipto e Algéria - países onde as famílias que governam são descendentes directos do Profeta - é que conseguiram manter a democracia e as estruturas do estado.

Outros dizem que os Ocidentais têm culpa porque foram para lá explorar o petróleo. Ora a verdade é que sem os ocidentais não há petróleo para ninguém. Foram os ocidentais que descobriram o petróleo e quem desenvolveu a tecnologia para o extrair e para o consumir . O que aconteceu naquela parte do mundo era inevitável, salvo erros de percurso. Porque quem estivesse na frente na tecnologia e na ciência sempre seria quem marcaria presença.

No outro dia alguém dizia que se não fossem os "exploradores" ocidentais teriam morrido milhões de pessoas em África para além dos milhões que ainda morrem. Com medidas de saneamento básico, com alimentação e com medicamentos. Tudo isto é tão inevitável como dizer que é a força e a velocidade que fazem do Leão o rei da selva.  

Um texto a não perder - o colapso civilizacional é inevitável?

O colapso civilizacional é inexorável? (...) Será possível continuar a aplicar este modelo de civilização ocidental a todos os países do mundo até se atingirem os níveis de consumo e bem-estar médios dos actuais países da OCDE?

(...) Penso que estão a nascer novas gerações, cerca de 353 mil pessoas por dia, com a capacidade de adaptação, a consciência, a vontade e a inteligência que têm caracterizado o Homo sapiens.