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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A mudança não vem do poder mas para o poder

Obama : "a mudança não vem de Washington mas para Washington ". “A Marcha em Washington mostrou-nos que não somos reféns dos erros da história. Somos mestres do nosso destino.” E também: “A mudança não vem de Washington, mas para Washington”, disse.

(...)mas deixou claro qual é a causa desta nova era: igualdade de oportunidades, não só para “alguns”, mas para “muitos”, para o “segurança negro, o operário siderúrgico branco e o lavador de pratos imigrante”.

Obama fez apenas uma breve referência ao seu lugar único no progresso racial da América dizendo que por causa das pessoas que marcharam há 50 anos, “eventualmente, a Casa Branca mudou”.

As pessoas, sempre as pessoas como único factor de mudança e de progresso.

Dois estados : Israel e Palestina

Obama reafirmou o direito dos dois povos viverem em liberdade e em paz. Duas nações, dois estados. Dois vizinhos. Não há outra solução. 

Vejo esta visita como uma oportunidade para reafirmar a ligação inquebrável entre as nossas nações, para declarar o firme compromisso da América com a segurança de Israel e para falar directamente ao povo de Israel e aos seus vizinhos", afirmou Obama.

No dia seguinte, no final de uma reunião com Mahmmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestiniana, Obama criticou a política de colonatos de Israel, "que impede a paz de avançar". "A possibilidade de uma solução de dois Estados, Israel e Palestina, continua a existir", afirmou.

Os encontros de Barack Obama e do seu secretário de Estado, John Kerry, com os líderes israelita e palestiniano são vistos como a origem da decisão de desbloquear o pagamento de impostos à Autoridade Palestiniana. Na sua visita a Israel, Obama disse que espera ver "passos dados por palestinianos e israelitas para construir uma confiança que possa levar a uma paz.

 

 


Obama a maior figura política do nosso tempo - por Francisco Assis

Francisco Assis, no Público às quintas, dá-nos das melhores páginas que podemos ler na imprensa. Hoje sobre o discurso de Obama.                                                                                                                                                                                               ...pouco poderá ficar para a afirmação de uma linha de orientação política capaz de conciliar o melhor da tradição liberal com os contributos mais virtuoso da social-democracia e do socialismo democrático....numa época de crise, os defensores de soluções extremistas reclamam-se aliás, de uma superioridade moral com que pretendem condicionar grande parte da discussão política. Este pode ser o tempo dos moralistas, dos radicais e dos sectários. ...Obama, com o seu discurso revela que está ao nosso alcance fazer opções claras e até mesmo fracturantes sem pôr em causa o essencial do consenso democrático.

...fê-lo estabelecendo uma articulação superiormente pensada entre o valor primordial da liberdade e os princípios políticos promotores da igualdade de oportunidades e da justiça social. " O apoio do estado não faz de nós uma nação de dependentes, liberta-nos para correr os riscos que fazem este país (US) grande." Nesta afirmação está tudo, a memória de tudo o que de melhor a cultura ocidental foi capaz de realizar,a conciliação entre a herança liberal e o propósito intervencionista do Estado, a associação dos elementos virtuosos que o capitalismo contem com os aspectos mais interessantes da aspiração socialista.