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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O vendedor é que paga o Novo Banco

Nacionalizar o Novo Banco custaria aos contribuintes 4,7 mil milhões mas vendendo-o vai custar o mesmo ou mesmo mais. O contribuinte que não era para pagar nada vai pagar tudo.

O vendedor ( o contribuinte) paga para vender o banco e o comprador ( um Fundo Abutre norte-americano) recebe para ficar com o banco. Um negócio das arábias.

O nome do banco mudou. O banco velho virou Novo Banco. Então, as autoridades logo nos descansaram que o banco bom estava “devidamente capitalizado e expurgado de activos problemáticos” (sic).

Palavra dada palavra honrada.

 

O que era para correr mal está a correr mal o que era para correr bem também está a correr mal

O Novo Banco foi divido entre o bom e o mau mas, passados estes dois anos, são ambos maus. Vamos pagar tudinho .

Já vieram anunciar que vão usar 791,7 milhões de euros da garantia pública e do Fundo de Resolução. Se forem inteligentes, e são-no com certeza, vão continuar a ativar esta garantia este ano e nos próximo três anos até esgotar os 3,89 mil milhões de euros que serão pagos com dinheiro dos outros bancos e com empréstimos do Tesouro.

Esta era a parte que era suposto correr mal. Por isso é que norte-americanos exigiram a tal garantia que funciona como uma espécie de desfibrilhador nas contas do banco. Sempre que o banco contabiliza imparidades e prejuízos, a garantia injeta dinheiro para que a instituição continue a respirar.

A parte que era suposto correr bem era a parte operacional e de negócio do Novo Banco. Só que também esta está a correr mal. A economia está a crescer, os outros bancos já regressaram aos lucros, mas as contas do Novo Banco não respiram saúde. A demonstração de resultados é de uma palidez mórbida que nos leva a pensar que se calhar a Comissão Europeia e o BCP tinham razão quando disseram que a instituição não é viável.

O não ao BES e o sim ao Montepio

Tudo teria sido bem pior se Passos Coelho não tivesse tido a coragem de dizer não ao então "dono disto tudo" Ricardo Salgado. Vitor Bento, o primeiro CEO do Novo Banco calcula em 10 mil milhões de euros o dinheiro que os contribuintes vão suportar com os prejuízos do ex-BES.

Bem diferente, é o sim que António Costa está a oferecer ao Montepio numa cena canalha bem ao estilo do que nos trouxe até à bancarrota. É legal, mas não deixa de ser uma vergonha .

Durante anos o Montepio manteve práticas que levaram à situação presente pela mão de um amigo socialista. O Montepio é uma bomba relógio que um dia destes rebentará nos bolsos dos contribuintes com a cumplicidade, por inacção, dos poderes públicos.

Se fosses necessária, esta é a prova visível de que os problemas da banca estão longe de estar resolvidos. O risco na banca é elevado. E isto não é mentira. É a verdade.

Depois António Costa vai arranjar um culpado como sempre faz nos dramas que deixa crescer bem debaixo do seu nariz de Pinóquio.

Os grandes negócios do Estado - golpada no Novo Banco

Lança-se um concurso para vender o Novo Banco e mudam-se as regras a meio. Os concorrentes afastados e outros que não chegaram a sê-lo dizem agora que com a garantia dada pelo Estado ao Lone Star ( o concorrente que vai ficar com o banco) também querem.

O Estado escolheu um concorrente e a seguir deu-lhe o que sempre disse que não daria . Com isso afastou todos os outros.

...O economista recorda que o vendedor do Novo Banco “aceitou, subitamente, oferecer 3,9 mil milhões de euros em garantias ao Lone Star sobre possíveis imparidades adicionais existentes no Novo Banco, quando o discurso do próprio Governo foi sempre bem claro dizendo que tal não seria concedido”.

Fazendo o rewind da história, no dia 4 de janeiro, o Banco de Portugal afirma que o Lone Star é o favorito à compra do Novo Banco, precisamente na mesma altura em que Mário Centeno deu uma entrevista ao DN/TSF a dizer que o negócio não poderia envolver nenhuma garantia pública.

Como habitualmente há um silêncio envergonhado entre os governantes e a comunicação social. O PS é exímio nestes negócios .

PCP e BE tentam salvar a face na venda do Novo Banco

O PCP e o BE querem levar a venda do Novo Banco à Assembleia da República obrigando os partidos a tomar posição quanto a uma eventual nacionalização. Embora saibam à partida que a resolução será derrotada . Trata-se de salvar a face.

O custo para o Estado de uma nacionalização anda à volta dos cinco mil milhões de euros não contando o que o futuro vai revelar . Na nacionalização do BPN começou-se a falar em 400 milhões e já vai nos sete mil milhões . Um desvio que não deixa ninguém descansado tal é o erro de avaliação e que no ex-BES pode ser bem maior . Sem contar como o " bad" banco onde foram concentrados os maiores e piores problemas.

Ao contrário do que chegou a ser posto a circular há alguns meses, a nacionalização nem foi sequer uma hipótese. Provavelmente, as notícias que circularam há alguns meses serviram dois propósitos: i) sinalizar aos compradores que o Estado poderia sempre ficar com o Novo Banco caso as propostas não agradassem e ii) acenar ao PCP, BE e a alguns dentro do PS que este governo não venderia ao desbarato o antigo BES ao grande capital.

Mas a realidade é o que é e PCP e BE nada podem fazer a não ser sublinharem que estão contra a solução que é só do governo e do PS . E para tal não se coíbem de encostar o PS à direita, entalando-o . Mas o governo mais uma vez leva a sua ao seu moinho . Até quando ?

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Mariana Mortágua a entalar o governo

O governo prepara-se para pagar 90% dos custos no Novo Banco em troca de 20% no capital. Sem participar na gestão .

E é precisamente aqui, diz Mortágua, “que entra a garantia pública que o Governo assegurou que nunca existiria”. Como? “O Lone Star tem 75% do Novo Banco mas só assumirá perdas até aos mil milhões que ele próprio injetou. O Estado fica com 25%, mas pode ter de assumir perdas até 3,89 mil milhões“. Feitas as contas, e na pior das hipóteses, “o Lone Star gasta mil milhões para ficar com um banco limpo e o Estado paga 7,79 mil milhões para ficar sem banco nenhum”.

Entre o que já foi pago e a garantia pública agora assumida, o Estado assumirá até 90% das perdas com o Novo Banco. Por que deve então o Estado, em nome de 10% das perdas potenciais, entregar de borla um banco onde já enterrou tanto dinheiro?”, questiona Mortágua.

Perante este cenário, o Bloco de Esquerda defende que “face a tudo o que já foi sacrificado, vale a pena assumir o custo da injeção imediata de capital no Novo Banco” — ou seja, o banco deveria ser nacionalizado.

Palavra dada palavra honrada não é António Costa ? Nenhuma garantia do Estado nem directa nem indirecta.

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Os grandes negócios do Estado - A venda do Novo banco que é um acordo

O Estado com apenas 25% do capital garante 43% dos prejuízos. E diz António Costa que o Estado não dá garantias directas nem indirectas . Olha se desse .

A informação é avançada pelo Negócios. Segundo aquele jornal, o Novo Banco tem uma carteira de ativos problemáticos avaliada em 9 mil milhões de euros. O acordo prevê que o Fundo de Resolução poderá ser chamado cobrir perdas até 3.890 milhões, o que representa quase metade do total.

Novo Banco, ficou definida a criação de um novo “mecanismo de capitalização contingente” para acomodar esses ativos problemáticos. Se esses ativos se desvalorizarem ou se os níveis de capitalização do Novo Banco desceram para lá dos limites definidos, o Fundo de Resolução será chamado a suportar as perdas.

Isto não é uma venda, é um acordo em que o Estado vende o banco gratuitamente e ainda garante quase metade das eventuais e mais que certas perdas futuras .

E o Presidente da República também diz para o pagante dormir descansado mesmo com este pesadelo às costas .

Bastou um dia para desmentir Marcelo e Costa

Mas não é o Bloco de Esquerda que vai bloquear são os grandes investidores que se sentem fortemente prejudicados . Vão avançar com uma acção em tribunal para parar o processo de venda. PCP e o BE vão ver o grande capital fazer o trabalho que os próprios não têm coragem de fazer.

É assim o estado de direito . Há opiniões diferentes e há a Lei. É a democracia.

Perante uma ação tão discriminatória e prejudicial, o grupo que representa mais de dois terços dos títulos no valor de 2,2 mil milhões de euros não tem alternativa se não avançar com procedimentos legais contra o Banco de Portugal, numa tentativa de recuperar as perdas dos seus clientes“, refere a BlackRock, em comunicado enviado às redações.

“Vários membros do grupo vão procurar uma injunção para bloquear a venda do Novo Banco durante a semana que começa a 3 de abril de 2017. As regras que governam o processo de venda são discriminatórias e violam as leis .europeias e portuguesas”, acrescenta a gestora de ativos. Isto porque fechar a venda “afetaria a capacidade dos seus clientes de recuperar as perdas”.

Nem um dia dormimos descansados .

 

O PCP e o BE a tirarem o cavalinho da chuva

É, claro, que PCP e BE não podem fazer outra coisa que não seja apoiar o governo na solução encontrada para o Novo Banco . Mas até lá vão mostrar que estão muito incomodados agendando discussões parlamentares . Se o PSD e o CDS se juntarem ao PS para aprovar o negócio ainda melhor . Pimenta no rabinho do vizinho...

Para o dirigente comunista, "a entrega do Novo Banco à Lone Star, decidida pelo Governo PS, seguindo o caminho do anterior Governo PSD/CDS e secundada pelo Presidente da República, não é, como afirmou o atual primeiro-ministro, nem a menos má das soluções nem a única possível" e "pode trazer prejuízos diretos para o Estado superiores a três mil milhões de euros".

"Procurando justificar a decisão da venda, o primeiro-ministro fez o exercício de comparar os custos da nacionalização do Novo Banco - sete mil milhões de euros, fruto da imposição de rácios por parte do Banco Central Europeu por ser um banco nacionalizado. Mais uma vez, o que determinou a decisão de não nacionalizar não foi o interesse nacional, mas as imposições das instituições europeias que o Governo PS assume como opção", continuou.

Nacionalizar, claro. A CAIXA mostra bem como é boa a opção defendida pelo PCP e BE .