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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os três homens mais poderosos do Estado, zangaram-se

Andaram como Deus e os Anjos enquanto a economia lá fora andou assim-assim. O Presidente de todos os afectos, o Primeiro Ministro génio da táctica política e o Ministro, ronaldo das finanças. Era só palmadinhas. Chegou a crise, zangaram-se.

O dinheiro não chega às famílias e às empresas o que é uma grande gaita, está bem de ver. Com muitos desempregados, gente com menos rendimentos e empresas sem facturar. Nesta situação dizer que se cumpriu um acordo assinado pelo estado e injectar 850 milhões num banco é preciso coragem política .

Ora Marcelo é conhecido por inventar uns cenários quando é preciso e de se ausentar nos momentos mais difíceis. Costa nunca tem culpa de nada e arranja sempre um bode expiatório. Ficou Centeno com o menino nos braços. Até quando ?

" É certo que a política é escassa em gratidão, mas eleva-se quando esta é praticada".

"Para manter o dr. Centeno no Governo por mais dois meses, o cargo de governador foi o prémio oferecido" ?

Só Centeno não viu o filme e não foi prudente. É que o Novo Banco vai custar aos contribuintes qualquer coisa como 12 mil milhões de Euros.

Tudo reduzido a uma "falha de comunicação".

 

O Iniciativa Liberal quer impedir mais injecção de dinheiro público na banca

A única coisa que se sabe é que o Novo Banco vai sacando o dinheiro que está no Fundo de Resolução e que vai mamar até ao fim. Além disso nada se sabe.

Porque é que um fundo abutre comprou o banco por um Euro e o dinheiro que cobre os prejuízos é público, é coisa que ninguém percebe. Faz bem o Iniciativa Liberal não ter medo de colocar em cima da mesa os grandes negócios do estado que somos nós sempre que pagamos. 

"Porque não nos vamos calar perante os escândalos", justificou João Cotrim Figueiredo, o deputado eleito em outubro para a Assembleia da República, e que agora sucede a Carlos Guimarães Pinto na liderança do partido. "O nosso dinheiro não pode servir nem para financiar despesismo do estado nem para cobrir prejuízos privados", disse.

As prioridades para o mandato de dois anos que se vai iniciar este domingo são “impostos mais baixos, mais simples e mais justos”, liberdade de escolha e a luta pela transparência e contra a corrupção, uma vez que esta última é, além de tudo, “um atentado primeiro à meritocracia e isso para um liberal não é aceitável”.

A descentralização e a reforma do sistema eleitoral são outras das metas do partido.

Ministro das Finanças : PCP e BE estão a mentir sobre o Novo Banco

Em entrevista Centeno diz que a "realidade é exactamente o contrário do que diz o BE". Com a nacionalização ( exigida pelo PCP e pelo BE) os contribuintes seriam chamados a pagar os créditos mal parados do Novo Banco. Com o Fundo de Resolução, o Estado faz um empréstimo ao sistema bancário por 30 anos e ao mesmo juro que o estado paga aos investidores. Os contribuintes não pagarão um euro.

Feita a venda ao fundo Lone Star, já em 2017, Centeno argumentou que “hoje, esta injeção de capital, mais uma, vai ser feita, mais uma vez, em parte, recorrendo a um empréstimo do Estado”. Mas, ressalva o ministro das Finanças, “não é o Estado que está a injetar dinheiro no Novo Banco, é o Fundo de Resolução — que, no futuro, o Fundo de Resolução vai pagar este empréstimo ao Estado, em 30 anos, com as contribuições do setor bancário”.

O PCP também anda a dizer que se o Estado paga então, a gestão deve ser do estado. Mas o ministro das Finanças diz que o estado não paga.

Há muito por explicar no Novo Banco

O crédito tóxico do Novo Banco está ligado a empresas do sector imobiliário . Não esquecer que foi a bolha imobiliária que despoletou a crise. Mas a economia está a crescer há cinco anos e também assente no sector imobiliário . Então como se explica a situação do Novo Banco ?

As empresas que entraram em incumprimento em 2008 são as mesmas que agora beneficiam da expansão do sector e como tal esperar-se-ia que corrigissem perante a banca. Mas a verdade é que o Novo Banco recorreu novamente ao Fundo de Resolução e já deixou no ar a possibilidade de voltar a necessitar de nova injecção de dinheiro.

É por ser o caminho mais fácil ? Em vez de se procurar recuperar o crédito mal parado dá-se como perdido com a certeza que no fim alguém vai pagar ?

É que acordar que o comprador pode dar como perdido um determinado montante ( milionário) assim sem mais e esperar que não use essa possibilidade não é ingenuidade, é burrice.

Face ao "falhanço" que nos vai custar cerca de 6 mil milhões de euros lá vem mais um inquérito...

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O vendedor é que paga o Novo Banco

Nacionalizar o Novo Banco custaria aos contribuintes 4,7 mil milhões mas vendendo-o vai custar o mesmo ou mesmo mais. O contribuinte que não era para pagar nada vai pagar tudo.

O vendedor ( o contribuinte) paga para vender o banco e o comprador ( um Fundo Abutre norte-americano) recebe para ficar com o banco. Um negócio das arábias.

O nome do banco mudou. O banco velho virou Novo Banco. Então, as autoridades logo nos descansaram que o banco bom estava “devidamente capitalizado e expurgado de activos problemáticos” (sic).

Palavra dada palavra honrada.

 

O que era para correr mal está a correr mal o que era para correr bem também está a correr mal

O Novo Banco foi divido entre o bom e o mau mas, passados estes dois anos, são ambos maus. Vamos pagar tudinho .

Já vieram anunciar que vão usar 791,7 milhões de euros da garantia pública e do Fundo de Resolução. Se forem inteligentes, e são-no com certeza, vão continuar a ativar esta garantia este ano e nos próximo três anos até esgotar os 3,89 mil milhões de euros que serão pagos com dinheiro dos outros bancos e com empréstimos do Tesouro.

Esta era a parte que era suposto correr mal. Por isso é que norte-americanos exigiram a tal garantia que funciona como uma espécie de desfibrilhador nas contas do banco. Sempre que o banco contabiliza imparidades e prejuízos, a garantia injeta dinheiro para que a instituição continue a respirar.

A parte que era suposto correr bem era a parte operacional e de negócio do Novo Banco. Só que também esta está a correr mal. A economia está a crescer, os outros bancos já regressaram aos lucros, mas as contas do Novo Banco não respiram saúde. A demonstração de resultados é de uma palidez mórbida que nos leva a pensar que se calhar a Comissão Europeia e o BCP tinham razão quando disseram que a instituição não é viável.

O não ao BES e o sim ao Montepio

Tudo teria sido bem pior se Passos Coelho não tivesse tido a coragem de dizer não ao então "dono disto tudo" Ricardo Salgado. Vitor Bento, o primeiro CEO do Novo Banco calcula em 10 mil milhões de euros o dinheiro que os contribuintes vão suportar com os prejuízos do ex-BES.

Bem diferente, é o sim que António Costa está a oferecer ao Montepio numa cena canalha bem ao estilo do que nos trouxe até à bancarrota. É legal, mas não deixa de ser uma vergonha .

Durante anos o Montepio manteve práticas que levaram à situação presente pela mão de um amigo socialista. O Montepio é uma bomba relógio que um dia destes rebentará nos bolsos dos contribuintes com a cumplicidade, por inacção, dos poderes públicos.

Se fosses necessária, esta é a prova visível de que os problemas da banca estão longe de estar resolvidos. O risco na banca é elevado. E isto não é mentira. É a verdade.

Depois António Costa vai arranjar um culpado como sempre faz nos dramas que deixa crescer bem debaixo do seu nariz de Pinóquio.