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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não se pode confiar no BE, os contratos são para cumprir

Uma das exigências do BE " nem mais um euro para o Novo Banco" é impossível de praticar. Os contratos são para cumprir. É assim entre países democráticos.

Os compromissos do Estado são para ser cumpridos. E havendo um compromisso assumido, através de um contrato, o seu não cumprimento em termos de reputação de um país é extraordinariamente negativo”, respondeu o presidente da APB, quando questionado sobre os pagamentos do Fundo de Resolução ao Novo Banco. Faria Oliveira disse ainda que gostava que “fossem ultrapassadas as divergências e a disputa política” em torno deste tema.

A velha ordem " do quanto pior, melhor" voltou pela mão do BE. Irá mesmo recusar o apoio ao orçamento ? Ou vai dizer que as declarações e as ameaças que fez estão fora do contexto ?

Não meter mais dinheiro no Novo Banco seria um desastre

Para salvar o muito dinheiro que o estado já meteu no Novo Banco é preciso meter muito mais senão seria o desastre.

Ainda assim, o presidente do Fundo de Resolução afirma que o "que acharia mais errado seria fazermos qualquer coisa que pusesse em risco o Novo Banco. Isso então era um desastre total". Depois "do esforço que foi feito, depois daquilo que foi pedido, entrarmos num processo em que por qualquer razão o banco sofresse danos tremendos, então isso era negar todo o percurso e era criar instabilidade financeira em cima de uma crise gravíssima".

Esta quarta-feira, o Negócios avança que, perante a recusa dos partidos de esquerda em viabilizar um Orçamento do Estado com mais dinheiro para o Novo Banco, está a ser procurada uma solução alternativa. Esta passa pela constituição de um sindicato de bancos nacionais.

Os grandes negócios do Estado. Paga contribuinte desgraçado.

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O Novo Banco e a nobre arte de legalizar o roubo


 






No Público de hoje:



“Na sequência do óptimo artigo de investigação de Paulo Pena sobre o Novo Banco e o Portfólio Viriato, Amílcar Correia escreveu um editorial que começava assim: “O Novo Banco vendeu mais de 13 mil imóveis a um fundo anónimo sediado nas ilhas Caimão, emprestou dinheiro a quem os comprou, registou prejuízos daquele que foi o maior negócio imobiliário dos últimos anos em Portugal, e ainda recebeu compensação pelas perdas de centenas de milhões através do Fundo de Resolução.”



“O mais curioso nesta lista de factos é que tudo o que ali está descrito é perfeitamente legal. Rui Rio quer que o Ministério Público investigue, mas não é claro que haja grande coisa para investigar. (...)



“E se se descobrir que o acordo [entre o Estado e a Lone Star] foi mal negociado? Bom, nesse caso o novo governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, terá de averiguar se os interesses do Estado português foram devidamente acautelados pelo antigo ministro das Finanças, Mário Centeno, em 2017 – o que também é perfeitamente legal.



“Acaso se realize a comissão de inquérito que Rui Rio admitiu convocar sobre a venda do Novo Banco, é até possível que o ex-ministro das Finanças Mário e o actual governador do Banco de Portugal Centeno venham a confrontar-se no Parlamento, para ver quem fala verdade.



“Estou capaz de apostar no resultado final: tudo perfeitamente legal. O golpe de génio da alta finança predatória está em transformar aquilo que antes se chamava “roubo” num conjunto de operações financeiras extremamente opacas e complexas, pejadas de conflitos de interesse e… perfeitamente legais.



“Não admira que depois venha José Miguel Júdice garantir-nos que Ricardo Salgado não é nenhum gangster. Claro que não é. É apenas um bom CEO que teve azar.”





Os grandes negócios do Estado : o Novo Banco, o banco bom

Foi-nos apresentado como o banco bom, onde já só constavam activos valorizados . Uma ironia dolorosa porque só de activos tóxicos já lá vão quase 4 mil milhões. Para banco bom não está mal, não senhor !

Depois de muita conversa de encher a verdadeira razão começa a ganhar contornos já conhecidos . O contrato feito entre o Estado e a Lone Star dá as vantagens todas aos privados. Isto é, como sempre, os representantes do Estado por incúria ou por não saberem mais não souberam defender o interese público.

As várias instituições reguladoras estatais também não viram nada como habitualmente. E o contribuinte cá está para pagar o desleixo de um Estado monstruoso que está em todo o lado mas não está em lado nenhum quando é necessário....

...lamentar que o Governo tenha entregado "milhões de impostos dos portugueses" a esta instituição sem aferir se as perdas eram "reais ou fabricadas".

"O Governo devia ter tido o cuidado de aferir antes de pagar (...) Isso o Governo não cuidou de fazer e agora vai correr atrás do prejuízo, mas não é prejuízo do Governo, mas de todos os portugueses", criticou.

Mas há quem queira mais Estado.

Os três homens mais poderosos do Estado, zangaram-se

Andaram como Deus e os Anjos enquanto a economia lá fora andou assim-assim. O Presidente de todos os afectos, o Primeiro Ministro génio da táctica política e o Ministro, ronaldo das finanças. Era só palmadinhas. Chegou a crise, zangaram-se.

O dinheiro não chega às famílias e às empresas o que é uma grande gaita, está bem de ver. Com muitos desempregados, gente com menos rendimentos e empresas sem facturar. Nesta situação dizer que se cumpriu um acordo assinado pelo estado e injectar 850 milhões num banco é preciso coragem política .

Ora Marcelo é conhecido por inventar uns cenários quando é preciso e de se ausentar nos momentos mais difíceis. Costa nunca tem culpa de nada e arranja sempre um bode expiatório. Ficou Centeno com o menino nos braços. Até quando ?

" É certo que a política é escassa em gratidão, mas eleva-se quando esta é praticada".

"Para manter o dr. Centeno no Governo por mais dois meses, o cargo de governador foi o prémio oferecido" ?

Só Centeno não viu o filme e não foi prudente. É que o Novo Banco vai custar aos contribuintes qualquer coisa como 12 mil milhões de Euros.

Tudo reduzido a uma "falha de comunicação".

 

O Iniciativa Liberal quer impedir mais injecção de dinheiro público na banca

A única coisa que se sabe é que o Novo Banco vai sacando o dinheiro que está no Fundo de Resolução e que vai mamar até ao fim. Além disso nada se sabe.

Porque é que um fundo abutre comprou o banco por um Euro e o dinheiro que cobre os prejuízos é público, é coisa que ninguém percebe. Faz bem o Iniciativa Liberal não ter medo de colocar em cima da mesa os grandes negócios do estado que somos nós sempre que pagamos. 

"Porque não nos vamos calar perante os escândalos", justificou João Cotrim Figueiredo, o deputado eleito em outubro para a Assembleia da República, e que agora sucede a Carlos Guimarães Pinto na liderança do partido. "O nosso dinheiro não pode servir nem para financiar despesismo do estado nem para cobrir prejuízos privados", disse.

As prioridades para o mandato de dois anos que se vai iniciar este domingo são “impostos mais baixos, mais simples e mais justos”, liberdade de escolha e a luta pela transparência e contra a corrupção, uma vez que esta última é, além de tudo, “um atentado primeiro à meritocracia e isso para um liberal não é aceitável”.

A descentralização e a reforma do sistema eleitoral são outras das metas do partido.

Ministro das Finanças : PCP e BE estão a mentir sobre o Novo Banco

Em entrevista Centeno diz que a "realidade é exactamente o contrário do que diz o BE". Com a nacionalização ( exigida pelo PCP e pelo BE) os contribuintes seriam chamados a pagar os créditos mal parados do Novo Banco. Com o Fundo de Resolução, o Estado faz um empréstimo ao sistema bancário por 30 anos e ao mesmo juro que o estado paga aos investidores. Os contribuintes não pagarão um euro.

Feita a venda ao fundo Lone Star, já em 2017, Centeno argumentou que “hoje, esta injeção de capital, mais uma, vai ser feita, mais uma vez, em parte, recorrendo a um empréstimo do Estado”. Mas, ressalva o ministro das Finanças, “não é o Estado que está a injetar dinheiro no Novo Banco, é o Fundo de Resolução — que, no futuro, o Fundo de Resolução vai pagar este empréstimo ao Estado, em 30 anos, com as contribuições do setor bancário”.

O PCP também anda a dizer que se o Estado paga então, a gestão deve ser do estado. Mas o ministro das Finanças diz que o estado não paga.

Há muito por explicar no Novo Banco

O crédito tóxico do Novo Banco está ligado a empresas do sector imobiliário . Não esquecer que foi a bolha imobiliária que despoletou a crise. Mas a economia está a crescer há cinco anos e também assente no sector imobiliário . Então como se explica a situação do Novo Banco ?

As empresas que entraram em incumprimento em 2008 são as mesmas que agora beneficiam da expansão do sector e como tal esperar-se-ia que corrigissem perante a banca. Mas a verdade é que o Novo Banco recorreu novamente ao Fundo de Resolução e já deixou no ar a possibilidade de voltar a necessitar de nova injecção de dinheiro.

É por ser o caminho mais fácil ? Em vez de se procurar recuperar o crédito mal parado dá-se como perdido com a certeza que no fim alguém vai pagar ?

É que acordar que o comprador pode dar como perdido um determinado montante ( milionário) assim sem mais e esperar que não use essa possibilidade não é ingenuidade, é burrice.

Face ao "falhanço" que nos vai custar cerca de 6 mil milhões de euros lá vem mais um inquérito...

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