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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A TAP outro exemplo de negócio desastroso de António Costa

E havia um amigo de António Costa, amigo desde o tempo da faculdade, que tratou do negócio da TAP.  Um tal Lacerda que não sendo nada no governo tratava (trata?) de alguns negócios mais difíceis.

O Estado, através da Parpública, recuperou o controlo acionista da TAP com 50% do capital, mas perdeu direitos económicos e passou até a assumir mais responsabilidades financeiras, enquanto os privados ganharam um almoço grátis, à conta dos contribuintes. Não é apenas um negócio desastroso para o Estado, está no limite do escândalo, com um único fim, o interesse político do governo.

Com esta operação política e financeira, David Neeleman, Humberto Pedrosa e os chineses da HNA que entraram no consórcio privado ganharam um daqueles negócios que todos gostariam de ter. Se a recuperação da TAP correr bem, na linha do que foi definido pelo novo CEO, ficam com os lucros. E só nessas circunstâncias o Estado poderá ganhar com a operação. Se a recuperação da TAP correr mal, será o Estado, leia-se os contribuintes, a assumir todos os prejuízos e os privados regressam aos seus negócios sem perda.

Não foi António Costa que disse que viu uma vaca a voar ?

 

Na TAP há mais um grande negócio do estado

O estado fica com 50% do capital da TAP que é negativo em 500 milhões e garante junto da banca os 600 milhões de dívida. Nunca ninguém conseguiu um negócio assim. É tudo mais fácil para os privados junto dos mercados financeiros e da banca.

Os privados ficam com a gestão. Têm acesso aos mega-mercados dos US, da Europa e da China o que só por si torna a empresa viável. Mas o contrário também é verdadeiro. Os accionistas americanos, brasileiros e chineses passam a ter acesso ao mercado europeu. Está garantida em concorrência aberta  a actividade da empresa.

O tacticismo de António Costa tem esta extraordinária intuição. A curto prazo engana os incautos a longo prazo põe os contribuintes a pagar. Quem não quer um parceiro destes ?

Porque a TAP totalmente privada teria os mesmos pontos fortes na sua estratégia comercial e um ponto fraco na sua componente financeira. Tendo o estado como parceiro, os privados alavancam de uma forma notável os seus mercados de origem por metade do custo e deixam para o estado o restante. Ser companhia de bandeira.

É que na componente operacional não se encontram razões de racionalidade gestionária para que o Estado mantenha uma posição accionista de 50% na companhia aérea. Aposto que a única dor de cabeça dos gestores do estado vai ser conseguir que os lucros sejam reconhecidos aqui no país. Ou grande parte deles.

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O negócio escandaloso dos manuais escolares

Todos os anos as famílias têm que comprar novos manuais . Um negócio que ninguém contesta.

"Considerando o rendimento médio em Portugal, a despesa anual nos manuais de uma criança (e não esqueçamos os custos dos materiais) pode facilmente chegar ao equivalente do rendimento mensal de um dos pais. Como pode ser isto justo? A maior parte dos pais estão indignados com este assunto. Quase ninguém acha que é razoável que quem ganha €500 por mês gaste uma quantia equivalente de uma só vez em livros, mas o escândalo mantém-se, anualmente.

Mas deus proteja quem fizer queixas (abertamente) de professores que mudam de ideias regularmente quanto à sua editora preferida. Ou das editoras que só sobrevivem por causa das suas vendas de centenas e centenas de milhares de manuais a cada ano."