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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há uma diferença importante entre o NB e a CAIXA

Nacionalizar o NB para o estado ficar com uma quota de mercado de 40% ? (NB+CGD ) . Há algum país na europa onde tal se assemelhe ? Por cá temos sempre ideias velhas e erros de sempre. 

  • no NB a má gestão e os crimes estão a ser investigados, há pessoas em processo de acusação e inclusive presas. Na CGD, viram alguém responder pelos empréstimos desastrosos que geraram milhares de milhões em perdas? Pois, eu também não…

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Nacionalizar para branquear

O Camilo Lourenço põe o dedo na ferida . Há que nacionalizar o Novo Banco para esconder os negócios ruinosos de gente da política, da finança e dos negócios. Gente poderosa e com muito dinheiro.

Tal como foi feito no BPN e está a ser feito na Caixa Geral de Depósitos .

No BPN andaram por lá uns gestores mandatados pelo governo de então e que nunca disseram água vai. Entraram com 400 milhões de prejuízo e saíram com sete mil milhões. Na Caixa é o que se sabe, já vai em cinco mil milhões se não mais. Fogem de lá como o diabo da cruz . E no Novo Banco à medida que destapam as fraudes a barafunda é maior. O estado já tem que pagar para que alguém se chegue à frente para ficar com o banco.

Está montada uma gigantesca lavandaria à sombra de muita conversa patriótica . Quem é que vai controlar a informação ? É que as propostas apresentadas por abutres ( não apareceu nenhum banco a querer comprar ) mostram bem que o negócio é tudo menos recuperar o que resta.

No BPN veio a saber-se, embora tenuemente, que houve muita limpeza de última hora ( negócios ruinosos apressadamente transferidos da CAIXA para o BPN já ferido de morte e nacionalizado.) Na Caixa há um ano que nos embalam com "planos de negócio" enquanto a factura vai crescendo .

PS, PCP e BE e, mesmo, uma parte do PSD junta-se para nacionalizar o Banco Novo que nenhum privado quer. Há aqui muita coisa que não bate certo.

Quem é que beneficiou com os créditos concedidos e quem é que os autorizou ? Quem quer nacionalizar o banco sabe quem está envolvido. Os privados já vieram dizer que conhecendo as fraudes exigem uma garantia do governo.

Há dúvidas que exigem uma garantia para cobrir as fraudes que, de outra forma, vão cair no esquecimento e no bolso dos contribuintes ?

A nacionalização do BPN é uma lição desastrosa

Os mesmos de sempre que vêem na nacionalização a solução para todas as coisas, deviam reflectir sobre a nacionalização do BPN e a factura que ainda estamos a pagar. Era sistémico, diziam os colectivistas para forçar a nacionalização ( representava cerca de 2% do mercado mas o argumento era esse) e custaria no máximo 400 milhões. Na última vez que ouvimos falar do BPN a factura já ia nos 7 mil milhões. Calcule-se, então, a nacionalização de um Banco que representa 18% do mercado . E, pior, tem tudo para dar errado.

 

  • Porque há o risco sério de um novo BPN. Há 9 anos quase toda a gente achou bem nacionalizar o BPN. E quase toda a gente achava que não tinha prejuízo para os contribuintes. Nove anos depois, a factura é pesadíssima e ainda não chegou ao fim. Nacionalização tem sido sinonimo de desperdício. 
  • Segundo – Nacionalizar é, financeiramente falando, igual a dar uma garantia do Estado a um comprador. Obriga o Estado a meter mais dinheiro para capitalizar o Banco, o que agrava o défice e a dívida. Sabe-se como começa, não se sabe em quanto acaba.
  • Liquidem-no !

 

Não há dinheiro

Gastaram-no à tripa forra e mal na maioria dos casos. Agora andamos aos caídos com medo que a banca vá parar às mãos dos espanhóis. E dos Angolanos.

Isto é tão certo que temos o PCP e o BE a defender a nacionalização do Novo Banco que é só a melhor solução para os banqueiros. Se o Novo Banco for vendido abaixo do montante que os outros bancos lá meteram serão estes últimos a sofrer o prejuízo. Se for nacionalizado serão os contribuintes a pagar.

Só se chega a este extremo porque na verdade não há dinheiro e não sabemos onde o ir buscar. É que onde há dinheiro (US, Alemanha, UK) não há interessados. O tal capital estrangeiro que é preciso como de pão para a boca.

Acresce que a CGD também precisa de aumentar o capital e aí o único accionista é o estado que não tem dinheiro. Vendemos ao capital privado uma parte da CGD  e com o dinheiro assim conseguido compramos a maioria do capital do Novo Banco ? E quem compra a parte da CGD não serão os espanhóis? É que se são lá estaremos onde começamos. No inicio. E sem dinheiro.

O Novo Banco é um desentendimento sério

Mariana Mortágua já tinha avisado que se o Novo banco não fosse nacionalizado haveria um desentendimento sério entre o BE e o governo. Ora a verdade é que o governo veio hoje reafirmar que o banco é para vender até Agosto deste ano ( antecipando um ano ) ou o seu capital será disperso em bolsa. Num caso e noutro está afastada a nacionalização.

No PCP, também nem se quer ouvir falar na hipótese de venda do Novo Banco. Os comunistas anunciaram mesmo uma proposta com vista à nacionalização do banco.

Mas o ex-governante Sérgio Monteiro, que lidera o processo de venda, já está a preparar um road-show que o vai levar aos principais centros financeiros europeus e americanos com vista a encontrar comprador.

Os abanões na geringonça são diários e cada vez mais fortes.

 

Os apoios a encurralar o governo

O PCP quer o Novo Banco nacionalizado e o BE quer renegociar a dívida. Dois tiros no porta aviões. O PS vai dizendo que está aberto a discutir os assuntos. A dívida discute-a quando e se a Comissão Europeia o fizer . Por enquanto só há negociação da restruturação da dívida para a Grécia no quadro do 3º resgate em curso. Quanto à nacionalização do Novo Banco, Bruxelas parece entender que a banca portuguesa deverá ficar sob controlo da banca espanhola.

O BCE, com uma aparente passividade das autoridades portuguesas, defende actualmente que a actividade bancária em Portugal deve apenas ser repartida por quatro bancos: Banco Santander, BBVA, Caixa da Catalunha e Caixa Geral de Depósitos. Significaria isso que aproximadamente 80% do financiamento empresarial em Portugal ficaria não só em mãos estrangeiras, como ficaria dependente de apenas um único país estrangeiro.

A nacionalização do Novo Banco impediria a sua compra pelo Santander. No Banif houve mais interessados que foram afastados por interferência directa de Bruxelas. E qual será a posição de Bruxelas quanto à possível nacionalização ?                                                                                   

Não custa perceber que vamos ter aqui duas duras batalhas de onde ninguém sairá airosamente. De mal com Bruxelas por amor do PCP e do BE ? Não me parece. António Costa não irá contra a Europa.