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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há dez anos o BPN era nacionalizado

Paulo Franzini
 
Há dez anos o BPN era nacionalizado. Há dez anos Portugal entrava numa espiral descendente da qual não sairá tão cedo.

O banco de Cavaco Silva e dos amigos representava menos de 2% do mercado. Mas tal não impediu que Sócrates e Teixeira dos Santos decidissem sozinhos sobre a nacionalização.
Nesse dia, o ministro das Finanças garantia-nos que menos de 700 milhões de euros chegavam e que seriam pagos de volta. O contribuinte não perderia um euro.

Uma década e 4000 milhões de euros depois, Teixeira dos Santos continua a defender a decisão que tomou. Em liberdade e com os dentes direitos.

Há dez anos a vida dos portugueses era atingida por um tsunami que ceifou grande parte da riqueza de três gerações e irá afectar pelo menos mais umas duas.

Desculpem lá interromper-vos com efemérides chatas. Podem prosseguir com o debate sobre "Como é que aparecem Bolsonaros?".

SIRESP - o contrário do que Costa tinha anunciado

A Altice antecipou-se e reforçou a sua posição accionista para 52,7% na SIRESP SA e o Estado ficou com 33% e com o direito de nomear dois administradores entre eles o Presidente.

Mas pergunto eu : que sabe o Estado de comunicações para poder influenciar as decisões da SIRESP SA ?

Na verdade trata-se de uma boa maneira de dar cobertura à ALTICE em caso de calamidade como a que aconteceu no ano passado. De que tem medo António Costa ele que atirou para cima da ALTICE toda ou quase toda a responsabilidade dos incêndios do ano passado e agora concede-lhe a maioria accionista ?

Logo após assumir funções, o atual ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, disse que o Governo estava a tomar medidas para que o Estado viesse a deter 54% do capital da Siresp SA. A ideia, disse Eduardo Cabrita a 23 de outubro do ano passado, era a de garantir que o Estado viesse a “ter uma palavra decisiva na gestão da empresa”.

Palavra ?

PS :

#SIRESP #Tudonamesma
1. Defenderam o Siresp quando este falhou gravemente, afinal era uma herança de António Costa.
2. Atacaram o Siresp, quando perceberam que afinal era um projecto falhado que tinha custado muitos milhões e dezenas de vidas.
3. Atacaram a Altice porque o Estado, que detinha participação no Siresp, entendeu que tinham sido as linhas a falhar. Não tinham.
4. Anunciaram com pompa, e sempre para abafar a desgraça dos maiores incêndios de que temos memória, que o Estado ia assumir a liderança no Siresp, recomprando a maioria.
5. Investiram 18 milhões só este ano no Siresp.
6. Afinal não conseguiram mais do que 33%, e a Altice aumentou grandemente a sua posição tornando-se maioritária.

Parabéns Geringonça, é sempre a somar...
Falhanços!

PCP e BE tentam salvar a face na venda do Novo Banco

O PCP e o BE querem levar a venda do Novo Banco à Assembleia da República obrigando os partidos a tomar posição quanto a uma eventual nacionalização. Embora saibam à partida que a resolução será derrotada . Trata-se de salvar a face.

O custo para o Estado de uma nacionalização anda à volta dos cinco mil milhões de euros não contando o que o futuro vai revelar . Na nacionalização do BPN começou-se a falar em 400 milhões e já vai nos sete mil milhões . Um desvio que não deixa ninguém descansado tal é o erro de avaliação e que no ex-BES pode ser bem maior . Sem contar como o " bad" banco onde foram concentrados os maiores e piores problemas.

Ao contrário do que chegou a ser posto a circular há alguns meses, a nacionalização nem foi sequer uma hipótese. Provavelmente, as notícias que circularam há alguns meses serviram dois propósitos: i) sinalizar aos compradores que o Estado poderia sempre ficar com o Novo Banco caso as propostas não agradassem e ii) acenar ao PCP, BE e a alguns dentro do PS que este governo não venderia ao desbarato o antigo BES ao grande capital.

Mas a realidade é o que é e PCP e BE nada podem fazer a não ser sublinharem que estão contra a solução que é só do governo e do PS . E para tal não se coíbem de encostar o PS à direita, entalando-o . Mas o governo mais uma vez leva a sua ao seu moinho . Até quando ?

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PS chumba propostas do PCP e BE

PCP e BE viram as suas propostas de nacionalização do Novo Banco chumbadas pelo PS e também pelo PSD e CDS . A frequência destas desavenças entre os parceiros parlamentares serão cada vez mais frequentes à medida que se afastam das reversões e dos aumentos salariais para as suas bases de apoio .

Com a situação miserável da CAIXA pública às costas os comunistas querem convencer-nos que nacionalizar é uma solução para todos os casos. Na CAIXA nem conseguimos saber quem deve e quem emprestou enquanto nos bancos privados os que se portaram mal fecharam portas e os seus responsáveis estão a contas com a Justiça.

Faz toda a diferença . E os reguladores que não viram nada são todos públicos .

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Nacionalizar, não . Integrar , sim

Andamos às voltas com a CAIXA nacionalizada, nossa, sem saber o que lhe fazer e já os colectivistas querem nacionalizar o Novo Banco. Dizem que a nacionalização é temporária. Pois, sim, se a nacionalização de um banco fosse coisa boa a CAIXA não estaria na situação que está. A política e os negócios de braço dado . Quem recebeu, quem autorizou os empréstimos ? A ideologia não é argumento .

Portugal está a vender um banco e, claro, todos gostaríamos de poder escolher o comprador. Não podemos, os compradores é que decidem se querem aparecer ou não. E não apareceram, a não ser os fundos. É preciso parar as perdas, leia-se, as sucessivas novas necessidades de capital do Novo Banco, não é preciso incorporá-las nas contas do Estado e, sobretudo, dos contribuintes.

Sejamos claros, a melhor solução para o Novo Banco era a integração num terceiro já existente, porque há sinergias, porque há sobrebancarização do país. O contexto e o momento da venda impediram, por exemplo, que o BCP e o BPI levassem a oferta até ao fim, mas daqui por um ano, já poderão estar disponíveis. Por isso, se não houver um acordo agora, é preciso tempo e outro modelo.

A nacionalização do BPN é uma lição desastrosa

Os mesmos de sempre que vêem na nacionalização a solução para todas as coisas, deviam reflectir sobre a nacionalização do BPN e a factura que ainda estamos a pagar. Era sistémico, diziam os colectivistas para forçar a nacionalização ( representava cerca de 2% do mercado mas o argumento era esse) e custaria no máximo 400 milhões. Na última vez que ouvimos falar do BPN a factura já ia nos 7 mil milhões. Calcule-se, então, a nacionalização de um Banco que representa 18% do mercado . E, pior, tem tudo para dar errado.

 

  • Porque há o risco sério de um novo BPN. Há 9 anos quase toda a gente achou bem nacionalizar o BPN. E quase toda a gente achava que não tinha prejuízo para os contribuintes. Nove anos depois, a factura é pesadíssima e ainda não chegou ao fim. Nacionalização tem sido sinonimo de desperdício. 
  • Segundo – Nacionalizar é, financeiramente falando, igual a dar uma garantia do Estado a um comprador. Obriga o Estado a meter mais dinheiro para capitalizar o Banco, o que agrava o défice e a dívida. Sabe-se como começa, não se sabe em quanto acaba.
  • Liquidem-no !

 

Se Bruxelas não autorizar cai o governo

O governo prepara-se para integrar o Novo Banco na Caixa, operação que atira o montante de capital a injectar para 5 mil milhões. Paga o contribuinte.

O Novo Banco não é público, não pertence ao mesmo dono que a CGD ? Seria comprado? A que preço? Seria nacionalizado? Com ou sem indemnização? Será que é intenção do Governo fazer recair o custo da resolução do BES sobre os contribuintes, quando a forma como o processo foi conduzido se destinou precisamente a protegê-los?”.

Tudo indica que esta será mais uma cedência do PS ao PCP e ao BE e se Bruxelas não autorizar não se vê como o governo se irá manter. A nacionalização do Banco Novo já foi repetidamente exigida pelos dois partidos que apoiam o governo.

Começamos a perceber porque há tanta gente nervosa com o inquérito à Caixa. Integrar o ex-BES e recapitalizar a CGD é uma forma de branquear tudo com o nosso dinheiro. Resta não mexer em nada, não saber nada, esquecer tudo.

A verdadeira razão dos estivadores

Nacionalizar os portos, propõe o sindicalista que lidera a greve dos estivadores no Porto de Lisboa. É um sector que dá lucro o estado podia receber mais receitas. Esta é a verdadeira razão da luta que se prolonga já por tanto tempo.
"É um sector que dá bastante lucro, que factura milhões e com pagamentos garantidos e se fosse público haveria mais receitas para o Estado e para a cidade (Lisboa) e deixávamos de ter aqui o Estado de Singapura ou as empresas da Turquia a tirarem dividendos anualmente".

Assim está melhor já percebemos a motivação. O problema é se a nacionalização acaba com o lucro. As empresas públicas não são bons exemplos de empresas lucrativas bem pelo contrário e, ainda por cima, estando em concorrência global como é o caso dos portos é capaz de não ser uma boa ideia.

Mas é claro que uma empresa pública assegura estabilidade, vencimento certo, progressão automática na carreira. E greves quando são necessárias para ajudar a luta partidária. O problema é que acabam quase sempre como um peso para os contribuintes.

O Novo Banco é só mais um calhau na engrenagem

Mariana Mortágua diz que haverá desentendimento com o PS se o Novo Banco for vendido a privados. É o mesmo que dizer que vai haver desentendimento porque a nacionalização é praticamente impossível à luz da regulação europeia.

Ontem tivemos Faria de Oliveira a dizer isso mesmo secundando a vice-presidente da Moody's. Com excepção do BE e do PCP há unanimidade na venda do banco. Muitos apontam a CGD como exemplo de um banco estatal, cheio de vícios, prejuízos e instrumento de manhosos negócios

Em entrevista recente à agência financeira Bloomberg, em Londres, Mário Centeno disse que o executivo socialista está a acompanhar de perto o processo de alienação do Novo Banco e que uma venda bem-sucedida é “muito importante” para o sistema financeiro português. A venda deverá ser feita até agosto de 2017, como acordado com Bruxelas.

Mas o BE diz que a venda é má para o país. Temos o caldo entornado.

Diferenças com o rabo de fora

O IFO - instituto Alemão- vem propor o perdão da dívida para os países do sul, à semelhança do que se fez em 1997 para os países da Ásia. A iniciativa vem de dentro da própria Alemanha e de um instituto altamente reputado. Agora atentem no proposto por quatro economistas portugueses. Banca controlada pelo estado o que, parece completamente inviável no quadro da UE.

Uma terceira e que me parece a mais equilibrada e isenta de ideologias é a que propõe que o BCE compre metade da dívida que será paga com os dividendos a que cada país tem direito como accionista. Nesta proposta não se tramavam os credores.

A boa notícia é que há cada vez mais vozes em defesa da reestruturação da dívida como forma de dar folga para o relançamento da economia. Um período de carência a começar já em 2015 libertaria meios para o investimento o que alavancava a economia e combatia com eficácia o desemprego. Mas é claro que para se discutir agora estas soluções foi preciso chegar aqui. Grande parte do trabalho de casa está feito.