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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Do lado de cá do muro

No PS há quem queira o partido do lado de cá do muro . Para Sérgio Sousa Pinto, a própria história do partido deixa claro que os que agora servem de apoio parlamentar ao Governo de António Costa não são necessariamente os seus aliados naturais. “Nunca foi esta a cultura do PS, forjada na oposição à ditadura e, depois, ao projeto de assalto ao poder do PCP”, sublinha, defendendo que o fim do “muro” que separava as esquerdas – como lhe chamou Costa – não é forçosamente uma coisa boa para os socialistas, que se devem manter ao centro para não perderem o seu espaço político histórico.

Falar por cima do muro que permanece onde sempre esteve facilitando uma solução de governo é uma coisa outra, não desejável e bem diferente, é o PS deixar que outros se apropriem  em seu benefício, do radicalismo e da demagogia dos que se imaginam ‘mais de esquerda’, apropriando-se com estridência das grandes realizações sociais dos governos do Partido Socialista”, avisa o deputado.

O PCP deve ter gostado do derrube dos restos do Muro de Berlim

António Costa disse em entrevista a um órgão de comunicação inglês que negociar com o PCP e o BE "foi como derrubar os restos do Muro de Berlim." Como se fosse um acto de liberdade . Como se tivesse derrubado os muros de uma prisão. O PCP deve ter apreciado imenso este arroubo de anti - comunismo primário .

Eu imagino como estas declarações terão caído na sede do PCP – eis António Costa armado em grande artífice da perestroika lusitana, a exibir como troféu a cabeça dos comunistas nas melhores páginas da bíblia do capitalismo mundial. Se é com esta habilidade que Costa e Centeno estão a negociar com os comunistas, Passos Coelho pode dormir descansado.

A fome foi a principal razão da queda do Muro de Berlim

A fome. Hoje sabe-se que as farmacêuticas alemães ocidentais pagavam ao governo comunista da RDA para que os seus cidadãos fossem cobaias nas suas experiências de novos medicamentos. Não, as farmacêuticas não pagavam aos cidadãos-cobaias, pagavam ao estado comunista.

Uma economia em farrapos : "Entre 1964 e 1989, cerca de 33.755 prisioneiros políticos e 250.000 seus familiares foram vendidos para a Alemanha Ocidental, por um valor total de 3,5 mil milhões de marcos", diz o historiador Andreas Apelt à BBC, no dia em que se assinalam os 25 anos da queda do Muro de Berlim. Há também registo de negociações de presos por bens de primeira necessidade ou matérias primas, como café, cobre e petróleo.

Nenhum governo comunista conseguiu tirar da miséria o seu povo e isso explica "um país dois sistemas" na China, o absoluto isolamento da Coreia do Norte e de Cuba e a queda ao primeiro abanão da ex-União Soviética. Ainda hoje a realidade está à vista de todos nos países saídos do sistema comunista. São os países mais pobres da Europa e todos esperam ansiosamente os subsídios da UE para saírem da miséria. Tal como aconteceu com Portugal.