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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PPP em roda livre

Há uma guerra surda no governo. Centeno foi trocado pelo ministro da economia. Se não há dinheiro público que Centeno possa englobar no orçamento então avançam as Parcerias-Público-Privadas (PPP) pois é para isso mesmo que elas servem. Arranjar dinheiro para investir

Está em curso uma perda de poder de Mário Centeno nas PPP, processo também conduzido por detrás dos arbustos por Pedro Siza Vieira, com o silêncio cúmplice do primeiro-ministro. Há mudanças na lei da contratação pública, há mudanças na lei orgânica do Governo, há jogos de bastidores que contornam a intervenção do ministro que tem, ou deveria ter, o poder de veto. As PPP são, como se sabe, uma fonte de risco orçamental. E vão estar em roda livre.

E o PS? Quando se lê as declarações de Carlos César ou de Ana Catarina Mendes sobre o estado da saúde, que está efetivamente doente, percebe-se que são mais recados para Centeno do que propriamente para os portugueses. Os ministros querem gastar, sobretudo neste segundo mandato, previsivelmente o último deste ciclo político, para alimentarem as corporações. Ou querem poder, para si e para terceiros, para o dia seguinte, para quando passarem ao estatuto de ex-ministros.

Ministro da economia em texto de 2011 sobre transportes

Causa apreensão no sector.  Em causa está um texto de opinião que Caldeira Cabral publicou a 4 de agosto de 2011 no Jornal de Negócios, onde admitiu que “o aumento do preço dos transportes públicos é parte da solução”, defendendo que “falta fechar serviços que não fazem sentido, em particular nos comboios regionais, reduzir custos e melhorar a gestão da rede de transporte”.

Os prejuízos de linhas com baixa utilização significam que os respetivos passageiros recebem um subsídio anual, que em alguns casos ultrapassa a dezena de milhar de euros, pago pelo mesmo Estado que paga pensões infelizmente tão baixas, ou que neste momento tem de cortar serviços muito menos caros e mais justificados”.

É estranho, mas um maquinista pode chegar a receber mais de 5 mil euros por mês, entre salário, horas extra-ordinárias e outras formas de remuneração”. E também defendeu uma rentabilização dos ativos das empresas de transportes. “Aproveitar melhor o espaço dos terminais e atribuir novas concessões, pode até trazer novas receitas, ao mesmo tempo que dá mais alternativas aos utentes. O mesmo pode ser dito da envolvente dos terminais de transporte onde algumas empresas de transporte têm espaços imobiliários muito centrais totalmente desaproveitados, perdendo com isso receitas potenciais e contribuindo para a degradação urbana”.

Como se vê há ideias centrais que são consensuais entre os governantes sejam eles do PS ou do PSD.