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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A ministra da Saúde não é ministra de todos os doentes

Em Portugal temos um Sistema Nacional de Saúde que é composto pelo SNS, pelo sector privado e pelo sector social. A ministra sempre deixou bem claro que para ela só existe o SNS.

Uma opção puramente ideológica que muito prejudica a assistência hospitalar aos doentes e marginaliza médicos e mais profissionais que trabalham naqueles sectores. Como é bem visível com a actual pandemia a falta de articulação entre os três sectores da saúde, deixou o SNS á beira do abismo . E há mortes não covid 19 a lamentar e as listas de espera para lá do prazo óptimo terapêutico, acumulam-se.

Não sei mesmo se não estamos perante uma responsabilidade civil da governante já que a responsabilidade política não deixa dúvidas a ninguém.

Paralelamente, com enorme escândalo, ouvimos o candidato presidencial André Ventura declarar alto e bom som que se for eleito não será o presidente de todos os portugueses.

É lamentável que governantes e candidatos se deixem cegar ideologicamente e, esqueçam, que governar é procurar as melhores soluções para o maior número possível de cidadãos sejam eles da nossa cor política ou não.

Marginalizar cidadãos pela cor política, cor da pele, religião e classe social é inaceitável . É que os marginalizados serão sempre os mais pobres.

A ministra ouve o hino da CGTP

Como é possivel que a Ministra da Saúde e o 1o Ministro tenham perdido 8 meses sem negociar com a saúde privada um quadro de entendimento sério e equilibrado que permitisse aumentar a capacidade de resposta à pandemia?
 

Quanto às suas inclinações políticas, Marta Temido, que Costa recrutou como independente, assume que está “numa linha mais à esquerda — aliás, esquerdista é subtítulo que não me ofende“. Tanto assim é que, quando lhe chega a mostarda ao nariz, tem uma preferência musical inusitada:

Quando estou muito irritada, costumo ouvir o hino da CGTP-IN (Internacional Socialista). Cá está, esta é daquelas que não devia dizer, mas é a verdade”, apontou na entrevista.

E cá está a justificação para o ódio que tem ao sector privado da Saúde. É preciso dizer-lhe que enquanto ministra não pode prejudicar os doentes por razões ideológicas.

A ministra não se importa com a sorte dos doentes

A ideologia mata gente mas a ministra não tem pressa de planear a cooperação entre hospitais públicos e privados. Sofrem os  doentes que morrem sem tratamento nas listas de espera do SNS.

Para esta ministra, conta mais ideologia do que o tratamento dos doentes e o que se vê em cada declaração, mesmo ou especialmente naquelas em que diz estar disponível para recorrer aos privados, é uma irritação profunda, uma raiva, um desprezo até, indisfarçável. Como se estivesse a fazer um favor quando do que se trata é mesmo de garantir que, perante uma pressão anormal na procura de cuidados de saúde, os portugueses têm acesso ao sistema, especialmente aqueles que são os mais vulneráveis e expostos. No público, no privado ou no social.

O Serviço Nacional de Saúde está no limite ou já o ultrapassou em alguns hospitais públicos. É por isso chocante a forma como o Ministério da Saúde está mais preocupado em criar um ambiente hostil em torno dos grupos privados de saúde do que em procurar uma cooperação efetiva que garante um funcionamento eficaz do sistema nacional de saúde (leia-se SNS, grupos privados e terceiro setor).

Marcelo : SNS e privados já estão em contacto

Logo no dia seguinte à bravata da ministra da Saúde o presidente da República veio dar o tal empurrão. O senhor bastonário tem razão.

“Percebo a atitude do senhor bastonário da Ordem dos Médicos e de alguns antigos bastonários, preocupados com aquilo que eu entendo que é fundamental que os portugueses tenham a certeza de que existe, que é a capacidade de resposta do SNS e do sistema nacional de saúde em geral.

O sistema de saúde em geral pressupõe uma capacidade de resposta que vai para além do SNS e foi isso mesmo que os bastonários defenderam, em manifesto, dever ser desde posto em marcha.

Parece que a razão está a chegar e as listas de espera da vergonha do SNS têm destino marcado. A ver vamos.