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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os professores podem optar desde que sejam dois anos nove meses e dezoito dias

Tal como os outros como sempre se percebeu os professores podem optar desde que seja como o governo decidiu. Dois anos nove meses e dezoito dias.

O Executivo aprovou, esta quinta-feira, em Conselho de Ministros uma solução de descongelamento das carreiras especiais que segue o mesmo racional usado nas carreiras gerais e no caso dos docentes (a recuperação de 70% do módulo padrão), mas com uma mecânica de aplicação diferente.

E, pronto, está "roubado" como dizem os sindicalistas da Educação que foram de vitória em vitória...

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Deitar fogo à parada nos quartéis

A comunicação social em primeiro lugar anuncia que os militares de Abril vão discursar na Assembleia da República no dia 25 de Abril. A mesma comunicação social uns dias depois anuncia que os militares de Abril vão fazer uma manifestação na rua contra o governo no mesmo dia 25 de Abril. A seguir com este cenário por si montado a comunicação social passa um dia a comentá-lo .

É nos jornais, é na rádio é nas televisões, os militares bem tentam  mostrar que não podem estar no mesmo dia na rua e na Assembleia mas nada feito. Está ou não contra o ministro ? Concorda ou não com o general demissionário? Aceita o novo nome indigitado ? Disse ou não disse que os generais não  deviam aceitar o lugar se fossem convidados ?

E assim se faz um dia na comunicação social como se desconhecessem as muito más notícias na frentes económica e financeira que se souberam hoje. É preciso desviar as atenções, António Costa anda em campanha, anuncia o aumento do IVA ( pela voz do seu adjunto) - não aumentamos o IVA dos bens essenciais é porque vai aumentar todos os outros bens - e o PIB cresceu 0,1% no 1º trimestre o que invalida a previsão do governo. Por muito e só estamos em Abril...

 

O que são e quem representam as associações de militares ?

Os militares no activo são representados pela hierarquia ou pelo porta voz militar indicado. Além da hierarquia militar não há mais forma nenhuma de representação militar. Estas associações de militares não representam militares no activo. São associações civis que têm em vista contornar a hierarquia militar e, assim,  apresentarem-se publicamente como representantes das Forças Armadas.  

Não representam as Forças Armadas nem têm acesso às tais armas "letais", afirmação falsa com que querem amedrontar os portugueses que dizem defender. Veiculam a ideologia partidária e são parceiros da luta partidária. Tudo o resto é fogo de artificio ou "tiros de pólvora seca".

Não são militares. São ex-militares

Estas associações que se dizem representar os militares e outras que representam professores, Juízes, magistrados e por aí fora, não representam mais que uma pequena parcela do total desses profissionais. As associações de militares representam os militares já retirados, fora do activo. Arranjaram esta forma de contornarem a proibição de os militares no activo não puderem associar-se.  Daí a dizerem que são a voz da maioria foi um passo.

Os militares têm uma hierarquia e é o seu Chefe de Estado Maior que os representa. De outra forma estaria comprometida a disciplina que é uma das características mais marcantes da servidão militar. O Presidente da Associação de Sargentos é um conhecido militante do Partido Comunista e faz política como fazem todos os sindicalistas comunistas.

Dizer que os militares também podem sair à rua é uma mentira que tem como objectivo meter medo à população. Os militares juraram defender a Constituição e as Instituições democráticas saídas da vontade do voto democrático.

Oficiais e Sargentos não deviam travar guerras que não são suas

A mim também me cortam a pensão e eu não vou entregar carta nenhuma a Belém. Os militares deviam ser os últimos a protestar contra a austeridade. Porque fazendo-o, agora, parece estarem a tomar partido e, isso, num militar, é coisa feia.

Para além do estatuto que lhes reconheço e não esqueço, nunca vi os militares irem a Belém dizer ao Presidente da República que estavam muito preocupados por terem colégios onde o custo por aluno é três vezes maior que nos outros colégios. Que só em Lisboa têm quatro hospitais e que só ao fim de quarenta anos é que os juntaram num só. E não estou a contar com o hospital militar do Porto. Quantos milhões se desperdiçaram nestes quarenta anos?

Os militares, ou as suas associações, deveriam cuidar da sua reputação quase sempre exemplar e não se meterem em guerras que não são suas. Porque se formos "limpar armas" todos nós temos muitas culpas de isto ter chegado ao "estado a que isto chegou" como disse na noite memorável, o herói de Abril, Capitão Salgueiro Maia!

Militares querem manter privilégios na saúde e na educação

Na saúde mantendo os diversos hospitais de que não precisam e o seu subsistema de saúde que o orçamento paga. Na Educação mantendo os colégios mais caros que o orçamento também paga. Querem a paz dos cemitérios. Não à mudança.

Nos hospitais há quatro hospitais militares só em Lisboa que se vão reunir num só, o da Força Aérea, no Lumiar. Aqui para nós que ninguém nos houve, se fizermos contas ao número de militares e aos seus familiares, não chegam para um hospital com a dimensão adequada à prestação de cuidados hospitalares de qualidade. Quanto aos subsistemas de saúde, este e os outros não têm razão de ser quando temos o SNS.

Os colégios militares ficam muito mais caros por aluno. Além disso o número de alunos que os frequentam é muito reduzido. Há que juntar rapazes e raparigas como se faz em todo o lado e baixar o custo por aluno. O orçamento também paga.

Um estado abocanhado por corporações profissionais e de interesses que lutam por privilégios que os contribuintes pagam. Chega!

Cada aluno do Colégio Militar custa mais 3 000 euros que os "normais"

E cada menina do Instituto de Odivelas custa 2 000 euros mais. Mas mesmo assim não querem fundir os dois colégios. Dizem que apresentaram uma solução. As partes comuns - secretaria, lavandaria - seriam objecto de fusão e, voilá, já está!

Um aluno do Colégio militar ( 360 alunos) custa ao Estado por ano 12 000 euros, uma aluna de Odivelas (320 alunas) 10 000 euros e 30 000 euros nos Pupilos (140 jovens).

Depois há uns senhores que estão sempre contra toda e qualquer mudança no Estado, no caso estão contra a "destruição". O mesmo se passa com os vários hospitais militares que estão para serem juntos, num só, aqui em Lisboa.

Não mexe, custe o que custar! É esta mentalidade acerca do estado e dos serviços públicos que devemos combater, até porque quem defende este monstro são os partidos minoritários - PCP e BE.