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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Grécia regressa três anos depois de Portugal

Foi uma romaria de políticos da extrema esquerda à Grécia . Ia ser, confrontar a UE, negociar a dívida com "hair-cut", com as pernas dos alemães a tremer...

Depois veio a realidade. Três resgates depois e muitos milhões de empréstimos a Grécia voltou aos mercados com sucesso, cumprindo rigorosas medidas de contenção orçamental .

E a sua economia já está a crescer arrastada pelo crescimento da economia da Zona Euro.

Claro que ainda há muito caminho a percorrer, o mesmo caminho que Portugal tem percorrido nos últimos três anos .

Cumprir o programa da troika, fomentar investimento e crescimento e preparar a saída, com novas emissões e uma almofada financeira. As viúvas do BE calaram-se há muito, zangaram-se mesmo com o seu ídolo Tsipras mas, agora estão a apoiar o governo PS que controla o défice e executa os termos do Tratado Orçamental.

Verdade seja dita que o PCP não alinhou na romaria antes lançou um manifesto para "uma saída de Portugal do Euro" que morreu à nascença.

Até à próxima crise ficamos assim. Uma UE mais coesa, uma Zona Euro com as suas conhecidas fragilidades corrigidas e podemos esperar mais vinte anos de paz e progresso.

Entretanto na Venezuela tida como o "novo sol" do socialismo os cidadãos morrem à fome ou às mãos da polícia.

O Reino Unido quer sol na eira e chuva no nabal

Qual vai ser a relação entre o Reino Unido e a União Europeia depois do Brexit ? A primeira ministra quer que as empresas inglesas tenham acesso ao mercado único europeu e ao mesmo tempo recuperar o controlo das suas leis e das suas fronteiras. O melhor dos dois mundos.

No entanto, Theresa May ressalvou que o governo britânico também espera obter "o melhor negócio possível", nomeadamente "que as empresas possam continuar a fazer negócio, que as empresas britânicas possam continuar a operar dentro da UE e que as empresas europeias possam continuar a fazer comércio com o Reino Unido e operar dentro do Reino Unido".

Este discurso é para inglês ver já que os partidos que estão contra a saída insistem em saber qual é estratégia de negociação . Estamos perante mais uma experiência no dificil caminho que a Europa percorre antes de todos.

Para ter acesso ao mercado comum as empresas inglesas podem vir para Portugal

Aí está uma oportunidade muito importante e bem vinda. As empresas que operam a partir do mercado inglês e que têm no mercado da UE  o seu principal mercado podem deslocar-se para cá. Já temos muitas empresas ingleses no país, uma relação comercial muito forte de longo tempo, conhecemo-nos bem, todas as condições para que corra bem. É necessário agora que o governo abra portas e tome medidas para tornar o país mais competitivo . No plano administrativo e fiscal.

Não haverá uma UE " á la carte" mas poderá haver uma operação "Noruega",  a mais sensata é a pertença ao Espaço Económico Europeu, dá aos países o pleno acesso ao mercado único europeu, embora não tenham voz na política da União Europeia (UE).

A opção Noruega também tem desvantagens. Comprometeria várias mensagens--chave da campanha pela saída. Ela não permitiria que o Reino Unido reduzisse a livre circulação de trabalhadores da UE. O país continuaria a contribuir para o orçamento da UE. Os míticos 350 milhões de libras por semana não estariam disponíveis para gastar com o Serviço Nacional de Saúde.

O Brexit dá o melhor de dois mundos

Continuar a ser europeu sem as regras europeias. Livrar-se da burocracia de Bruxelas mas continuar no mercado europeu.

"Para não esquecer que estamos melhor juntos para negociar e alcançar um novo acordo com a União europeia, baseado no livre comércio e parceria e não num sistema federal". Volta a afirmar, como já o tinha feito na conferência de imprensa, que nunca é demais salientar que "o Reino Unido é parte da Europa e sê-lo-á sempre".

Continuará, acrescenta, cooperação nas artes, ciências, universidades e ambiente. E dá uma segurança: "os cidadãos comunitários que estejam a viver neste país terão os seus direitos totalmente protegidos, e o mesmo se aplica aos cidadãos britânicos a viver na União Europeia". "Os britânicos vão continuar a poder viajar, trabalhar, viver, estudar, comprar casas ou assentar vida na União Europeia". E acaba por deixar a ideia de que haverá um tratado de livre comércio.

Mas livrar-se-á das regras europeias e da imposição de leis, diz. Também conseguirá, com o Brexit, que o Governo britânico volte a ter o controlo da política de emigração, baseando-o num sistema de pontos.

O melhor de dois mundos.

A proposta do PC e do BE é uma enorme mentira

A verdade a que temos direito. Na verdade quem quer sair da UE quer continuar a aceder ao mercado europeu de 400 milhões de consumidores. Mas para aceder ao mercado único os países têm que cumprir as regras de Bruxelas.

Se a Suiça quiser vender um medicamento na UE tem que o produzir segundo as regras de Bruxelas. Portugal que tem na Espanha, na França e na Alemanha os seus maiores compradores só pode continuar a vender nesses mercados se cumprir as regras europeias. É possível Portugal ter uma economia sustentável sem aceder aos mercados com quem tem as maiores e melhores trocas comerciais, tecnológicas e de conhecimento ? Não é, como bem se entende. 

Com Portugal fora da UE a perda de soberania para Bruxelas seria maior do que a perdida por estar dentro .Porque ou perdíamos os maiores e melhores mercados ( que até nos asseguram o destino da emigração) por falta de cumprimento das regras do mercado único ou   Bruxelas seria ainda mais exigente.

Criou-se a ilusão de que depois da saída da União, a Grã-Bretanha recuperaria a soberania ao estabelecer regras próprias e ao mesmo tempo tendo a possibilidade de gozar do acesso total ao mercado único. O processo do Brexit está a desconstruir essa ilusão. Espera-se que PCP e BE aprendam com quem discute os assuntos abertamente e não se fecha em ideologias bafientas.

Ou então digam claramente e sem mentiras o que pretendem. Um país comunista de costas voltadas para as democracias da Europa ?

Maior ilusão é difícil de imaginar.

 

O governo não manda na TAP privatizada

A TAP deixou de ser uma empresa pública com a privatização. Se fosse necessário Rui Moreira mostrou como é que as empresas públicas operam em mercados concorrênciais. Obedecendo a práticas não comerciais que geram prejuízos que os contribuintes pagam.

A afirmação é dirigida ao presidente da Câmara do Porto, que defendeu a necessidade de o Governo dar ordens à TAP para restabelecer as ligações internacionais a partir do aeroporto Francisco Sá Carneiro. Rui Moreira quer que o Governo interceda para evitar a suspensão dos destinos para o estrangeiro que a empresa considera deficitários, mas “como era de prever” o executivo vai deixar essa decisão para a comissão executiva.

A TAP privada vai sobreviver, pública morreria ou, então, empobreciam os contribuintes

Bater de cabeça novamente no mercado interno

Diz Daniel Bessa, ex-ministro da Economia de Sócrates : A perda de foco no mercado externo, decorrente da promessa de alargamento do mercado interno, será má, de todos os pontos de vista, a todos os prazos.

Manuel Caldeira Cabral ( actual ministro da economia) tentou controlar os danos em recente entrevista. Pronunciou-se contra o aumento do salário mínimo para os valores que têm vindo a ser admitidos. Afirmou que para as empresas, a oferta ( leia-se a sua competitividade) é tão importante como a procura ( leia-se o aumento do consumo interno que se lhes encontra prometido ). Contrariou nestes dois pontos da maior importância, o discurso dominante nos três partidos que formam a actual maioria de governo.

Saberia já as funções que iria desempenhar quando deu esta entrevista ? Deu-a de forma concertada com o primeiro ministro ou por iniciativa própria ?

O PS julga que com as mesmas medidas vai ter resultados diferentes. Claro que a curto prazo o aumento do consumo é bom, mas depois vem a factura . Nessa altura o PS, já fora do governo, vai voltar a dizer que é contra a austeridade.

 

Não há no PS quem corrija António Costa ?

O dinheiro no bolso dos portugueses é que ainda não deu sinal de vida. Entrar na segunda fase do ciclo económico sem promessas que podem estragar tudo é o verdadeiro perigo ou, como diz António Costa, começar a puxar pelo consumo interno. As empresas deixariam de reforçar as exportações e voltavam-se para o mercado interno. A mesma situação que nos levou ao desastre.

"Agora, “o grande desafio para as empresas que conquistaram espaço no mercado exportador” é não cederem à tentação de se “voltarem para o mercado interno”. Ou então, alerta Daniel Traça, ao invés de termos uma “economia mais competitiva e resiliente”, corremos “o risco de regressar ao anterior ciclo económico” de desequilíbrio."

Não há no PS quem corrija António Costa ?

 

Salvar a PT se e só se vier a ser desmantelada

O governo não tem que meter o bedelho na PT . Há mais duas empresas no sector que asseguram o serviço aos cidadãos. E há empresas que se apresentam como interessadas na compra. Haja quem queira vender e quem queira comprar. Bem diferente é se a intenção é desmantelar a empresa e vendê-la aos bocados. Aí, nessa situação, o governo pode e deve intervir. O simples enunciado desta hipótese afastará quem queira fazer negócios rápidos e não esteja interessado em se manter no mercado.

Se os actuais concorrentes quiserem comprar a PT há condicionalismos de mercado e de concorrência que impedirão o negócio . Esta hipótese levaria mais tarde ou mais cedo a problemas de posição dominante no mercado e à progressiva redução da actividade da empresa dominada.

Resta atrair interessados que olhem para a PT como uma empresa viável, que passou a fase "vaca leiteira" onde muitos se saciaram até ao tutano. Há muita dívida e compromissos que têm que ser respeitados. Mesmo assim, trata-se de uma empresa largamente implantada no mercado, com experiência tecnológica relevante e com recursos humanos competentes.

Basta pois, deixar funcionar o mercado e afastar o estado. Se a empresa estiver em perigo e só nessa situação, é que o estado poderá facilitar uma solução entre privados. Mas que não se caia na tentação de voltar a fazer o mesmo caminho que levou a PT à presente situação.   

 

Salvar a PT se e só se vier a ser desmantelada

O governo não tem que meter o bedelho na PT . Há mais duas empresas no sector que asseguram o serviço aos cidadãos. E há empresas que se apresentam como interessadas na compra. Haja quem queira vender e quem queira comprar. Bem diferente é se a intenção é desmantelar a empresa e vendê-la aos bocados. Aí, nessa situação, o governo pode e deve intervir. O simples enunciado desta hipótese afastará quem queira fazer negócios rápidos e não esteja interessado em se manter no mercado.

Se os actuais concorrentes quiserem comprar a PT há condicionalismos de mercado e de concorrência que impedirão o negócio . Esta hipótese levaria mais tarde ou mais cedo a problemas de posição dominante no mercado e à progressiva redução da actividade da empresa dominada.

Resta atrair interessados que olhem para a PT como uma empresa viável, que passou a fase "vaca leiteira" onde muitos se saciaram até ao tutano. Há muita dívida e compromissos que têm que ser respeitados. Mesmo assim, trata-se de uma empresa largamente implantada no mercado, com experiência tecnológica relevante e com recursos humanos competentes.

Basta pois, deixar funcionar o mercado e afastar o estado. Se a empresa estiver em perigo e só nessa situação, é que o estado poderá facilitar uma solução entre privados. Mas que não se caia na tentação de voltar a fazer o mesmo caminho que levou a PT à presente situação.