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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Em matérias estruturantes não há acordos à esquerda

Sempre se percebeu o que o secretário de estado diz agora. O governo, esgotadas que estão as medidas fáceis, vai virar-se para o PSD e o CDS naquilo que é importante para o país. As medidas estruturantes.

Uma dessas medidas é a descentralização, — uma vez que o PSD é a segunda força autárquica do país — e as obras públicas.

“Se quisermos implementar um plano de obras públicas que pela sua natureza tem de ser implementado ao longo do tempo e por mais que nós achemos que merecemos governar, sabemos que não vamos governar para sempre e que precisamos que haja algum consenso para não haver avanços e recuos. É uma matéria em que o PSD deve ser achado”, afirma.

O PCP já se pôs de fora de um entendimento futuro porque sabe muito bem que a "solução conjunta" está esgotada e o BE agora só já pede não ser iludido . As limitações da solução à esquerda sempre foram óbvias e o PS já anda a lançar a rede em direcção aos que podem concretizar consensos no que é verdadeiramente importante.

Mas também é verdade que não há almoços grátis e a esquerda vai voltar ( já começou) a fazer aquilo para que está preparada. Descer à rua e ameaçar com greves. É isto ou o país não sairá desta situação em que continua a divergir da União Europeia.

A empobrecer .

 

Sanções são um incentivo para que se faça o que se tem a fazer

Espanha é só o país que mais cresce em toda a União Europeia ( 3,5%) enquanto Portugal se afunda nos 1% se não menos. Espanha cria emprego e não tem problema nenhum no seu sistema financeiro, enquanto Portugal não cria emprego e o seu sistema financeiro tem mais buracos que um queijo suíço. Mesmo assim o país vizinho prepara-se para apresentar medidas adicionais para conter o défice em 3%,

Mas Portugal não precisa de apresentar medidas adicionais ( em 2016 não se olvide ) forma habilidosa de dizer que as medidas vão ser empurradas para o orçamento de 2 017. E, aí, face às dificuldades logo se arranjará uma forma e um culpado para que as medidas sejam empurradas para 2018. E a dívida cresce e os juros esmagam-nos, coisa pouca está bem de ver.

Em relação ao caso espanhol, António Costa fez questão de salientar que a situação é diferente, já que Portugal apenas excedeu o limite de défice a 3% por duas décimas, enquanto no país vizinho o défice atingiu os 5,1%.

E os minstros das finanças da UE dizem-nos que as sanções ( de grau zero, mas sanções) são um incentivo para que os dois países façam o que têm a fazer e que os outros já fizeram.

Banco de Portugal também não acredita

Banco de Portugal reduz o crescimento da economia para 1,3%, não acredita no défice proposto pelo governo e espera mais medidas adicionais. 

O cumprimento do objectivo de 2,2% apresenta riscos. Para além da incerteza associada ao cenário macro, ainda se aguarda maior especificação sobre algumas medidas de consolidação orçamental apresentadas", diz o banco no Boletim Económico divulgado esta quarta-feira. O banco central reviu hoje em baixa em duas décimas para 1,3% a previsão de crescimento do PIB para este ano, o que coloca Portugal a crescer menos do que em 2015, afastando-se ainda mais do Governo, que aponta para uma subida do PIB de 1,8%. 

Entretanto, o PCP exige as 35 horas o BE as barrigas de aluguer e o PS ri .

Governo terá que apresentar mais medidas até Abril

A Comissão Europeia inclui Portugal no grupo dos países em risco. Com a entrada em funções do Novo Governo e as primeiras medidas de António Costa, podem dar-se novos focos de tensão entre o governo e Bruxelas, em pontos específicos no mercado de trabalho.

A taxa de desemprego continua alta (12,2%) e o seu valor de referência é de 10%. Desemprego jovem e de longa duração apesar do crescimento da economia em 2015 ( 1,5%)

Perante os previsíveis avisos da Comissão, o governo terá de definir medidas até abril. Paralelamente ao Programa de Estabilidade - o documento de cariz financeiro onde o Governo terá de pormenorizar medidas adicionais caso a execução orçamental dê sinais de derrapagem - o Executivo terá de entregar nesse mês o Programa Nacional de Reformas, com medidas de cariz mais estrutural.

Já em Abril ou mais tarde em Set/Out (preparação do orçamento para 2017) não faltará quem queira saltar da "posição conjunta" que sustenta o governo e Costa terá que escolher entre Bruxelas e os seus parceiros .

O PCP e o BE vão apoiar aumento de impostos

O Jerónimo de Sousa já anda a bater mal a Catarina, coitada, ainda não percebeu que se acabou a virgindade. O orçamento com a reversão das medidas que tanto exigiram vai ter medidas que aumentam impostos . Não há nenhuma viragem de página. Vão ter  que apoiar medidas de austeridade

A margem de negociação com Bruxelas é pequena diz a Ministra do Mar. Pois, alguém vai ter que manter os objectivos previstos no Tratado Orçamental. O PS já anda a dizer que o orçamento não é só seu, como quem diz que a culpa é das medidas exigidas pelos comunistas e bloquistas. Uma coisa é certa, vão ter que aprovar o orçamento. Se não o fizerem é suicídio politico.

Se alguma vez o governo precisar do apoio da oposição o primeiro ministro deverá apresentar a demissão disse Passos Coelho. Ninguém compreenderia que o partido que ganhou as eleições mantivesse o partido derrotado no governo. Aprovem o orçamento e marquem eleições antecipadas para o próximo Outubro. Para que a situação politica seja transparente e de acordo com a votação dos eleitores.

O Ministro das Finanças já está queimado e os restantes têm ordens para não abrir o bico. António Costa deve estar a guardar alguma coisa que o salva a ele mas enterra mais o PS. Convencer Marcelo a convencer Passos Coelho a segurar o governo por mais uns meses.

Bruxelas insiste em mais austeridade

Maria Luís Albuquerque diz que não são necessárias mais medidas de austeridade para alcançar um défice abaixo dos 3% em 2015. Mas o problema em Portugal é que em Outubro temos eleições e um novo governo e, este, pode não ter a mesma determinação da actual ministra das finanças. Corre-se o risco do país não conseguir chegar aos 2,7% e sair do pouco prestigiado grupo dos países com défice excessivo.

Percebe-se mal que cá dentro ainda haja quem prometa leite e mel e que conseguirá convencer os ministros das finanças da zona euro a mudar de caminho. Um desastre anunciado. Oxalá que os sinais promissores da economia e do emprego se reforcem para conseguirmos chegar a bom porto.

Não há futuro sem medidas estruturais

Lembra-se da história ? A política monetária não é a panaceia para os nossos problemas económicos, é reformar e estimular o empreendedorismo. Um ‘quantitative easing' europeu é apenas a aspirina que dá tempo, não é o antibiótico. Lembremo-nos da história do turista alemão que queria um quarto num hotel numa aldeia grega, e que foi autorizado a escolher um quarto no último piso desde que depositasse 100 euros. Ele assim fez, subiu, e o hoteleiro aproveitou logo para pagar os 100 euros que devia ao talhante, que os pagou ao padeiro, e assim sucessivamente até o dono da agência de viagens pagar os 100 euros ao hoteleiro. O alemão não gostou dos quartos, recebeu os 100 euros de volta e foi-se, mas entretanto os aldeões ficaram livres de dívidas e mais optimistas sem que nada tivesse sido produzido. Um ‘quantitative easing' europeu sem medidas estruturais é assim.