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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Como se fabrica um défice

O défice de 2016 sem medidas extraordinárias é de 3,4% .

..."sem medidas extraordinárias, o défice seria de 3,4% do PIB, superior ao de 2015", considerando que "a queda do défice orçamental em 2016 ficou a dever-se a medidas pontuais e à queda do investimento público e não a qualquer tipo de medidas estruturais, o que lhe confere especial fragilidade".

Como se fabrica um défice : ...Para compensar, o Governo gastou menos 3.000 milhões de euros face ao que tinha para gastar. No investimento público menos 1.000 milhões. Em subsídios e transferências correntes entre entidades da administração pública, menos 800 milhões. Em outras despesas correntes menos 900 milhões. E noutras ainda, a diferença para os três mil milhões. Ou seja, menos crescimento, menos receita, menos despesa e menos défice .

Há aspectos positivos na vitória de Trump ?

Com Clinton perdeu o poder centrado nas figuras de sempre . Quem tem mais dinheiro e mais poder . “Perdeu Hillary Clinton, uma candidata apoiada por quase todo o establishment, pelo presidente, pela máquina partidária com mais dinheiro desta campanha, pelo poder financeiro, pelo poder mediático, pelo poder universitário, pelo poder de Hollywood. A história da primeira mulher presidente nunca pegou, porque Clinton era sobretudo a herdeira do sistema, cheia de bagagem, de equívocos e de opacidades. Foi assim que foi derrotada.”                                                                                                        

E que aspectos positivos poderá Trump trazer para a Casa Branca ?

Na saúde já recuou na intenção de terminar com o Obamcare e quer introduzir mais concorrência no sector abrangendo os mais pobres e com doenças crónicas. Na Educação quer mais descentralização e proximidade com os poderes locais e maior liberdade de escolha. Baixar os impostos é outra medida em cima da mesa.

E quanto a aspectos negativos ? Voltar com a desregularização do sector financeiro que levou a crise ao mundo. Enfraquecer a Nato , as relações com a Europa e impor o proteccionismo face à China . E há a intenção de relançar a economia a partir da recuperação das infraestruturas envelhecidas - caminhos de ferro, hospitais - num ainda pouco claro Keynesianismo .

Mas a sua governação não será nem sequer semelhante ao seu discurso incendiário

António Costa já entrou na fase da cegueira

"A Comissão vê riscos onde nós não vemos" diz o primeiro ministro face às declarações do Presidente da Comissão Europeia. Parece que a diferença é entre "se" e "quando". É "se" para Mário Centeno, é "quando" para a Comissão Europeia. As medidas estão a ser preparadas e vão ser implementadas para Portugal responder às metas europeias.

É, claro, que para o PCP e para o BE ( ambos anti - euro e anti-Europa) isto é dobrar os joelhos perante Bruxelas e deixam para o PS escolher entre dobrar os joelhos perante a Europa ou perante eles mesmos, partidos extremistas e que não representam mais que 18% dos votos dos portugueses. Esta é a liberdade que os extremistas anti-Europa têm para oferecer ao seu companheiro da posição conjunta.

Este conflito esteve sempre latente mas chegou mais cedo do que se antecipava. Com os dados económicos que serão publicados na primavera (Abril) o "quando" impor-se-á e o "se" será varrido para a "gaveta" como Mário Soares fez em idêntica situação.

Podem repor os salários e pensões ( eu já gastei os meus 60 cêntimos) mas a única forma de fazer crescer os PIB(s) é assentar a actividade económica na indústria, com a capacidade de formar clusters, com criação de emprego mais durável e aumento das exportações.

O orçamento de 2016 não faz nem uma coisa nem outra.

 

Bruxelas pode pedir a Portugal o que nunca precisou de pedir a ninguém

A Comissão Europeia pede mais medidas para equilibrar o orçamento. As propostas ainda não chegam. Portugal está perto de ser o campeão ao inaugurar uma situação de devolução do orçamento. Que nunca foi usada porque nunca as situações foram tão graves como são a que se reflecte no orçamento Luso.

A metodologia usada pelo Governo não respeitou as práticas de contabilização de Bruxelas: segundo a UTAO, com as regras da Comissão Europeia, o saldo estrutural em 2016 em vez de baixar, subirá 0,4 pontos, ou seja, qualquer coisa como 700 milhões de euros.

A Comissão Europeia tem estimativas que apontam para um agravamento ainda superior. Podem estar em causa quase dois mil milhões de euros entre o ajustamento proposto pelo Governo e o que a Comissão defende.

Incumprimentos particularmente graves é o que pensa a Comissão do orçamento apresentado