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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mas não é este governo que quer acabar com as matrículas no ensino superior ?

Um estudante pode pagar matrículas de formas diferentes. Por exemplo prestar serviço público.

O que está a ser proposto é que os jovens médicos sejam obrigados a prestar serviço no Serviço Nacional de Saúde como forma de pagar o curso. Mas quem propõe esta medida são os mesmos que andam a propor propinas zero para os alunos do ensino superior.

Para mim é claríssimo que os alunos do ensino superior devem pagar em todo ou em parte o seu curso. Vão ganhar mais na sua vida profissional do que aqueles que não tirando curso superior lhes anda a pagar o curso.

Pedir um empréstimo bancário para pagar a matrícula e pagá-lo durante a vida profissional é o que se faz em vários países. Abre acesso a todos os que estudam a sério sem discriminação económica.

O que não parece razoável é os economistas terem que trabalhar na Administração pública, os juristas, os sociólogos e todos os que se licenciam nas universidades públicas. Ora é mesmo isso que se propõe para os médicos.

Há um problema com a falta de médicos ? Há, mas então encontre-se uma solução equitativa como se faz nos países que não se governam por ideologias idiotas.

E se as famílias continuarem a matricular os filhos nos colégios privados ?

Os colégios em associação são em muitos casos para além do ensino um dos principais motores da economia das regiões onde se encontram. E se famílias, professores, economia local e autoridades autárquicas se juntarem para manter os colégios em pleno deixando a escola pública meio vazia ? Como sempre esteve ?

Só em subsídios de desemprego o estado pagará mais que os 30 milhões que poupará com o encerramento das turmas. Sem este argumento economicista o ministério da educação agarra-se a quê?

O povo português tem dado ao longa da história várias lições de dignidade e rebeldia em relação ao poder central. Talvez, qual boomerang, este burra decisão que fecha boas escolas desejadas pelos alunos, aterre em plena 5 de Outubro na cabeça dos burocratas do ministério.

Não por acaso esta ideia apareceu hoje na imprensa e, eu, devo confessar, pensei nela desde o primeiro minuto.  Em 2017 temos as autárquicas e os cidadãos destas localidades não esquecerão o fecho das escolas e a prepotente decisão das esquerdas radicais.