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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cuidado com as PPP na saúde - os doentes não importam

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Quer dizer que se tivessem sido operados teriam sobrevivido, diz a ministra com o ar mais sonso que se pode ter. Problema, problema, é se estes doentes que morreram ( estes 70% e mais os 30% que morreram fora do prazo de validade) tivessem sido operados a tempo e horas por uma qualquer PPP ou por hospital privado com contrato de associação. Isso sim, é que tinha sido um desperdício com o dinheiro do estado( ?) a ser usado para salvar doentes em lista de espera.

Um vómito. O BE e o PCP e parte do PS também pensam assim.

Temos a melhor burocracia do mundo. Os doentes podem morrer mas o que importa é que o tempo de espera está ser respeitado.

A agora ministra "limpou" doentes das listas de espera - a ideologia mata

Expurgou, rectifica Marta Temido o que vale toda a diferença. E, assim, o SNS em vez de enviar os doentes que não pode tratar para os hospitais privados e sociais, apaga aqueles casos que escandalosamente esperam muito para além do período medicamente razoável.

Morreram cerca de 2 600 doentes em lista de espera diz o Bastonário dos médicos. Mas isto não comove ninguém, ora essa. O governo, o PCP e o BE já andam a negociar acabar com as taxas moderadoras e com as parcerias-público-privadas que, essas sim, deixam morrer os doentes.

Os peritos detectaram uma série de factores que “contribuem para o aumento dos tempos de espera” nas cirurgias programadas. Desde logo, os “sucessivos adiamentos e cancelamentos”, por “lapso do hospital”. Mas também a “não emissão” de vales-cirurgia e de notas de transferência para outras unidades de saúde – dois mecanismos usados para dar uma nova opção ao doente quando o tempo máximo de resposta se aproxima do fim.

Mas, é claro, esta opção incorre no pecado mortal de usar os privados. Digam lá se a ideologia não mata ?