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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Cavaco Silva abre os olhos a Marcelo

Foi preciso Cavaco Silva vir dizer que Portugal caminha para a cauda da Europa para Marcelo abrir os olhos. Mais vale tarde do que nunca ? Não, no caso é tarde.

Cavaco tem esta capacidade de agitar as águas sempre que intervém no espaço público. Normalmente para dizer mais ou menos o óbvio. Um país cuja economia cresce poucochinho, vergado à maior carga fiscal de sempre e com um investimento irrisório não pode ter outro resultado que não seja apontar aos últimos.

Mas Marcelo entre duas selfies foi abonando o governo com intervenções do jeito " agarra-me...". É óbvio que tem a obrigação de fazer mais, de pressionar o governo a tomar as medidas e as reformas necessárias . Difíceis e impopulares mas sem as quais não saímos desta cepa torta.

Ultrapassados pelos mais pobrezinhos e com quem devemos ser comparados . Marcelo foge aos problemas. Marcelo sentiu o puxar de orelhas .

O Presidente da Republica deve exigir as grandes reformas estruturais

Para que serve a popularidade de Marcelo Rebelo de Sousa se não a utiliza para exigir ao governo e aos partidos da maioria parlamentar a implementação das reformas de que o país tanto precisa ?

Pedro Santana Lopes desafia Governo, partidos e Presidente a encararem de vez as reformas eternamente adiadas. "O Estado não tem dinheiro para tudo. Não vale a pena virem dizer que queremos acabar com o SNS ou com a Segurança Social pública. Eu quero manter o SNS e a Segurança Social pública mas defendo a liberdade de escolha e sou contra o gratuito para todos", afirmou.

Chama-se a isto, segundo o líder da Aliança, "lutar para melhorar muitos aspetos do Estado de Direito"

A verdade é que a ALIANÇA já encontrou um discurso mobilizador chamando à responsabilidade o popular Presidente da República que tira muitas fotos mas não pressiona o governo. E assim é fácil mas serve para pouca coisa.

Mais Europa, não menos Europa

Nada de conversas euro cépticas, pelo contrário, mais Europa .

Na sessão desta sexta-feira participaram, além de Marcelo Rebelo de Sousa e do Presidente do país anfitrião, Raimonds Vejonis, do Partido Verde Letão, os chefes de Estado da Alemanha, Áustria, Bulgária, Croácia, Estónia, Finlândia, Grécia, Itália, Letónia, Malta e Polónia.

Segundo o chefe de Estado português, na discussão "não se encontrou nada de eurocético no sentido de que isto é um projeto ultrapassado, cada um de nós pega nas suas malas e vai para a sua casa, vai para a sua moeda, vai para a sua visão nacional, pelo contrário".

"É uma coisa muito curiosa, porque eram países muito diferentes, países do norte, países do sul, países do leste, países ocidentais, e houve esse ponto comum: ninguém falou em sair da União, ninguém falou em dividir a União, ninguém falou em voltar para trás, pelo contrário", realçou.

António Costa preparava-se para atear o fogo ao orçamento

Marcelo veio avisar, muito seriamente, que não é possível voltar à vida que nos empurrou para a bancarrota . É uma ilusão acreditar nisso.

António Costa veio hoje dizer o mesmo, é "impossível descongelar carreiras se queremos investir na saúde e na educação" .

Jerónimo de Sousa quer tudo para todos na função pública e Catarina Martins diz que ainda falta muito para acabar com a devolução dos rendimentos.

António Costa julgou que fugindo para férias e passando por entre os pingos da chuva conseguia levar a água ao seu moinho . Chegou à discussão do orçamento anda convencido disso, mostrando que não tinha aprendido nada. E veio com esta burrice injusta. Não há dinheiro para a limpeza na saúde onde se morre com a legionella nem para os mortos dos incêndios mas há dinheiro para as corporações.

O Presidente da República já o tinha travado em 15 de Outubro, a indignação popular encostou-o à realidade, as sondagens estão a descer e agora o orçamento deu-lhe o golpe final. Para agradar aos sindicatos comunistas dos seus parceiros parlamentares abriu a caixa mas não é capaz de suster os génios do mal.

O défice subiu 10% , a dívida ( a segunda mais alta da Europa) paga a taxa de juro mais elevada da Europa , o défice externo é o pior da Europa e, o primeiro ministro, preparava-se para deixar entrar pelo orçamento o que os eleitores não deixaram em eleições. Romper com o Tratado Orçamental Europeu.

Em apenas dois anos temos um país à deriva, com o poder na rua em manifestações dos sindicatos. É mau, muito mau.

Marcelo : "é uma ilusão "

"Numa conferência sobre educação, Marcelo Rebelo de Sousa deixou vir ao de cima uma opinião que se aplica como uma luva às reivindicações dos professores", escreve o Público. E que disse o Presidente da República nestes dias em que os professores exigem do Governo que "reponha os contadores" do tempo de carreira como se os anos da crise não tivessem acontecido? "A crise deixou marcas profundas, é uma ilusão achar que é possível voltar ao ponto em que nos encontrávamos antes da crise – isso não há!” E foi mais longe, apontando outra ilusão: “A segunda ilusão é achar que se pode olhar para os tempos pós-crise da mesma forma que se olhava antes [para os problemas], como se não tivesse havido crise. A crise deixou traços profundos e temos de olhar para eles”.

"Como uma luva", escreve o Público, e bem. E Marcelo continuou: “A sociedade tem de ter a coragem de assumir os seus problemas. Mas há muito a tendência portuguesa para o ‘mais ou menos’, o ‘assim-assim’, ou a tendência de ‘ganhar um tempinho’. É quando alguém pensa: ‘Bem, consegui ganhar um tempinho. Com sorte isto não dá errado’”. Ora, concluiu o PR, “a opção por ‘ganhar um tempinho’ normalmente não dá bom resultado”.

O recado de Marcelo vai direitinho para professores, sindicatos, partidos da esquerda e Governo. Quando os professores tentam recuperar o que perderam na crise, mantendo o resto na mesma, e depois de assinado um acordo, propositadamente vago, adiando para dezembro o regresso às negociações, fica clara a oposição do PR em relação ao princípio e ao método.

PS : Expresso

A popularidade do governo é a projeção da popularidade de Marcelo

Um governo assente numa formula frágil tendo como base um partido perdedor nas eleições em coligação com partidos que não permitem um projecto comum, explica a reacção destemperada ao discurso do Presidente da República de 17 de Outubro.

No primeiro incêndio Costa fugiu para férias no segundo tentou fugir politicamente. Marcelo colocou-o no lugar .

O Governo quis atacar o Presidente com a caricatura do Marcelo palaciano, intriguista e desleal. Mas há dois aspectos que os estrategas não terão medido bem. Em primeiro lugar, mediram pessimamente a percepção do eleitorado sobre a razão e a seriedade com que o Presidente falou. A esmagadora maioria das pessoas concorda que o Estado falhou redondamente e que Marcelo fez muito bem ao assumi-lo e ao exigir responsabilidades. Em segundo lugar, o Governo não percebeu o quanto a imagem do primeiro-ministro saiu afectada do sucedido.

Desde Pedrógão, o que vimos foi um líder incrédulo com a realidade, num transe de desresponsabilização e auto-elogio, entre a futilidade imediata dos "focus groups" e a utilidade distante da reforma da floresta. O modo cobarde e insidioso com que Costa respondeu ao Presidente revela que, afinal, a sua habilidade é mais filha da pequenez dos palacianos do que da grandeza dos estadistas.

 

Não foi Marcelo que abalou o governo foi a realidade

Marcelo apenas fez o resumo e tirou as conclusões. O governo está a bater de frente com a realidade . Fácil, mas errado, é em tempos positivos fazer mais despesa em vez de poupar para enfrentar a crise que mais tarde ou mais cedo chega aí. Descongelar as carreiras na Administração Pública é armar uma bomba ao retardador. A massa salarial vai inchar sempre acima da inflação e da produtividade até rebentar . Não é uma opinião é um facto.

O governo tem a imagem de que está tudo muito melhor mas é na conjuntura é à superfície . Quem governa para o presente com o único intuito de dar boas notícias está sempre sujeito a que as coisas corram mal ( o governo já está no poder há dois anos). Quem governa para o futuro encontra soluções estruturais e está preparado para o que corra mal.

O PCP e o BE esqueceram quase tudo o que diziam enquanto oposição e engoliram os sapos que tinham que engolir. O mesmo com o PS . Uns e outros para segurarem a ténue coesão que os mantêm ligados à máquina

 E o défice já é a última prioridade, até agora as pessoas isoladas e pobres do interior é que eram a última prioridade.

Meu Deus tanta hipocrisia.

Começam a alinhar-se os astros

António Costa está fragilizado perante Marcelo . PS está fragilizado perante PCP e BE . E o governo está mais fragilizado perante o Presidente da República e perante o PCP e o BE. Os astros começam a alinhar-se para o que pode vir a acontecer. Tudo vai ser diferente daqui para a frente.

Os partidos à esquerda do PS recusaram apoiar o governo na recente rejeição da Moção de Censura. O discurso duro de Marcelo abriu a porta a eleições antecipadas que têm que esperar pela nomeação do secretário geral do PSD e, Santana Lopes, fala em fim antecipado de legislatura.

As greves, os avisos e as ameaças voltaram à rua justamente quando se discute o orçamento para 2018. E Bruxelas avisa sobre os perigos que rondam o défice combinado para 2017 e 2018.

Esta Frente de Esquerda em que PS defende a União Europeia e o PCP e o BE a rejeitam não pode enganar todos durante o tempo todo.

E Sampaio que demitiu um governo com maioria absoluta na AR ?

Marcelo exorbitou os seus poderes nas suas declarações queixa-se o jornal do PS .“Foi, também, a primeira vez, no Portugal de Abril, que um Presidente da República reclamou, publicamente, a demissão de um ministro e a remodelação do Governo. Marcelo exorbitou, claramente, dos seus poderes constitucionais”.

A gente lê e não acredita que quem escreve se esqueça que o então Presidente Sampaio demitiu um primeiro ministro - Santana Lopes - que gozava de um apoio maioritário na Assembleia da República. 

Sócrates levou o país à bancarrota e solicitou ajuda externa - só ele o podia fazer pois era o PM em exercício.  As medidas duras que a ajuda externa aplicou são da responsabilidade do governo de Passos Coelho. O PS perde as eleições e para salvar a pele junta-se aos comunistas e à extrema esquerda . As tragédias dos incêndios, as mortes em fila de espera e o roubo de Tancos são resultantes das medidas do governo anterior.

Tudo o que é mau é da responsabilidade do governo anterior tudo o que é bom é da responsabilidade do actual. Isto apesar de estar há dois em funções governativas.

Pode-se enganar alguns durante algum tempo mas não é possível enganar todos durante o tempo todo.

A mentira orçamental e as cativações que degradam como nunca os serviços públicos estão a revelar-se à luz do dia.

A ira presidencial que tudo vai mudar

" Os erros agora cometidos vão pagar-se caro. A conjuntura vai degradar-se e o governo perdeu o apoio do Presidente da República. As eleições legislativas de 2019 tornaram-se uma incógnita. " Nicolau Santos.

A quebra de confiança entre Marcelo e Costa muda tudo nos dois anos que faltam para terminar a legislatura. Esta quebra vai tornar os investidores e os agentes económicos mais cautelosos, contribuindo para algum abrandamento da economia. E, pior, a imagem de impotência, insegurança e perigo pode afastar parte do fluxo turístico.

Ora a principal responsabilidade de tudo isto é do primeiro ministro .