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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O serviço público é quando um maquinista quiser

A linha amarela do Metropolitano esteve parada por ausência dos maquinistas. Foram gozar o fim do ano. O sindicato diz que é por não haver maquinistas suficientes. Como não há maquinistas suficientes ( se é que não há) os que há faltam e abandonam o serviço. Público.

Segundo a empresa Transportes de Lisboa, citada pela Lusa, a circulação foi interrompida por falta de maquinistas, tanto pela sua não comparência inesperada, como pela dificuldade em gerir os pedidos de folga feitos para esta data, véspera de ano novo.

É isto o serviço público que nos é prestado por quem faz greve a reivindicar mais salário e melhores condições. É este o serviço público que o actual governo quer manter nas mãos do estado. Os funcionários trabalham quando querem. Não lhes interessam nem os utentes nem a lei. Se esta gentinha tivesse que produzir e facturar em concorrência para receber o salário percebiam o que é respeitar quem lhes paga. Mas há sempre um Costa que lhes compra o voto.

Na empresa METRO ganha-se bem e as greves são mais que muitas

Na Metro ganha-se muito acima do padrão nacional. Apesar disso as greves são mais que muitas e os prejuízos também. Mas verdadeiramente bizarra é a explicação de uma sindicalista coordenadora :

“Nesta altura, um maquinista tem esse salário porque tem duas profissões: a de maquinista e de factor (que foi extinta e que era responsável pela abertura e fecho das portas). Foi feita uma negociação séria”, afirma Anabela Carvalheira, sublinhando que obrigou a polivalência.

Mas outros valores mostram-se igualmente acima da média. Por exemplo, uma secretária de administração recebe 1884 euros mais 25% de isenção de horário de trabalho.

Já no caso dos maquinistas de manobras, o valor é de 1403 euros mensais, mais todos os subsídios, sendo que recebem ainda 45 euros por cada 500 km percorridos.

Um fiscal ganha 1217 euros, um motorista 1217 euros e um agente de tráfego 1131 euros.

E quanto a subsídios ? Uma farturinha : subsídio por trabalhar, subsídio por almoçar, subsídio por percorrer quilómetros...

Os maquinistas da CP em greve

 

Há sempre os fura greves que mesmo os piquetes não conseguem controlar. Se estas imagens são o que parecem então, não há dúvida que a CP está mesmo entregue aos maquinistas e às suas greves, aos seus subsídios e às suas reivindicações. Quanto a nós também estamos entregues mas é à bicharada.

O nível salarial do Metropolitano de Lisboa é o segundo mais elevado da Europa.

Ganham 2 500 euros por mês por três horas de condução. Acrescentam outros subsídios. Querem mais. Boas razões para andarem em greve. Recebem, para além do salário base, subsídios de trabalho nocturno, subsídio de turno e subsídio de agente único (ao substituírem a antiga categoria de factor, responsável pela abertura e fecho das portas), entre outros.
Com uma média etária em torno dos 40 anos e com pelo menos o 9.º ano, os maquinistas do metro transportam passageiros, no máximo, três horas por dia. Ou seja, metade do tempo de um maquinista da CP ou da Carris.

O nível salarial do Metropolitano de Lisboa é o segundo mais elevado da Europa. Só os funcionários do sistema subterrâneo de comboios de Viena de Áustria ganham mais do que os trabalhadores do Metro da capital portuguesa.

É, assim, os que ganham mais em greve. Os desempregados é que não fazem greve.