Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A ministra da Justiça prepara-se para reverter uma boa reforma

O novo Mapa Judiciário teve agora o primeiro exame mostrando bons resultados mas, a actual ministra, cedendo aos lobbies vai estragar uma boa reforma com um novo Mapa Judiciário .

O Conselho Superior da Magistratura fez um primeiro balanço da reforma do mapa judicial implementado pelo Governo anterior. E, revela a TSF, a avaliação é muito positiva, com redução das pendências e da duração das ações. A Senhora Ministra da Justiça já o havia prometido e prepara-se para o anunciar: vai reverter o mapa judiciário, reabrindo tribunais em localidades onde eles foram encerrados. O país encontrará de certeza dinheiro para estragar uma reforma que, dizem os entendidos, até estava a correr bem.

Fica mais uma vez provado que para os interesses instalados no Estado os resultados contam pouco.



UMAS BREVÍSSIMAS NOÇÕES BASILARES

Os advogados não estão interessados em conseguir a destituição da Ministra da Justiça.

Uns, porque apoiam as suas políticas, Outros, porque sabem da inviabilidade de tal objectivo e nem vislumbram que vantagem adviria de hipotética substituição.

Os advogados também não estão empenhados na revogação da lei que aprovou o novo mapa judiciário.

Uns, porque concordam com a reforma. Todos, porque sabem que a sua aplicação é inevitável e que eventual reversão iria prolongar o sério problema com que se debatem.

Os advogados, todos. estão a braços com um problema muito sério, resultante do bloqueio da sistema informático dos tribunais. Que lhes acarreta perdas de tempo, acréscimo de trabalho e prejuízo patrimonial. Porque, individualmente, pouco podem fazer, esperam que a sua organização de classe os ajude e os represente na defesa das suas aspirações concretas.Que são as dos cidadãos, seus patrocinados

Os advogados, que ganham a vida a resolver problemas, sabem que os seus clientes fugiriam para um colega, se a solução que propusessem fosse promover manifestações ou arengas públicas.

Mas, ao contrário dos clientes, os advogados carecem de alternativa quando está em causa a solução para os seus próprios problemas.