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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A ANA já tem projectos para o aeroporto de Beja

Há mais de 40 anos que o aeroporto de Beja começou a ser construído. O meu pai foi o director das obras representando o então Ministério das Obras Públicas. Depois de os Alemães terem abandonado aquela infra-estrutura e apesar do muito dinheiro lá gasto, nunca o estado conseguiu encontrar utilização adequada. Esteve todo este tempo a torrar ao sol abrasador do Alentejo.

Ainda se falou, no ano passado, que o aeroporto serviria milhares de turistas e as exportações dos produtos da área do Alqueva. A verdade é que se deserto estava, deserto se manteve.

Entretanto, o aeroporto mudou de mãos com a privatização da ANA e num anito já arranjou um projecto para dar trabalho à gente da terra e ocupação ao construído. Nem menos que uma fábrica para fazer a manutenção de aeronaves e para as desmontar. Negócio circular. Construímos em Évora, reparamos na Portela e em Alverca e agora desmantelamos em Beja.

Porquê só agora ? Porque os novos donos da ANA estão no negócio, conhecem muita gente, oferecem contrapartidas, tudo vantagens que o estado não tem nem nunca terá. Mais ou menos como está a acontecer com os Estaleiros de Viana do Castelo. 

Não havia trabalho nem paz social, passou a haver. É por estas razões que as empresas públicas têm prejuízo .

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A ANA privatizada faz mexer o aeroporto de Beja

Poucos meses foram necessários para que se concretizasse um acordo entre a TAP e a ANA. O aeroporto de Beja já tem uma aeronave de bandeira estrangeira estacionada para trabalhos de manutenção e engenharia. Sempre que faltar espaço na Portela o aeroporto de Beja será usado para o estacionamento e manutenção de aeronaves. Trata-se de uma grande oportunidade para a região.

Segundo disse à Lusa fonte da TAP, o estacionamento dos aviões no aeroporto de Beja acontecerá sempre que não haja espaço disponível no complexo industrial da TAP na sua base operacional em Lisboa.

Os espaços irão "funcionar como áreas de apoio nas acções de manutenção de linha", ou seja, "similares às que são efectuadas em escala, à chegada e antes da partida dos voos", e nos trabalhos de preservação, "necessários sempre que uma aeronave esteja sujeita a uma imobilização prolongada", explicou a fonte.

"A falta de espaço é um fenómeno que ocorre em todos os aeroportos a nível mundial", disse Pedro Beja Neves, referindo que a ANA tem que "optimizar" a rede de aeroportos que tem em Portugal "na procura das melhores soluções" para os seus clientes e "é nesse âmbito que o aeroporto de Beja está a servir como palco" para operações da TAP Manutenção e Engenharia.