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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP e o BE têm que garantir a maioria absoluta ao governo que negaram ao PS

Os partidos da extrema esquerda andaram a campanha eleitoral toda a lutar contra a maioria absoluta do PS. Aqui chegados têm a responsabilidade de garantir a viabilidade do governo apoiando-o maioritariamente na Assembleia da República.Se assim não for aqueles partidos terão a enorme responsabilidade de lançar o país num processo de governação instável.

Mais uma vez PCP e BE apresentaram as suas propostas pensando nos seus interesses imediatos.Interessava-lhes enfraquecer o mais possível o PS para ganhar vantagem nas negociações da formação do governo.Mas melhor do que ninguém sabiam e sabem que as suas propostas assentam em medidas inaceitáveis para o PS.E há medidas do PS, incontornáveis, que PCP e BE nunca aceitarão.

É este estado de coisas que levaram à estagnação socialista dos últimos quatro anos e que o PS não pode manter por mais quatro anos.

É também por isto que o PSD se prepara para apoiar medidas estruturais que PCP e BE não apoiarão, mas de que o país não pode abdicar.

Por mais que se agite a água não se mistura com o azeite.

Para o BE maioria absoluta do PS é corrupção absoluta

É isto o que o BE pensa do PS e de uma possível ( embora cada vez menos provável)maioria absoluta : isso é sinónimo de “arbítrio absoluto, abuso absoluto, compadrio absoluto, nepotismo absoluto e corrupção absoluta”. Ganhou fôlego e concluiu: “Não queremos repetir uma maioria absoluta”.

Isto é, o BE quer ir para o governo para controlar um PS corrupto, eis a opinião que tem do até agora companheiro de viagem parlamentar. É como meter ladrão e polícia na mesma cela da prisão, isto se o BE quiser mesmo fazer o papel de polícia. É difícil ser mais explícito.

Mas a geringonça é isto mesmo, não tem como prioridade somar vontades para salvar o país, trata-se de um jogo de sombras até que um deles morra às mãos do suposto parceiro. É essa a visão do BE , só vive se tirar votos ao PS.

É certo que o PS quer tudo menos dar vantagens a quem é seu inimigo declarado. O BE só crescerá à conta dos votos que conseguir retirar aos socialistas.

E há gente escondida no Cavalo de Tróia que há muito entrou no reduto do PS. César, Costa e Alegre já o denunciaram.     

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O BE e PCP não contam para as contas que contam

Bem pode o BE dizer-se social-democrata como já se afirmou da esquerda radical, ainda está longe de contar para o que é verdadeiramente importante. Só o PSD pode impedir a maioria absoluta do PS de António Costa que, este sim, é social-democrata, pró-Europa e pró-Euro. Estas sim são as contas que contam. 

O reforço da votação no PCP também não conta para retirar a maioria absoluta ao PS. Para quem não quer um governo de maioria absoluta do PS de tão má memória o melhor mesmo é ignorar o suposto efeito eleitoral de aumentar a votação na esquerda radical.

Lá se vai mais um argumento eleitoral

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A opinião dos portugueses mudou e muito desde a semana passada

A Eurosondagem dava o PS próximo da maioria absoluta mas a Aximage afasta-o dessa maioria. E a popularidade do governo cai a pique. E a economia abranda a ponto de ser preciso que daqui até ao fim do ano acelere como um formula um. Tudo o que já se sabia mas que António Costa e Centeno escondem dos portugueses.  

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E deixar a geringonça colher as tempestades que anda a semear ?

O " país está melhor" e com esta António Costa anda a fazer a cama a quem vier a seguir. A saúde está a descambar como nunca se viu . A Educação não tem dinheiro para a ambição dos professores . Na Justiça afiam-se as facas. A economia está a chegar a 2011. O défice é prejuízo não é outra coisa. A dívida não desce.

E a situação ambiente está a formar nuvens negras no horizonte. O melhor mesmo é deixar António Costa ficar com o menino nos braços .

...e também suficientemente eficaz para alimentar a patética conversa de que havia um senhor muito mau, chamado Passos Coelho, que andou quatro anos a empobrecer o país e a destruir o Estado Social, e que depois foi substituído por um senhor muito bom, António Costa, que anda há três anos a enriquecer o país e a reconstruir o Estado Social. Desculpem colocar isto desta forma, em linguagem infanto-juvenil, mas nada disto faz sentido para quem tiver idade mental superior a oito anos.

...para chegar ao poder, Costa assumiu uma solução de governo que tem vantagens políticas, no sentido em que responsabiliza uma extrema-esquerda que até 2015 levou 40 anos a dizer “não” sem jamais ter de assumir as consequências daquilo que propunha; mas que, ao mesmo tempo, amarra o país a um modelo de governação incapaz de assumir medidas reformistas, ou um qualquer programa estratégico que não passe por devolver dinheiro, carreiras ou tempo de serviço.

Disposto a desistir de governar para poder governar

O PS comprou a paz das ruas com o acordo com o PCP e o BE, que não teria se governasse em maioria absoluta. É por isso que não quer ter maioria absoluta.

Que diriam os partidos da extrema esquerda perante o que se passa com as cativações e a degradação dos serviços públicos se não tivessem que cumprir o acordo ? A troco de cedências, Costa conseguiu meter no bolso a força sindical do PCP e a força mediática do Bloco. 

O preço visível deste sossego é a aceitação de medidas negociadas com a esquerda dura: o aumento do salário mínimo para 600 euros, a reversão das privatizações dos transportes (crucial para os sindicatos do PCP), etc. Neste ciclo político chama-se a isto "cumprir os acordos". Mas há outra forma, implícita, de cumprimento: a inacção do Governo. Inacção na Segurança Social, área em que a última reforma de fundo foi do PS. Inacção no trabalho, área em que o PS deixou as medidas de Mário Centeno. Inacção na política orçamental, área em que um exercício de revisão de despesa tem um objectivo risível de 50 milhões de euros. Inacção na escolha das áreas em que o Estado deve reforçar ou cortar.

Como lembrou Alexandre Homem Cristo esta semana no Observador, todas as reformas nos últimos anos - da Segurança Social à Educação, passando pelo Trabalho - foram feitas contra a oposição do PCP e do Bloco .

O governo que desistiu de governar

O PS prefere não obter maioria absoluta o que é uma forma imbecil de dizer que não quer aplicar o seu programa. Prefere estar condicionado pelos programas do PCP e do BE que no essencial são muito diferentes. Travam-se uns aos outros.

Tal como ao Alexandre Homem Cristo, aqui no Observador, chamou-me a atenção a notícia do jornal i de acordo com a qual o PS prefere manter a coligação com o PCP+BE a ganhar com maioria absoluta as próximas eleições legislativas. A ser verdade a notícia, parece-me grave. É um caminho perigoso, porque muitas das reformas de que o país necessita terão de ser feitas com a oposição dos partidos à esquerda do PS. Ou seja, isto mostra que o governo capitulou e desistiu de governar, passando apenas a querer manter-se no governo.

E é preciso dizer que o que está a acontecer em Portugal é poucochinho, na economia estamos a correr para 2008, não chega para resolver os graves problemas que ainda nos atormentam

Inevitavelmente, quando alguém fala da necessidade de reformas estruturais, muitos queixam-se de que isso é um discurso feito e que raramente se explica com detalhe quais as reformas estruturais de que o país necessita. Não pretendo, de forma alguma, ser exaustivo, mas é fácil referir algumas que muito dificilmente serão conseguidas enquanto sobreviver a actual fórmula governativa.

Segurança Social. A taxa de poupança em Portugal é ridiculamente baixa e é difícil de acreditar que a longo prazo seja possível ter um forte crescimento económico enquanto esta não aumentar substancialmente.

Mercado de trabalho. Terá sido neste âmbito que o governo anterior foi mais longe. Mas o programa do PS era ainda mais ambicioso. Baseado em décadas de trabalho do reputado economista Mário Centeno

Concorrência nos mercados. Um dos problemas há muito identificados na economia portuguesa é a falta de comportamento concorrencial em diversos sectores fundamentais da nossa economia.

Há mais muito mais reformas que PCP e BE não deixarão realizar.

 

Na política não há gratidão

O PS vai ganhando votos enquanto PCP e BE não beneficiam. "O par de jarras" a que se referiu Catarina Martins está a caminho bem como " a pena no chapéu" de Jerónimo de Sousa. As reformas necessárias serão mais rapidamente implementadas se o governo não necessitar de apoio da extrema esquerda.

PSD e CDS afundam nas intenções de voto . É o ciclo à esquerda depois dos anos de austeridade. Em política não há gratidão.

Apesar de tudo, mesmo não matando, o crescimento do PS mói. E uma maioria absoluta do PS em eleições passaria a certidão de óbito à geringonça. Essa mensagem foi passada com clareza por Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. "Nós não servimos para jarras. Não somos elementos decorativos", disse Catarina Martins quando questionada sobre uma aliança num cenário de maioria absoluta do PS. Já Jerónimo trocou as jarras pela peninha no chapéu para dar a mesma ideia: "Ninguém pense que o PCP poderia funcionar como uma peninha do chapéu", disse em entrevista à mesma rádio. 

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Um par de jarras

Com a cada vez mais provável maioria absoluta do PS nas legislativas o PCP e o BE - que não crescem nas sondagens - correm o risco de perderem condições para fazerem parte de um qualquer acordo governamental.

Os portugueses já perceberam que com a sua atitude anti-Zona Euro e anti-União Europeia, os partidos da extrema esquerda são um travão às reformas estruturais necessárias a um melhor comportamento da economia . E sem mais e melhor economia não pagamos a dívida, por mais que aqueles dois partidos redijam relatórios para resolver a dívida e que são rapidamente esquecidos numa qualquer gaveta de António Costa.

A forma quase prepotente como os relatórios das esquerdas sobre a negociação da dívida são ignorados, mostra bem que embora o PCP e o BE se considerem ainda factores de pressão, há muito que o que fazem mais é engolir sapos vivos.

Catarina Martins já anda por aí a dizer que não tem jeito para jarra e Jerónimo de Sousa já coloca o PS na direita . Depois da lua de mel com as reversões os problemas de fundo que é preciso enfrentar ameaçam a coesão entre PS, PCP e BE . E o PS não tem jeito para dar a outra face mudando no que é essencial - a Zona Euro e a União Europeia .

Há quem faça contas e chegue à conclusão que pagar a dívida exige um crescimento de 7% - 4% para juros e 3% para a sustentabilidade do sistema. Ora só medidas tomadas a nível europeu é que poderão facilitar tal objectivo.

E isso é possível com dois partidos que todos os dias exigem sair da Zona Euro ? O PS caminha para a quadratura do círculo.