Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Um país pobre não consegue manter um SNS universal e tendencialmente gratuito

Os médicos portugueses continuam a emigrar para os países europeus onde lhes são oferecidas condições dignas. 1 300 euros líquidos é quanto recebe um especialista no primeiro ano de serviço no SNS. Em França, o valor varia entre €2000 e €5000, na Suíça é de €5500 a €6000 e no Reino Unido ascende a €43 mil anuais.

Nem cá os privados os conseguem reter o que mostra bem que o argumento público/privado é uma mentira. Talvez a forma seja mesmo obrigar os médicos a fixarem-se ao SNS à boa maneira Marxista-Venezuelana-Cubana.

 

snsemigra.webp

Seis mil especialistas serão contratados para o sistema público de saúde (NHS) do Reino Unido durante o próximo ano. O reforço é uma promessa do atual primeiro-ministro em caso de reeleição e faz parte de um pacto global que prevê a entrada de 50 mil enfermeiros.

Por cá a degradação do SNS por falta de médicos e enfermeiros é uma realidade negra. As listas de espera engordam, os serviços de pediatria fecham e mais mulheres morrem antes e depois do parto.

Parece que a culpa é do governo anterior e dos hospitais privados e sociais.

Emigração

certificação.webp

 

 

Falências no SNS ? Falem com o Bloco de Esquerda

O BE canta vitória. Após prolongadas negociações conseguiu levar o PS a aceitar a retirada das taxas moderadoras e acabar com as Parcerias-Público-Privadas (PPP).

As listas de espera continuam cada vez maiores e há doentes a esperar mais de um ano por cirurgias. Coisa que não incomoda o BE. Afinal isto resolve-se afastando os privados do sistema. Ora não se vê logo ?

Quem não está de acordo são os médicos. Vão começar a responsabilizar a ministra da Saúde pelas falhas .

Exigir o aumento da capacidade de resposta do SNS, traduzida num investimento público cujo orçamento em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) seja semelhante ao que existe na média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), e exigir a aplicação prática da Carreira Médica, com abertura anual de concursos para todas as categorias e graus, e a progressão a todos os níveis na carreira.

Decidiu também "alertar a sociedade civil e o poder político para o facto de o SNS estar no limite da sua própria sobrevivência com todas as consequências negativas que poderá ter na sociedade civil e na democracia" e "denunciar a falta de respeito do Ministério da Saúde pelas estruturas representativas dos médicos, perante compromissos já assumidos pelo atual Governo e os processos negociais em curso".

É, pá, falem com a Catarina e com o Moisés...

moises_ferreira_3-1.jpg

 

SNS : um nível de desprezo nunca antes alcançado

É assim que o Bastonário da Ordem dos médicos classifica a relação com a ministra.

A segurança clínica está a ser posta em causa, por deficiências várias, que começam no capital humano", afirmou Miguel Guimarães à imprensa no final de uma reunião, em Lisboa, com a ministra da Saúde, Marta Temido. "E nós temos dito muitas vezes que a principal característica do Serviço Nacional de Saúde são as pessoas. São os profissionais de saúde que fazem a saúde todos os dias, para que os portugueses possam ter melhor qualidade de vida", declarou.

Governar é atribuir prioridades e como se vê este governo tem-nas bem definidas . Enquanto compra votos entre os utentes dos transportes em Lisboa e Porto ( dinheiro que sai do orçamento e muito mais do que nos quer fazer crer) deixa degradar o SNS a níveis miseráveis.

"[Estas questões] têm a ver com a proteção do doente e têm a ver com uma das coisas que estamos, ou estávamos, ou vamos continuar a estar a negociar, que é o ato médico, com o Ministério da Saúde para proteger o doente", referiu, garantindo: "Mas vamos continuar a insistir, mas responsabilizando, desta vez, o Ministério da Saúde pela insegurança clínica".

E é assim não é de outra maneira...

Mas não é este governo que quer acabar com as matrículas no ensino superior ?

Um estudante pode pagar matrículas de formas diferentes. Por exemplo prestar serviço público.

O que está a ser proposto é que os jovens médicos sejam obrigados a prestar serviço no Serviço Nacional de Saúde como forma de pagar o curso. Mas quem propõe esta medida são os mesmos que andam a propor propinas zero para os alunos do ensino superior.

Para mim é claríssimo que os alunos do ensino superior devem pagar em todo ou em parte o seu curso. Vão ganhar mais na sua vida profissional do que aqueles que não tirando curso superior lhes anda a pagar o curso.

Pedir um empréstimo bancário para pagar a matrícula e pagá-lo durante a vida profissional é o que se faz em vários países. Abre acesso a todos os que estudam a sério sem discriminação económica.

O que não parece razoável é os economistas terem que trabalhar na Administração pública, os juristas, os sociólogos e todos os que se licenciam nas universidades públicas. Ora é mesmo isso que se propõe para os médicos.

Há um problema com a falta de médicos ? Há, mas então encontre-se uma solução equitativa como se faz nos países que não se governam por ideologias idiotas.

Os médicos cubanos que não são médicos

Mirian Abreu partilhou uma publicação.
1 h

Na antiga União Soviética (URSS) existia uma figura no serviço público de saúde denominada "Feldsher", ou Feldscher em alemão, cujo significado literal era "aparador do campo".
Os feldsher soviéticos eram *profissionais da saúde*, formados em "saúde básica", que intermediavam o acesso do povo à medicina oficial, em especial nas áreas remotas, rurais e periferias soviéticas, sendo uma espécie de práticos de saúde, ou paramédicos como são chamados hoje em dia, e exerciam cuidados básicos em clínica, obstetrícia e cirurgia às populações dessas regiões.

Sua inspiração e nome derivavam dos *feldscher alemães* que surgiram no *século XV* como operadores de saúde (cirurgiões barbeiros) e com o tempo se espalharam ao longo do que foi o império prussiano e territórios eslavos, compondo a linha de frente também nas forças militares, sendo uma espécie de força militar médica nesses exércitos eslavos e saxões.
Em vários países foram adotados como profissionais da linha de frente, atuando sempre nos *cuidados básicos* e em alguns casos chegando a se especializar em alguma prática específica, como *optometria, dentista e otorrinolaringologia*.
Na Rússia começaram a se popularizar a partir do *século XVIII*.

Diferentemente dos médicos, os feldsher possuíam uma *formação mais curta e limitada*. A duração do curso era em *4 anos* e envolvia basicamente treinamento em *ciências básicas* e treinamento simples em *ciências médicas clínicas, em especial medicina interna, serviço de ambulância e emergência pré-hospitalar* e sempre tinha um espaço para *treinamento militar*, em campo de treinamento do *exército*, pois os feldsher estavam na linha de frente da nação, nas fronteiras. Eram *8 anos de colégio mais 4 em treinamento prático*, considerados, portanto de *nível técnico*. Era um treinamento um pouco melhor que a de enfermeira, cujo foco era mais os cuidados básicos de saúde e técnicas/procedimentos de enfermagem.

Os *médicos soviéticos*, ao contrário, levavam pelo menos *10 anos de colégio mais 7 anos de faculdade com carga horária total* pelo menos *duas vezes maior* (estudavam todos os sábados). Apesar do tamanho valor de formação, seus salários eram ridículos, pois o regime socialista os considerava "servos do povo".

O *sistema cubano* de ensino médico *reproduziu*, a partir do encampamento da Revolução Cubana pela URSS em 1961, esse *sistema de formação em saúde*.
Os *médicos cubanos, de verdade, ficam lá em Cuba*, em sua maioria.
O que Cuba "fabrica" aos milhares, todos os anos, com projetos como a ELAM e demais faculdades, em cursos de 4 anos, *não são nada além da versão cubana dos "feldsher" soviéticos*.
São *paramédicos* treinados para atuar em *linha de guerra, campos remotos e áreas desprovidas em geral*.

A diferença é que Cuba "chama" esses feldsher de "médicos", inflando artificialmente a sua população de médicos. Com essa jogada, *Cuba possui um dos maiores índices de médicos por habitante do planeta*.
E isso permitiu outra coisa ao regime cubano: *Usar esses feldsher como agentes de propaganda de sua revolução* e seus interesses não apenas dentro, mas *fora de seu território*.

Ao longo de *décadas* o regime cubano vem fazendo uso do empréstimo de *mão-de-obra técnica, paramédica, porém "vendida" como médica, para centenas de países a um custo bilionário que fica todo com o regime cubano*. Literalmente, como na URSS, os feldsher são "servos do povo" (no caso, leia-se "povo" como Partido Comunista de Cuba).

Ao invés de pegar os médicos nacionais, recém-formados ou interessados, e criar uma carreira pública no SUS e solidificar a presença do médico nesses povoados, ela resolveu importar feldsher cubanos a um preço caríssimo, travestidos de médicos, ao que seu marketing chamou de "Mais Médicos". Diante da recusa inicial, simulou-se uma seleção de nacionais, dificultada ao extremo pelo governo, para depois chamar os feldsher.

O objetivo aqui é claro: O alinhamento ideológico entre os regimes, o uso de "servos do povo" para fazer propaganda do governo, encher o bolso dos amigos cubanos de dinheiro e evitar a criação de uma carreira pública que poderia ser crítica e demandadora de recursos. Como não podiam se assumir como fedlsher, jogaram um jaleco, os chamaram de médicos e os colocaram para atuar como médicos de verdade.

Por isso as “cubanadas” não param de crescer. Por isso os erros bizarros, os pânicos diante de pacientes sintomáticos. Os cubanos não são médicos, são feldsher - agentes políticos com treinamento prático em saúde - que vieram ao Brasil cumprir uma agenda política e, segundo alguns, eventualmente até mesmo militar.

São paramédicos. Isso explica as "cubanadas". Se houvesse decência no Ministério da Saúde brasileiro, ele retiraria o termo "médico" desse programa, e seria mais honesto."

Francisco Eduardo Costa Cardoso - Professor titular de Neurologia da UFMG

Há médicos a mais ou a menos conforme dá mais jeito

Ainda há bem pouco tempo o que se dizia é que há médicos a mais. Normalmente é quando aparece alguém a queixar-se que com elevadas notas não consegue entrar em medicina. Ou quando os médicos e enfermeiros emigram.

Mas quando se sabe que no SNS os doentes têm que esperar 16 meses para fazerem uma TAC aí a razão é haver médicos e enfermeiros a menos.

É claro que há mais razões. Uma delas é as máquinas estarem obsoletas e precisarem de ser substituídas. Outra razão é não se aproveitar o parque de TACs instalado, seja público ou privado . Este subaproveitamento é horizontal nos hospitais do SNS e nos hospitais privados porque a solução é sempre a mesma. Sofre o doente.

Há 15 anos apareceram os TACs que faziam "cortes" de 3 mm, um ano depois apareceram as TACs que faziam "cortes" de 1 mm. É claro que os médicos querem, e bem, o melhor. Mas esta pressão contínua mostra também que o estado nunca conseguirá sem o complemento do investimento privado responder à procura. Mais do que comprar sob pressão há que planear e organizar. Porque a pergunta é esta. Todo o parque instalado em Portugal está no limite ? As TACs, as Ressonâncias magnéticas, as Angiografias digitais, as PETs ?

A tragédia é que ninguém sabe responder a esta pergunta absolutamente essencial. E para os partidos da extrema esquerda é preferível os doentes sofrerem a o SNS fazer contratos de associação com os privados. Podem ganhar dinheiro e isso é, como está provado, o maior dos males.

Em S. José podem estar em causa homícidio por negligência, omissão de auxílio e exposição ao abandono

Mas os enfermeiros dizem agora que o doente podia ter sido operado no Bloco Central onde havia enfermeiros com capacidade para formarem equipa . A verdade vem ao de cima como o azeite. Afinal a morte do doente não se deveu aos cortes financeiros, deveu-se à descoordenação, senão mesmo à má vontade. Era fim de semana. Quem é que trabalha ao fim de semana?

Fonte médica diz que o neurocirurgião e a anestesista estavam no hospital na noite de sexta-feira, 11 de dezembro, quando o jovem chegou de Santarém. A intervenção cirúrgica não terá sido feita nessa noite porque não havia enfermeiros no bloco de neurocirurgia que garantissem uma equipa.

No final da semana passada, Rogério Alves, antigo bastonário da Ordem dos Advogados, admitia, em tese, que pudessem estar em causa três crimes: homicídio por negligência, omissão de auxílio e exposição ao abandono.

O interesse das corporações que abocanham o estado não param perante nada

Passa culpas entre médicos e enfermeiros no S. José

Todos os hospitais centrais de Lisboa ( S. José, Desterro, Santa Marta, Maternidade Alfredo da Costa, D. Estefânia, Miguel Bombarda ) localizados na Encosta de Santana há muito que deveriam ter sido substituídos por um só hospital moderno . Gastam-se milhões em remendos anualmente.

As corporações instaladas não querem. Lembram-se das manifestações à roda da Maternidade Alfredo da Costa, com argumentos tão importantes como " eu nasci aqui" ?

Será o momento para substituir instalações e equipamentos, bem como modelos de gestão e terminar com estes crimes de que agora temos conhecimento. Há médicos e enfermeiros e todas as condições mas não estão disponíveis para tratar certos doentes. Ao fim de semana. Há maior vergonha ?

 

capa_jornal_i_29_12_2015_a.jpg

 

A taxa que amordaça

As posições públicas do reeleito bastonário da Ordem dos Médicos ajustam-se como um puzzle às de um qualquer Arménio ou mesmo às do alucinado Nogueira. Não passa de um sindicalista que procura agradar aos que pagam a quota. Não tem uma opinião sobre o SNS que não seja gastar mais dinheiro, como se essa fosse a solução. Mais mordomias, menos trabalho, "para o ano cerca de 500 médicos vão ficar no desemprego", e agora quem quiser apresentar queixa dos médicos paga taxa. É uma proposta reaccionária , do pior que tenho visto . Cercear a liberdade de expressão com uma taxa, não deixa dúvidas a ninguém sobre o carácter do seu autor. 

A razão é simples e estúpida. É para acabar "com tanta queixa". O que tem piada é que foi também para "acabar com tanto doente" que se criaram as taxas moderadoras nos hospitais. Mas estas indignaram muita gente, incluindo o Sr. Bastonário.