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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O populismo do Bloco de esquerda

Portugal dá lucro, diz a Marisa eurodeputada do BE. Depois acrescenta que dá lucro desde que não paguemos os juros da dívida . É como se um empresário não pagasse os juros do empréstimo ao banco. Com estas meninas do BE tudo isto é uma farturinha...

E não conta que os juros que o Estado paga são menos de metade graças ao Banco Central Europeu com a sua política de baixos juros e Programa de Compra de dívida.

A tal reestruturação da dívida que tanta tinta fez correr foi feita na prática pelo BCE que comprou dívida, baixou os juros e agora prepara-se para reinvestir em mais dívida à medida que os países (incluindo nós) pagarmos o que lhe devemos. Onde é que estão as milagrosas soluções propostas pelo BE e pelo PCP ? Não pagamos o que devemos ?

Há quem diga que os partidos populistas ainda não chegaram cá . Não há quem explique à Marisa que o "lucro" que, segundo o Bloco, "Portugal dá" são os impostos que o Estado cobra sobre os rendimentos do trabalho, do talento e do esforço dos portugueses ?

A TAP já voa com 100 milhões de lucros

Durante décadas a TAP afundou-se em prejuízos. 

Durante o ano passado, a companhia área portuguesa transportou 4,2 milhões de passageiros, mais 21,6% que em 2016. As receitas operacionais aumentaram em mais de 600 milhões de euros, para um total de 2.977 milhões de euros.

É preciso conhecer o negócio do transporte aéreo, ter dinheiro e operações complementares com outras companhias na Europa e nas Américas coisas que o estado nunca teve.

Agora sim a TAP é de bandeira

A TAP (privatizada) deu lucro em 2017

Mesmo com os prejuízos da empresa de manutenção no Brasil  a TAP apresenta finalmente lucros. E baixou a dívida bancária que era de mil milhões de euros para 700 milhões .

O Estado deixou finalmente de meter dinheiro na companhia aérea . Boa notícia.

A TAP facturou 3 mil milhões no ano passado e a dívida, que antes da privatização era superior a mil milhões de euros, está agora abaixo dos 700 milhões.

Para 2018 antecipa que seja possível melhorar os resultados, assim como replicar o aumento superior a 20% que a companhia conseguiu em 2017 em termos de passageiros transportados.

É preciso que o aeroporto do Montijo avance rapidamente ( solução Portela + Montijo ) mas o Estado ainda anda em estudos.

Um orçamento pouco amigo de quem produz e cria emprego

O problema é e foi sempre o mesmo. Não produzimos o suficiente e não somos competitivos. O lucro, entre nós, é visto como um pecado não se percebendo que é o lucro reinvestido que cria postos de trabalho no futuro.

“Qual é o objetivo do governo, de António Costa e Mário Centeno, com este [terceiro] orçamento do Estado? É promover a poupança e o investimento, é reformar o país neste ambiente de bonança, ou é aproveitar a boleia do ciclo económico para dar tudo o que puder, o que temos e o que não sabemos se teremos amanhã? Tenho uma resposta, mas vamos esperar pela apresentação do ministro das Finanças para podermos retirar as devidas conclusões”. A resposta está dada.

O agravamento do IRC não é simbólico, vai ter impacto nos resultados das empresas. E criar incentivos perversos. Aliás, o investimento até vai abrandar em 2018. E não vale a pena defender a tese de que estão a criar um mercado interno mais forte, com a devolução de IRS e os aumentos nas pensões e na Função Pública. Porque, ao mesmo tempo, estão a dizer às empresas que têm de exportar, e que as exportações têm de aumentar o seu peso no PIB. Não é assim que o conseguirão.

Este Orçamento do Estado que vai ser aprovado – pudera, depois de tantas concessões nas últimas duas semanas – não é só uma oportunidade perdida, é quase uma irresponsabilidade. Pelo que não faz pelas empresas, mas também pelos incentivos que cria a tantos que estão a ser enganados sobre a natureza estrutural do Portugal que temos hoje.

Este foi sempre o caminho que nos levou à pobreza e à desigualdade. Quem emigra, em grande número, são os trabalhadores pobres que não encontram emprego.

A Lisnave privada a distribuir lucros pelos trabalhadores

Lisnave esteve falida, sem trabalho mas cheia de greves. Foi comprada por um euro por dois engenheiros que ali trabalhavam. Conhecedores do negócio puseram a empresa a dar lucros. Ali trabalham em permanência cerca de 400 trabalhadores mas por dia trabalham cerca de mil e duzentos. Conforme as encomendas.

Tem clientes em todo o mundo e repara mais de 70 porta contentores por ano.

E a diferença que  separa os estaleiros que vivem do seu trabalho e os que vivem de subsídios é o conhecimento do negócio. Ter os contactos necessários e a reputação profissional certa. E cumprir prazos.

Os estaleiros de Viana do Castelo andaram anos a viver de subsídios e sem trabalho, com greves e com lutas sindicais. Os estaleiros da Mitrena foram comprados por um operador privado e a partir daí são um caso de sucesso. Tudo para exportação.

O estado não pode andar metido em negócios que não conhece

Portugal dá mais lucro que a Alemanha

A Mariana Mortágua depois daquela de querer ir buscar o dinheiro onde ele está, avariou . Então se Portugal tem lucro porque nos pede a nós contribuintes cada vez mais impostos ? E não paga a fornecedores ? E não baixa a dívida ? E não convence os credores a baixar as taxas de juro ?

Se é como a jovem deputada diz não é melhor o estado  começar a reduzir impostos e devolvê-los aos contribuintes ? Sei lá, talvez em forma de dividendos.

Jaime Gama alerta para uma “ilusão muito grande” em relação à economia portuguesa. Em entrevista à Antena 1, o antigo presidente da Assembleia da República diz que é “essencial” reflectir sobre o problema da dívida. E deixa a pergunta: “o que acontecerá quando o Banco Central Europeu deixar de comprar dívida?”. Mau , lá se vão os dividendos...

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A TAP privada regressou aos lucros em 2016

TAP regressou aos lucros em 2016 apesar de ter facturado menos que em 2015. É que a gestão pelos privados começou a dar frutos no segundo semestre com um forte aumento do número de passageiros transportados . E os dois meses de 2017 confirmam essa tendência . Isto é, apesar da gestão privada ter na prática apenas seis meses o resultado é extraordinário quando comparado com 2015 : A TAP garantiu ainda que "o segundo semestre registou uma forte recuperação, que incluiu a obtenção de sucessivos recordes históricos no número de passageiros transportados nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, tendência essa que já foi reforçada nos dois primeiros meses do corrente ano". 

A TAP registou no ano passado lucros de 34 milhões de euros, uma recuperação assinalável face aos prejuízos de 99 milhões que atingiu em 2015 .

A razão para este resultado notável é só um . Quem sabe, sabe, e o estado não sabe, por muito que invente frases ( sound bytes ) que espremidos não dão meio copo de sumo. Companhia de bandeira diziam eles.

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Substituir os incêndios por actividades lucrativas

Há dezenas de planos que nunca saíram do papel e muitas das vezes incompatíveis entre si. Portugal é o país onde em proporção há mais incêndios e área ardida. Bruxedo? não, incompetência. No tempo de Guterres houve um plano para a construção de dez fábricas de biomassa. Com alguma generosidade ouvi falar, vagamente, de duas.

Ricardo Ribeiro propõe que as boas práticas da população seja matéria do sistema de ensino e que deve haver campanhas publicitárias. Os bombeiros devem ter também mais formação e deve criar-se um sistema de incentivos públicos para o ordenamento do território e para limpeza do biocombustível, para a qual deviam ser criadas equipas de intervenção.

Apostar na criação de um mercado ibérico de biocombustível, aprofundar a "atuação punitiva", implementar meios permanentes de combate a fogos a partir de março, criar medidas sociais para pessoas até 50 anos, para combater a desertificação, criar incentivos fiscais para fixação de jovens no campo ou apostar na videovigilância são algumas das propostas de Ricardo Ribeiro.

Envolver as pessoas num compromisso em que a adição de todos os seus benefícios individuais seja uma soma lucrativa nacional. Isto claro, se os inimigos do lucro não verem nisto as labaredas do inferno

O lucro esse papão

Num texto particularmente visionado e comentado o lucro foi o argumento mais vezes usado para rebater a existência de escolas privadas convencionadas. O crime é terem lucro, como se fosse possível alguma organização seja ela pública ou privada sobreviver sem lucro. O argumento até abre a porta à pergunta : então se tiverem prejuízo já podem ser convencionadas pelo Estado ?

Para os comentadores que usam esse argumento, o lucro é traduzido numa garagem cheia de porches amarelos, iates no mediterrâneo e palácios em Sintra e em Cascais. Ora a verdade é que essas riquezas raramente são resultado do lucro. São mais resultado de esquemas ilícitos.

É o lucro que permite às organizações, desde os estados às grandes empresas, passando pelas PMEs e pelas famílias, renovar e substituir equipamentos, crescer em inovação e actualização dos produtos, melhorar a vida dos trabalhadores em termos salariais e ambientais no trabalho. O lucro é a origem dos postos de trabalho de amanhã, sem lucro não há investimento nem criação de postos de trabalho.

Sem lucro ( com prejuízo) qualquer organização tem que pedir emprestado, aumentar as dívidas, empobrecer, pagar pior aos trabalhadores. Acabam por fechar .

O lucro é necessário para que a economia se torne mais forte e para que a vida de todos seja melhor. Quando uma empresa ou um país tem lucro, todos ganham, embora alguns ganhem mais do que outros . Mas essa já é outra questão. É aí que o estado deve intervir distribuindo melhor, de forma mais justa. E já o faz com a taxação de impostos.

Da mesma forma o estado deve facilitar e reunir condições para que a economia tenha lucro . Exactamente o contrário do argumento apresentado.