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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As desigualdades ameaçam os capitalistas

Os CEO andam preocupados. A violência que atinge neste tempo certos sectores da sociedade pode vir atingir com igual violência os milionários. Nos USA começa-se a redefinir o papel da empresa na sociedade. Esta deixaria de ter por fim apenas ou principalmente a maximização do lucro acionista, para passar a atender em primeira linha aos interesses de clientes, empregados, fornecedores e comunidades. Só depois viria o lucro acionista e, aliás, "de longo prazo". É o "stakeholder capitalism", o capitalismo de todas as partes interessadas. 

Já em 2014, a insuspeita Lady Lynn Rotschild tinha convencido Christine Lagarde e o príncipe de Gales, entre outros, a constituírem o que veio a designar-se por "The Coalition for Inclusive Capitalism". "Se não adotarmos esta solução (capitalismo inclusivo), bem podemos contar com a substituição do capitalismo por algo muito pior", escreveu então Lady Rotschild.

O que os CEO da Business Roundtable detetaram foi uma ameaça sistémica que pode vir a atingi-los com a mesma violência que assume hoje a raiva contra os imigrantes ou a globalização. Não parece muito provável que estes beneficiários primeiros da ordem neoliberal se tenham convertido subitamente em apóstolos desta espécie de capitalismo de rosto humano defendido pela sua associação. Mas os tempos não estão para hesitações. Eles melhor do que nós entendem a crise de legitimidade ética e social que as políticas e as práticas do capitalismo contemporâneo engendraram. Se os CEO deste mundo, em vez de alinharem a sua missão exclusivamente pelo interesse dos acionistas, passarem a ter em conta também os interesses dos restantes cidadãos e das comunidades, isso será uma enorme derrota para a semicentenária cartilha neoliberal.

O populismo do Bloco de esquerda

Portugal dá lucro, diz a Marisa eurodeputada do BE. Depois acrescenta que dá lucro desde que não paguemos os juros da dívida . É como se um empresário não pagasse os juros do empréstimo ao banco. Com estas meninas do BE tudo isto é uma farturinha...

E não conta que os juros que o Estado paga são menos de metade graças ao Banco Central Europeu com a sua política de baixos juros e Programa de Compra de dívida.

A tal reestruturação da dívida que tanta tinta fez correr foi feita na prática pelo BCE que comprou dívida, baixou os juros e agora prepara-se para reinvestir em mais dívida à medida que os países (incluindo nós) pagarmos o que lhe devemos. Onde é que estão as milagrosas soluções propostas pelo BE e pelo PCP ? Não pagamos o que devemos ?

Há quem diga que os partidos populistas ainda não chegaram cá . Não há quem explique à Marisa que o "lucro" que, segundo o Bloco, "Portugal dá" são os impostos que o Estado cobra sobre os rendimentos do trabalho, do talento e do esforço dos portugueses ?

A TAP já voa com 100 milhões de lucros

Durante décadas a TAP afundou-se em prejuízos. 

Durante o ano passado, a companhia área portuguesa transportou 4,2 milhões de passageiros, mais 21,6% que em 2016. As receitas operacionais aumentaram em mais de 600 milhões de euros, para um total de 2.977 milhões de euros.

É preciso conhecer o negócio do transporte aéreo, ter dinheiro e operações complementares com outras companhias na Europa e nas Américas coisas que o estado nunca teve.

Agora sim a TAP é de bandeira

A TAP (privatizada) deu lucro em 2017

Mesmo com os prejuízos da empresa de manutenção no Brasil  a TAP apresenta finalmente lucros. E baixou a dívida bancária que era de mil milhões de euros para 700 milhões .

O Estado deixou finalmente de meter dinheiro na companhia aérea . Boa notícia.

A TAP facturou 3 mil milhões no ano passado e a dívida, que antes da privatização era superior a mil milhões de euros, está agora abaixo dos 700 milhões.

Para 2018 antecipa que seja possível melhorar os resultados, assim como replicar o aumento superior a 20% que a companhia conseguiu em 2017 em termos de passageiros transportados.

É preciso que o aeroporto do Montijo avance rapidamente ( solução Portela + Montijo ) mas o Estado ainda anda em estudos.

Um orçamento pouco amigo de quem produz e cria emprego

O problema é e foi sempre o mesmo. Não produzimos o suficiente e não somos competitivos. O lucro, entre nós, é visto como um pecado não se percebendo que é o lucro reinvestido que cria postos de trabalho no futuro.

“Qual é o objetivo do governo, de António Costa e Mário Centeno, com este [terceiro] orçamento do Estado? É promover a poupança e o investimento, é reformar o país neste ambiente de bonança, ou é aproveitar a boleia do ciclo económico para dar tudo o que puder, o que temos e o que não sabemos se teremos amanhã? Tenho uma resposta, mas vamos esperar pela apresentação do ministro das Finanças para podermos retirar as devidas conclusões”. A resposta está dada.

O agravamento do IRC não é simbólico, vai ter impacto nos resultados das empresas. E criar incentivos perversos. Aliás, o investimento até vai abrandar em 2018. E não vale a pena defender a tese de que estão a criar um mercado interno mais forte, com a devolução de IRS e os aumentos nas pensões e na Função Pública. Porque, ao mesmo tempo, estão a dizer às empresas que têm de exportar, e que as exportações têm de aumentar o seu peso no PIB. Não é assim que o conseguirão.

Este Orçamento do Estado que vai ser aprovado – pudera, depois de tantas concessões nas últimas duas semanas – não é só uma oportunidade perdida, é quase uma irresponsabilidade. Pelo que não faz pelas empresas, mas também pelos incentivos que cria a tantos que estão a ser enganados sobre a natureza estrutural do Portugal que temos hoje.

Este foi sempre o caminho que nos levou à pobreza e à desigualdade. Quem emigra, em grande número, são os trabalhadores pobres que não encontram emprego.

A Lisnave privada a distribuir lucros pelos trabalhadores

Lisnave esteve falida, sem trabalho mas cheia de greves. Foi comprada por um euro por dois engenheiros que ali trabalhavam. Conhecedores do negócio puseram a empresa a dar lucros. Ali trabalham em permanência cerca de 400 trabalhadores mas por dia trabalham cerca de mil e duzentos. Conforme as encomendas.

Tem clientes em todo o mundo e repara mais de 70 porta contentores por ano.

E a diferença que  separa os estaleiros que vivem do seu trabalho e os que vivem de subsídios é o conhecimento do negócio. Ter os contactos necessários e a reputação profissional certa. E cumprir prazos.

Os estaleiros de Viana do Castelo andaram anos a viver de subsídios e sem trabalho, com greves e com lutas sindicais. Os estaleiros da Mitrena foram comprados por um operador privado e a partir daí são um caso de sucesso. Tudo para exportação.

O estado não pode andar metido em negócios que não conhece

Portugal dá mais lucro que a Alemanha

A Mariana Mortágua depois daquela de querer ir buscar o dinheiro onde ele está, avariou . Então se Portugal tem lucro porque nos pede a nós contribuintes cada vez mais impostos ? E não paga a fornecedores ? E não baixa a dívida ? E não convence os credores a baixar as taxas de juro ?

Se é como a jovem deputada diz não é melhor o estado  começar a reduzir impostos e devolvê-los aos contribuintes ? Sei lá, talvez em forma de dividendos.

Jaime Gama alerta para uma “ilusão muito grande” em relação à economia portuguesa. Em entrevista à Antena 1, o antigo presidente da Assembleia da República diz que é “essencial” reflectir sobre o problema da dívida. E deixa a pergunta: “o que acontecerá quando o Banco Central Europeu deixar de comprar dívida?”. Mau , lá se vão os dividendos...

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A TAP privada regressou aos lucros em 2016

TAP regressou aos lucros em 2016 apesar de ter facturado menos que em 2015. É que a gestão pelos privados começou a dar frutos no segundo semestre com um forte aumento do número de passageiros transportados . E os dois meses de 2017 confirmam essa tendência . Isto é, apesar da gestão privada ter na prática apenas seis meses o resultado é extraordinário quando comparado com 2015 : A TAP garantiu ainda que "o segundo semestre registou uma forte recuperação, que incluiu a obtenção de sucessivos recordes históricos no número de passageiros transportados nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro, tendência essa que já foi reforçada nos dois primeiros meses do corrente ano". 

A TAP registou no ano passado lucros de 34 milhões de euros, uma recuperação assinalável face aos prejuízos de 99 milhões que atingiu em 2015 .

A razão para este resultado notável é só um . Quem sabe, sabe, e o estado não sabe, por muito que invente frases ( sound bytes ) que espremidos não dão meio copo de sumo. Companhia de bandeira diziam eles.

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Substituir os incêndios por actividades lucrativas

Há dezenas de planos que nunca saíram do papel e muitas das vezes incompatíveis entre si. Portugal é o país onde em proporção há mais incêndios e área ardida. Bruxedo? não, incompetência. No tempo de Guterres houve um plano para a construção de dez fábricas de biomassa. Com alguma generosidade ouvi falar, vagamente, de duas.

Ricardo Ribeiro propõe que as boas práticas da população seja matéria do sistema de ensino e que deve haver campanhas publicitárias. Os bombeiros devem ter também mais formação e deve criar-se um sistema de incentivos públicos para o ordenamento do território e para limpeza do biocombustível, para a qual deviam ser criadas equipas de intervenção.

Apostar na criação de um mercado ibérico de biocombustível, aprofundar a "atuação punitiva", implementar meios permanentes de combate a fogos a partir de março, criar medidas sociais para pessoas até 50 anos, para combater a desertificação, criar incentivos fiscais para fixação de jovens no campo ou apostar na videovigilância são algumas das propostas de Ricardo Ribeiro.

Envolver as pessoas num compromisso em que a adição de todos os seus benefícios individuais seja uma soma lucrativa nacional. Isto claro, se os inimigos do lucro não verem nisto as labaredas do inferno