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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Afinal o diabo chegou e não vai embora nem daqui a dez anos

Nem daqui a dez anos será possível devolver o que foi congelado aos portugueses nos tempos difíceis da Troika e que começaram ainda antes no tempo de Sócrates.

Ouvimos e vemos Mário Nogueira e ele queixa-se que as negociações entre sindicatos e governo foram uma encenação. Foi correndo o tempo, foram-se aprovando orçamentos e as negociações prosseguiam. Dum lado e outro posições inflexíveis.

Mas o governo e os seus apoiantes foram-nos vendendo que a austeridade tinha acabado embora Costa e Cereno de vez em quando avisassem. Claro que nunca foram ouvidos. Chegados à beira do pântano deixou de haver margem para mais negociações faz de conta.

Não há dinheiro, a mais básica das razões e, sem dinheiro, bem podem todos ter razão mas o diabo não se vai embora . Nem daqui a dez anos .

O dinheiro que vai para os bancos, o dinheiro para baixar o défice, o dinheiro que sobe a dívida, gritam os que não quiseram ouvir. Pois, antes de qualquer sector está o país. É disso que se trata.

O conselheiro Louçã e os olhos de Argos

O conselheiro Louçã e os olhos de Argos

O Conselho de Estado é o órgão político de consulta do Presidente da República e por ele presidido.

Deve aconselhá-lo no exercício das suas funções, sempre que ele assim o solicite.

E foi a Assembleia da República que elegeu Francisco Louçã, para integrar um lugar no órgão a que no passado alguns chamavam “Espelho de príncipes”.

1. De príncipes, se julgaria estar preenchido o “Conselho de Estado” mas o exemplo de Louçã, radical fanático de uma esquerda em saldo, vendida por uma sopa numa qualquer cantina do governo, deixa muitas dúvidas sobre o “benchmarking” de recrutamento na casa...

1. Na passada semana o país ficou a saber da fantástica descoberta do conselheiro que levou à XI Convenção Nacional o tema das “Fake News” para dizer que foram elas que “abriram caminho aos "profetas" Trump, Salvini e Bolsonaro", dos Estados Unidos, de Itália e do Brasil.

Como se vê, este conselheiro mundivisionário não perdoa e não hesita em atingir, como um vulgar arruaceiro, eleitos de topo de países amigos.

2. Aliás as virtudes de um verdadeiro Conselheiro, foram apuradas pelo Cardeal Duque de Richelieu, Armand-Jean du Plessis, primeiro-ministro do Conselho de Estado de Luis XIII, como sendo “a dedicação, a coragem, a probidade e a capacidade que fazem a perfeição do Conselheiro de Estado, e o concurso de todas estas qualidades deve encontrar-se na sua pessoa”.

Então pode imaginar-se a apoplexia se Richelieu se imaginasse Louçã conselheiro dizer que na Convenção do Bloco de Esquerda que 6/7 % de votos são a “segurança contra esse imenso e insidioso partido da corrupção que vai dos submarinos, aos vistos gold e às PPP, numa escalada de ódio contra as minorias”.

Já os robles de Lisboa e a “Operação Marquês” que coloca em xeque o PS, nunca existiram para o sectário conselheiro acusador.

E porquê? Porque ele sabe que é preciso salvar o PS para salvar o Bloco.

Um PS eleitoralmente fragilizado e marcado pela corrupção (como o PT no Brasil), pode beneficiar o Bloco, mas beneficiaria muito mais a direita por muitos anos no Governo. Hipocrisia absoluta conselheiral.

3. Com tiradas assim, Louçã alcança o mítico “Argos”, um ser com olhos repartidos por todo o corpo.

“Prometo-vos que para viverdes tendes que vos armar com olhos da cabeça aos pés.

Não apenas com orifícios para os olhos na vossa armadura, mas também nos ouvidos para descobrir tanta falsidade, tantas mentiras e nas mãos para ver o que os outros dão e, mais importante, o que tiram.

Olhos nos braços para medir a vossa capacidade e na própria língua para pensar o que se diz.

Olhos no peito para ajudar a desenvolver a paciência e no coração para vos proteger contra as primeiras impressões...olhos nos próprios olhos para ver o modo como eles vêem”.

4. Quando a PIDE era PIDE era assim que muitos a viam: olhos, olhos e mais olhos, como em Argos e Louçã.

Nele tudo é venal, menos a esquerda, essa parodia do conselheiro do estado a que isto chegou.

Desgraçada república esta que se revê em tais “espelhos”...

O Expresso recrutou Louçã ( porquê ? )

O OBSERVADOR É BOM PARA A DIREITA?

Para mim a resposta é claramente NÃO, não é.

A direita, ou melhor, as direitas, em Portugal são um poço de problemas, o Observador como um jornal moderno, quase que revolucionario para o ambito nacional, poderia e parecia querer ser um elemento para ajudar à resolução daqueles problemas, mas na verdade vem acontecendo precisamente o contrario, não só não ajuda à sua resolução, como parece agravar aqueles problemas.

A nossa direita tem problemas com traumas antigos e recentes que tem de encarar e ultrapassar. A nossa direita há muito deixou de pensar, preferindo ruminar as suas frustrações. Esta direita não irá a lado nenhum enquanto for a direita de alguns interesses e não a direita dos principios, só com base em principios a direita pode vir a traçar uma estrategia vencedora, até lá ela será apenas a dos leitores que se comprasem em ler Alberto Gonçalves ( que aliás afirma que não é de direita), pensando para eles proprios "somos optimos e havemos de dar cabo de todos esses comunas corruptos e incompetentes".

Porque o Observador tem culpa? Porque se a nossa direita é incapaz de ler a realidade, é pouco culta, traumatizada, não tem nem ideias, nem principios, nem projecto, o Observador ou é um instrumento de melhoria dessa direita ou é um logro. Hoje, julgo que é claramente um logro.

Se eu fosse dado a teorias da conspiração, diria até que um jornal "cheio" de gente que vem da extrema esquerda, até mesmo daquele partido que se dizia estar ao serviço da CIA, um jornal assim, tem tudo para ser um "infiltrado" ao serviço da Internacional Socialista, ou de outros projectos de esquerda mais radicais.

Claro que não acredito naquela conspiração, o que até certo ponto é ainda mais grave, porque não sendo assim, resulta que o Observador trabalha para a esquerda mas de graça, ou melhor, pago pelos seus acionistas e assinantes.

Esta "radicalização verbal" tem vindo a crescer de uma forma lenta, quase imperceptivel, ao longo da curta vida do Observador. O Passismo terá tido grande culpa neste processo, não intencionalmente, mas pela mentalidade que foi criando.

Para o Observador ser útil à direita teria de a ensinar a pensar, em lugar de dar prioridade a insultar a esquerda, apenas porque isso é mais facil e vende. Teria que discutir ideias e projectos, para depois ajudar a traçar as estrategias e a as desenvolver. A simples masturbação de equivocos auto-congratulatorios, pode ser comoda mas não leva a lado nenhum, para além do crescimento da esquerda.

É neste quadro que o Observador acaba por ser negativo para a nossa direita, porque como tem fama de ser radical, sem o ser de facto, tudo quanto defenda é logo considerado pelo mundo exterior como "inaproveitavel", mas, ao mesmo tempo, abre as portas a reportagens e artigos de opinião de esquerda (estes, muitas vezes os mais ponderados do jornal, juntamente com os de Espada). Ou seja, não "educa" a direita, e com o seu tom-radical não atrai e até afasta o centro, tornando assim impossivel a construção de uma imagem credivel do jornal fora da sua área de influencia directa.

Li recentemente o livro de Nuno Garoupa sobre a direita portuguesa, subscrevo quase tudo o que nele é dito, e é muito e muito polemico, só que sou menos pessimista do que ele, não porque pense que a nossa direita é melhor do que ele diz, mas apenas porque ela é tão má, tão má, que lhe bastaria ser razoavel para poder ter sucesso e isso talvez seja possivel a medio prazo.

O país precisa de ter direitas, que consigam ver a realidade, que tenham ideias e ideais e que a partir daí construam projectos mobilizadores. Até agora o que fez o Observador por isso?

Tudo isto é tanto mais grave quanto acontece na mesma altura em que o Expresso, tradicionalmente um jornal do centro, virou claramente à esquerda. Não foi apenas o recrutamento de Louçã (porquê??), nem só os artigos de Santos Guerreiro, quase tudo no jornal virou à esquerda, com a honrosa excepção de Ricardo Costa, que mantem a sua posição ao centro, agora isolado.

Os tempos continuam dificeis para a direita em Portugal, mas continuo a pensar que pelo menos 90% da culpa é apenas dela mesma.

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Louçã diz que vem aí uma campanha eleitoral suja

Francisco Louçã terá medo de uma campanha cheia de casos Robles ?

Mas há um elefante na sala e tudo indica que os dirigentes do Bloco de Esquerda decidiram lidar com ele da pior forma possível. O caso Robles foi uma faca espetada no coração do Bloco de Esquerda e é muito bem possível que daqui a um ano, quando estiverem a votar para as legislativas, os eleitores recordem com nitidez o caso do partido que tinha um dirigente que actuava na sua vida privada de forma contrária aos valores que defendia publicamente. Ora, ao que parece, o Bloco decidiu copiar neste caso os partidos tradicionais, de que o caso Sócrates dentro do PS, quase até ao fim, foi um exemplo. Quando Francisco Louçã avisa que o Bloco está a ser, e ainda vai ser, alvo de uma “campanha suja”, está a reagir como se as notícias que deram conta de que o ex-vereador do BE detém um prédio numa zona propensa à especulação imobiliária, que comprou por pouco e pôs à venda por muito (ainda que a venda não tenha sido concretizada), fossem falsas.

Louçã e Catarina sabem tudo e nunca se enganam

Catarina Martins conseguiu ser mais Louçã que o próprio Francisco.

Mas se o que Louçã fez é uma desonestidade intelectual, Catarina Martins superou o seu mentor. No domingo, em defesa do seu camarada e primeiro vereador eleito pelo BE em Lisboa, Catarina Martins aplicou as piores técnicas demagógicas e populistas. Indignou se contra as alegadas mentiras que os jornais escreveram sobre o impoluto Robles — pois claro, quando as notícias não nos agradam, mata-se o mensageiro.
Catarina Martins teve o topete de atirar lixo para cima do Presidente da República. Reivindicou, como sendo do BE, o conteúdo de uma lei que o deputado do PCP António Filipe já esclareceu resultar de uma alteração na especialidade proposta por si. Atirou se contra o PSD, acusando este partido de, ao ter pedido a demissão de Robles, liderar uma campanha para destruir a luta política do BE no domínio da habitação — uma luta que o próprio Robles enterrou sozinho, sem precisar de ajuda de ninguém, e com direito a toque de finados e missa do sétimo dia.

Eu não concordo com o PCP mas respeito-o agora esta gentalha do Bloco...

Uma democracia aguenta tudo desde Louçã a Trump

"...mas uma verdadeira democracia tem a inestimável possibilidade de remover os pesadelos de quatro em quatro anos, e possui um sistema de pesos e contrapesos que limita o poder aos mais desgraçados governantes. Desde que o sistema funcione, um democrata e uma democracia aguentam tudo, de Francisco Louçã a Donald Trump. Contudo, quando deixa de funcionar, são os pilares básicos do nosso modo de vida que ficam em causa. Essa é, aliás, a razão porque escrevi obsessivamente sobre José Sócrates ao longo dos anos e nunca me cansei de alertar para os seus ataques recorrentes às bases do sistema democrático. Uma coisa são discordâncias acerca das políticas do regime. Outra, muito diferente, são discordâncias acerca do regime político. Acima da esquerda e da direita está a democracia. Eu discordo em tudo de António Costa – menos no essencial. Até há pouco, pensava que poderia dizer o mesmo de Francisco Louçã. Pelos vistos, enganei-me."

Louçã o BE e os artigos de luxo na Venezuela

Os artigos de luxo na Venezuela são cá os artigos de primeira necessidade. Em 15 anos destruiram um país.

Em 2013 o BE fez suas as palavras do Partido da Esquerda Europeia, informando que a Venezuela chavista era ‘caracterizada pela justiça social, solidariedade e outra redistribuição da riqueza, do acesso à educação, saúde e cultura’. E que ‘enquanto que na Europa a democracia está a falhar, na Venezuela a democracia participativa tornou-se num sinal de identidade’. (Estão a bater palmas?)

Como se vê, corre sempre tudo bem nas experiências socialistas, lideradas por esses semideuses que são os políticos amigos dos pobres. A Venezuela está finalmente liberta da tirania dos luxos capitalistas (aquilo que por cá chamamos bens de primeira necessidade). Estou certa que a comunicação social não deixará de pedir comentários ao BE e a Louçã sobre os bons sucessos daquele país. Afinal BE e Louçã nem andam escondidos, até apoiam o (des)governo.

A gravata de Louçã

Para Louçã há corruptos à esquerda e à direita mas uns são mais corruptos do que outros. Os da sua área política são menos corruptos. Vai-se a ver e Louçã ao longo dos anos reage conforme são dos seus ou são da direita. Agora até aconselha calma em relação aos Espírito Santo. E ao que se passa no Brasil deita água benta. O mesmo Louçã que açoitou Dias Loureiro, Relvas, Cavaco Silva, Paulo Portas e Passos Coelho

Em relação aos Papéis do Panamá nem uma palavra para os comunistas e neo-comunistas que por lá aparecem ao lado de barões da droga. Que havia capitalistas nas off shores já sabíamos agora que a classe dirigente comunista mundial lá esteja a esconder dinheiro sujo é que é uma surpresa de arromba.

O poder estraga os políticos e a gravata de Louçã é disso prova. Os sistemas políticos não mudam a natureza humana ao contrário do que Louçã pensa. Para os suspeitos da sua área política temos um Louçã institucionalista para os suspeitos da direita temos um Louçã revolucionário.

Mas Louçã sabe que são iguais com ou sem gravata .

 

BE e PCP e o medo de governar

Francisco Louçã e Daniel Oliveira estão em guerra aberta. Acusam-se mutuamente de terem mudado de opinião à velocidade da luz. Quanto ao Euro e quanto à UE. Devo dizer que tenho admiração intelectual pelo Prof Francisco Louçã e que sigo as suas posições políticas há muito. Criticamente, mas com admiração. Foi essa atenção que dedico às opiniões de Louçã que permitiram que me apercebesse que a partir de uma certa altura ( quando o BE atingiu o seu maior score eleitoral) da mudança do seu pensamento  político. Estranhamente o BE começou a aderir às posições políticas do PCP quando tudo indicava que estava cada vez mais próximo do PS e da governação. E Louçã foi deixando um rasto de destruição atrás de si. Alimentou a eleição de uma liderança bicéfala quando entre João Semedo e Catarina Martins não há diferença nenhuma. Semedo foi quase toda a vida um quadro do PCP e não mudou em nada. Ocorre-me se Semedo não está no BE para fazer o trabalho tantas vezes exigido pelo PCP aos seus militantes. Quanto a Catarina Martins e à sua cassete sem sentido torna impossível compreender que ultrapassasse tudo e todos e chegasse a líder. Quem vir umas fotos ou vídeos daquele tempo compreenderá que foi à custa de Ana Drago, que é mil vezes mais experiente e competente.

A luta é entre quem quer fazer parte da solução e quem quer continuar na sua zona de conforto a criticar e sem acrescentar nada. As recentes posições do BE revelam o mesmo medo que tolhe o PCP. Governar!