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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Livre dá razão a quem criticou Joacine e expulsa deputada

Quem criticou a deputada foi de imediato apelidado de racista não fosse a senhora negra. Mas do que se tratava é que era e é demasiado evidente é que a senhora não tem preparação para exercer a função. Bem para lá da sua gaguez.

Vai agora o partido "LIVRE" discutir uma moção no congresso no sentido da deputada pedir a demissão a Assembleia da República e, no caso da deputada não aceitar, ser-lhe retirada a "confiança política". Vamos ouvir os militantes :

"Portugal não escapa, a degradação dos serviços públicos que se agravou apesar do governo da 'Gerigonça', a chegada da extrema-direita ao parlamento e a perigosa cooptação que esta tem feito de temas como a corrupção, entre outras questões prementes em que é necessário que o LIVRE tenha não apenas uma palavra a dizer, mas em também se assuma como uma voz que deve ser ouvida."

E a isto "acresce o facto de as intervenções da deputada no hemiciclo evidenciarem falta de preparação, circunstância que encontra parte da explicação no facto do gabinete parlamentar assumir uma postura dissidente em relação aos órgãos do partido, com destaque para o Grupo de Contacto [direção executiva do partido, que Joacine ainda integra]".

Mas estar de cócoras perante o ódio desta gente parece ser de bom tom. Não contem comigo

Sabem o que é uma cacique ? E um burro?

Ninguém a conhecia a não ser os amigos lá da rua. Não se conhece obra mas chegou à primeira posição na lista de candidatos a deputados de um partido com vastas hipóteses de meter um deputado por Lisboa.

Depois de eleita soubemos que sofria de uma gaguez extrema ( nada abonatório para uma deputada), era racista e sofria de um ódio que não escondia. E como é que uma pessoas com estas características chega a deputada?

NO PS e no PSD há os chamados caciques que arregimentam centenas ou mesmo milhares de militantes mas que, como o partido tem uns milhares de militantes, influenciam, mas pouco.Num pequeno partido como o LIVRE umas centenas de militantes arranjam-se lá no bairro e influenciam decididamente o resultados das listas de candidatos.

Viu-se no dia das eleições logo após conhecidos os resultados.

E quem é o burro ? É o fundador (fundadores) do partido que vão nesta conversa da democracia directa sem filtros. Andaram a trabalhar anos para oferecerem de bandeja um lugar elegível a quem não oferece mais-valia nenhuma.

A senhora agora nem sequer cumpre o programa do partido e o presidente diz que vai meter tudo na trilha. E, faz como, se a senhora foi mandatada como já fez questão de sublinhar? Vai usar meios não democráticos? Fica sem deputada ? Vai engolir uma deputada independente ?

Será que a senhora assinou algum documento em que aceita defender as posições políticas do partido na assembleia?

Sim, é verdade, não gosto dela nem um bocadinho e não lhe perdoo que, por causa da sua imensa vaidade e ignorância, se possa perder uma voz democrática no Parlamento.

O discurso radical do LIVRE

Rui Tavares começou por implementar no partido uma matriz ideológica socialista, mas, com a eleição directa de Joacine para cabeça de lista em Lisboa, o discurso mudou para radical.

É que o ativismo radical, de que Joacine Moreira se reclama seguidora, é uma ideologia provocatória que se baseia na subversão de todos os consensos, por meio de práticas como o desafio, a vitimização, a encenação e, no limite, a desobediência civil. E se tal é legítimo em ditadura, quando as liberdades estão condicionadas, deixa de fazer sentido em democracia, onde estas são garantidas.

O ativismo radical de Joacine Moreira subverte estes princípios salutares, com o objetivo de impor exclusivamente a vontade das minorias, condicionando todos os que não se revêm nas suas ideias, acusando-os prontamente de racistas, preconceituosos, homofóbicos, e por aí fora.

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Não há refúgio para o ódio

A Europa pode dar refúgio a quem foge da miséria e da guerra mas não pode dar refúgio ao ódio.O ódio é uma dor que não tem refúgio.

O que vemos é gente que procurou acolhimento nos países europeus cheia de ódio contra quem os acolheu.Mas o ódio não é bom conselheiro e não apaga feridas nem dramas.

Eu votei na INICIATIVA LIBERAL e amigos meus votaram no LIVRE. Movidos pela vontade de abrir caminhos a novas ideias. Diga-se que para além do Liberalismo sempre me ter atraído, a personalidade do João Cotrim Figueiredo também ajudou à decisão, ao contrário da número um da lista do partido da esquerda que, diga-se de verdade, não me convenceu que trouxesse diferenças substantivas em relação ao BE de onde nasceu.

Esses meus amigos estão estupefactos com a virulência do discurso e o ódio da mensagem da senhora deputada que se considera uma vítima. Profundamente marcada pela gaguez e pela cor da pele,  a senhora quer-nos impor uma e outra. Ora, a senhora ainda não percebeu algo de muito claro.Tem tanta legitimidade quem gosta dela como quem não gosta.

A senhora deputada é que não pode destilar ódio contra quem a acolheu e fez dela deputada.Somos nós as vítimas.

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Para o LIVRE/ Tempo de Avançar a Segurança Social é sacrossanta

Tal como muitos outros têm defendido não é boa ideia ir tirar dinheiro à Segurança Social. E o primeiro argumento é que ninguém pode assegurar que no futuro esse dinheiro volta. A economia não cresce há 15 anos e os políticos não têm uma varinha de condão para criarem postos de trabalho.

E todos estão contra a redução da TSU incluindo muita gente do PS. Ir buscar mais dinheiro através de um imposto sobre as empresas que criem pouco emprego.  Chama-se diversificar as fontes de financiamento, não sabemos é se esse imposto social não empurra essas empresas para fora do país. 

"A sustentabilidade da Segurança Social é sacrossanta para o Livre/Tempo de Avançar e somos contra formas de experimentalismo que reduzam as possibilidades dessa sustentabilidade. Por essa razão, temos estado contra a possibilidade de diminuição da TSU prevista no quadro macroeconómico do PS".

Vão ter que encontrar uma solução negociada porque o problema existe e não desaparece só porque é dificil. Cortar nas pensões a partir de um certo limite ? É uma hipótese mas todos têm que meter a cabeça no cepo.

Acorda molhado quem se deita com a criançada

Tem sido o drama do PS. À sua esquerda não há como fazer coligação. O PCP não quer a não ser que o PS deixe de ser quem é. Ora isso é impossível e o PCP sabe-o melhor do que ninguém. Depois é só dizer que o PS não quer fazer uma política de esquerda.

O que não está bem explicado é porque não teve o BE o papel que podia ter tido no arco da governação. Se o PS quisesse teria sido uma possibilidade ? Como não conseguiu foi lá (ao bloco) tirar uma parte. Ana Drago, Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias e o LIVRE. Todos ao colo do PS e por sua iniciativa . Se todos juntos valerem 5/6% podem ser a chave isto se o PS cumprir a sua parte. Ganhar folgadamente mas sem maioria absoluta. Estimular o aparecimento destes partidos foi uma estratégia bem delineada por António Costa. É o contraponto do que se passa à direita com a coligação PSD/CDS

O problema é que a "pequenada" tem uma virtuosa opinião acerca de si mesma pelo que, cada um deles, tratou de criar o seu próprio partido. E agora o PS tem que preencher os apetites não de um mas de três ou quatro.

Acorda molhado quem se deita com a criançada

O Rui Tavares é LIVRE de dizer disparates

Ficção

A meu ver, a ideia de um "Governo da esquerda junta" não tem pés para andar entre nós.
Primeiro, os partidos à esquerda do PS não nasceram para governar mas sim para serem contra o governo (qualquer que ele seja), nem querem sujar as mãos a governar. Basta analisar as suas propostas para verificar que, a serem postas em prática, o País não tardaria a entrar em bancarrota e a economia em pantanas.
Segundo, são mais as coisas que dividem os partidos à esquerda do que as coisas que os unem. Além disso, as divisões entre o PS e os outros respeitam aos próprios fundamentos da economia, do Estado e da sociedade: economia de mercado, democracia liberal, disciplina orçamental, integração no Euro e na União Europeia.
Por conseguinte, a ideia de um governo de união de esquerda não pertence à ordem da realidade política mas sim à ordem da ficção política.


O LIVRE vai desaguar no PS

O melhor título para este excelente texto do Luis Rainha já foi usado no Insurgente " A longa marcha de Rui Tavares para o PS". Todos lhe perguntam se vai voltar para deputado europeu ele, o mais independente de todos. Como pode Rui Tavares recusar o chamamento ? Não pode. Por isso começa com o LIVRE e avança para as próximas europeias.

Mas Catarina, já veio dizer que a unidade da esquerda não se faz com divisionismo, faz-se no BE. É uma bela frase que pode acabar em namoro. Mas o casamento mais provável parece ser com o PS cuja ala esquerda vê com bons olhos a direita do BE entrar-lhe pela porta. E não vai sozinho. Vai a Joana que saiu do BE para ser porta voz da juventude da campanha de Mário Soares. No fim ficam todos bem.

LIVRE !

 

 



Um comentário retirado do 5 Dias. Se o novo partido for o que o Nuno Cardoso da Silva aqui diz também alinho.

Nuno Cardoso da Silva diz:

 

O João Vilela perdeu tempo demais para escrever apenas um chorrilho de disparates inspirado na alta consideração que tem pelo seu próprio intelecto, como se verborreia fosse sinónimo de reflexão.

O João não sabe nada do Livre, mas apetecia-lhe que fosse a caricatura que desenhou. Sempre era mais fácil de atacar. O que o Livre vai ser nem nós que lá estamos sabemos. Para já cada um de nós saberá aquilo que gostaria que fosse, e cada um vai tentar que ele seja tão próximo quanto possível do ideal de cada um. Mas isso vai depender do trabalho de todos. O João diria, da vontade do colectivo… Nos meses que se seguem viremos a ter uma ideia do que isso vai significar.

Mas para já há uma certeza: o valor central é o da liberdade. Uma liberdade associada à igualdade e à solidariedade, tal como foi proposto pela revolução francesa, e acompanhada do socialismo, da ecologia e da democracia. E liberdade significa ausência de coacção. E isso já chega para incomodar o João, cuja prática política está ideologicamente associada à coacção, na ditadura do proletariado e no centralismo pseudo-democrático que nada mais é do que a imposição da vontade da vanguarda auto-assumida. Pois é. Nós queremos construir o socialismo em liberdade, coisa que o João não sabe nem o que é nem como se faz. É evidente que na luta contra a oligarquia capitalista a liberdade do opressor será suplantada pela liberdade do oprimido. A vontade da maioria oprimida manifestar-se-á na alteração das regras que permitem a exploração por parte da minoria. Mas isso far-se-á sem ditaduras – do proletariado ou outras -, sem Gulags, sem Tchekas, sem fuzilamentos. Apenas pela vontade democrática de um povo consciente dos seus direitos.

Acha o João que para ser socialista o Livre teria de assumir uma lógica de classe. Mas o que é classe, hoje em dia? Quando olho para a nossa sociedade vejo opressores e oprimidos, mas estes são tão diversos que querer reduzi-los a um conceito de classe, tipo proletariado, é ridículo. Os oprimidos não constituem uma classe, constituem uma categoria de cidadãos com um único objectivo comum, que é acabar com a opressão e a exploração. Metê-los todos numa única carroça é uma típica ideia marxista-leninista que se destina apenas a mais facilmente os controlarem. Mas substituída a exploração capitalista pela produção em auto-gestão, em que os trabalhadores – e não o estado – são proprietários e gestores dos meios de produção, cada um se organizará como bem entender, livres de serem uma ou mais classes, ou não. O papel do estado é o de destruir os mecanismos da opressão e da exploração, não é o de dirigir tudo o que acontece. Eliminados esses mecanismos, compete ao estado impedir a sua reconstituição, e deixar aos cidadãos a liberdade de viverem e produzirem como bem entenderem. Em liberdade. Num sistema democrático que respeite a vontade e a participação livre dos cidadãos.

Tu nunca perceberás isto, pelo que nunca poderás perceber o que o Livre pretende construir. Tudo o que disseres e escreveres a este respeito não pode, nunca, ser mais do que um chorrilho de asneiras.