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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Sabem o que é uma cacique ? E um burro?

Ninguém a conhecia a não ser os amigos lá da rua. Não se conhece obra mas chegou à primeira posição na lista de candidatos a deputados de um partido com vastas hipóteses de meter um deputado por Lisboa.

Depois de eleita soubemos que sofria de uma gaguez extrema ( nada abonatório para uma deputada), era racista e sofria de um ódio que não escondia. E como é que uma pessoas com estas características chega a deputada?

NO PS e no PSD há os chamados caciques que arregimentam centenas ou mesmo milhares de militantes mas que, como o partido tem uns milhares de militantes, influenciam, mas pouco.Num pequeno partido como o LIVRE umas centenas de militantes arranjam-se lá no bairro e influenciam decididamente o resultados das listas de candidatos.

Viu-se no dia das eleições logo após conhecidos os resultados.

E quem é o burro ? É o fundador (fundadores) do partido que vão nesta conversa da democracia directa sem filtros. Andaram a trabalhar anos para oferecerem de bandeja um lugar elegível a quem não oferece mais-valia nenhuma.

A senhora agora nem sequer cumpre o programa do partido e o presidente diz que vai meter tudo na trilha. E, faz como, se a senhora foi mandatada como já fez questão de sublinhar? Vai usar meios não democráticos? Fica sem deputada ? Vai engolir uma deputada independente ?

Será que a senhora assinou algum documento em que aceita defender as posições políticas do partido na assembleia?

Sim, é verdade, não gosto dela nem um bocadinho e não lhe perdoo que, por causa da sua imensa vaidade e ignorância, se possa perder uma voz democrática no Parlamento.

O discurso radical do LIVRE

Rui Tavares começou por implementar no partido uma matriz ideológica socialista, mas, com a eleição directa de Joacine para cabeça de lista em Lisboa, o discurso mudou para radical.

É que o ativismo radical, de que Joacine Moreira se reclama seguidora, é uma ideologia provocatória que se baseia na subversão de todos os consensos, por meio de práticas como o desafio, a vitimização, a encenação e, no limite, a desobediência civil. E se tal é legítimo em ditadura, quando as liberdades estão condicionadas, deixa de fazer sentido em democracia, onde estas são garantidas.

O ativismo radical de Joacine Moreira subverte estes princípios salutares, com o objetivo de impor exclusivamente a vontade das minorias, condicionando todos os que não se revêm nas suas ideias, acusando-os prontamente de racistas, preconceituosos, homofóbicos, e por aí fora.

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Não há refúgio para o ódio

A Europa pode dar refúgio a quem foge da miséria e da guerra mas não pode dar refúgio ao ódio.O ódio é uma dor que não tem refúgio.

O que vemos é gente que procurou acolhimento nos países europeus cheia de ódio contra quem os acolheu.Mas o ódio não é bom conselheiro e não apaga feridas nem dramas.

Eu votei na INICIATIVA LIBERAL e amigos meus votaram no LIVRE. Movidos pela vontade de abrir caminhos a novas ideias. Diga-se que para além do Liberalismo sempre me ter atraído, a personalidade do João Cotrim Figueiredo também ajudou à decisão, ao contrário da número um da lista do partido da esquerda que, diga-se de verdade, não me convenceu que trouxesse diferenças substantivas em relação ao BE de onde nasceu.

Esses meus amigos estão estupefactos com a virulência do discurso e o ódio da mensagem da senhora deputada que se considera uma vítima. Profundamente marcada pela gaguez e pela cor da pele,  a senhora quer-nos impor uma e outra. Ora, a senhora ainda não percebeu algo de muito claro.Tem tanta legitimidade quem gosta dela como quem não gosta.

A senhora deputada é que não pode destilar ódio contra quem a acolheu e fez dela deputada.Somos nós as vítimas.

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Para o LIVRE/ Tempo de Avançar a Segurança Social é sacrossanta

Tal como muitos outros têm defendido não é boa ideia ir tirar dinheiro à Segurança Social. E o primeiro argumento é que ninguém pode assegurar que no futuro esse dinheiro volta. A economia não cresce há 15 anos e os políticos não têm uma varinha de condão para criarem postos de trabalho.

E todos estão contra a redução da TSU incluindo muita gente do PS. Ir buscar mais dinheiro através de um imposto sobre as empresas que criem pouco emprego.  Chama-se diversificar as fontes de financiamento, não sabemos é se esse imposto social não empurra essas empresas para fora do país. 

"A sustentabilidade da Segurança Social é sacrossanta para o Livre/Tempo de Avançar e somos contra formas de experimentalismo que reduzam as possibilidades dessa sustentabilidade. Por essa razão, temos estado contra a possibilidade de diminuição da TSU prevista no quadro macroeconómico do PS".

Vão ter que encontrar uma solução negociada porque o problema existe e não desaparece só porque é dificil. Cortar nas pensões a partir de um certo limite ? É uma hipótese mas todos têm que meter a cabeça no cepo.

Acorda molhado quem se deita com a criançada

Tem sido o drama do PS. À sua esquerda não há como fazer coligação. O PCP não quer a não ser que o PS deixe de ser quem é. Ora isso é impossível e o PCP sabe-o melhor do que ninguém. Depois é só dizer que o PS não quer fazer uma política de esquerda.

O que não está bem explicado é porque não teve o BE o papel que podia ter tido no arco da governação. Se o PS quisesse teria sido uma possibilidade ? Como não conseguiu foi lá (ao bloco) tirar uma parte. Ana Drago, Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias e o LIVRE. Todos ao colo do PS e por sua iniciativa . Se todos juntos valerem 5/6% podem ser a chave isto se o PS cumprir a sua parte. Ganhar folgadamente mas sem maioria absoluta. Estimular o aparecimento destes partidos foi uma estratégia bem delineada por António Costa. É o contraponto do que se passa à direita com a coligação PSD/CDS

O problema é que a "pequenada" tem uma virtuosa opinião acerca de si mesma pelo que, cada um deles, tratou de criar o seu próprio partido. E agora o PS tem que preencher os apetites não de um mas de três ou quatro.

Acorda molhado quem se deita com a criançada

O Rui Tavares é LIVRE de dizer disparates

Ficção

A meu ver, a ideia de um "Governo da esquerda junta" não tem pés para andar entre nós.
Primeiro, os partidos à esquerda do PS não nasceram para governar mas sim para serem contra o governo (qualquer que ele seja), nem querem sujar as mãos a governar. Basta analisar as suas propostas para verificar que, a serem postas em prática, o País não tardaria a entrar em bancarrota e a economia em pantanas.
Segundo, são mais as coisas que dividem os partidos à esquerda do que as coisas que os unem. Além disso, as divisões entre o PS e os outros respeitam aos próprios fundamentos da economia, do Estado e da sociedade: economia de mercado, democracia liberal, disciplina orçamental, integração no Euro e na União Europeia.
Por conseguinte, a ideia de um governo de união de esquerda não pertence à ordem da realidade política mas sim à ordem da ficção política.


O LIVRE vai desaguar no PS

O melhor título para este excelente texto do Luis Rainha já foi usado no Insurgente " A longa marcha de Rui Tavares para o PS". Todos lhe perguntam se vai voltar para deputado europeu ele, o mais independente de todos. Como pode Rui Tavares recusar o chamamento ? Não pode. Por isso começa com o LIVRE e avança para as próximas europeias.

Mas Catarina, já veio dizer que a unidade da esquerda não se faz com divisionismo, faz-se no BE. É uma bela frase que pode acabar em namoro. Mas o casamento mais provável parece ser com o PS cuja ala esquerda vê com bons olhos a direita do BE entrar-lhe pela porta. E não vai sozinho. Vai a Joana que saiu do BE para ser porta voz da juventude da campanha de Mário Soares. No fim ficam todos bem.

LIVRE !

 

 



Um comentário retirado do 5 Dias. Se o novo partido for o que o Nuno Cardoso da Silva aqui diz também alinho.

Nuno Cardoso da Silva diz:

 

O João Vilela perdeu tempo demais para escrever apenas um chorrilho de disparates inspirado na alta consideração que tem pelo seu próprio intelecto, como se verborreia fosse sinónimo de reflexão.

O João não sabe nada do Livre, mas apetecia-lhe que fosse a caricatura que desenhou. Sempre era mais fácil de atacar. O que o Livre vai ser nem nós que lá estamos sabemos. Para já cada um de nós saberá aquilo que gostaria que fosse, e cada um vai tentar que ele seja tão próximo quanto possível do ideal de cada um. Mas isso vai depender do trabalho de todos. O João diria, da vontade do colectivo… Nos meses que se seguem viremos a ter uma ideia do que isso vai significar.

Mas para já há uma certeza: o valor central é o da liberdade. Uma liberdade associada à igualdade e à solidariedade, tal como foi proposto pela revolução francesa, e acompanhada do socialismo, da ecologia e da democracia. E liberdade significa ausência de coacção. E isso já chega para incomodar o João, cuja prática política está ideologicamente associada à coacção, na ditadura do proletariado e no centralismo pseudo-democrático que nada mais é do que a imposição da vontade da vanguarda auto-assumida. Pois é. Nós queremos construir o socialismo em liberdade, coisa que o João não sabe nem o que é nem como se faz. É evidente que na luta contra a oligarquia capitalista a liberdade do opressor será suplantada pela liberdade do oprimido. A vontade da maioria oprimida manifestar-se-á na alteração das regras que permitem a exploração por parte da minoria. Mas isso far-se-á sem ditaduras – do proletariado ou outras -, sem Gulags, sem Tchekas, sem fuzilamentos. Apenas pela vontade democrática de um povo consciente dos seus direitos.

Acha o João que para ser socialista o Livre teria de assumir uma lógica de classe. Mas o que é classe, hoje em dia? Quando olho para a nossa sociedade vejo opressores e oprimidos, mas estes são tão diversos que querer reduzi-los a um conceito de classe, tipo proletariado, é ridículo. Os oprimidos não constituem uma classe, constituem uma categoria de cidadãos com um único objectivo comum, que é acabar com a opressão e a exploração. Metê-los todos numa única carroça é uma típica ideia marxista-leninista que se destina apenas a mais facilmente os controlarem. Mas substituída a exploração capitalista pela produção em auto-gestão, em que os trabalhadores – e não o estado – são proprietários e gestores dos meios de produção, cada um se organizará como bem entender, livres de serem uma ou mais classes, ou não. O papel do estado é o de destruir os mecanismos da opressão e da exploração, não é o de dirigir tudo o que acontece. Eliminados esses mecanismos, compete ao estado impedir a sua reconstituição, e deixar aos cidadãos a liberdade de viverem e produzirem como bem entenderem. Em liberdade. Num sistema democrático que respeite a vontade e a participação livre dos cidadãos.

Tu nunca perceberás isto, pelo que nunca poderás perceber o que o Livre pretende construir. Tudo o que disseres e escreveres a este respeito não pode, nunca, ser mais do que um chorrilho de asneiras.