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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A alternativa ao SNS não pode ser uma lista de espera

Não, não pode ser. Há alternativas, sejam elas do sector social, do sector privado ou mesmo no estrangeiro. Os doentes não podem permanecer meses à espera de uma cirurgia para além do prazo medicamente recomendado. Não se trata de ideologia, trata-se de humanismo.

Ainda há bem pouco tempo todo o país se ergueu na ajuda a uma bébé que necessitava de um medicamento que só existe nos USA. E a criança foi tratada como não podia deixar de ser.

O que se está a passar no SNS é uma preocupação ( devia ser) para todos os cidadãos, porque basta a doença bater à porta a um de nós para que a ideia de fazer parte de uma lista de espera se mostre na sua total desumanidade.

Não aceito tal arbítrio para ninguém mesmo para os que, cegos pela ideologia, entendem que o sofrimento ou mesmo a morte é uma alternativa.

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As listas de espera nos hospitais fazem parte da solução para a extrema esquerda

Nem com o Hospital Militar (pertencente ao SNS público) as parcerias para reduzir as listas de espera de doentes para cirurgia funcionam. É que como há muito aqui escrevo as listas de espera não são um mal, pelo contrário, fazem parte da solução para estes demagogos amigos dos pobrezinhos. O que lhes interessa é a pureza ideológica não são os doentes.

Com acordo estabelecido entre o Ministério e o Hospital Militar ( pólos de Lisboa e Porto) em 2018 para redução das listas de espera, nem um doente foi operado ao abrigo da parceria. O Ministério diz que o HM ainda não formalizou a disponibilidade e o HM diz que o MS ainda não indicou qualquer doente. Doentes sofrem enquanto estes burocratas estatais brincam com a saúde dos que não podem financeiramente recorrer aos hospitais privados.

E mesmo assim há quem ache que o dinheiro dos impostos não deve ser utilizado fora dos hospitais públicos não vá os hospitais privados terem lucro. No caso do HM a questão nem se coloca porque é o orçamento do Estado que paga a exploração corrente do HM.

Eu por mim nunca deixarei sem protesto que os meus concidadãos sofram em qualquer lista de espera. Não há nenhuma razão superior ao sofrimento dos doentes.E como se vê não é nada por razões de promiscuidade entre os dois sectores.

É por razões ideológicas estúpidas e inumanas.

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Ninguém é obrigado a frequentar uma má escola ou um mau hospital

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Em apenas seis meses cresce para 132 000 o número de utentes tratados fora da área de residência.Ninguém é obrigado a aceder a um mau hospital ou a uma má escola. Ninguém é obrigado a morrer enquanto espera por uma cirurgia. Ninguém é obrigado a ficar para trás só porque frequenta uma má escola pública.

É que são os mais pobres os prejudicados.

 

Os "avanços" no SNS

Greves dos médicos e dos enfermeiros. Listas de espera com doentes a morrerem por falta de cirurgia em tempo medicamente razoável. Avanços ?

Impedir as PPP que são reconhecidamente uma boa solução. Baixar de 45 horas para 35 horas a prestação do trabalho. Impedir a coordenação entre sector público e privado. Reduzir o tempo de protecção da patente dos medicamentos o que obriga as farmacêuticas a elevar o preço por forma a obter o retorno do investimento. Acabar com as taxas moderadoras e assim favorecer os abusos.

A saúde tal como o inferno está cheia de grandes ideias com a particularidade de desfavorecer sempre os doentes. Se está doente não pode socorrer-se do hospital mais capaz de o tratar tem que ser num daqueles hospitais que o envia com guia de marcha para a "lista da morte lenta".  Razão ? Para os políticos ideologicamente doentes só há hospitais públicos e privados não havendo razão para existirem hospitais uns mais acessíveis que outros para facultarem o serviço em tempo útil.

Como é fácil de ver os verdadeiros problemas são as PPP, é a existência de hospitais privados, são as taxas moderadoras, é uma nova Lei de bases...

E o que se faz às listas de espera ? E ao subfinanciamento ? E à falta de pessoal ? E aos velhos a morrer? 

Acerca do que é realmente importante não se ouve um pio aos progressistas.

A questão central não é sindical, nem ideológica e muito menos partidária. É, essencialmente, moral. Como nos relacionamos uns com os outros? Como procedemos perante os nossos mais velhos, perante os deficientes, perante os incapacitados? Era isto que gostaria de ver discutido, e não senhoras e senhores aos berros, ou com ar calmo, a acusarem-se e a dizerem meias-verdades sobre temas que de modo nenhum são centrais.

 

Optimizar a capacidade hospitalar instalada no país é a solução

Ou se está do lado do doente ou do lado da ideologia. Estar ao lado doente é dar solução aos seus problemas de saúde com a maior qualidade e no mais curto espaço de tempo. O resto é treta seja pública ou privada.

A medida abrange 99 mil doentes para a primeira consulta de especialidades hospitalares e 21 mil com indicação cirúrgica. Estes números correspondem a uma parte reduzida do total de inscritos em lista de espera - equivalem a 15% dos que aguardam atendimento e 8,8% operação.

Está ainda prevista a autorização para os hospitais avançarem com "o reforço da atividade assistencial com recurso a produção adicional". Significa isto que podem avançar com o pagamento suplementar às equipas que deem resposta aos 120 mil doentes identificados.

Mas os actos médicos devem ser executados o mais próximo possível : "Vai ser muito difícil conseguir recuperar as listas de espera sem que o setor público seja reforçado, por exemplo em recursos humanos", afirmou. Este dirigente explicou que as pessoas na lista de espera têm poucos recursos e as viagens longas não são atraentes. "Tivemos uma experiência para transferir doentes que estavam em espera no Hospital de Vila Real para o Porto e a maioria não quis porque não tinha como pagar as viagens."

Se o hospital é público ou privado não é problema para os doentes.

As listas de espera hospitalares só têm doentes pobres

Os doentes remediados e ricos acedem aos hospitais privados. Para a direita a solução é o Estado emitir vouchers a favor dos doentes e estes serem operados ou consultados dentro dos prazos medicamente aconselhados no privado. Para a esquerda a solução é os pobres aguentarem porque a saúde não pode ser um negócio para os privados.

É chocante, não é ?

Na Educação também é mais ou menos assim. As más escolas públicas estão cheias de alunos pobres e não podem frequentar boas escolas privadas porque a Educação não é um negócio.

Num e noutro caso quem sofre é o doente e o aluno. Ganha a ideologia.

Cada vez mais os governos trocam a ideologia pelas medidas funcionais no sentido de alcançarem o bem da maioria da população. É que de boas intenções está o inferno cheio.

Os dados das listas de espera são "desastrosos" e envergonham o país

Enquanto olharmos para o SNS como um instrumento da luta política e ideológica, separando a oferta em pública, social e privada e travarmos o acesso e a livre escolha, as listas de espera serão cada vez maiores. E quem sofre são os doentes.

Na doença não há seres humanos de primeira e de segunda, nem seres humanos que têm acesso a cuidados dentro dos prazos medicamente indicados e outros não. Há seres humanos que têm o direito a aceder ao "estado da arte" disponível que tanto pode ser encontrado nos hospitais públicos como nos hospitais privados.

Não me convidem para aceitar listas de espera onde só estão doentes pobres que o Estado impede de aceder aos tratamentos disponíveis. Nos hospitais públicos por não haver disponibilidade de meios técnicos e humanos e nos hospitais privados, por o PCP e o BE não o consentirem por razões ideológicas.

O Estado perante este cenário que não muda para melhor, tem obrigação de negociar com os privados protocolos isentos e financeiramente razoáveis para que os doentes deixem de ser as vítimas de combates ideológicos que nada têm a ver com o Serviço Nacional de Saúde.

Avancem para um Sistema Nacional de Saúde que junte em cooperação o público, o social e o privado. A bem dos doentes.

Cuidado com as PPP na saúde - os doentes não importam

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Quer dizer que se tivessem sido operados teriam sobrevivido, diz a ministra com o ar mais sonso que se pode ter. Problema, problema, é se estes doentes que morreram ( estes 70% e mais os 30% que morreram fora do prazo de validade) tivessem sido operados a tempo e horas por uma qualquer PPP ou por hospital privado com contrato de associação. Isso sim, é que tinha sido um desperdício com o dinheiro do estado( ?) a ser usado para salvar doentes em lista de espera.

Um vómito. O BE e o PCP e parte do PS também pensam assim.

Temos a melhor burocracia do mundo. Os doentes podem morrer mas o que importa é que o tempo de espera está ser respeitado.

A agora ministra "limpou" doentes das listas de espera - a ideologia mata

Expurgou, rectifica Marta Temido o que vale toda a diferença. E, assim, o SNS em vez de enviar os doentes que não pode tratar para os hospitais privados e sociais, apaga aqueles casos que escandalosamente esperam muito para além do período medicamente razoável.

Morreram cerca de 2 600 doentes em lista de espera diz o Bastonário dos médicos. Mas isto não comove ninguém, ora essa. O governo, o PCP e o BE já andam a negociar acabar com as taxas moderadoras e com as parcerias-público-privadas que, essas sim, deixam morrer os doentes.

Os peritos detectaram uma série de factores que “contribuem para o aumento dos tempos de espera” nas cirurgias programadas. Desde logo, os “sucessivos adiamentos e cancelamentos”, por “lapso do hospital”. Mas também a “não emissão” de vales-cirurgia e de notas de transferência para outras unidades de saúde – dois mecanismos usados para dar uma nova opção ao doente quando o tempo máximo de resposta se aproxima do fim.

Mas, é claro, esta opção incorre no pecado mortal de usar os privados. Digam lá se a ideologia não mata ?