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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Linha vermelha : 5% taxa de juro da dívida

Nas actuais condições, com a economia a crescer 1,3% e o défice fixar-se à volta dos 1,9% a taxa de juro alcança a linha vermelha nos 5% isto apesar da prenda no sapatinho do BCE.

Porque sobe a dívida ? Porque há despesa que vai directamente à dívida sem passar pelo défice . E ainda falta o dinheiro injectado na CAIXA e no Banco Novo . Lembre-se que com Teixeira dos Santos a linha vermelha foram os 7% . Quando os governantes ou as instituições financeiras começam a falar de linhas vermelhas nas taxas de juro é certo que não tardam em lá chegar. No nosso caso foi a agência DBRS ao falar em 4% e a desdizer-se no dia seguinte mas apontando o dedo ao débil crescimento da economia.

Tendo em conta a situação frágil da economia e das finanças publicas portuguesas, não tardará muito para que, tal como em 2011, o mercado se possa fechar. E como as contas feitas no Excel dos vários analistas não serão muito diferentes destas, é provável que os alarmes disparem caso as taxas de juro subam para os 5% (o que equivale provavelmente a uma taxa de 5,5% a dez anos) de uma forma permanente — partindo do principio que o crescimento se mantém nos níveis actuais e que o superávit primário de 2,8% do PIB não só é atingido, como se mantém.

A Caixa entre linhas vermelhas

A trapalhada é grande e ameaça continuar. O Plano de Negócio negociado pelo governo e o BCE, apresenta linhas vermelhas para o PCP e o BE

Fundamentalmente, para comunistas e bloquistas, a CGD não tem como objectivo único ganhar dinheiro tem também que estar presente em todos os concelhos. Por isso não há que fechar os tais 300 balcões e despedir os 2 500 trabalhadores.

Mas esta é a mesma Caixa que viu aprovada uma recapitalização nos mesmos moldes dos outros bancos . Que não vai ao défice mas que vai à dívida e ao financiamento dos privados. Mil milhões em obrigações de alto risco e com taxas elevadas ( 4%-8%). A Caixa ainda vai ser uma geringonça à imagem do seu criador. Nem pública nem privada antes pelo contrário.

Louçã diz mesmo que aquela frase do plano de negócio que fala na revisão da actividade é sinistra. Ninguém sabe do que se trata e PCP e BE têm que se bater para que a Caixa seja ainda maior. Retirar de Espanha onde se perderam já mil milhões ? Nem pensar. Tal como o Estado a CGD tem que estar em todos os lugares mesmo que seja para atrapalhar.